Retrospectiva | Playlist Moderna: As 100 melhores músicas/clipes indies de 2023
Ao longo de 2023, a Playlist Moderna serviu 12 seleções mensais com os 50 principais lançamentos do lado B do YouTube. A retrospectiva da virada reúne 100 destaques da curadoria do underground, apresentando uma trilha variada para festas de rock, indie, punk, dance e gótica. São quase seis horas de música num repertório cheio de bandas e artistas novos, para ouvir e descobrir, além de momentos de reencontro com veteranos dos anos 1980 e 1990 que voltaram recentemente à ativa. A relação não segue ordem de preferência, mas sim de estilos, com os vídeo combinados numa playlist pronta para tocar de forma contínua – para ver na Smart TV, busque Transmitir na aba de configurações do Chrome ou Mais Ferramentas/Transmitir etc no Edge. Experimente ouvir sem saltar as faixas na versão Premium do YouTube (sem interrupções de anúncios). Aperte o play e deixe rolar. BLEACH LAB | FANCHON | TANUKICHAN | LAVEDA | GLAZYHAZE | TWIN RAINS | THE KVB | HELICON | GRIAN CHATTEN | TEKE::TEKE | THE KOBRAS | MAZEY HAZE | NIGHT BEATS | ALTIN GÜN | SCOWL | COACH PARTY | MANNEQUIN PUSSY | HOTWAX | SKATING POLLY | SNAKE EYES | LIME GARDEN | DAISY THE GREAT X ILLUMINATI HOTTIES | GIRL SCOUT | MY UGLY CLEMENTINE | BULLY | BLONDSHELL | ARLO PARKS | PALEHOUND | SOFTCULT | GRRRL GANG | CIEL | MILITARIE GUN | THE TUBS | LURK | CIVIC | THE MENZINGERS | RVG | BIG D AND THE KIDS TABLE | THE RUMJACKS | DROPKICK MURPHYS | THE 69 EYES | NEW MODEL ARMY | SHITFIRE | BLOOD COMMAND | BRUTAL YOUTH | ADVENTURE PLAYGROUND | ALEX LAHEY | FEET | DAIISTAR | SIRACUSE | PLEASURE PILL | STANLEYS | DIRTY LACES | THE COVASETTES | RATBOYS | PACKS | 7EBRA | THIS IS THE KIT | PI JA MA | FAZERDAZE | PARIS TEXAS | RAHILL | SEXTILE | EVERYTHING BUT THE GIRL | ROMY | DJANGO DJANGO | VELVET VELOUR | W.H. LUNG | DUTCH UNCLES | YARD ACT | NZCA LINES | JONATHAN BREE | JOON | CAROLINE POLACHEK | NATION OF LANGUAGE | LEATHERS | SHE PLEASURES HERSELF | SOFT SCENT | MEKONG | DUCTAPE | JE T’AIME | GIRLFRIENDS AND BOYFRIENDS | NIGHTBUS | PLATTENBAU | LOBSTERBOMB | NIGHT DRIVE | TWIN TRIBES | GHOST COP | RITES OF SIN | BESTIAL MOUTHS | POTOCHKINE | MENTHÜLL | DENUIT | GUILTY STRANGERS | NEW GERMAN CINEMA | PATRICK WOLF | THE MURDER CAPITAL | BLIND DELON | DEATH BELLS | THE CLOCKWORKS
Retrospectiva | As 50 melhores músicas/clipes internacionais de 2023
As melhores músicas e clipes do pop internacional de 2023 foram cantadas em várias línguas, misturando apelo comercial, dançante, baladas, K-pop, J-Pop, Afro beat e reggaeton. A relação dos hits inclui gravações de artistas extremamente populares, como Taylor Swift, Olivia Rodrigo, Dua Lipa, Miley Cyrus, Shakira, Karol G, Harry Styles, Junk Kook, Cardi B, Bad Bunny e até Anitta, junto a revelações e extrapolações do mapa do pop global. A seleção não segue ordem de preferência, mas sim de estilos, com os vídeo combinados numa playlist pronta para tocar de forma contínua – para ver na Smart TV, busque Transmitir na aba de configurações do Chrome ou Mais Ferramentas/Transmitir etc no Edge. Experimente ouvir sem saltar as faixas na versão Premium do YouTube (sem interrupções de anúncios). Aperte o play e deixe rolar. OLIVIA RODRIGO | BILLIE EILISH | LANA DEL REY | MITSKI | FREYA RIDINGS | MADISON BEER | DUA LIPA | MILEY CYRUS | JESSIE WARE | KYLIE MINOGUE | TROYE SIVAN | TAYLOR SWIFT | HARRY STYLES | V | JUNG KOOK | TXT | AESPA | ITZY | LE SSERAFIM | NEWJEANS | ATARASHII GAKKO! | ANTSLIVE | LITTLE SIMZ | IDK | TYLER THE CREATOR | A$AP ROCKY | OFFSET | CARDI B | PINKPANTHERESS | FLO MILLI | TYGA | VICTORIA MONÉT | DOJA CAT | JANELLE MONÁE | LIL DURK | LIL YACHTY | SZA | JUNGLE | JACK HARLOW | BURNA BOY | ASAKE | OMAH LAY | AYRA STARR | TIWA SAVAGE | PATORANKING | SKRILLEX | BAD BUNNY | ROSALÍA | KAROL G & SHAKIRA| PESO PLUMA & ANITTA
Ariana Grande retorna com influência de Madonna em novo clipe
Ariana Grande volta mais loira e mais magra, após hiato de três anos, com uma música dançante que lembra a era pop da música house e a fase “Vogue” de Madonna em 1990. A faixa “Yes, and?” vem acompanhada de um clipe, em que convidados chegam num loft para a performance especial da canção, que inclui estátuas de argila e coreografia em grupo – no estilo voguing. As conversas dos convidados, sobre os boatos da vida da artista, coincidem com a letra da canção, que encara os comentários maldosos das redes sociais e prega uma mensagem de autoafirmação. “Sim, e daí?/ Diga essa m*rda em voz alta/ E seja a sua própria melhor amiga”, ensina o refrão. “Yes, And?” é o primeiro single do próximo álbum de Ariana, que ainda não tem título nem data de estreia definidos – embora os fãs especulem que ele possa se chamar “Eternal Sunshine”, devido a dicas lançadas pela cantora nas redes sociais em referência ao filme “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças” (2004). A expectativa é que o lançamento aconteça ainda no primeiro semestre de 2024.
A Mulher na Parede | Trailer de suspense explora escândalo da Igreja
A Paramount+ divulgou o trailer de “A Mulher na Parede”, minissérie de suspense estrelada por Ruth Wilson (“The Affair”), inspirada num escândalo real. A produção britânica explora o escândalo das Lavanderias Magdalene na Irlanda, instituições infames onde jovens grávidas eram forçadas a dar à luz e seus bebês eram adotados à força. A situação é apresentada como uma mistura de terror gótico e investigação criminal, com elementos de comentário metaficcional. A história se concentra em Lorna, interpretada por Ruth Wilson, que vivenciou esses horrores ao dar à luz na década de 1980. O enredo se desenvolve com revelações de que certidões de óbito foram forjadas e crianças adotadas ilegalmente, destacando a contínua influência da Igreja mesmo após o fechamento das lavanderias. A série começa com Lorna despertando ao lado de um corpo sem vida, levando-a a esconder o cadáver dentro de uma parede em sua casa – daí o título. Esse acontecimento desencadeia uma série de questões: Lorna é uma assassina, ou há mais na história do que aparenta? Após a descoberta do corpo, a reação da polícia é de cautela e suspeita. Conforme a investigação se aprofunda, revela a história traumática da protagonista com as Lavanderias Magdalene e as circunstâncias em torno do desaparecimento de seu bebê. O elenco também destaca Daryl McCormack (“Peaky Blinders”) no papel do detetive encarregado do caso, que precisa lutar com dilemas morais e éticos, além da influência da Igreja e a relutância da comunidade em revelar os segredos obscuros do passado. Criada e escrita por Joe Murtagh (roteirista de “The Kitchen”), “A Mulher na Parede” estreia em 20 de janeiro no Brasil.
Estreias | “Meninas Malvadas” e “Beekeeper” são as principais novidades no cinema
A maior estreia de cinema da semana é “Beekeeper”, filme de ação estrelado por Jason Statham, que chega em quase 800 salas. A comédia musical “Meninas Malvadas” ocupa metade desse circuito, exibida em 400 telas. Com um pouco menos exposição, o drama adolescente brasileiro “Chama a Bebel” também abre em amplo circuito, deixando “Os Rejeitados”, premiado com dois Globos de Ouro e prestes a ser indicado ao Oscar, em poucas salas do circuito limitado. Confira abaixo mais detalhes dos lançamentos desta quinta (11/1). MENINAS MALVADAS Vinte anos depois, a nova versão cinematográfica de “Meninas Malvadas”, complementada por músicas da Broadway, traz uma mistura de nostalgia e inovação para a história cultuada. Em 2024, smartphones e redes sociais dominam a dinâmica social, mas os elementos essenciais de 2004, como tribos, dramas escolares e a batalha sociológica do ensino médio, seguem iguais. O desafio da produção é capturar a essência de “Meninas Malvadas” e se conectar com o público da nova geração. O remake acompanha Angourie Rice (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”) no papel de Cady, uma jovem recém-chegada numa nova high school, onde se depara com uma profusão de grupinhos distintos e o domínio das Plásticas, as meninas mais invejadas, comandadas pela cruel Regina George – agora vivida por Reneé Rapp (“A Vida Sexual das Universitárias”). A líder das populares do colégio segue paparicada por suas amigas Gretchen (Bebe Wood, de “Com Amor, Victor”) e Karen (Avantika, de “De Volta ao Baile”) mandando em tudo e em todos. Sentindo-se isolada, a novata é acolhida por Janis (Auli’i Cravalho, de “Crush”), supostamente a garota alternativa da turma, e o gay Damian (o cantor Jaquel Spivey), que a convencem a se infiltrar no grupo das Plásticas para saber todos os podres que elas escondem. Só que, em meio a sua transformação numa falsa Plástica, Cady se apaixona pelo gato da classe, Aaron Samuels (Christopher Briney, de “O Verão que Mudou Minha vida”), e logo passa a agir como uma verdadeira Plástica. No resumo, é a mesma história que os fãs conhecem, com direito a frases decoradas. Mas os esforços para inovar muitas vezes prejudicam a tentativa de se manter fiel à obra original, com uso excessivo de elementos modernos de narração e estilos visuais que refletem as tendências atuais de mídia social. O remake tem roteiro de Tina Fey, que escreveu o filme de 2004 e também volta a aparecer no elenco como uma das professoras da turma. Além dela, o ator Tim Meadows (“O Halloween de Hubie”) reprisa o papel do diretor da escola. No elenco “adulto”, as novidades são as participações de Jon Hamm (“Mad Men”) como professor de educação física, Busy Philipps (“As Branquelas”) como mãe de Regina George e Jenna Fischer (“The Office”) como a mãe de Cady. A performance de Reneé Rapp como Regina George se destaca, trazendo uma presença poderosa e carismática que domina as cenas. Entretanto, a personagem mais revitalizada é Janis, que desempenha um papel mais central na narrativa. Promovendo feminismo e inclusão com a mesma verve de “Barbie”, ela se destaca tanto nas cenas dramáticas quanto nas performances musicais pelo talento de sua intérprete, Auli’i Cravalho, que estreou nas telas dublando a voz e as canções de “Moana”. A direção está à cargo dos novatos Arturo Perez e Samantha Jayne (ambos da série “Quarter Life Poetry”). BEEKEEPER – REDE DE VINGANÇA O novo filme de David Ayer (“Esquadrão Suicida”) é um thriller de ação à moda antiga. Herdeiro do gênero, Jason Statham (“Mercenários 4”) interpreta Adam Clay, um apicultor que, sob uma fachada tranquila, esconde habilidades letais e um passado enigmático. A trama se desenrola quando Eloise (Phylicia Rashad, de “Creed”), uma figura materna para Clay, comete suicídio após ser vítima de um golpe eletrônico de phishing. Este evento desencadeia uma jornada de vingança, onde o protagonista busca fazer justiça com as próprias mãos. Escrito por Kurt Wimmer (também de “Mercenários 4”), o filme apresenta cenas de luta intensas, marcadas pelo estilo físico e implacável de Statham, reminiscentes dos heróis de ação clássicos. Como personagem típico do gênero, Clay é na verdade um agente de operações secretas aposentado, que usa todas as suas habilidades para confrontar a rede de phishing, liderada pelo vilão vivido por Josh Hutcherson (“Five Nights at Freddy’s”). Essa rede é retratada como um empreendimento glamouroso, gerenciado a partir de um centro de controle tecnologicamente avançado e repleto de subordinados inescrupulosos. Em um ponto crítico da história, Clay/Statham invade a base de operações de um dos principais cúmplices de Derek/Hutcherson com o objetivo explícito de destruí-la. A tensão escala à medida que se revela a verdadeira natureza do herói: um “Beekeeper” (apicultor), termo que também se refere a um agente de elite treinado para proteger a sociedade de ameaças diversas. Este aspecto dá um novo significado à sua ocupação como apicultor. A vingança de Clay não se limita apenas a retribuir a morte de Eloise, mas também a desmantelar toda a operação criminosa, reafirmando seu compromisso de “proteger a colmeia”, uma metáfora para a sociedade e os inocentes ameaçados. O elenco é complementado por Emmy Raver-Lampman (“The Umbrella Academy”), que interpreta uma agente do FBI, Minnie Driver (“Speechless”), em uma participação como uma alta executiva da CIA, e Jeremy Irons (“Watchmen”) como um ex-diretor da CIA, que se revele um antagonista complexo. Embora a trama siga uma linha previsível, ela se mantém fiel ao estilo das produções dos anos 1990, proporcionando entretenimento e uma dose de nostalgia para os fãs desse tipo de filme. OS REJEITADOS O novo drama de Alexander Payne (“Nebraska”), vencedor de dois Globos de Ouro, é uma história ambientada no final de 1970 em uma escola interna na Nova Inglaterra. Paul Giamatti interpreta Paul Hunham, um professor de história rigoroso, desdenhado tanto por alunos quanto por colegas. Com um conjunto de problemas pessoais, incluindo uma condição rara chamada de Síndrome do Odor de Peixe, Paul é forçado a permanecer na escola durante as férias de Natal com alunos que não têm para onde ir. Entre os alunos, destaca-se Angus Tully, interpretado por Dominic Sessa, um jovem inteligente, mas problemático, que se torna o último a permanecer no colégio, junto com Mary Lamb, a cozinheira da escola, interpretada por Da’Vine Joy Randolph, que está de luto pela morte do filho no Vietnã. A trama explora as tensões e a evolução do relacionamento entre Paul, Angus e Mary, abordando temas como solidão e perda, bem como a complexidade das relações entre professores e alunos. O filme é marcado por performances intensas, especialmente de Giamatti e Da’Vine, ambos premiados no fim de semana no Globo de Ouro. A colaboração entre Giamatti e Payne ainda representa um reencontro significativo na indústria cinematográfica. Eles trabalharam juntos anteriormente no aclamado filme “Sideways”, lançado em 2004, que rendeu o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado para o cineasta. Em “Os Rejeitados”, a habilidade de Payne em criar narrativas profundamente humanas e a capacidade de Giamatti de retratar personagens complexos e emocionalmente ricos se unem novamente para oferecer um olhar introspectivo sobre os desafios e as nuances da experiência humana. CHAMA A BEBEL O drama do cineasta gaúcho Paulo Nascimento aborda questões de diversidade, superação e meio ambiente. A trama acompanha Bebel, uma garota cadeirante interpretada por Giulia Benite (a Monica dos filmes da “Turma da Mônica”), que se muda para uma cidade maior para continuar seus estudos. Lá, ela enfrenta desafios em um novo ambiente, enfrenta bullying e torna-se uma líder ambiental na escola, inspirando-se em Greta Thunberg. O filme foca a jornada da protagonista, destacando sua luta contra práticas insustentáveis e a produção excessiva de lixo na escola. Bebel inova ao criar um biodigestor para converter lixo orgânico em energia, mas com isso desafia um poderoso empresário local. O projeto traz Flor Gil, filha de 15 anos de Preta Gil, em seu primeiro papel no cinema. Além dela, o elenco jovem também destaca a cantora Sofia Cordeiro (ex-“The Voice Kids”) como Rox, a antagonista, que vive a menina malvada da escola. Já o elenco adulto inclui José Rubens Chachá (“O Rei da TV”), Flavia Garrafa (“Diários de Intercâmbio”) e Larissa Maciel, entre outros. PRAIA DA SAUDADE O documentário foca a Praia de Atafona (região de Campos de Goytacazes) que está sendo engolida pelo mar. Ao mesmo tempo em que mostra as mudanças climáticas no Brasil, também aborda o genocídio dos povos originários Goytacazes. Narrado por Sonia Guajajara e Sidarta Ribeiro, o filme tem direção de Sinai Sganzerla (“O Desmonte do Monte”), filha do cineasta Rogério Sganzerla e da atriz Helena Ignez.
Selena Gomez interpretará a cantora Linda Ronstadt no cinema
A cantora e atriz Selena Gomez (“Only Murders in the Building”) interpretará Linda Ronstadt em uma cinebiografia da estrela da música country. John Boylan, empresário de Ronstadt, e James Keach, produtor do documentário “Linda Ronstadt: The Sound of My Voice” de 2019, são responsáveis pela produção do filme, que ainda não tem título nem diretor definido. As contas oficiais de Ronstadt no Facebook e Instagram divulgaram a notícia, acompanhada da mensagem “It all started with a simple dream” (“Tudo começou com um sonho simples”). As duas artistas, que compartilham descendência mexicana e são fisicamente parecidas, já se encontraram na casa de Ronstadt para discutir o projeto. Além disso, Selena compartilhou recentemente nos stories de seu Instagram uma foto da autobiografia de Ronstadt, “Simple Dreams”, publicada em 2013. Este título também nomeia o álbum de 1977 da cantora, que alcançou certificação tripla de platina. Linda Ronstadt alcançou o sucesso nos anos 1970 com álbuns como “Heart Like a Wheel” e “Simple Dreams”, sendo reconhecida em diferentes gêneros musicais, mas principalmente pela intersecção entre country e pop. A artista é detentora de 11 prêmios Grammy, mas precisou se aposentar em 2011 após revelar sofrer de paralisia supranuclear. Por coincidência, Selena também trava uma batalha com uma doença grave, Lupus, que já a levou a interromper a carreira. A data de estreia da cinebiografia de Linda Ronstadt ainda não foi anunciada.
Netflix revela trailer de documentário sobre a música “We Are the World”
A Netflix divulgou o trailer de “The Greatest Night in Pop”, documentário dirigido sobre a gravação histórica do single “We Are the World” em 1985, que marcou época como iniciativa beneficente e por reunir alguns dos maiores nomes do pop rock da época. A prévia mostra como a iniciativa de Harry Belafonte, em busca de fundos para combater a fome na África, engajou Lionel Ritchie e Michael Jackson na composição de uma faixa beneficente, que acabou gravada por uma multidão de artistas, incluindo Bob Dylan, Bruce Springsteen, Tina Turner, Ray Charles, Stevie Wonder, Smokey Robinson, Cyndi Lauper, Dionne Warwick, Paul Simon, Steve Perry, Kenny Rogers, Willie Nelson, Al Jarreau, Kim Carnes, Sheila E, Daryll Hall e Huey Lewis, as três Pointer Sisters, além dos próprios Lionel Ritchie, Michael Jackson (e seus irmãos) e Harry Belafonte. Produzido por Quincy Jones e Michael Omartian, “We Are the World” arrecadou mais de US$ 63 milhões para a causa – o que seria equivalente a mais de US$ 160 milhões hoje em dia, com valores ajustados pela inflação. A gravação também ganhou quatro prêmios Grammy e um American Music Award, tornando-se um marco na história da música pop e da filantropia. Dirigido por Bao Nguyen (do documentário “Be Water”, sobre Bruce Lee), o documentário mostra os bastidores da gravação, com diversas cenas inéditas do processo criativo e da reunião dos artistas nos estúdios de Jim Henson. Com entrevistas de diversos artistas e integrantes da equipe original da sessão, o filme promete um olhar íntimo e exclusivo sobre a noite histórica de 25 de janeiro de 1985, quando 45 músicos se reuniram para gravar a faixa, deixando de lado seus egos em prol de uma causa maior. “The Greatest Night in Pop” terá première mundial em 19 de janeiro, no Festival de Sundance, e estará disponível na Netflix em 29 de janeiro. Veja o trailer abaixo e, em seguida, o clipe original de “We Are the World”.
“Minx” é cancelada novamente, após ser salva para 2ª temporada
O canal pago americano Starz cancelou “Minx” após salvar a série e exibir sua 2ª temporada. A aclamada série de comédia tinha retornado em julho passado, após cancelada pela HBO Max no final de 2022. A série, produzida pela Lionsgate TV, era ambientada na Los Angeles dos anos 1970 e acompanhava Joyce (interpretada por Ophelia Lovibond), uma jovem feminista que se une a um editor de revistas masculinas (interpretado por Jake Johnson) para criar a primeira revista erótica para mulheres. Além de ator, Jake Johnson também era co-produtor executivo da série, junto com a criadora Ellen Rapoport (roteirista de “Clifford, o Gigante Cão Vermelho”). Vale observar que a 2ª temporada já estava toda produzida quando a HBO Max cancelou a atração pela primeira vez. Estes capítulos prontos nunca seriam vistos se a Lionsgate não intervisse. O estúdio que produz “Minx” também é dono do Starz, e levou a série para seu novo endereço. Entretanto, após a exibição, o canal – que está encerrando suas produções originais – não quis continuar com capítulos inéditos. “Minx” contava, de forma fictícia, uma história com paralelos em fatos reais, usando como base a trajetória da revista Viva, do publisher da Penthouse. A 2ª temporada mostrava o sucesso do negócio de nudez masculina, trazendo dinheiro, fama e tentações para os protagonistas. A 1ª temporada chegou a ser disponibilizada no Brasil pela HBO Max, mas foi tirada do catálogo após a negociação com a Lionsgate. Os novos episódios eram esperados na Lionsgate+, só que a plataforma fechou no país em dezembro passado.
X informa que vídeo explícito não viola suas “políticas de segurança”
Um vídeo com cenas de sexo explícito vem sendo publicado em diversos perfis “conservadores” do X (antigo Twitter) desde quinta-feira (4/1). A publicação, que envolve um idoso diante de uma tela em interação com menor de idade, tem sido usado para caluniar e difamar o Padre Júlio Lancelotti. Apesar de já ter sido contestado por peritos, que apontaram edição e manipulação de imagens com tecnologia deep fake, o material segue compartilhado e usado para multiplicar comentários pejorativos contra o Padre. Vários usuários do X tentaram denunciar o abuso, usando o caminho disponibilizado pela própria plataforma. O X incentiva denúncias sobre conteúdo sexual explícito e impróprio, e também sobre ofensas como injúria, calúnia e difamação. Todos que denunciaram receberam uma resposta padrão, informando que o conteúdo denunciado não violava as políticas da empresa. “Depois de analisarmos as informações à disposição, gostaríamos de avisar que xxx não violou nossas políticas de segurança. Sabemos que esta não é a resposta que você queria, mas se esta conta violar nossas políticas no futuro, notificaremos você”, diz o texto enviado em resposta, que ainda incentiva o usuário a continuar “a fazer denúncias caso veja algo que possa violar nossas políticas”. O Padre Lancelotti enfrenta forte campanha da direita brasileira, inclusive ameaça de uma CPI na Câmara dos Vereadores de São Paulo por um ex-integrante do MBL que o chamou de “cafetão” nas redes sociais. O alvo da investigação seria seu trabalho de assistência social entre os pobres e miseráveis em São Paulo, com foco em sua suposta conexão com ONGs que atuam na Cracolândia. A gente denuncia, mas se o X acha que postar um vídeo fake, com conteúdo pornograficone acusando um padre de Ped0filia não viola sua política, fazer oque? Isso aqui virou uma terra sem lei para extremistas. pic.twitter.com/NAa21WtTyp — Orion_o_Certo_é_o_Certo (@Belolacuco) January 6, 2024
Monark tem vídeos deletados e conta excluída do YouTube
O podcaster Monark, nome artístico de Bruno Monteiro Aiub, teve todos os seus canais encerrados permanentemente pelo YouTube. “Youtube acaba de deletar todos meus canais permanente, não bastava banir do Brasil, querem apagar minha existência”, ele escreveu no X (antigo Twitter). “O engraçado é que dessa vez sequer me deram alguma justificativa do porque baniram. Teve um lobby poderoso por trás com certeza”, acrescentou. Ao contrário do que aconteceu em janeiro passado, quando as contas de Rodrigo Constantino, Guilherme Fiúza e Paulo Figueiredo Filho foram banidas por ordem judiciária, mas continuaram funcionando fora do Brasil, Monark teve todos os vídeos deletados. Quem procura o canal do ex-Flow encontra “Página indisponível. Lamentamos o transtorno. Tente pesquisar algo diferente”. Antes disso, o link da página avisava que a “conta foi encerrada por violação dos Termos de Uso do YouTube”. Quando o motivo é determinação judicial, o texto é outro: “Este canal não está disponível”. O nazismo e o judeus Monark, que saiu do país com medo de ser preso e hoje vive na Flórida, nos Estados Unidos, disse temer também pelo fim de seu perfil no Twitter/X. “Quanto tempo será que esse perfil resiste?”, questionou, acrescentando: “Conto com você, Elon Musk”. Ele também se comparou aos milhões de judeus assassinados pelos nazistas da 2ª Guerra Mundial. “Amigos judeus, estou começando a entender na pele um pouco do que vocês passaram na segunda guerra mundial, uma merda mesmo, espero não sofrer os aspectos mais aterrorizadores e horrendo que seu povo passou, como prisão tortura e assassinato”. Ironicamente, a história do influenciador, que era considerado um cara engraçado por fazer comentários sem noção, começou a ficar triste a partir do momento em que defendeu no podcast “Flow” a legalização do Partido Nazista no Brasil, afirmando que “se o cara quiser ser antijudeu, eu acho que ele tinha o direito de ser”. Com boicote e medo de perder patrocínios, o Flow desligou o podcaster de seus quadros e, a partir daí, Monark radicalizou de vez, passando a questionar o sistema eleitoral e a confiabilidade das urnas eletrônicas. A radicalização e a reação do Google Em junho de 2022, uma decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes destacou uma declaração de Monark na plataforma de vídeos Rumble, afirmando que o STF estaria “disposto a garantir uma não transparência nas eleições”. Na época, ele sofreu a primeira represália do YouTube, que desmonetizou seus canais. Monark chegou a abrir um processo judicial para exigir que o Google voltasse a monetizar seus vídeos, mas perdeu na Justiça. Em sua defesa, o Google classificou o canal do youtuber como um “desserviço” “ao buscar publicar vídeos polêmicos, defendendo pautas nazistas”. A empresa ainda declarou que uma das regras do YouTube prevê que “o criador de conteúdo deve se comportar de forma responsável dentro e fora da plataforma”. “E ele violou essa política”, finalizou. Monark em 8 de janeiro Vale lembrar que, depois dessa polêmica, Monark se envolveu em outras. E após postagens manifestando simpatia pelos vândalos que atacaram os prédios dos Três Poderes em Brasília, teve seus perfis bloqueados nas redes sociais por decisão da Justiça. Em 8 de janeiro passado, ele usou as redes sociais para publicar mensagens de incentivo aos baderneiros. “Eu sinto simpatia pelas pessoas que estão protestando, esse nosso estado é uma ditadura nefasta e autoritária, só roubam o povo. Algo deve ser feito, mas nossa classe política se provou covarde e conivente, com isso é normal o povo se sentir sem esperanças e rebelar”, ele escreveu no começo do quebra-quebra. Disse mais: “Eu sinto um desprezo e raiva profunda pela forma com que o sistema pisa e humilha o brasileiro, então qualquer ato de rebeldia contra o estado me traz um sentimento muito catártico. Espero que ninguém seja ferido nesse evento, que todos possam voltar para casa em segurança.” Ele também culpou o STF pelo quebra-quebra. Mas depois de ver a dimensão da destruição, assustou-se. “Quero deixar claro que eu não apoio a invasão, meus comentários tem como propósito apenas analisar e situação. Espero que todos os envolvidos voltem para suas casas em segurança, e que os atos de violência sejam punidos”. Mesmo com a reação da Justiça na época, que ele chamou de censura, Monark usou sua conta no X neste sábado (6/1) para atacar quem chama a invasão e a depredação da Praça dos Três Poderes de “tentativa de golpe”, afirmando que os atos de 8 de janeiro passado foram “um golpe do judiciário aliado as oligarquias internacionais”.
Christian Oliver, ator de “Speed Racer”, morre em acidente aéreo com as filhas
O ator alemão Christian Oliver, conhecido por seus papéis em “Saved by the Bell: The New Class”, “Speed Racer” e “Hunters”, morreu no Mar do Caribe na quinta-feira (4/12), após um acidente de avião privado em que viajava com suas duas filhas pequenas. A Polícia Real de São Vicente e Granadinas recuperou quatro corpos, incluindo o do ator e suas filhas. Conforme as autoridades locais, a aeronave decolou do Aeroporto J.F. Mitchell em Paget Farm, de São Vicente e Granadinas, por volta do meio-dia, com destino a Santa Lúcia. Mas, logo após a decolagem, a aeronave “enfrentou dificuldades e mergulhou no oceano”. A polícia local esclareceu na sexta-feira que os corpos foram inicialmente recuperados dos destroços da aeronave por mergulhadores locais antes de serem entregues ao pessoal da Guarda Costeira. Uma carreira longa e variada Christian Oliver era o pseudônimo de Christian Klepser, que apesar de ter nascido na Alemanha fez sua carreira nos EUA, iniciada em 1994 como integrante do elenco de “Saved by the Bell: The New Class”. Ele assumiu um dos papéis principais da série adolescente, dando vida a um dos estudantes da Bayside High. Mas não ficou muito tempo na atração, abandonando-a ao fim da 2ª temporada para se dedicar ao cinema. A estreia cinematográfica aconteceu em 1995 na cultuada comédia adolescente “O Clube das Babás”, mas a sequência de sua trajetória não se deu como ele planejou, com participações em episódios de séries, videogames, telefilmes, terrores baratos e produções feitas para o mercado de vídeo. A situação só começou a melhorar em meados dos anos 2000, quando sua ascendência germânica lhe garantiu papéis em produções de relevo, como “O Segredo de Berlim” (2007), de Steven Soderbergh, “Operação Valquíria” (2008), de Bryan Singer, e até “Speed Racer” (2008), das irmãs Wachowski, nos quais trabalhou com astros como George Clooney, Tom Cruise e Emile Hirsch, respectivamente. Ele também atuou na mais recente versão americana de “Os Três Mosqueteiros” (2011), de Paul W.S. Anderson, e em várias séries, incluindo “Sense8” (em 2015), onde foi novamente dirigido por Lana Wachowski, e a recente “Hunters” (em 2020), como um nazista. Seu último trabalho no cinema foi uma pequena participação nos bastidores de “Indiana Jones e a Relíquia do Destino” (2023), gravando diversas vozes em alemão para cenas de fundo da trama.
David Soul, astro de “Justiça em Dobro”, morre aos 80 anos
O ator David Soul, conhecido por seu papel como o Sargento Kenneth “Hutch” Hutchinson na série clássica “Justiça em Dobro” (Starsky & Hutch), morreu na quinta-feira (4/2) aos 80 anos. A morte foi anunciada por sua esposa, Helen Snell, que descreveu os últimos momentos do ator como uma “batalha valente pela vida na companhia amorosa da família”. Soul também fez sucesso na música, com o hit número 1 “Don’t Give Up on Us”. O começo da carreira Nascido em Chicago em 28 de agosto de 1943, ele começou a se destacar nos anos 1960 ao seguir sua paixão pela música. Ao cantar no programa “The Merv Griffin Show” em 1967, recebeu grande atenção, que lhe rendeu seu primeiro papel televisivo na série em “Flipper”. No mesmo ano, também apareceu em episódios de “Jeannie é um Gênio” e “Jornada nas Estrelas”. E isso o levou a assinar um contrato com a Columbia Pictures para seu primeiro grande papel como Joshua Bolt em “E As Noivas Chegaram”. Na série clássica, ele interpretava um lenhador de uma família de irmãos no Velho Oeste, que esperam se casar com noivas que viajam até Seattle para cortejá-los. O show foi exibido de 1968 a 1970 e tornou Soul uma grande estrela. Em 1971, ele fez sua estreia no cinema em “Johnny vai a Guerra” e em seguida apareceu ao lado de Clint Eastwood em “Magnum 44” (1973), um dos filmes da franquia Dirty Harry. O fenômeno “Justiça em Dobro” Após mais participações em séries variadas, Soul conseguiu o maior papel de sua carreira em “Justiça em Dobro”, como o Sargento David Michael Starsky. Ele e Paul Michael Glaser, intérprete de Starsky, marcaram época como os policiais mais “durões” da TV. Seus personagens eram detetives da polícia do sul da Califórnia, que batiam sem dó nos criminosos que perseguiam. A série começou com um telefilme piloto de 1975 e foi exibida na rede ABC até 1979. Fenômeno de audiência, acabou chamando atenção pelo realismo e a brutalidade policial registrada em suas cenas – na esteira do sucesso, justamente, de Dirty Harry. A série do produtor Aaron Spelling também se tornou conhecida pelo icônico Ford Gran Torino listrado de vermelho e branco, que os dois dirigiam, além da atitude fraternal dos protagonistas, ao estilo “nós contra o mundo”, diferente das típicas séries policiais. O bromance da dupla se tornou um marco dos anos 1970 e chegou a virar alvo de piadas eróticas. Até Glaser admitiu mais tarde que Starsky e Hutch tinham alguns “elementos homoeróticos”. Multiplicação de talentos Graças à repercussão da série, Soul retornou às suas raízes musicais e fez enorme sucesso como cantor. Sua gravação musical de “Don’t Give Up on Us” foi lançada em janeiro de 1977, durante a 2ª temporada de “Justiça em Dobro”, e alcançou o 1º lugar na parada de sucessos Billboard Hot 100. Em seguida, veio “Silver Lady”, que também virou hit. Ao todo, Soul gravou cinco álbuns de estúdio, mas sua carreira ainda rendeu mais sete compilações de sucessos. “Justiça em Dobro” ainda lhe rendeu outra mudança na carreira. Ele estreou como diretor à frente de três episódios da série, o que o levou a ser convidado a continuar esse trabalho em outras produções televisivas, como “Miami Vice” e “Crime Story”, ambas produzidas pelo cineasta Michael Mann, que havia sido roteirista de “Justiça em Dobro”. Depois da série policial Com o fim da atração policial, o artista se dedicou a papéis variados na TV, com destaque para a minissérie de terror “Vampiros de Salem” (Salem’s Lot), de 1979, baseada num romance de Stephen King. Ele interpretou o personagem principal, um escritor que retorna à sua cidade natal, apenas para descobrir que ela é assolada por vampiros. Ao longo dos anos 1980, Soul continuou aparecendo em diversas produções televisivas e cinematográficas, incluindo os filmes “Hanoi Hilton” (1987) e “Encontro Marcado com a Morte” (1988), adaptação de Agatha Christie que fazia parte da franquia do detetive Poirot (“Assassinato no Expresso Oriente” e “Morte no Nilo”). Na década de 1990, sua carreira tomou uma nova direção quando ele se mudou para o Reino Unido e passou a atuar no teatro e em produções britânicas. Ele se naturalizou inglês em 2004 e encerrou sua trajetória nas telas com o filme “Filth – O Nome da Ambição” de 2014, estrelado por James McAvoy.
Estreias | Os 10 melhores lançamentos de streaming do começo do ano
Os destaques da programação de streaming da primeira semana de 2024 são seis filmes e quatro séries. Entre as novidades do cinema em casa, estão obras que impressionaram a crítica em suas passagens recentes pelo cinema, como o drama de sobrevivência “A Sociedade da Neve”, o terror “Fale Comigo” e a biografia nacional “Nosso Sonho”, além do novo “Jogos Vorazes”. Já as séries são compostas por dois animes e duas produções live-actions estreladas por grandes astros asiáticos, com destaque para a vencedora do Oscar 2023 de Melhor Atriz, Michelle Yeoh. Confira abaixo mais detalhes. FILMES A SOCIEDADE DA NEVE | NETFLIX O drama de sobrevivência do cineasta espanhol J.A. Bayona é uma recriação dramática do desastre aéreo envolvendo o voo 571 da Força Aérea Uruguaia em 1972. Este evento, que se tornou conhecido como “Milagre dos Andes” e “Sobreviventes dos Andes”, envolveu a queda de um avião na cordilheira chilena, transportando uma equipe uruguaia de rúgbi, com seus amigos e familiares. Baseada no livro de 2009 do jornalista uruguaio Pablo Vierci, a produção oferece uma narrativa autêntica, destacando a resiliência humana e a realidade angustiante do canibalismo enfrentado pelos sobreviventes. O elenco, composto por atores latino-americanos relativamente desconhecidos, adiciona realismo à história, capturando as dificuldades da situação extrema vivida pelos personagens. A produção contou com filmagens em locações reais, nas próprias montanhas dos Andes e na Serra Nevada, na Espanha. A história é principalmente narrada por Numa Turcatti (Enzo Vogrincic), um estudante de direito, que originalmente optou por não participar da viagem. A narrativa alterna entre os eventos anteriores ao acidente, destacando o espírito jovial da equipe de rúgbi de Old Christians, e os momentos após a queda, com cenas intensas do acidente e dos esforços para sobrevivência em condições extremas. A representação do acidente é marcada por realismo e tensão, seguida pela luta contínua pela sobrevivência dos personagens, culminando em uma dramática caminhada de 10 dias para a segurança realizada por Nando Parrado (Agustín Pardella) e Roberto Canessa (Matías Recalt). Repleto de momentos emocionantes, o longa também destaca a cinematografia de Pedro Luque e a trilha sonora de Michael Giacchino, que contribuem para a atmosfera de tensão e desespero. Os 96% de aprovação no Rotten Tomatoes confirmam que se trata da melhor versão cinematográfica da tragédia, que já foi filmada anteriormente numa produção mexicana dos anos 1970 e no drama hollywoodiano “Vivos”, de 1993. Além disso, os fatos reais servem de clara inspiração para a série “Yellowjackets”, atual sucesso da Paramount+. FALE COMIGO | PRIME VIDEO Com a fama de melhor terror dos últimos anos, o longa de estreia dos irmãos gêmeos Danny e Michael Philippou apresenta uma trama de possessão diferente de tudo que já foi feito. O filme acompanha um grupo de jovens na Austrália, que descobrem uma mão embalsamada que supostamente pertenceu a um médium ou satanista. Essa mão torna-se o objeto central de um jogo perigoso e viciante, que permite aos jogadores comunicar-se com os mortos. Ao segurar a mão e pronunciar as palavras “fale comigo”, o jogador pode ver o que parece ser um fantasma. Ao adicionar “eu te deixo entrar”, o espírito assume o controle do corpo do jogador até que alguém retire o objeto de suas mãos. Existem regras adicionais, como um tempo limite, para impedir que a possessão se torne definitiva. A protagonista é Mia (Sophie Wilde, de “Eden”), uma adolescente introvertida que perdeu a mãe e se vê atraída por essa experiência sobrenatural, inicialmente tratada como uma atração de festa. Sua obsessão em contatar a mãe logo a faz descobrir como a brincadeira pode ser mortal, quando as regras são quebradas. A trama também aborda temas como a cultura da internet, onde a possessão demoníaca se torna uma tendência viral, e a busca por escapismo através de rituais perigosos. O filme foi um sucesso instantâneo no Festival de Sundance deste ano, quando caiu nas graças dos críticos e desencadeou uma guerra por seus direitos de distribuição – vencida pelo estúdio indie especializado A24. Com impressionantes 95% de aprovação da crítica, registrada no site Rotten Tomatoes, a obra chama atenção pelos efeitos assustadores e a habilidade dos diretores em equilibrar humor e terror. JOGOS VORAZES: A CANTIGA DOS PÁSSAROS E DAS SERPENTES | VOD* Versão “Malévola” de “Jogos Vorazes”, o filme é um prólogo centrado na trajetória inicial de Coriolanus Snow, que mais tarde se torna o presidente tirânico de Panem. Interpretado por Tom Blyth (da série “A Idade Dourada”), o jovem Snow é apresentado como um estudante de uma família outrora influente, mas agora empobrecida. Ele é encarregado de ser mentor de Lucy Gray Baird, uma tributo do Distrito 12 (o mesmo de Katniss), vivida por Rachel Zegler (“Amor, Sublime Amor”). Ambientada numa época em que os Jogos Vorazes ainda estão se estabelecendo como um instrumento de opressão, a trama explora as origens do evento e o início da ascensão de Snow ao poder. Dirigido por Francis Lawrence e escrito por Michael Arndt, veteranos da franquia, o filme detalha o desenvolvimento moral de Snow, entre a sua ambição e seu senso de moralidade. A dinâmica entre Snow e Lucy Gray evolui durante os Jogos, com o futuro presidente reconhecendo o potencial dos Jogos como ferramenta política e espetáculo manipulador. A narrativa é enriquecida por personagens secundários marcantes, como a Dra. Volumnia Gaul, interpretada por Viola Davis (“A Mulher Rei”), uma personificação da crueldade e manipulação do regime de Panem, o reitor de universidade Dean Casca Highbottom, vivido por Peter Dinklage (“Game of Thrones”) e responsável por uma dinâmica complexa com Snow, além de Jason Schwartzman (“Fargo”), que acrescenta uma camada de humor negro como Lucretius “Lucky” Flickerman, o apresentador dos Jogos que é antepassado do personagem de Stanley Tucci nos filmes originais. Apesar de ter conquistado boa bilheteria, “A Canção dos Pássaros e das Serpentes” dividiu a crítica dos EUA, atingindo apenas 59% de aprovação, devido à duração excessiva (2h37) e por falhar em fornecer insights profundos sobre questões morais e políticas. O filme tenta balancear a violência dos Jogos com um drama político, mas acaba não atingindo plenamente esses objetivos. Além disso, introduz várias cenas de música, particularmente em torno do personagem de Lucy Gray Baird, aproveitando o talento vocal de Rachel Zegler, que prolongam demais a produção. O uso da música é um aspecto distintivo deste filme em comparação com os filmes anteriores, que se concentravam mais na ação. NOSSO SONHO | TELECINE Maior bilheteria nacional do ano, o filme biográfico narra a história de Claudinho e Buchecha, interpretados pelos atores Lucas Penteado (“BBB 21”) e Juan Paiva (“Um Lugar ao Sol”). A produção conta como uma amizade de infância se tornou icônica, apresentando os desafios pessoais de Claudinho (Penteado) e Buchecha (Paiva), dos bastidores da fama às dificuldades enfrentadas rumo ao sucesso, antes do final trágico da dupla, com a morte de Claudinho num acidente de trânsito em 2001. A história é contada sob visão de Buchecha, que insistiu para que Claudinho aceitasse formar uma dupla. O destino dos artistas começa a ser traçado quando sua primeira música toca numa rádio local e eles assinam contrato nos anos 1990. A história dirigida por Eduardo Albergaria (“Happy Hour”) ainda é marcada por hits que marcaram época, como “Só Love”, “Coisa de Cinema” e a homônima “Nosso Sonho”, que embalam a trama. O elenco também conta com Tatiana Tiburcio (“Terra e Paixão”), Nando Cunha (“Os Suburbanos”), Clara Moneke (“Vai na Fé”), Antônio Pitanga (“Amor Perfeito”) e Isabela Garcia (“Anos Dourados”) entre outros. Há algumas simplificações narrativas, mas “Bohemian Rhapsody” cometeu os mesmos pecados. “Nosso Sonho” ainda compartilha os mesmos acertos do filme sobre Freddie Mercury, ao enfatizar a emoção de seus personagens, que de forma catártica também emociona o público. DO OUTRO LADO DA DOR | NETFLIX Estreia do ator e roteirista Daniel Levy na direção de longa-metragens, o filme apresenta uma abordagem sensível e pessoal sobre a perda, diferenciando-se das comédias anteriores do artista, mais conhecido pelo sucesso de “Schitt’s Creek”. Ambientada em Londres e Paris, história relata o luto de Marc, interpretado pelo próprio Levy, um artista que se vê em um turbilhão de emoções após a trágica morte de seu marido, Oliver (Luke Evans), um famoso escritor de romances de fantasia. A trama se desenrola em torno da dificuldade de superação de Marc, destacando os desafios emocionais e a complexidade dos relacionamentos humanos. Para ajudar Marc no momento difícil, o filme destaca dois amigos mais próximos: Sophie (Ruth Negga, de “Preacher”) e Thomas (Himesh Patel, de “Yesterday”). Esses personagens, cada um com seus próprios desafios e inseguranças, formam uma espécie de família improvisada ao redor do enlutado. A narrativa se desenvolve quando Marc, após quase um ano da morte de Oliver, decide abrir um cartão de Natal deixado por ele, revelando segredos que abalam sua compreensão do relacionamento que eles compartilhavam. Esse ponto de virada leva os três amigos a uma viagem a Paris, onde Marc busca compreender melhor a vida secreta de Oliver, enquanto Sophie e Thomas enfrentam suas próprias lutas internas. Além de apresentar locais visualmente atraentes e um elenco carismático, a produção propõe uma reflexão sobre como lidamos com a perda e a importância dos amigos durante momentos difíceis. MAVKA – AVENTURA NA FLORESTA | *VOD A animação ucraniana explora a coexistência entre humanos e o mundo natural. Inspirada na peça de 1911 “The Forest Song” de Lesya Ukrainka, a trama segue Mavka, uma ninfa de cabelos verdes encarregada de proteger o “Coração da Floresta”. Ela se vê dividida entre seu dever e seu amor por Lukas, um músico humano. A história ganha complexidade quando Lukas é enviado para buscar um elixir mágico na floresta, intensificando o conflito entre os mundos humano e espiritual. A animação é notável por sua paleta de cores hipersaturada e pela atenção aos detalhes no movimento dos personagens. A trilha sonora é outro ponto alto, especialmente as canções folclóricas ucranianas que são incorporadas à trama, contribuindo para o caráter distintivo da obra. O filme também aborda temas mais amplos, como a invasão russa na Ucrânia, embora de forma alegórica. Mavka, em um momento crucial, acessa uma “faísca de raiva” que lhe dá força para enfrentar os invasores, um elemento que tem sido interpretado como uma metáfora para a resiliência ucraniana. Produzido pelo estúdio de animação ucraniano Animagrad, o filme levou sete anos para ser concluído e superou “Avatar: O Caminho da Água” nas bilheterias locais no começo e 2023. SÉRIES IRMÃOS SUN | NETFLIX A nova série estrelada por Michelle Yeoh, vencedora do Oscar 2023 de Melhor Atriz por “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”, traz a atriz como uma ex-chefona do crime, que tem que revelar a verdade sobre a família para o filho ingênuo americano, após rivais descobrirem seu paradeiro e tentarem matá-lo. A personagem da atriz é Eileen Sun, uma mulher astuta e experiente que construiu uma vida para si e para seu filho mais novo, Bruce (Sam Song Li), depois de deixar o mundo dos crimes e gangsteres de Taiwan para trás. Mas anos depois de se estabelecer em Los Angeles, seu passado a alcança, quando rivais descobrem seu segredo. Para sobreviver e salvar o filho, ela conta com o retorno de seu filho mais velho, Charles (Justin Chien). Criado como um criminoso endurecido dentro de uma tríade taiwanesa, ele viaja aos EUA para manter sua mãe e seu irmão seguros depois que seu pai é morto por um assassino desconhecido. Embora a trama seja repleta de socos, balas e chutes, “Irmãos Sun” também é uma história de família, na qual mãe e filhos trabalham para curar as feridas causadas por sua separação, antes que um de seus incontáveis inimigos os mate. Criada por Brad Falchuk (“American Horror Story”) e o estreante Byron Wu, a série tem direção de Kevin Tancharoen (de “Mortal Kombat: Rebirth”), um especialista em cenas de ação. A CRIATURA DE GYEONGSEONG – PARTE 2 | NETFLIX Os três últimos capítulos...












