Teaser traz Natalie Portman e Julianne Moore em novo drama do diretor de “Carol”
A Netflix divulgou o primeiro teaser de “May December”, novo filme de Todd Haynes (“Carol”), protagonizado por Natalie Portman (“Thor: Amor e Trovão”) e Julianne Moore (“Kingsman: O Círculo Dourado”). A narrativa segue uma atriz (Portman) que viaja até o Maine para estudar a vida de uma mulher da vida real (Moore), que ela vai interpretar em um filme. A personagem de Moore era uma mulher casada que teve um romance com um adolescente de 13 anos. Depois de ir para a prisão e cumprir pena judicial, ela se casou com o jovem, vivido por Charles Melton (de “Riverdale”), e se mudou para o subúrbio, tentando levar uma vida discreta. Mas nem duas décadas de distância fizeram o escândalo ser esquecido e agora sua vida é revirada pela estranha em sua casa. A interação entre a atriz e o casal traz à tona questões emocionais até então adormecidas. Do Festival de Cannes para o streaming O filme teve première mundial em maio passado, no Festival de Cannes, onde recebeu uma salva de palmas do público em pé por oito minutos. As primeiras reações dos críticos também foram bastante positivas, com 90% de aprovação no Rotten Tomatoes e elogios as performances dos atores e a direção cuidadosa de Haynes. Com esse prestígio, a produção rendeu uma disputa acirrada por seus direitos, que foram adquiridos pela Netflix por US$ 11 milhões após a exibição na França. Com isso, “May December” se tornou um dos poucos filmes norte-americanos adquiridos pela Netflix ao longo de sua tumultuada relação com Cannes. Normalmente, a plataforma de streaming aposta em títulos de fora dos Estados Unidos. Vale apontar a ironia por trás desse negócio. O Festival de Cannes impede produções da Netflix e outras plataformas de participarem da competição da Palma de Ouro, com a justificativa de que os filmes precisam passar nos cinemas. Entretanto, vários títulos premiados de Cannes já foram adquiridos pela plataforma após sua passagem pelo festival e lançados diretamente em streaming. Antes de chegar o streaming, o filme ainda será exibido na abertura do Festival de Cinema de Nova York no dia 29 de setembro. A estreia comercial está marcada para 17 de novembro nos cinemas dos Estados Unidos e 1 de dezembro na Netflix em todo o mundo.
Cantor e músico Gary Wright, parceiro de George Harrison, morre aos 80 anos
Gary Wright, cantor, músico e compositor americano de hits como “Dream Weaver” e “Love is Alive”, morreu aos 80 anos. Segundo seu filho Justin Wright, o artista sofria de doença de Parkinson e demência com corpos de Lewy. O músico faleceu em sua casa na quarta-feira (30/8), cercado por familiares e pessoas próximas. Carreira e legado Nascido em 26 de abril de 1943 em Cresskill, Nova Jersey, Wright ingressou no showbiz ainda criança. Fez sua estreia televisiva aos sete anos, em um programa infantil chamado “Captain Video and His Video Rangers”. Em 1954, interpretou um dos filhos de Florence Henderson no musical da Broadway “Fanny”. Ao mudar-se para o Reino Unido para estudar, foi um dos fundadores da banda de rock Spooky Tooth em 1967, banda que terminou e retornou várias vezes ao longo das décadas. Sua carreira tomou novos rumos ao colaborar com George Harrison em seu primeiro álbum pós-Beatles, “All Things Must Pass” (1970), atuando como tecladista. Wright tocou em todos os álbuns solo subsequentes de Harrison dos anos 1970 e 1980, bem como em lançamentos de outro ex-Beatle, Ringo Starr, como “It Don’t Come Easy” e “Back Off Boogaloo”. Em 1971, seu álbum solo “Footprint” também foi gravado com contribuições de Harrison. O lançamento coincidiu com a formação de sua banda de curta duração, Wonderwheel, que contava com o guitarrista Mick Jones (Foreigner). Durante o início dos anos 1970, Wright atuou em gravações notáveis de artistas como B.B. King, Jerry Lee Lewis, Ringo Starr, Harry Nilsson e Ronnie Spector. Mas foi o álbum “The Dream Weaver”, lançado em 1975, que consolidou a carreira solo de Wright, tornando-se um sucesso comercial e crítico. A música-título vendeu mais de 1 milhão de singles e virou uma das mais tocadas do ano. Trilhas e trabalhos recentes A partir da década de 1980, Wright voltou-se para o trabalho em trilhas sonoras de filmes, como o suspense “A Morte Vem do Céu” (1982), o thriller “Stallone: Cobra” (1986) e uma regravação de sua canção mais popular, “Dream Weaver”, para a comédia “Quando Mais Idiota Melhor” (1992). Após uma turnê de reunião da Spooky Tooth em 2004, Wright seguiu apresentando ao vivo frequentemente, seja como membro da All-Starr Band de Ringo Starr, com sua própria banda ao vivo ou em reuniões subsequentes da Spooky Tooth. Ele chegou a gravar um álbum no Brasil, “First Signs of Life” (1995), que teve sessões no Rio de Janeiro e em seu próprio estúdio em Los Angeles. O álbum combinou ritmos brasileiros com elementos da tradição vocal africana, criando o que o guia musical AllMusic descreve como “um contagiante híbrido de batida mundial”. O disco contou com participações especiais do baterista Terry Bozzio (da banda Missing Persons), do guitarrista brasileiro Ricardo Silveira (que tocou com Elis e a banda Chicago) e de George Harrison. Seus álbuns solo mais recentes, como “Waiting to Catch the Light” (2008) e “Connected” (2010), foram lançados em seu próprio selo, Larkio. Lembre abaixo o maior sucesso da carreira do artista.
Playlist Moderna: Veja 50 clipes com o melhor do rock alternativo atual
A Playlist Moderna é uma seleção mensal com os principais lançamentos recentes do lado B do YouTube. São 50 clipes de tendências alternativas, com ênfase em novidades das últimas semanas. A relação atual traz apenas bandas de rock alternativo, especialmente artistas influenciados por tendências dos anos 1990, como shoegazer, dreampop, Britpop e grunge. Mas também há uma boa dose de psicodelia sessentista e hard rock cabeludo na reta final. Começando com Speedy Ortiz, Bleach Lab, My Ugly Valentine e outras bandas com vocalistas femininas, que exploram uma evolução do shoegazer com influência da cena indie dissonante americana de 30 anos anos atrás, o rock de guitarras guinchantes logo desembarca no neogrunge, antes de fazer uma curva pelo dreampop e se aprofundar no revival Britpop atualmente em curso no Reino Unido, com mais de uma dezena de bandas, desde a já estabelecida The Institutes até a estreante Rosellas. Vale notar que a veterana Kula Shaker, da era Britpop original, pegou carona nessa onda nostálgica pelo som de bandas novecentistas e retorna com música inédita. Na lista de ressuscitados, também chama atenção o retorno do Drop Nineteen, uma das bandas da pequena cena shoegazer americana dos 1990. Como o Britpop já era considerado um revival da música britânica da era dos Beatles, a seleção aproveita a ponte para concluir com numa viagem lisérgica por novos artistas psicodélicos e bandas de hard rock, com clipes inspirados no visual retrô de 50 anos atrás. Nessa última etapa do mix estéreo, a maior curiosidade fica por conta de uma versão quase irreconhecível de “Love Buzz”, do Nirvana, tocada pela banda The Shivas. Como sempre, os vídeos são organizados por ordem de afinidade sonora numa playlist – para ver na Smart TV, busque Transmitir na aba de configurações do Chrome ou Mais Ferramentas/Transmitir etc no Edge – , visando encaixar uma sequência que ressalte a impressão de videotecagem/mixtape. Experimente ouvir sem saltar as faixas na versão Premium do YouTube (sem interrupções de anúncios). Speedy Ortiz | Bleach Lab | Seaside | My Ugly Clementine | Rodeo Boys | Coach Party | Площа Устриць | Truth Club | Sub Cultures | Virgins | Mother Tongues | Futureheaven | Skating Polly | Lime Garden | 7ebra | Softcult | Drop Nineteens | Beach Fossils | Kula Shaker | Pleasure Pill | Stanleys | Rosellas | Rolla | Guest Directors | The Institutes | Cressa | Nitefire | Noise | The Covasettes | Pet Fox | Daiistar | Jättedam | Shambolics | Wyld Gooms | Grandmas House | Taleen Kali | The Shivas | The Velveteers | Lucifer | Starbenders | Nobro | Birgit Jones | Vulvarine | Mannequin Pussy | Blood Ceremony | Night Beats | Bombay Bicycle Club | Mapache | Diamond Hands | The Kobras
As 10 melhores séries lançadas em agosto
Agosto marcou o lançamento de novas temporadas de séries consagradas, como “O Urso” e “Only Murders in the Bulding”, além de trazer a despedida de “Physical” e estrear novidades bastante promovidas, como “Ahsoka” e “One Piece”. E isso é apenas uma pequena mostra da programação do período. Como a maioria das séries não ganha a atenção dessas citadas, a avalanche de conteúdo das plataformas deixa passar atrações que poderiam virar favoritas. É por isso que, toda virada de mês, a gente faz um Top 10 para destacar os sucessos e as descobertas que valem a pena acompanhar. Confira abaixo nossa lista com as melhores séries lançadas no mês recém-encerrado. O URSO 2 | STAR+ A volta da atração premiada bateu recorde de audiência nos EUA, estabelecendo a maior estreia de uma série da FX na plataforma Hulu. Sucesso entre o público, a 2ª temporada ainda registrou uma aprovação de 99% no Rotten Tomatoes, site agregador de críticas. A comédia dramática, indicada a 13 Emmys e vencedora do troféu de Melhor Série Nova de 2022 no Spirit Awards (o Oscar independente), acompanha um premiado chef jovem de cozinha (Jeremy Allen White, de “Shameless”), que troca a cena gastronômica de Nova York pela lanchonete decadente da família em Chicago, após herdar o negócio com a morte repentina e chocante de seu irmão. A mudança é radical e completa. Superqualificado para o lugar, ele precisa superar o luto e vencer as resistências dos funcionários para fazer mudanças, já que quase todas suas tentativas para melhorar o local geram protestos e transformam a cozinha num inferno, com panelas gigantes fervendo sem parar, canos explodindo e luzes queimando nos piores momentos. A 2ª temporada começa em meio a reformas físicas e de cardápio, além da busca por novos funcionários, enquanto os planos não saem como planejado e os atritos da equipe seguem rendendo faíscas. Criada por Christopher Storer (produtor-diretor de “Ramy”), a produção também inclui em seu elenco Ebon Moss-Bachrach (“O Justiceiro”), Ayo Edebiri (“Dickinson”), Lionel Boyce (“Hap and Leonard”), Liza Colón-Zayas (“Em Terapia”), Edwin Lee Gibson (“Fargo”), Corey Hendrix (“The Chi”) e Abby Elliott (“Doze É Demais”). ONLY MURDERS IN THE BUILDING 3 | STAR+ Os novos episódios da comédia, que traz Steve Martin, Martin Short e Selena Gomez como três vizinhos obcecados por documentários criminais, destacam os reforços de peso de Paul Rudd (“Homem-Formiga”) e Meryl Streep (“A Dama de Ferro”) na trama. Após o fim do mistério original na 2ª temporada, a trama dá início a um novo “quem matou”, desta vez envolvendo um ator de teatro – vivido por Paul Rudd. O falecido foi assassinado no palco de uma peça do personagem de Martin Short, o que envolve o trio no mistério e transforma todos os demais coadjuvantes em suspeitos, inclusive uma atriz canastrona, interpretada por Meryl Streep. Criada por Steve Martin e John Robert Hoffman, com produção de Dan Fogelman (criador de “This Is Us”), a atração é a primeira série da carreira de Steve Martin e marca a volta de Selena Gomez ao formato, uma década após “Os Feiticeiros de Waverly Place”, encerrada em 2012 no Disney Channel. PHYSICAL 3 | APPLE TV+ A atriz Rose Byrne (“Vizinhos”) vive Sheila, uma dona de casa entediada e bulímica dos anos 1980 que encontra uma improvável válvula de escape de seu cotidiano no mundo da aeróbica. Após se viciar em exercícios, ela descobre uma forma de unir essa nova paixão com a promissora tecnologia das fitas de videocassete para dar início a um empreendimento revolucionário, transformando-se de esposa negligenciada em guru de um estilo de vida. Na reta final da série, Sheila leva suas aulas de aeróbica para a TV, mas encontra pela frente uma adversária inesperada, loira e mais popular: Kelly, uma estrela televisiva de comédias que também decide embarcar na florescente indústria do fitness. A personagem é interpretada por Zooey Deschanel, com visual bem diferente da época de “New Girl”, que transforma a rivalidade numa disputa pelo domínio do universo fitness – e clímax da atração. Criada por Annie Weisman (“Almost Family”), a série também inclui no elenco Rory Scovel (“Wrecked”), Dierdre Friel (“Hospital New Amsterdam”), Della Saba (dubladora de “Steven Universo”), Lou Taylor Pucci (“A Morte do Demônio”), Paul Sparks (“House of Cards”) e Ashley Liao (“Fuller House”). HEARTSTOPPER 2 | NETFLIX A 2ª temporada mostra Charlie (Joe Locke) e Nick (Kit Connor) ainda mais apaixonados em viagem pelo cenário mais romântico do mundo: Paris. O casal adolescente embarca rumo à França durante um passeio da escola com os colegas de aula. Mas embora tudo esteja ótimo entre eles, Nick segue relutando em se assumir gay para a família e pessoas próximas. A situação alimenta o drama dos novos episódios da série, que acompanha o romance do doce e inseguro Charlie e do popular jogador de rugby Nick, estudantes que se conhecem e se apaixonam no colégio. Diferente das muitas histórias trágicas de amor gay, a produção, que adapta quadrinhos de Alice Oseman, explora esse romance como uma comédia romântica light, onde tudo dá certo e praticamente inexistem traumas, transmitindo conforto, ternura e reforço de positividade para a tão atacada comunidade LGBTQIAPN+. A adaptação é escrita pela própria Oseman e já foi renovada para uma 3ª temporada. O elenco conta com a participação da ganhadora do Oscar Olivia Colman (“A Favorita”), além dos novatos Yasmin Finney, William Gao, Sebastian Croft, Corinna Brown e Kizzy Edgell, que somam talento e hormônios adolescentes à trama. JOE PICKETT 2 | PARAMOUNT+ O excelente e pouquíssimo divulgado neo-western contemporâneo, com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, ganha outra ótima temporada no domingo (20/8). Baseado na obra literária de C.J. Box, que também inspirou a série “Big Sky”, a trama policial rural se passa em Wyoming, nos EUA, e acompanha um guarda florestal – vivido de forma convincente por Michael Dorman (“Patriota”) – que se encontra no meio de uma série de homicídios. O personagem-título é um homem modesto e de princípios inabaláveis, que se muda com sua esposa Marybeth (Julianna Guill, de “The Resident”) e suas duas filhas para a pequena cidade de Saddlestring. Ao começar seu novo trabalho como guarda florestal, ele imediatamente enfrenta a resistência da comunidade quando multa o governador por pescar sem licença, mas sua competência aos poucos começa a tornar seu estilo inflexível mais bem aceito. Na 2ª temporada, Joe descobre um caçador assassinado nas montanhas e logo percebe que aquele é apenas o primeiro de uma nova série de homicídios horríveis. Para resolver o caso, ele tem que lidar com um ativista anti-caça radical, um par macabro de gêmeos vivendo longe da civilização e seu próprio passado torturado. CANGAÇO NOVO | AMAZON PRIME VIDEO A série brasileira traz muitas cenas de ação, com assaltos a banco, tiroteios e perseguição da polícia – há, inclusive, encenação do cerco de uma cidade ao estilo das recentes ações criminosas que batizam a série. Com produção e direção da dupla Fábio Mendonça (“Vale dos Esquecidos”) e Aly Muritiba (“Deserto Particular”), os episódios acompanham Ubaldo, um bancário infeliz de São Paulo sem lembranças da infância, que descobre ser filho de um perigoso criminoso. Com a morte do pai, ele ganha uma herança e duas irmãs no sertão: Dilvânia, líder de bandidos que idolatram seu pai famoso, e Dinorah, única mulher em uma gangue de ladrões de banco. No sertão, ele passa a ser cultuado pela forte semelhança com o pai e é chamado a cumprir seu destino como o mítico “cangaceiro” e líder supremo da gangue. Empolgado, decide comandar criminosos, assassinos e a literalmente explodir pequenas cidades enquanto tenta manter seus valores morais sob controle. Os protagonistas são vividos por Allan Souza Lima (“A Menina que Matou os Pais”), Alice Carvalho (“Segunda Chamada”), Thainá Duarte (“Aruanas”), e o elenco ainda conta com Hermila Guedes (“Segunda Chamada”), Ricardo Blat (“Magnífica 70”), Marcélia Cartaxo (“Pacarrete”), Ênio Cavalcante (“Fim de Semana no Paraíso Selvagem”), Adélio Lima (“Carro Rei”), Joálisson Cunha (“Verdades Secretas”), Pedro Lamin (“Eu Não Peço Desculpas”), Nivaldo Nascimento (“Propriedade”), Pedro Wagner (“Serial Kelly”), Rodrigo García (“Sujeito Oculto”) e Luiz Carlos Vasconcelos (“Aruanas”). AHSOKA | DISNEY+ A mais recente série de “Star Wars” segue Ahsoka Tano (interpretada por Rosario Dawson), a ex-Jedi que foi treinada por ninguém menos que Anakin Skywalker, mais conhecido como Darth Vader. A história se passa após a queda do Império e acompanha uma aventura tardia da personagem criada por Dave Filoni na série animada “Star Wars: A Guerra dos Clones” – e que fez sua estreia em live-action na 2ª temporada de “O Mandaloriano”. Para quem não lembra, foi ela quem revelou ao personagem de Pedro Pascal o nome do “Baby Yoda”: Grogu. Além de aparecer em “Star Wars: Guerra dos Clones”, Ahsoka também esteve em “Star Wars Rebels”, outra animação de Dave Filoni – que é o showrunner da série live-action – e por isso sua história inclui personagens de “Rebels”. A produção traz Natasha Liu Bordizzo (“The Voyeurs”) como Sabine Wren, a Jedi aspirante que Ahsoka chegou a treinar, e Mary Elizabeth Winstead (“Aves de Rapina”) como Hera Syndulla. Elas se juntam numa missão para salvar a frágil Nova República, em busca de um poderoso inimigo, Thrawn (Lars Mikkelsen), e um amigo perdido, Ezra Bridger (Eman Esfandi). “Ahsoka” também foi uma das últimas produções estreladas pelo ator Ray Stevenson, que faleceu em maio passado. Ele era conhecido pela série “Roma”, filmes como “RRR” e por viver personagens da Marvel como o Justiceiro em “O Justiceiro: Em Zona de Guerra” e Volstagg nos primeiros três filmes de Thor. Na nova série “Star Wars”, ele interpreta um dos vilões, chamado Baylan Skoll. Para os fãs, a atração oferece diversas camadas e conexões com o cânone estabelecido de “Star Wars”. Mas os recém-chegados não devem se afligir, pois são rapidamente situados na trama durante os primeiros minutos. Por conta disso, a narrativa leva um tempo para decolar, mas ao explorar as tensões entre os personagens, especialmente as relações mestre-aprendiz, cria a expectativa para uma boa evolução ao longo de seus oito episódios – além de várias lutas de sabres de luz. ONE PIECE | NETFLIX A estreia mais divulgada pela Netflix neste ano é uma adaptação de um dos mangás mais populares do Japão. Os quadrinhos de Eiichiro Oda, publicados desde 1997, já geraram um anime com mais de 900 episódios e agora ganham sua primeira versão live-action (com atores de carne e osso). A trama gira em torno de uma caça ao tesouro de piratas. Quando estava para ser executado, o lendário Rei dos Piratas, Gold Roger, revelou ao mundo a existência da fortuna que mantinha em segredo, motivando a cobiça de dezenas que se lançam a sua caça, sonhando com fama e riqueza imensuráveis. Os protagonistas são um grupo desses aventureiros, os Piratas de Chapéu de Palha, liderado por Monkey D. Luffy, que além de buscar o tesouro também quer se consagrar como o novo rei dos piratas. O ator mexicano Iñaki Godoy (“Quem Matou Sara?”) interpreta Luffy e o elenco também destaca Mackenyu (“Samurai X: O Final”), Emily Rudd (trilogia “Rua do Medo”), Jacob Gibson (“Greanleaf”), Taz Skylar (“Villain”), Peter Gadiot (“Yellowjackets”), Stevel Marc (“O Mauritano”), Jacob Gibson (“Greenleaf”), McKinley Belcher III (“Ozark”) e Jeff Ward (“Agents of Shield”). Desenvolvida pelos showrunners Matt Owens (“Luke Cage”) e Steven Maeda (que escreveu episódios de “Arquivo X” e “Lost”), a série se caracteriza por manter as características visuais dos animes, incluindo cenas de elasticidade irreal, em que boca, punhos e pés de Luffy se estendem mais que num desenho animado do Pica-Pau. O ELEITO | NETFLIX A adaptação de “American Jesus”, quadrinhos de Mark Millar (“Kick-Ass” e “Kingsman”), chegou quase sem promoção ao streaming, após um acidente causar a morte de dois atores da produção. Não bastassem os problemas de bastidores, seu tema também é bastante contravertido. A série é sobre um menino de 12 anos que acredita ser a reencarnação de Jesus Cristo. Assim como o originador do cristianismo,...
Novo Polanski é destruído pela crítica no Festival de Veneza: “Filme de merda”
Exibido no sábado (2/9) no Festival de Veneza, “The Palace” recebeu as piores críticas da carreira do diretor Roman Polanski. A comédia grotesca, cheia de piadas de cocô, vômito e urina, foi considerada um desastre sem a menor graça e recebeu 0% de aprovação no Rotten Tomatoes. Ambientada em um luxuoso hotel suíço na véspera de Ano Novo de 2000, o filme acompanha hóspedes ricos e sem classe fazendo horrores. O elenco inclui John Cleese, Oliver Masucci, Fanny Ardant, Mickey Rourke e o produtor Luca Barbareschi. E o site The Hollywood Reporter resumiu assim a situação: “O diretor nunca teve uma visão edificante da vida, mas ‘The Palace’ não mostra apenas o mundo dos ricos transformado em merda – é basicamente um filme de merda”. “Um filme que usa seu mau gosto como um casaco de vison e oferece pouco em termos de diversão, menos ainda em termos de estilo”, acrescentou o Film Stage. “Um filme tão terrível que o cineasta não pode mais ser defendido por causa de sua genialidade”, resumiu o jornal britânico London Evening Standard. E seu rival The Guardian ainda sugeriu: “Se você pegar o caminho errado e acabar no Palace, pelo amor de Deus, não faça o check-in”. “The Palace” foi considerado tão ruim, mas tão ruim que o site The Wrap chega a creditar que Polanski fez propositalmente a “comédia sombria sem humor” e “grotesca” como “um dedo médio gigante para o mundo”. Devido aos problemas pessoais do diretor, que foi condenado por estupro de menor nos anos 1970, distribuidoras dos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia se recusaram a adquirir o filme para exibição nestes países. Veja o trailer abaixo.
Racionais MC’s enfrenta chuva forte em show histórico no The Town
Racionais MC’s planejou um show histórico no The Town. O mais proeminente grupo de rap do Brasil subiu ao palco na noite de sábado (2/9) acompanhado pela Orquestra Sinfônica de Heliópolis, a primeira sinfônica de favela, criando expectativa para uma fusão entre rap e cordas. Entretanto, a chuva que caiu em São Paulo atrapalhou a apresentação, impedindo a plenitude da parceria com condições adversas e problemas técnicos. Expectativa vs realidade Antes mesmo da chuva apertar, a expectativa pelo encontro dos versos contundentes de Mano Brown, Ice Blue e Edi Rock com violinos e cellos foi superada pelas beats do DJ KL Jay, cuja discotecagem acabou predominando na apresentação, ofuscando os instrumentistas. Mas o imprevisto meteorológico agravou a situação. Conforme a forte chuva inundou o palco, muitos músicos da Orquestra se viram forçados a abandonar o local para preservar seus instrumentos. Como profissionais experientes, os rappers encararam a situação sem vacilar, aproveitando para alfinetar os VIPs que estavam protegidos da tempestade, enquanto desfilaram seus grandes clássicos para o público na chuva, desde as faixas do emblemático álbum “Raio X Brasil” (2013), enfrentando falhas de microfone – totalmente encharcado – na icônica “Mano na Porta do Bar”, até o mais recente “Cores e Valores” de 2014. A manifestação política também se fez presente, numa projeção de nomes de líderes quilombolas assassinados. Sem ter onde se abrigar, a multidão de fãs permaneceu até “Quanto Vale o Show?”, última música da apresentação, inclusive ajudando a banda a cantar acapella, entre trovões e relâmpagos cenográficos, “Jesus Chorou”. No final, foi mesmo um show histórico. LOTADO! Racionais param o palco The One para um show inédito com orquestra sinfônica no The Town. #TheTown2023NoMultishow pic.twitter.com/l3npDCPfvU — VOU DE GRADE (@voudegrade) September 3, 2023 Impossível não arrepiar! Racionais MCs cantando “Vida Loka, Pt 1” no palco do #thetown 🔥❤️ pic.twitter.com/bQ46cIrjIF — Além Da Favela (@Alemdafavela) September 3, 2023 Racionais Mc’s fazendo história no palco do festival “The Town” pic.twitter.com/sxOorfYpKx — RAPRJ (@CanalRapRJ) September 3, 2023 Racionais no The town segurando o show debaixo de chuva, com 3 DJs, orquestra e ballet, esquece 🔥 pic.twitter.com/Y7vg724nya — aka Faul in Love (@djfaul) September 3, 2023 Racionais Mc’s cantando “Jesus Chorou” debaixo de chuva, esse é o video ❤️🔥 pic.twitter.com/6kpv9KBmes — RAPRJ (@CanalRapRJ) September 3, 2023 Momento histórico no The Town com Racionais MC's cantando "Jesus Chorou" debaixo da chuva. pic.twitter.com/rsICgGwGm7 — Letras de Rap (@letrasderapofc) September 3, 2023
Streaming: “One Piece” e os 10 melhores lançamentos da semana
A lista de estreias da semana destaca a versão live-action de “One Piece” na Netflix, a 2ª temporada de “A Roda do Tempo” na Prime Video e a 4ª de “Impuros” na Star+. Fãs de terror ainda recebem “Pânico VI” na Paramount+, enquanto os geeks de sci-fi podem curtir a volta da série clássica “Babylon 5” como longa-metragem animado. Confira abaixo as 10 melhores opções selecionadas entre as novidades de filmes e séries em streaming. ONE PIECE | NETFLIX A estreia mais divulgada pela Netflix neste ano é uma adaptação de um dos mangás mais populares do Japão. Os quadrinhos de Eiichiro Oda, publicados desde 1997, já geraram um anime com mais de 900 episódios e agora ganham sua primeira versão live-action (com atores de carne e osso). A trama gira em torno de uma caça ao tesouro de piratas. Quando estava para ser executado, o lendário Rei dos Piratas, Gold Roger, revelou ao mundo a existência da fortuna que mantinha em segredo, motivando a cobiça de dezenas que se lançam a sua caça, sonhando com fama e riqueza imensuráveis. Os protagonistas são um grupo desses aventureiros, os Piratas de Chapéu de Palha, liderado por Monkey D. Luffy, que além de buscar o tesouro também quer se consagrar como o novo rei dos piratas. O ator mexicano Iñaki Godoy (“Quem Matou Sara?”) interpreta Luffy e o elenco também destaca Mackenyu (“Samurai X: O Final”), Emily Rudd (trilogia “Rua do Medo”), Jacob Gibson (“Greanleaf”), Taz Skylar (“Villain”), Peter Gadiot (“Yellowjackets”), Stevel Marc (“O Mauritano”), Jacob Gibson (“Greenleaf”), McKinley Belcher III (“Ozark”) e Jeff Ward (“Agents of Shield”). Desenvolvida pelos showrunners Matt Owens (“Luke Cage”) e Steven Maeda (que escreveu episódios de “Arquivo X” e “Lost”), a série se caracteriza por manter as características visuais dos animes, incluindo cenas de elasticidade irreal, em que boca, punhos e pés de Luffy se estendem mais que num desenho animado do Pica-Pau. A RODA DO TEMPO 2 | AMAZON PRIME VIDEO Baseada nos livros de Robert Jordan, a fantasia épica apresenta um mundo onde a magia existe e o tempo é cíclico. A 1ª temporada, com oito episódios, estreou em 2021 com sua história repleta de batalhas, monstros e diversos efeitos visuais, conforme Moiraine Damodred (Rosamund Pike, de “Garota Exemplar”), feiticeira integrante de uma poderosa organização mágica conhecida como Aes Sedai, parte numa aventura com cinco jovens escolhidos, testando profecias que podem salvar ou destruir a humanidade. A nova temporada adapta a história de “A Grande Caçada”, segundo livro da saga literária homônima de Robert Jordan. Nos episódios, ameaças antigas e inéditas caçam os aliados do povo de Dois Rios, agora espalhados pelo mundo. Sem a mulher que os encontrou e guiou para ajudá-los, eles precisam encontrarem novas força uns nos outros ou neles próprios, na Luz… ou na Escuridão. Enquanto isso, Rand al´Thor (Josha Stradowski) começa a perceber o quão poderoso ele é após descobrir ser o Dragão Renascido no ano anterior. O elenco também conta com Álvaro Morte (“La Casa de Papel”), Sophie Okonedo (“Flack”), Michael McElhatton (“Game of Thrones”), Marcus Rutherford (“Obediência”), Zoë Robins (“Power Rangers Ninja Steel”), Barney Harris (“Clique”), Madeleine Madden (“Tidelands”), Kae Alexander (“Krypton”) e muitos outros. A série estreou já renovada para sua 3ª temporada. IMPUROS 4 | STAR+ Após dois anos sem episódios inéditos, a série que rendeu duas indicações ao Emmy Internacional ao ator Raphael Logam (“Pacificado”) está de volta. A trama é ambientada nos anos 1990 e acompanha a escalada de Evandro do Dendê (Logam) ao comando do narcotráfico do Rio. Em sua ascensão, ele vive uma relação de gato e rato com o obcecado policial Morello (Rui Ricardo Diaz). O elenco fixo inclui também João Victor Silva (“Verdades Secretas”), Cyria Coentro (“Os Dias Eram Assim”) e Leandro Firmino (“Cidade de Deus”). Na 4ª temporada, Evandro começa a encarar sérios problemas familiares, envolvendo a mãe e a esposa, Geise (Lorena Comparato), por conta das escolhas que fez. Ao mesmo tempo, ainda sofre um atentado que quase tira sua vida e entra em guerra contra a máfia do Jogo do Bicho, enquanto subir cada vez mais na hierarquia da organização criminosa em que atua. Criada por Alexandre Fraga, a série se inspira em um criminoso da vida real, Fernandinho Guarabu, que comandou o morro do Dendê e se tornou um dos maiores narcotraficantes do estado fluminense nos anos 1990. Renovada, a produção já gravou sua 5ª temporada. | PÂNICO VI | PARAMOUNT+ O recente filme da franquia de terror chega ao streaming com novas referências meta e mortes ainda mais sangrentas, entregando tudo o que os fãs esperam quando os sobreviventes do filme anterior são perseguidos por um novo psicopata com a máscara de Ghosface. Só que este assassino se mostra muito mais violento e ousado, atacando em plena cidade de Nova York (ou um set canadense disfarçado como a metrópole). Os sobreviventes são Jenna Ortega (“Wandinha”), Melissa Barrera (“Vida”), Jasmin Savoy Brown (“Yellowjackets”), Mason Gooding (“Com Amor, Victor”), além da veterana da franquia Courteney Cox (vista em todos os filmes) e até Hayden Panettiere (“Nashville”), que retorna após aparecer em “Pânico 4”, agora como agente do FBI. O elenco também foi reforçado com as adições de Samara Weaving (“Casamento Sangrento”), Dermot Mulroney (“Sobrenatural: A Origem”), Tony Revolori (“Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa”), Liana Liberato (“Banana Split”), Henry Czerny (“Casamento Sangrento”), Josh Segarra (“Arrow”) e Devyn Nekoda (“Os Tênis Encantados”). E qualquer um deles pode ser o assassino por trás da máscara. Parte da diversão é descobrir a verdadeira identidade do psicopata. O roteiro é de Guy Busick (“Casamento Sangrento”) e James Vanderbilt (“Mistério no Mediterrâneo”), e a direção é novamente de Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillertt (também de “Casamento Sangrento”), que assumiram o comando da franquia no longa anterior, após a morte do diretor Wes Craven. O PORTAL SECRETO | VOD* A nova fantasia ao estilo “Harry Potter” é uma adaptação do romance de mesmo nome de Tom Holt e se passa numa venerável corporação mágica londrina, responsável por orquestrar todos os incidentes diários de coincidência e imprevistos que ocorrem na cidade. Inicialmente, o recém-chegado estagiário Paul Carpenter (Patrick Gibson, de “Sombra e Ossos”) desconhece a verdadeira função da empresa quando aceita o emprego. Diferente de sua colega novata Sophie (Sophie Wilde, de “Eden”), que possui habilidades empáticas, ele parece não ter talentos notáveis. Por isso, se sente aliviado quando o CEO da empresa (Christoph Waltz, de “Django Livre”) o encarrega de encontrar uma porta mágica que desapareceu em algum lugar da empresa. Mas, nessa busca, ele se vê constantemente surpreendido pela magia dessa espécie de Hogwarts corporativa, repleta de regras arbitrárias e objetos misteriosos. Dirigido pelo experiente diretor de TV Jeffrey Walker (“H2O: Meninas Sereias”) e co-produzido pela Jim Henson Company (produtora dos “Muppets”), o filme também destaca em seu elenco o veterano Sam Neill (“Jurassic Park”) como um gerente impiedoso, que têm planos diferentes para o futuro do mundo. Com elementos de fantasia e comédia, “O Portal Secreto” também apresenta um toque de sátira e se diverte com a ideia da porta sumida ser capaz de conduzir à diferentes dimensões. No entanto, a história central gira em torno dos protagonistas e de seu envolvimento romântico, tornando o filme uma raridade dentro do cinema comercial familiar. MULHERES CHORAM | VOD* A produção que mais deu o que falar no Festival de Cannes de 2021 aborda questões de gênero e relações familiares na Bulgária contemporânea. O filme foca na vida de duas gerações de mulheres de uma mesma família, todas lidando com o luto após a morte da matriarca. A narrativa se desenrola em um contexto político específico: a rejeição da Bulgária em ratificar a Convenção de Istambul, um tratado de direitos humanos contra a violência doméstica, porque utilizava a palavra “gênero”. A obra destaca diversas mulheres da família, cada uma com suas próprias lutas relacionadas à saúde mental. A personagem Sonja chama a atenção por estar vivendo com HIV, um segredo que gera tensão em uma cena chave ao redor da mesa de jantar da família. Sua irmã Lora enfrenta exemplos cotidianos de masculinidade tóxica e Veronica sofre de depressão pós-parto, trazendo uma outra camada de complexidade ao núcleo familiar. O filme abriga performances notáveis, em especial a de Maria Bakalova, conhecida por sua nomeação ao Oscar por “Borat: Fita de Cinema Seguinte” (2020). Ela contracena com um elenco local bastante expressivo, em uma narrativa provocativa, em que revelações impactantes funcionam como um catalisador para questionamentos mais amplos sobre gênero e preconceito. As diretoras Vesela Kazakova e Mina Mileva (“The Beast Is Still Alive”) utilizam metáforas e momentos de alívio emocional para equilibrar cenas mais ásperas, criando uma experiência cinematográfica que oferece muito a ser ponderado pelo público. EU NÃO SOU UM ROBÔ | HBO MAX Comédia romântica imensamente popular da Coréia do Sul, a produção de 2017 gira em torno de uma garota que se passa por robô. A história envolve Min Kyu, um rapaz rico, que tem uma alergia severa a seres humanos e só sai de casa de luvas e máscaras. Impossibilitado de ter um um relacionamento devido à sua condição, ele conhece a Android AJI-3, desenvolvida por uma equipe de seu conglomerado, e se impressiona por sua capacidade de interação. Só que, na verdade, Jo Ji Ah foi contratada pela fingir ser a robô, após a verdadeira androide dar problemas. Sem poder dizer a verdade, ela acaba confundida com um robô real, com quem o rapaz consegue interagir e… se apaixonar. Repleta de momentos divertidos e fofos, a fantasia tem direção de Jung Dae-yoon (“Renascendo Rico”) e destaca Chae Soo-bin (“Rookie Cops”) e Yoo Seung-ho (“Memorist”) nos papéis principais. CHIC SHOW | GLOBOPLAY O documentário conta a história de um dos mais importantes bailes da cidade de São Paulo, o Chic Show. Realizado principalmente no ginásio do Palmeiras, onde chegava a reunir 20 mil pessoas nas décadas de 1970 e 1980, o evento virou mais que um baile. Foi um verdadeiro ponto de encontro da cultura negra, abrindo espaço para o funk, o rap, o samba rock e o pagode. As festas de Luiz Alberto dos Santos, o Luizão, chegaram a trazer até atrações internacionais, como Kurtis Blow, Whodini, Betty Wright e o lendário James Brown. Com direção de Felipe Giuntini (“Domingão do Faustão”), o filme traz depoimentos dos organizadores, dos artistas que se apresentaram, como Gilberto Gil, Jorge Ben Jor, Sandra de Sá, Thaide e Carlos Dafé, e dos frequentadores, mostrando o impacto do baile em famosos como Péricles, Mano Brown, Ice Blue, Thaíde, Rappin’ Hood, Júnior Vox, Marquinhos Sensação e Salgadinho. BABYLON 5: THE ROAD HOME | VOD* A icônica série de ficção científica criada em 1993 por J. Michael Straczynski (“Sense8”) retorna num longa animado, que retoma todos seus personagens clássicos. A trama se passa dois anos após a Guerra das Sombras e segue John Sheridan (Bruce Boxleitner) e sua esposa Delenn em sua despedida da estação espacial Babylon 5. Mas um erro técnico deixa Sheridan perdido no multiverso, percorrendo cronologias alternativas. O enredo efetivamente utiliza a viagem no tempo para revisitar eventos e personagens importantes da série original, tornando o filme uma espécie de retrospectiva da rica história da franquia. “Babylon 5” virou cult não só pelas histórias envolventes, mas por reunir artistas que marcaram época na sci-fi, como o protagonista Bruce Boxleitner (o “Tron”), Bill Mumy (o Will Robinson original de “Perdidos no Espaço”), Walter Koenig (o Sr. Chekov original de “Star Trek”) e Patricia Tallman (estrela do bom remake de “A Noite dos Mortos-Vivos”). Eles fazem um retorno significativo na continuação animada, junto com Claudia Christian (ainda ativa em “9-1-1”) e Peter Jurasik (também de “Tron”), que tinha se aposentado em 2017, além dos novos dubladores dos personagens dos atores falecidos. Infelizmente, as baixas representam a maioria, incluindo os coprotagonistas Mira Furlan (que depois estrelou “Lost”), Richard Biggs (“Strong Medicine”), Andreas Katsulas (“Star Trek: Enterprise”), Jerry Doyle (“Barrados no Baile”), Jeff Conaway (“Grease: Nos Tempos da...
Filme sobre sequestro de avião brasileiro ganha trailer tenso
A Star divulgou o trailer do suspense brasileiro “O Sequestro do Voo 375”, baseado na história real do sequestro de um Boeing da Vasp, que aconteceu em 1988. Na época, um rapaz armado obrigou o piloto a desviar para Brasília para tentar cometer um atentado terrorista conta o Palácio do Planalto. A prévia é bastante tensa, com clima de filme de ação hollywoodiano, temperado pelas cores político-econômicas do Brasil do Plano Cruzado, Plano Cruzado II e Plano Bresser – ou, simplesmente, Plano Furado, como cantavam os Ratos do Porão – que quebraram a economia do país. Fatos reais O Boeing 375 saiu de Belo Horizonte com destino ao Rio de Janeiro, mas Raimundo Nonato Alves da Conceição, de 28 anos, obrigou o piloto a desviar de rota, com o objetivo de atingir o Palácio do Planalto. Segundo informações apuradas na época, ele tinha perdido o emprego numa construtora por conta da crise econômica no país e colocava a culpa no então presidente José Sarney. De forma heroica, o piloto conseguiu pousar em Goiânia, onde a aeronave foi cercada por policiais. A história foi recentemente lembrada no podcast “Atenção Passageiros Vasp 375: O Atentado Terrorista no Brasil”, da Globoplay. Elenco e equipe A produção traz Jorge Paz (“Marighella”) como o sequestrador e Danilo Grangheia (“Irmandade”) como o piloto do avião, e a tripulação ainda inclui os atores Diego Montez (“Home Office”), Juliana Alves (“Barba, Cabelo e Bigode”), César Mello (“Bom Dia, Verônica”), Wagner Santisteban (“A Grande Família”) e Arianne Botelho (“Tudo Bem No Natal Que Vem”). O elenco também destaca Gabriel Godoy (“O Negócio”) como o delegado responsável pela negociação dos reféns com o criminoso, além de Adriano Garib (“Bom Dia, Verônica”), Cláudio Jaborandy (“Aruanas”), Johnnas Oliva (“Bom Dia, Verônica”) e Roberta Gualda (“O Rei da TV”) O filme tem roteiro de Lusa Silvestre (“Medida Provisória”) e direção de Marcus Baldini (“Bruna Surfistinha”). A estreia vai acontecer em 7 de dezembro nos cinemas.
Animação das “Tartarugas Ninja” é principal estreia de cinema da semana
A aguardada animação das “Tartarugas Ninja” chega em mais de mil telas nesta quinta-feira, trazendo a versão mais elogiada dos icônicos personagens. Em rara iniciativa, a comédia nacional “O Porteiro” ficou com a segunda maior distribuição, chegando em 430 salas. Além disso, a programação ainda destaca o terror “Toc Toc Toc – Ecos do Além” e, na opção cinéfila, a premiada produção europeia “As 8 Montanhas”, entre muitas outras opções. São 11 títulos ao todo, que podem ser conferidos com maiores detalhes a seguir. AS TARTARUGAS NINJA – CAOS MUTANTE A nova animação das “Tartarugas Ninja” é mais divertida que todas as outras adaptações, mostrando os protagonistas como adolescentes atrapalhados com suas habilidades ninja. A produção também é muito mais bonita, ressaltando um visual estilizado que lembra rabiscos de quadrinhos, a cargo dos diretores Jeff Rowe e Kyler Spears (da também bela “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas”). Diferentemente das versões anteriores que seguiram uma abordagem mais séria, “Caos Mutante” opta por seguir o estilo anárquico e punk underground dos quadrinhos originais de Kevin Eastman e Peter Laird. Com roteiro de Seth Rogen e Evan Goldberg (responsáveis por “The Boys”), o desenho acompanha as tartarugas que lutam contra o crime, que depois de um tempo agindo nas sombras – e nos esgotos – decidem conquistar os corações dos nova-iorquinos e serem aceitos como adolescentes normais – ou super-heróis. Com a ajuda da repórter estudantil April O’Neil, eles armam um plano para desbaratar um misterioso sindicato do crime, mas em vez disso se veem lutando contra um exército de mutantes. Além dos conflitos físicos, a trama também explora questões de aceitação e pertencimento, com um toque humorístico baseado na impulsividade adolescente dos personagens. Quem optar por assistir legendado, vai ouvir um elenco de dubladores famosos. A produção destaca ninguém menos que o astro chinês Jackie Chan (“O Reino Proibido”) como voz do mestre das artes marciais Splinter, o rato que ensina as tartarugas mutantes a se tornarem ninjas, Ayo Edebiri (“O Urso”) como April O’Neil, Paul Rudd (o Homem-Formiga) como Mondo Gecko, John Cena (o Pacificador) como Rocksteady, Seth Rogen (“Vizinhos”) como Bebop, Rose Byrne (“Vizinhos”) como Leatherhead, Giancarlo Esposito (“Better Call Saul”) como Baxter Stockman, Natasia Demetriou (“What We Do in the Shadows”) como Wingnut, Hannibal Burres (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”) como Genghis Frog, Maya Rudolph (“Desencantada”) como Cynthia Utrom e os rappers Post Malone (“Infiltrado”) e Ice Cube (“Policial em Apuros”) como Ray Fillet e Superfly. Já os interpretes do quarteto quelônio são os jovens Micah Abbey (“Cousins for Life”), Shamon Brown Jr. (“The Chi”), Nicolas Cantu (“The Walking Dead: World Beyond”) e Brady Noon (“Virando o Jogo dos Campeões”), respectivamente como as vozes de Donatello, Michelangelo, Leonardo e Raphael. TOC TOC TOC – ECOS DO ALÉM O terror explora a atmosfera tensa e misteriosa de uma casa aparentemente comum, na qual mora o jovem Peter (Woody Norman, visto recentemente em “Drácula: A Última Viagem do Deméter”), um garoto que começa a ouvir vozes vindas das paredes. O roteiro desenvolve um clima de suspense e dúvida sobre os ruídos, enquanto os pais do garoto, interpretados por Lizzy Caplan (“Atração Fatal”) e Antony Starr (“The Boys”), desconsideram as preocupações do filho como frutos de sua imaginação. A trama ganha novas camadas de complexidade quando a professora substituta de Peter, Miss Divine (Cleopatra Coleman, de “O Último Cara na Terra”), decide fazer uma visita não anunciada à sua casa, instigada por um desenho preocupante feito pelo garoto. Essa visita aprofunda as suspeitas sobre o bem-estar do menino. Dirigido pelo estreante Samuel Bodin, o filme desafia as convenções do gênero ao jogar com as expectativas do público e questionar a confiabilidade dos adultos na trama. Inicialmente, atribui-se às vozes um caráter sobrenatural ou imaginativo, mas à medida que a história avança, surgem suspeitas sobre os verdadeiros antagonistas da trama, com reviravoltas feitas para manter o interesse do público no mistério. O PORTEIRO Baseada em uma peça que já levou mais de 100 mil espectadores ao teatro, a comédia gira em torno de Waldisney, um porteiro nordestino interpretado por Alexandre Lino (“Minha Fama de Mau”). A trama acontece em um condomínio repleto de vizinhos problemáticos no bairro Flamengo, no Rio de Janeiro, e foca nas peripécias de Waldisney e da zeladora Rosival, vivida por Cacau Protásio (“Vai que Cola”), para manter a ordem. Narrado de forma episódica, o filme apresenta diferentes interações dos moradores do prédio com o porteiro e ainda faz uma homenagem à Paulo Gustavo e “Minha Mãe É uma Peça”. A história se passa no mesmo edifício da franquia, um tempo após Dona Hermínia ter se aposentado do cargo de síndica. Com direção de Paulo Fontenelle (“Divã a 2”), também inclui no elenco Maurício Manfrini, Aline Campos, Daniela Fontan, o lutador José Aldo e a influenciadora Raissa Chaddad. TPM! MEU AMOR A comédia gira em torno de Monique, interpretada por Paloma Bernardi (“Os Parças”), uma enfermeira da ala pediátrica que enfrenta variações de humor associadas à tensão pré-menstrual. Escrito por Jaqueline Vargas (“Sessão de Terapia”) e dirigido por Eliana Fonseca (“Eliana em O Segredo dos Golfinhos”), o longa explora os efeitos da TPM na vida da protagonista, não apenas no âmbito hormonal, mas também em um ambiente de trabalho marcado pelo machismo estrutural. Até que entra em cena o apelo da fantasia, que dá origem a uma nova personalidade criada pela TPM, dividindo sua vida entre uma versão gentil e contida e outra mais assertiva e sexy – ao estilo de Jerry Lewis no clássico “O Professor Aloprado” (1963). O filme também destaca o contraste entre um círculo de apoio feminino e o universo masculino, frequentemente representado por personagens com comportamentos prejudiciais às mulheres. Mas a opção pelo besteirol não permite grandes aprofundamentos. Além de Paloma Bernardi, o elenco inclui Maria Bopp, Marisa Bezerra, Teca Pereira, entre outros. AS 8 MONTANHAS O drama europeu explora a relação duradoura entre dois amigos, Pietro e Bruno, nascida na majestosa paisagem dos Alpes Italianos. Conhecidos desde a infância, quando os pais de Pietro alugaram uma casa na região de Aosta onde Bruno era o único outro jovem, os personagens descobrem com o tempo o quanto as montanhas também são um personagem crucial em suas vidas. Bruno (Alessandro Borghi) permanece na região, enquanto Pietro (Luca Marinelli) torna-se um nômade que viaja pelo mundo, mas encontra um lar espiritual nas colinas do Himalaia. Este amor pelas altitudes se fortalece após a morte do pai de Pietro, que leva os dois amigos a se reconectarem para realizar um sonho dele: a construção de uma cabana em um terreno montanhoso. Após anos de afastamento, os dois homens se reencontram com visões de vida bastante distintas, mas a construção desse abrigo na montanha se torna uma experiência catártica, ajudando Pietro e Bruno a cicatrizarem feridas emocionais e a revitalizarem sua amizade. O filme tem direção do cineasta Felix van Groeningen, que ficou conhecido por “Alabama Monroe”, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2014. No novo filme, ele divide a direção com sua esposa, Charlotte Vandermeersch, que estreia na função após ajudar a escrever “Alabama Monroe”. A parceria conquistou o Prêmio do Júri do Festival de Cannes do ano passado e o David di Donatello (o Oscar italiano) de Melhor Filme Italiano de 2022. Mas o principal destaque nas premiações foi o belíssimo trabalho de direção de fotografia de Ruben Impens (que também fez “Alabama Monroe” e “Titane”), premiado no David di Donatello pela forma eloquente com que capturou a majestosidade das paisagens alpinas. GOLDA – A MULHER DE UMA NAÇÃO A cinebiografia coloca sob os holofotes um período crítico da vida da ex-Primeira-Ministra de Israel, Golda Meir, interpretada por Helen Mirren (“A Rainha”), durante a Guerra do Yom Kippur em 1973. Naquela data sagrada do calendário judaico, Egito e Síria lançaram um ataque surpresa contra Israel, colocando o país e seu governo em estado de alerta. A abordagem do diretor israelense Guy Nattiv (vencedor do Oscar com o curta-metragem “Skin” em 2019) é particular em sua escolha de focar na sala de guerra e nas decisões de Meir e seu gabinete, ao invés de mostrar as cenas de batalha em si – uma decisão que dividiu opiniões. O filme limita a visão do espectador aos relatos e sons de batalha que chegam aos ouvidos de Meir e seus ministros. Esta escolha narrativa visa dar mais peso aos conflitos internos do gabinete israelense e às decisões tomadas pela Primeira-Ministra durante esse período tumultuado, em particular seus apelos a Henry Kissinger, Secretário de Estado dos EUA, interpretado por Liev Schreiber (“Ray Donovan”). Nesses momentos cruciais, detalhes como tratamentos de linfoma de Meir são trazidos à narrativa, não como exposição de fraquezas, mas como camadas adicionais à personagem, que ainda precisa continuar com suas responsabilidades, mesmo sob tratamento médico. A transformação física de Helen Mirren é o aspecto mais notável da produção, envolvendo maquiagem e caracterização detalhadas, que mudam completamente a fisionomia da atriz britânica para deixá-la parecida com a personagem retratada. FLUXO Dirigido e escrito por André Pellenz (“Detetives do Prédio Azul: O Filme”), o longa foi rodado à distância, com o diretor longe do set, em sua casa, durante a quarentena da covid-19 e apresenta seu drama em preto e branco, inspirado no cinema existencial de Antonioni. O enredo gira em torno de um casal em crise interpretado por Gabriel Godoy (“Rota 66: A Polícia que Mata”) e Bruna Guerin (“Meu Álbum de Amores”). Eles se veem confinados durante um lockdown no momento em que seu relacionamento é posto à prova. Embora queiram se separar, a situação não permite. A trama ainda apresenta um contexto político, com o surgimento de um governo de ultradireita planejando um golpe de estado, aumentando as tensões da história. A obra foi influenciada pelo cancelamento do lançamento de um filme anterior de Pellenz, “Os Espetaculares”, e manteve a produção cinematográfica ativa em um período especialmente desafiador para o setor. Seu elenco adicional conta com nomes como Cássio Gabus Mendes, Silvero Pereira, Guida Vianna, Ronaldo Reis, Alana Ferri e Monika Saviano. Toda a equipe trabalhou remotamente, por conversas de vídeo, e os atores precisaram abraçar múltiplos papéis, inclusive como operadores de câmera. PRESOS NA FLORESTA – FUJA SE FOR CAPAZ O thriller de sobrevivência colombiano acompanha um casal em vias de separação, Josh (Allan Hawco, da série “Frontier”) e Sofia (Carolina Gaitán, da série “MalaYerba”). Ao viajar para uma conferência médica em Bogotá, os dois acabam decidindo fazer uma caminhada não recomendada pelos guias turísticos e acabam em uma situação crítica em Las Arenas, uma área perigosa da selva colombiana. Eles ficam presos em areia movediça, forçados a enfrentar não apenas os elementos da natureza, como um clima adverso e a fauna perigosa, mas também os problemas do seu relacionamento fracassado. O enredo é carregado de simbolismo, usando o obstáculo físico da areia movediça como uma metáfora para os desafios emocionais e conjugais pelos quais os personagens estão passando. Uma vez que ficam fisicamente presos, o roteiro entra em um ritmo mais lento, focando-se em escassos encontros com animais peçonhentos e condições climáticas difíceis, enquanto permite que o casal revele mais sobre o passado e as circunstâncias que levaram ao desgaste do relacionamento. A direção é do colombiano Andres Beltran (“MalaYerba”). ITHAKA – A LUTA DE ASSANGE O documentário concentra-se na luta de Stella Moris Assange, esposa do fundador do WikiLeaks Julian Assange, e John Shipton, pai de Assange, para libertá-lo da prisão de segurança máxima Belmarsh, na Grã-Bretanha, e impedir sua extradição para os Estados Unidos. A obra destaca principalmente a questão de se Assange está sendo processado por roubo de segredos de Estado ou por publicá-los, e levanta preocupações sobre a liberdade de imprensa e a perseguição a jornalistas investigativos. A produção traça um histórico detalhado das acusações e ações legais enfrentadas por Assange desde 2010, quando o WikiLeaks divulgou quase 750 mil arquivos militares e diplomáticos, vazados pela analista...
“Mussum: O Filmis” ganha trailer com detalhes da história do eterno Trapalhão
A Globo Filmes divulgou o trailer de “Mussum: O Filmis”, que mostra Aílton Graça (“Galeria do Futuro”) como o sambista e comediante. A prévia mostra vários momentos importantes da vida de Antônio Carlos, desde o momento em que virou Mussum, batizado por Grande Otelo, até a origem de sua marca registrada, as palavras terminadas em “is”, por recomendação de Chico Anysio na “Escolinha do Professor Raimundo”, sem esquecer de sua entrada em “Os Trapalhões”. Grande vencedor do Festival de Gramado deste ano, o longa venceu seis troféus, incluindo Melhor Filme, Ator (Aílton Graça) e Ator Coadjuvante (Yuri Marça, que vive o Trapalhão na adolescência). A cinebiografia também traz Cacau Protásio (“Vai que Cola”) e Neuza Borges (ambas de “Juntos e Enrolados”) no papel de Dona Malvina, a mãe de Mussum, além de Vanderlei Bernardino (“Sintonia”) como Chico Anysio e Gero Camilo (“Manhãs de Setembro”) como Renato Aragão. O filme adapta o livro “Mussum Forévis: Samba, Mé e Trapalhões”, de Juliano Barreto. Quem assina o roteiro é Paulo Cursino, que escreveu as franquias “De Pernas pro Ar” (2010) e “Até que a Sorte nos Separe” (2012). Já a direção está a cargo do ator Silvio Guindane (“Segunda Chamada”), que estreia em longas-metragens. A estreia vai acontecer em 2 de novembro.
Ferrari: Trailer traz estreia de Gabriel Leone em Hollywood
A Diamond Films divulgou o primeiro trailer de “Ferrari”, cinebiografia de Enzo Ferrari, fundador da fábrica de carros que leva seu nome. Quase sem diálogos, a prévia é marcada pelo barulho do ronco dos motores e revela uma grande transformação do ator Adam Driver (“Casa Gucci”) no papel principal, irreconhecível com cabelo grisalho e óculos escuros. Além disso, apresenta a estreia do brasileiro Gabriel Leone (“Dom”) em Hollywood, no papel do piloto de corridas Alfonso de Portago. O elenco da produção também inclui Penélope Cruz (“Mães Paralelas”) como a esposa Laura Ferrari e Shailene Woodley (“Big Little Lies”) como Lina Lardi, a amante do empresário. O filme é dirigido pelo veterano cineasta Michael Mann (“Fogo contra Fogo”) e se passa no ano de 1957, o período mais tumultuado da vida de Enzo Ferrari. A longa trajetória da produção Mann estava tentando tirar este projeto do papel há vários anos, antes de fechar um acordo milionário com o estúdio STX. Para dar noção do quanto esse projeto é antigo, seu roteirista original, Troy Kennedy Martin (“Uma Saída de Mestre”), faleceu em 2009, Christian Bale desistiu do papel principal em 2016 e Hugh Jackman ficou “negociando” substitui-lo por quatro anos, até supostamente dizer sim em 2020, só que não. Neste meio tempo, Mann produziu um filme com conexões a esse projeto, “Ford vs Ferrari”, que venceu dois Oscars em 2020. Reta de chegada “Ferrari” terá première mundial na quinta (31/8) no Festival de Veneza. O lançamento comercial está marcado para 25 de dezembro nos EUA e apenas em 8 de fevereiro no Brasil.
Festival de Veneza começa em meio à greves e polêmicas
O 80º Festival de Veneza, que começa nesta quarta (30/8) em meio às greves dos roteiristas e atores de Hollywood, terá poucos astros por causa da situação, mas seus filmes prometem dar muito o que falar, inclusive em termos de controvérsias, já que entre os títulos selecionados estão obras de diretores “cancelados” como Roman Polanski, Woody Allen e Luc Besson. Diretores polêmicos Polanski, que fugiu dos EUA em 1978 após ser condenado por agressão sexual a uma adolescente, apresentará seu novo filme, “The Palace”, fora da competição. Woody Allen traz “Coup de Chance”, e Luc Besson estreará “DogMan” na competição. Todos os três cineastas foram alvo de alegações de abuso e, no contexto do movimento #MeToo, também sofreram campanhas de cancelamento online. No entanto, apenas Polanski foi acusado formalmente de um crime. Woody Allen foi considerado inocente das alegações de abuso de sua filha adotiva nos anos 1990 e os tribunais franceses rejeitaram repetidamente as acusações contra Besson, inclusive recentemente descartando um caso envolvendo uma suposta agressão a uma atriz belga. Na ocasião do anúncio da programação, Alberto Barbera, diretor do festival, defendeu a escolha. “O caso Polanski [tem sido] debatido há 50 anos. Não entendo por que não se pode distinguir entre as responsabilidades do homem e as do artista”, disse ele. “Polanski tem 90 anos, é um dos poucos mestres em atividade, fez um filme extraordinário… Pode ser o último filme de sua carreira, embora eu espero que ele faça como [Joaquim] de Oliveira, que fez filmes até os 105 anos. Eu me posiciono firmemente entre aqueles que no debate distinguem [entre] a responsabilidade do homem e a do artista.” Filmes descancelados “The Palace”, de Polanski, é descrito como uma comédia negra ambientada em um luxuoso hotel suíço na véspera de Ano Novo em 1999. O elenco inclui John Cleese, Luca Barbareschi, Oliver Masucci, Fanny Ardant e Mickey Rourke. Já “Coup de Chance”, de Allen, é o primeiro filme do diretor em francês. Nos últimos anos, Allen encontrou dificuldades para garantir financiamento nos EUA para seus filmes, após as alegações de abuso de sua filha adotiva, Dylan Farrow, ressurgirem na era pós-#MeToo. No entanto, distribuidores europeus continuaram a apoiá-lo. O novo filme, que será lançado na França em 27 de setembro, inclui um elenco de estrelas francesas, incluindo Lou de Laage, Valerie Lemercier, Melvil Poupaud e Niels Schneider. “DogMan”, de Besson, marca o retorno do diretor ao cinema, após se afastar por quatro anos para lidar com acusações de assédio e estupro. O drama, que traz Caleb Landry Jones como um jovem marcado pela vida, que encontra sua salvação através do amor por seus cães, foi um sucesso de pré-vendas para a Kinology no European Film Market em Berlim em fevereiro, vendendo seus direitos de exibição para quase todo o mundo. Cinema brasileiro A programação do Festival de Veneza também exibe o longa-metragem brasileiro “Sem Coração”, que fará sua estreia mundial na mostra paralela Horizonte. O filme é uma coprodução oficial entre Brasil, França e Itália, dirigido e escrito por Nara Normande e Tião, e produzido por Emilie Lesclaux, Kleber Mendonça Filho (Cinemascópio), Justin Pechberty, Damien Megherbi (Les Valseurs), Nadia Trevisan, Alberto Fasulo (Itália) e pela Vitrine Filmes. “Sem Coração” se passa no verão de 1996, no litoral de Alagoas, e acompanha Tamara, que está aproveitando suas últimas semanas na vila pesqueira onde mora antes de partir para estudar em Brasília. Ela ouve falar de uma adolescente apelidada de “Sem Coração” por causa de uma cicatriz que tem no peito. Ao longo do verão, Tamara sente uma atração crescente por essa menina misteriosa. O filme foi rodado em locações no litoral de Alagoas, entre setembro e outubro de 2022. Presença de grandes cineastas Outros destaques do festival são “O Assassino”, de David Fincher, que traz Michael Fassbender como um assassino frio que começa a desenvolver uma consciência – o filme conta com a participação da brasileira Sophie Charlotte – , e “Maestro”, de Bradley Cooper, um drama sobre o grande maestro Leonard Bernstein. Ambos são lançamentos da Netflix, que também está competindo pelo Leão do Ouro com “El Conde”, do chileno Pablo Larrain, que retrata o ditador Augusto Pinochet como um vampiro. A lista de cineastas americanos ainda inclui Ava DuVernay, que traz “Origin”, sobre o sistema de hierarquia que moldou os EUA, Sofia Coppola, que apresenta “Priscilla”, cinebiografia de Priscilla Presley, e Michael Mann, que entra na disputa com o drama de corrida “Ferrari”, com Adam Driver no papel de Enzo Ferrari, o fundador da famosa marca de carros. O festival também mostrará a estreia do diretor mexicano Michel Franco em inglês, com “Memory”, um filme ambientado em Nova York e estrelado por Jessica Chastain e Peter Sarsgaard, além de novos filmes do diretor japonês de “Drive My Car”, Ryûsuke Hamaguchi, chamado “Evil Does Not Exist”, e do grego Yorgos Lanthimos, a ficção científica surrealista “Poor Things”, estrelado por Emma Stone. Seleção europeia A Itália também marca forte presença com seis títulos na competição, liderados pelo filme de abertura “Comandante”, um épico anti-guerra ambicioso estrelado pelo ator italiano Pierfrancesco Favino. Outros destaques italianos incluem “Io Capitano”, de Matteo Garrone, sobre a jornada homérica de dois jovens africanos que deixam Dakar para chegar à Europa, e “Finalmente L’alba”, de Saverio Costanzo, ambientado na Cinecittà durante os anos 1950, quando as famosas instalações de cinema eram conhecidas como a “Hollywood no Tibre”. Da França, vem o já mencionado “Dogman”, de Luc Besson, e “The Beast”, uma sci-fi de Bertrand Bonello que traz Léa Seydoux como uma jovem atormentada que decide purificar seu DNA em uma máquina, o que a levará em uma jornada por uma série de vidas passadas. Outros filmes notáveis incluem os poloneses “The Green Border”, de Agnieszka Holland, sobre a crise humanitária desencadeada pelo presidente bielorrusso Lukaschenko, que em 2021 abriu a fronteira da Bielorrússia com a Polônia para migrantes, e “Kobieta Z”, da dupla de diretores Małgorzata Szumowska e Michał Englert. O Festival de Veneza de 2023 acontecerá até 9 de setembro.
Luísa Sonza quebra a internet com o lançamento do disco “Escândalo Íntimo”
Luísa Sonza quebrou a internet na noite de terça-feira (29/8) com o lançamento do seu terceiro álbum de estúdio, intitulado “Escândalo Íntimo”. O nome da artista e de quase todas as faixas do disco (de forma individual) foram parar nos tópicos mais comentados do Twitter por várias horas. As participações e homenagens também ganharam discussões, de Demi Lovato a Rita Lee. Em resumo, o Brasil praticamente só falou de “Escândalo Íntimo” durante as últimas horas de terça e as primeiras desta quarta (30/3). As reações contrastam com a incompreensão gerada pelo começo da divulgação com “Campo de Morango”. Todas as vozes digitais exaltam a obra, admiradas com o talento da artista e com detalhes da obra, desde a transição entre as faixas até o feat em que Demi Lovato canta em português. Estrutura e participações Num surto de criatividade, o álbum gravado em Los Angeles soma 24 faixas, mas apenas 18 foram liberadas neste primeiro momento. Com influencias variadas, do funk à bossa nova, passando pelo rock, sertanejo, samba, baladas românticas, música eletrônica, psicodélica e até milonga, o disco surpreende pela forma como essa mistura emerge com forte unidade, amarrada numa apresentação conceitual. O projeto é segmentado em quatro blocos distintos, em que a cantora explora diferentes fases de um relacionamento: paixão, amor, decepção e superação. Em cada bloco, há faixas com colaborações de peso, como a americana Demi Lovato (cantando em português) em “Penhasco 2”, Marina Sena em “Romance em Cena”, Baco Exu do Blues em “Surreal”, Duda Beat em “Ana Maria”, Maiara e Maraisa na ainda inédita “Bêbada Favorita” e Kayblack na também inédita “Sagrado Profano”, além de samples dos falecidos Rita Lee e Abílio Manoel (do samba rock clássico “Luisa Manequim”). O disco também inclui algumas homenagens, de Ana Maria Braga (em “Ana Maria”) a Rita Lee (“Lança Menina”), passando pelo atual namorado da artista (“Chico”). Musicalmente, o disco também soa como uma grande homenagem ao pop rock feminino do Brasil nos últimos 50 anos, lembrando Gal Costa, Rita Lee, Marina Lima, Kid Abelha, Pato Fu e Pitty. Mas o grande assunto e principal referência do disco é mesmo Luísa Sonza. Inspiração introspectiva O conceito do álbum foi fortemente inspirado pela própria experiência de vida da artista e pela sua relação consigo mesma. O processo criativo foi desencadeado após um período emocionalmente desafiador, em meio ao sucesso de seu segundo álbum, “Doce22”. Na época em que devia estar festejando a consagração musical, Luísa foi muito atacada nas redes sociais, devido a seus relacionamentos e também algumas atitudes, e enfrentou crises de saúde mental, incluindo pensamentos de autossabotagem e síndrome de pânico, o que é refletido nas novas faixas. A artista contou com o suporte de uma psicanalista, Nathalie Nery, para desenvolver a temática e as composições. Nery, que também é artista plástica, ajudou a cantora a mergulhar no subconsciente e interpretar seus sonhos, fornecendo assim um pano de fundo surrealista e psicanalítico ao trabalho. Isto também desnudou o ego da cantora, que fez as letras mais assertivas de sua carreira. Primeiro impacto Duas faixas, “Campo de Morango” e “Principalmente Me Sinto Arrasada”, foram lançadas previamente e causaram um frisson nas redes sociais. Os vídeos dessas canções já acumularam mais de 13 milhões de visualizações em menos de duas semanas, e especulações sobre os significados das letras inundaram a internet. Luísa também colecionou mais críticas com os lançamentos, especialmente pelo clipe da primeira, mas se algo fica claro com o novo disco é como seu couro está curtido. Acompanha um filme A ambição do álbum vai além da música e se expande para outras formas de arte. “Escândalo Íntimo” é também o título de um álbum visual dirigido por Diego Fraga, de onde saíram os primeiros clipes. O filme que acompanha as faixas propõe mostrar um lado mais íntimo e vulnerável da cantora, focando em seu subconsciente e atos autoconscientes. No entanto, ainda não há informações sobre sua data de lançamento. Músicas e reações Ouça o disco abaixo e confira algumas das reações apaixonadas das redes sociais. eu tô assim a cada música, tá bom demais!!!! Luísa sonza / Demi cantando em português / penhasco 2 / a dona aranha / escândalo íntimo pic.twitter.com/BW10MJheiX — b a b y 🔥 (@daniifischerr) August 30, 2023 Ela entregou tudo que eu queria acervo, Luísa virou a minha nova idola brasileira pic.twitter.com/ynSRZMERA0 — Parys (@SusoNick) August 30, 2023 Luísa Sonza peço desculpas se alguma vez disse que você não era artista, estava completamente engano e digo que você é artista sim, Escândalo Íntimo é uma obra prima pic.twitter.com/ECjRg4xCbq — devon (@arierrefg) August 30, 2023 Olha Luísa Sonza eu queria te agradecer por esse álbum! ❤️ — Pedro Cantuária (@pecantuaria) August 30, 2023 É assim q se leva a cultura do país p/ fora. Luísa é muito inteligente, bicho, pqp — O sincero do pop (@TerapiaMed59238) August 30, 2023 Deitou né kkkkkkk aí ai — gaab🔆 (@gaabzmeleys) August 30, 2023 meu deus a transição de escândalo íntimo pra carnificina luísa me perdoa eu fui precoce te criticando — paulão #singlesoon (@tmncedu) August 30, 2023 ela entregou nessa — gemini’s groove (@amandaalfredo_) August 30, 2023 eu tô assim dps de ouvir penhasco 2 com a demi lovato catando em português LUISA SONZA VOCÊ FOI LONGE DMS AGORA pic.twitter.com/5A24zb3F9T — mel mel 🗽 (@megrassmann) August 30, 2023 a luísa sonza assim pra todos que detonaram campo de morango dias atrás e hoje estão enaltecendo escândalo íntimo pic.twitter.com/VJDfzSztUf — Alisson Nobrien (@alissonnobrien) August 30, 2023 apagando os tweets sobre campo de morango 😶 — vitoria (@blackbe4utyy) August 30, 2023 só pra vcs terem uma noçao, campos de morango bateu 500 mil só 10 horas depois de lançada enquanto penhasco2 foi em menos de 3 horas pic.twitter.com/iEGcxoEnJR — ªlessandro (@dwtdejavu) August 30, 2023 Carnificina e Penhasco2 são umas das minhas favoritas. São tantas musicas boas q é dificil escolher uma #luisasonza #escandalointimo — andresiroto (@andresiroto) August 30, 2023 meu top #5 do escândalo íntimo #1 chico#2 carnificina #3 outra vez#4 luisa manequim#5 onde é que deu errado? pic.twitter.com/8l2Tl0qaUx — félix (@motoviolence) August 30, 2023 tô em looping — Vic. (@vicomente) August 30, 2023 nós mulheres meio luísa sonza pic.twitter.com/fNZhQNAb0G — BIANCA (@sonzaxw) August 30, 2023 chorei escutando a Rita com a frase icônica 😭 pic.twitter.com/HZ2MI5TAJ9 — menosreis (@sallezka) August 30, 2023 meu Deus eu amei TANTOOOOO a música Chico da Luísa Sonza que coisa mais pitiquinhaeu amo gente boba apaixonada — sá (@oisasa) August 30, 2023 agr eu só namoro se a pretendente fizer uma música pra mim, obg luisa sonza — HASHIRA ❄️ (@lo_papichulo) August 30, 2023 Eu tô aqui, sem rumo, travada e perdida,Hoje me deu medo da vida, Hoje eu senti falta de você, De te amar por telepatia Luísa Sonza, pague minha terapia pic.twitter.com/icE8cgQOAd — Amanda 🍓 (@Amanda_Gves) August 30, 2023












