The Mandalorian vai ganhar série documental
A série “The Mandalorian”, que se tornou um fenômeno popular em seu lançamento na plataforma Disney+ (Disney Plus) no ano passado, vai ganhar uma série documental. Intitulada “Disney Gallery: The Mandalorian”, o programa será um grande “making of” da primeira série live-action do universo “Star Wars”, dividido em oito capítulos, repleto de entrevistas com elenco e equipe, além de registros inéditos dos bastidores, tudo com apresentação do cineasta Jon Favreau, criador de “The Mandalorian”. “Nós tivemos uma experiência incrível fazendo a 1ª temporada e mal podemos esperar para mostrar aos fãs como foi”, comentou Favreau sobre o projeto. Parte desse material, porém, já foi visto pelos fãs no canal oficial de “Star Wars” no YouTube, onde vídeos dos bastidores foram revelados, com destaque para a tecnologia revolucionária utilizada na produção, que possibilitou a gravação dos cenários de outros mundos da trama em tempo real, junto com a performance dos atores. O segredo foi cercar a parede do estúdio com um vídeo gigante de LED semicircular, que ancorou todas as locações interplanetárias de forma realista. Graças a essa inovação, a série aposentou os fundos azuis, que costumam tapar as paredes dos estúdios para marcar o espaço dos efeitos visuais, acrescentados na pós-produção. A técnica também aprimora enormemente o desempenho dos atores, que não precisam mais preencher cenários vazios com suas imaginações. Em vez disso, eles podem ver os ambientes digitais exatamente como vão aparecer na tela e interagir naquele espaço com maior realismo durante suas interpretações. Mais de 50% da 1ª temporada de “The Mandalorian” foi registrada com ajuda da parede de vídeo de LED semicircular, combinando os fundos digitais com acessórios físicos do cenário. “The Mandalorian” já tem 2ª temporada garantida, originalmente prevista para outubro. Mas o Disney+ (Disney Plus) enfrenta grande carência de material inédito por conta da interrupção das produções como precaução contra o novo coronavírus. Por conta disso, “Disney Gallery: The Mandalorian” também cumpre a função de “tapa-buraco” na plataforma. A estreia está marcada para 4 de maio, o “dia mundial de Star Wars”, que é comemorado nesta data por conta de um trocadilho – “May the Fourth” (4 de maio, em inglês) soa como uma frase marcante da franquia, “que a Força esteja com você” (“may the Force… be with you”). Veja abaixo um dos vídeos de bastidores de “The Mandalorian” disponíveis no YouTube.
Leonardo DiCaprio oferece papel em seu próximo filme em troca de doações
Os atores Leonardo DiCaprio e Robert De Niro estão oferecendo uma chance para fãs contracenarem com eles em seu primeiro filme em conjunto, que será dirigido por Martin Scorsese. Os dois prometeram sortear um papel de figurante nas filmagens de “Killers of the Flower Moon” para quem doar para o America’s Food Fund. Trata-se de uma campanha filantrópica criada por DiCaprio e Laurene Powell Jobs, a viúva do fundador da Apple Steve Jobs, para ajudar pessoas vulneráveis a terem acesso a alimentos durante a pandemia do novo coronavírus. Os interessados em participar devem fazer uma doação através do site do All In Challenge. Os valores de doação começam em US$ 10 (cerca de R$ 52). Todos aqueles que doarem participarão de um sorteio que escolherá o premiado, mas aqueles que doarem US$ 50 (R$ 260) e US$ 100 (R$ 525) possuem mais chances de ganhar. O sorteado ainda poderá passar um dia inteiro no set, almoçar com o diretor e os atores da trama e participará da estreia no tapete vermelho quando o filme for lançado. DiCaprio publicou o anúncio da campanha em seu Instagram, dizendo: “Lançamos recentemente o #AmericasFoodFund para ajudar a garantir que todas as famílias necessitadas tenham acesso a alimentos neste momento crítico. Nossas comunidades mais vulneráveis precisam do nosso apoio agora mais do que nunca. Por isso, pedimos que você nos ajude com o #AllinChallenge. Se você já se perguntou como é trabalhar com o grande Martin Scorsese, Robert De Niro e eu, essa é sua chance.” “Killers of the Flower Moon” é baseado no livro homônimo de David Grann (autor de “Z: A Cidade Perdida”), que disseca uma sucessão de misteriosos assassinatos durante o boom do petróleo da década de 1920 na região de Oklahoma. A obra foi lançada no Brasil com o título “Assassinos da Lua das Flores”. Adaptada pelo veterano roteirista Eric Roth (vencedor do Oscar por “Forrest Gump”), a trama envolve o massacre da nação Osage, tribo indígena dos EUA, durante a década de 1920. Considerado um dos crimes mais chocantes da história americana, a morte de quase todos os membros da tribo ocorreu pouco depois da descoberta de petróleo em suas terras. O caso gerou uma das primeiras grandes investigações da história do FBI, fundado em 1908. Todo valor arrecadado será doado para as fundações e ONGs Feeding America, Meals On Wheels, World Central Kitchen e No Kid Hungry. Veja o vídeo da campanha abaixo. Ver essa foto no Instagram We recently launched #AmericasFoodFund to help make sure every family in need gets access to food at this critical time. Our most vulnerable communities need our support now more than ever. That’s why we’re asking you to help us with the #AllinChallenge. If you’ve ever wondered what it’s like to be able to work with the great @martinscorsese_, Robert De Niro and myself, this is your chance. Robert and I are going to be starring in a new movie called Killers of the Flower Moon, directed by Martin Scorsese. We want to offer you a walk-on role, the opportunity to spend the day on the set with the three of us, and attend the premiere. To take part, please go to allinchallenge.com and donate whatever you can. 100% of your donation will go to @MealsonWheelsAmerica, @NoKidHungry and #AmericasFoodFund (@wckitchen & @feedingamerica) @officiallymcconaughey, @theellenshow and @iamjamiefoxx, will you go all in with us? Uma publicação compartilhada por Leonardo DiCaprio (@leonardodicaprio) em 15 de Abr, 2020 às 5:44 PDT
Rubem Fonseca (1925 – 2020)
O escritor Rubem Fonseca morreu na tarde desta quarta (15/4). Ele sofreu um infarto no horário do almoço e foi levado às pressas para o Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, onde veio a falecer. Autor de alguns dos livros mais emblemáticos da literatura brasileira e diversos roteiros de cinema, ele completaria 95 anos em maio. Nascido em 1925, em Juiz de Fora, Minas Gerais, Rubem Fonseca se mudou para o Rio ainda criança. Formado em Direito, tornou-se comissário em um Distrito Policial do bairro de São Cristóvão, uma vivência que o inspirou a se tornar o maior escritor do gênero policial no Brasil. Ele tinha 38 anos quando publicou o primeiro livro, a coletânea de contos “Os Prisioneiros” (1963), saudada como “revelação do ano” pelo Jornal do Brasil. Outras antologias, como “A Coleira do Cão” (1965) e “Lúcia McCartney” (1967) se seguiram, reinventando a narrativa policial, ao incluir em suas tramas as rápidas e brutais transformações das grandes metrópoles brasileiras. O ápice desse estilo se deu em “Feliz Ano Novo” (1975), que chegou a ser proibido pela ditadura militar por se basear num tripé de sexo, violência e conflitos de classes. Após superar a censura, sua fama de proibidão ajudou a torná-lo um dos maiores best-sellers do escritor. Reconhecido como um dos principais contistas da literatura brasileira, Fonseca também assinou romances premiados. A estreia no gênero se deu com “O Caso Morel” (1973), rendeu o impactante “Bufo & Spallanzani” (1986) e atingiu o ápice com o icônico “Agosto” (1990), que tinha o suicídio de Getúlio Vargas como pano de fundo e a criatividade voraz de um marco literário. Muitos de seus livros viraram filmes e séries, e o próprio escritor assinou algumas adaptações como roteirista, a começar por “Lúcia McCartney, Uma Garota de Programa” (1971), dirigida por David Neves. A mesma história, baseada em seu livro de 1967, virou série em 2016. Com “Relatório de um Homem Casado” (1974), iniciou grande amizade com Flávio Tambellini, que no ano seguinte rendeu seu primeiro roteiro original, “A Extorsão” (1975), escrito em parceira com o diretor, falecido logo após o lançamento. Rubem também trabalhou com o filho do cineasta, Flávio Ramos Tambellini, na adaptação de seu livro “Bufo & Spallanzani” (2001). O escritor assinou o roteiro original de “Stelinha” (1990), de Miguel Faria Jr., que venceu o Festival de Gramado, e estreou na TV com a adaptação de “Mandrake” (1983), telefilme produzido pela Globo com direção de Roberto Farias. Esta história ainda inspirou a série de mesmo nome, sobre um advogado do submundo carioca, vivido por Marcos Palmeira na HBO, entre 2005 e 2007. Um de seus maiores sucessos cinematográficos foi a adaptação de “A Grande Arte” (1991), que ele próprio escreveu para o diretor Walter Salles. Mas após trabalhar com alguns dos principais nomes do cinema brasileiro, o escritor foi encontrar seu grande parceiro das telas em sua própria casa: seu filho, o diretor José Henrique Fonseca. Os dois adaptaram “Agosto” numa minissérie da Globo em 1993 e trabalharam juntos na estreia de José Henrique no cinema, no violento “O Homem do Ano” (2003), roteirizado por Rubem, que pela primeira vez adaptou a obra de outro autor – Patrícia Melo – , e estrelado pela nora do escritor, Claudia Abreu. José Henrique também comandou as adaptações de “Mandrake” e “Lúcia McCartney” em séries. Outras obras adaptadas do escritor ainda incluem os longas “O Cobrador” (2006), dirigido pelo mexicano Paul Leduc, “O Caso Morel” (2006), de Sheila Feitel, e “Axilas” (2016), filme derradeiro do angolano José Fonseca e Costa. Curiosamente, a última contribuição de Fonseca para as telas foi também sua única telenovela. Ele concebeu a história original de “Tempo de Amar” com sua filha, a também escritora Bia Corrêa do Lago, que foi exibida com grande sucesso pela rede Globo, entre 2017 e 2018. Rubem Fonseca não concedia entrevistas há mais de 50 anos e sua reclusão ganhou ares de folclore. Mas ele não se impunha um auto-isolamento social. Segundo a filha, o objetivo de não ter o rosto fotografado ou exibido na TV era poder caminhar à vontade pelas ruas do Leblon. “Meu pai diz que a vantagem de não ser uma pessoa conhecida é poder olhar as coisas sem ser incomodado. Para ele, o escritor tem que observar, não ser observado”, contou ela em uma entrevista de 2015, quando o pai completou 90 anos. O escritor continuou ativo até o fim da vida, tendo publicado cinco livros de contos na década passada.
Dirty John: Trailer apresenta a história de crime real da 2ª temporada
A USA Network divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Dirty John: The Betty Broderick Story”, que apresenta a 2ª temporada da série “Dirty John”. A produção, que tem formato de antologia, traz uma nova trama passional e verídica em seu segundo ano, baseada na história de Betty Broderick, que na prévia aparece interpretada por Amanda Peet (“Togetherness”) e descrevendo sua vida em tom de sessão de terapia. Passada entre as décadas de 1960 e 1980, a trama vai contar o caótico divórcio da protagonista e de seu marido Daniel T. Broderick III, que culminou num homicídio duplo. Além de Amanda Peet, o elenco destaca Christian Slater (“Mr. Robot”) como o marido. Criada por Alexandra Cunningham, que também criou “Chance” e “Prime Suspect”, a série é adaptação de um podcast investigativo sobre casos reais e na 1ª temporada contou a história de John Michael Meehan, um aproveitador gatão de meia-idade (Eric Bana, de “Rei Arthur: A Lenda da Espada”), que conhece pela internet uma mãe solitária (vivida por Connie Britton, de “Nashville”) e acaba invadindo sua vida. No Brasil, o primeiro ano foi disponibilizado pela Netflix com o título completo de “Dirty John – O Golpe do Amor”. A 2ª temporada estreia em 2 de junho nos EUA e ainda não há previsão para o lançamento nacional.
Hard: Nova série brasileira da HBO ganha fotos e data de estreia
A HBO divulgou as primeiras fotos e a data de estreia de “Hard”, sua nova série de comédia brasileira. Estrelada por Natália Lage (“A Divisão”), a série é remake de uma produção francesa de mesmo nome e terá duração de três temporadas, com 6 episódios de 30 minutos em cada uma delas. Na trama, a atriz vive Sofia, uma dona de casa que, ao ficar viúva, descobre que o marido mentia sobre sua verdadeira profissão. Ela recebe como herança uma produtora de filmes pornô e precisa se adaptar à essa nova forma de sustentar a família. Gravada em São Paulo com direção geral de Rodrigo Meirelles (“Psi”, “Vade Retro”), a série também traz no elenco Julio Machado (“Divino Amor”), Martha Nowill (“A Garota da Moto”), Fernando Alves Pinto (“A Vida Secreta dos Casais”) e Denise Del Vecchio (“Os Dez Mandamentos”). “Hard” estreia na HBO no dia 17 de maio às 23h.
Splash: Disney censura nudez da sereia dos anos 1980 em versão de streaming
A Disney censurou um filme infantil para exibição em sua plataforma de streaming. Exibido com classificação PG (censura livre) nos EUA em 1984, a comédia clássica “Splash – Uma Sereia em Minha Vida” sofreu retoques em algumas cenas de nudez da sereia do título, vivida por Daryl Hannah, na versão disponibilizada pelo Disney+ (Disney Plus). O efeito ficou tão grotesco que chamou atenção dos assinantes, e um vídeo que mostra a bunda da atriz coberta por uma camada de pelos digitais viralizou nas redes sociais. Veja abaixo. Há quem acredite que os censores da Disney tenham tentado alongar o cabelo da atriz, mas o resultado ficou bizarro, como se ela fosse uma sereia da Tribo da Caverna do Urso, para lembrar outro filme de Daryl Hannah – em que a atriz viveu uma mulher das cavernas, que se vestia com peles de animais. Ironicamente, o estúdio tinha sido elogiado pela forma como lidou com conteúdo problemático de seus desenhos clássicos, criado numa época de preconceitos mais enraizados. Em vez de cortar cenas racistas, que se tornaram politicamente incorretas nos tempos atuais, a Disney+ (Disney Plus) passou a incluir alertas sobre o conteúdo preconceituoso dessas produções em seu catálogo. A Disney+ (Disney Plus) também incluiu um aviso em “Splash”, mas apenas para alertar que seu conteúdo foi editado. Segundo a Variety, a versão do longa na plataforma de streaming também embaçou certas cenas que mostravam o corpo nu da atriz. Veja abaixo a cena de “Splash” com a censura mais gritante. Disney+ (Disney Plus) didn't want butts on their platform so they edited Splash with digital fur technology pic.twitter.com/df8XE0G9om — Allison Pregler 📼 (@AllisonPregler) April 13, 2020
Deus Me Adicionou é cancelada após duas temporadas
A CBS cancelou a série “Deus Me Adicionou” (God Friended Me) após duas temporadas. Segundo apurou o site Deadline, a decisão foi comunicada aos produtores com antecedência, dando tempo para que a equipe criativa planejar uma conclusão satisfatória para a trama. A série de comédia acompanhava um ateu militante, que recebe um pedido de amizade de Deus no Facebook e tem a vida completamente alterada após aceitar o convite. Inconscientemente, ele vira um agente de mudança nas vidas e destinos de outras pessoas ao seu redor por conta das orientações divinas. A premissa do ateu escolhido para um destino divino já rendeu inúmeras séries, de “Eli Stone” à outra atração recentemente cancelada, “Kevin (Probably) Saves the World”. Mas “God Friended Me” fazia um bom trabalho em vender a ideia como se fosse novidade, em parte devido à atualização tecnológica da mensagem de Deus, mas também pela empatia do ator Brandon Micheal Hall (“The Mayor”). Na série, ele vive Miles, filho de um pastor que renega Deus após a morte de sua mãe. Para desgosto da família, Miles tem um programa de rádio que usa como plataforma para desacreditar religiosos. Por conta disso, ele acha que o pedido de amizade de Deus, em seu celular, é uma pegadinha. Mas aceitar o convite é apenas o começo de uma série de incidentes que o levam a salvar um desconhecido e fazer amizade com uma garota que nunca tinha visto na vida, e que se revela filha da enfermeira de seu parto. As muitas reviravoltas acabam colocando seu ceticismo em cheque. Além de Brandon Micheal Hall no papel principal, a produção também destacava o veterano Joe Morton (série “Eureka”) como o pai de Miles, Javicia Leslie (série “MacGyver”) como sua irmã, Violett Beane (a Jesse Quick de “The Flash”) como sua mais nova amiga, uma jornalista que o ajuda a tentar desvendar quem está por trás do misterioso perfil social de Deus, e Suraj Sharma (o Pi de “As Aventuras de Pi”) no papel de seu melhor amigo e hacker que se junta à missão. “Deus Me Adicionou” foi criada pela dupla Steven Lilien e Bryan Wynbrandt, criadores da série sci-fi “Alcatraz”, que teve vida curta, e produtores-roteiristas de “Hawaii 5-0” e “Gotham”. Eles produziam a série em parceria com o cineasta Marcus Siega (do cult “Garotas Malvadas”), que também dirigiu o piloto – seu segundo na temporada retrasada, incluindo “The Passage”, também cancelada na Fox. O último episódio vai ao ar em 26 de abril nos EUA. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.
The Eddy: Série jazzista do diretor de La La Land ganha primeiro trailer
A Netflix divulgou o primeiro trailer de “The Eddy”, série produzida e dirigida pelo cineasta Damien Chazelle, premiado com o Oscar por “La La Land” (2016). A prévia mostra os problemas enfrentados pelo protagonista, Andre Holland (de “Moonlight” e da série “Castle Rock”), para manter seu clube de jazz funcionando em Paris. A série irá explorar a relação entre os donos da casa noturna, sendo um americano e o outro um francês descendente de árabes. O personagem de Holland é o sócio americano, Elliot Udo, que foi um célebre pianista de jazz em Nova York, mas agora está em Paris, escondendo-se de todos num clube de jazz falido, até sua filha adolescente reaparecer em sua vida e obrigá-lo a enfrentar seus problemas. Amandla Stenberg (“O Ódio que Você Semeia”) vive a filha, chamada Julie, e Tahar Rahim (“O Profeta”, “O Passado”) é o sócio francês, que deve dinheiro a criminosos perigosos, capazes de colocar a vida de todos em perigos. O elenco ainda destaca Leïla Bekhti (“Sem Palavras”) como a namorada de Rahim e a polonesa Joanna Kulig (que demonstrou dotes vocais em “Guerra Fria”) no papel de Maja, um cantora num relacionamento instável com Elliot/Holland. Gravada na França, a série tem diálogos em inglês, francês e árabe, muitas vezes misturando os três idiomas. E a prévia não tem legendas. Além de produzir, Chazelle dirige os dois primeiros (de um total de oito) episódios da 1ª temporada. Os roteiros são de Jack Thorne (criador da série “The Last Panthers” e roteirista de “Extraordinário”). Mas quem deu o pontapé inicial no projeto foi o músico Glen Ballard, seis vezes premiado com o Grammy e produtor dos discos “Jagged Little Pill”, de Alanis Morissette, e “Bad”, de Michael Jackson. Ele teve a ideia, juntou diretor, roteirista e compôs a trilha sonora da produção. A Netflix já exibiu os dois episódios dirigidos por Chazelle no Festival de Berlim, mas o lançamento completo em streaming só vai acontecer em 8 de maio.
Valéria: Nova série com atriz de La Casa de Papel ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado de mais uma série espanhola, “Valéria”. Trata-se de uma comédia que, pra variar, é protagonizada por uma atriz de “La Casa de Papel”: Diana Gómez, a Tatiana da série mais famosa. Gómez vive a personagem-título, uma escritora em crise tanto com seus romances quanto com seu marido e a distância emocional que os separa. Ela encontra apoio em suas três melhores amigas: Carmen (Silma López), Lola (Paula Malia) e Nerea (Teresa Riott), que sugere uma saída: uma ficção erótica. A prévia sugere que o resultado não é exatamente “Cinquenta Tons de Cinza”, mas uma novelinha picante, que exalta a infidelidade e não economiza palavrões. Inspirada nos livros de Elísabet Benavent, a série tem roteiro de María López Castaño (“Grande Hotel”) e estreia em 8 de maio na plataforma de streaming.
Duna: Novas fotos destacam Timothée Chalamet, Zendaya, Oscar Isaac, Rebecca Ferguson, Josh Brolin e Jason Momoa
Após a primeira foto do remake de “Duna” revelar o visual de Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”) no papel do protagonista Paul Atreides, novas imagens da produção da Warner foram veiculadas pela revista Vanity Fair, que destaca uma reportagem exclusiva sobre o filme em sua edição deste mês. As novas imagens destacam os demais integrantes do elenco central, como Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”) e Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), que vivem os pais do protagonista, o duque Leto Atreides e lady Jessica Atreides, Zendaya (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”) como Chani, a “garota dos sonhos” de Paul, Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Guerra Infinita”) como Gurney Halleck, treinador e mentor de Paul, Jason Momoa (o “Aquaman”) como Duncan Idaho, braço direito do duque Atreides, e Sharon Duncan-Brewster (“Rogue One: Uma História Star Wars”) no papel de Liet Kynes, ecologista e líder secreta dos Fremen, que era um homem branco no livro original (e Max Von Sydow na adaptação anterior) e virou a mãe da personagem de Zendaya. Além desses atores, o elenco grandioso também inclui Charlotte Rampling (indicada ao Oscar por “45 Anos”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Stellan Skarsgard (“Thor”) e Javier Bardem (“007: Operação Skyfall”), que pode ser visto numa imagem de bastidores com o diretor Denis Villeneuve (“Blade Runner 2049”). Ele vive Stilgar, o líder rebelde de uma tribo que ajuda Paul Artreides. Na trama, uma família aristocrática deixa seu planeta para assumir a supervisão da mineração da Especiaria, o elemento mais valorizado do universo, no mundo de Arrakis. Quem controla a Especiaria tem uma vantagem econômica significativa diante dos adversários, o que faz com que a família real enfrente complôs e sofra um atentado. Mas o filho, Paul Atreides, escapa e procura se vingar, usando a ecologia bizarra de Arrakis como sua principal arma. Em particular, os vermes gigantes que habitam as grandes dunas – e que são os verdadeiros responsáveis pela produção da Especiaria. A história de “Duna” foi originalmente publicada pelo escritor Frank Herbert em 1965 e ganhou fama de ser um dos livros de ficção científica mais complexos de todos os tempos, tanto que enfrentou dificuldades de produção em sua primeira adaptação cinematográfica, lançada em 1984 com direção de David Lynch (o criador de “Twin Peaks”). A obra originou uma franquia literária, que continua a ser estendida anos após a morte de Herbert, em 1986. O material também já rendeu duas minisséries do canal Syfy, a partir de 2000. A nova adaptação deve ser dividida em duas partes e virar franquia, uma vez que a Warner já trabalha numa continuação e numa série derivada, inspirada em outro livro da saga, que será lançada no serviço de streaming HBO Max. O roteiro do filme atual foi escrito por Jon Spaihts (“Prometheus”) em parceria com o veterano Eric Roth (“Forest Gump”) e o diretor Denis Villeneuve, que comanda as filmagens. Por enquanto, a estreia de “Duna” está mantida para o mês de dezembro.
Festival de Cannes volta a ser adiado e pode virar evento digital
A organização do Festival de Cannes anunciou nesta terça (14/4) que o evento não será realizado na data prevista, entre o fim de junho e início de julho. Era óbvio que isso aconteceria. O anúncio foi feito um dia depois de o presidente da França, Emmanuel Macron, prolongar a quarentena no país, onde a organização de grandes eventos está proibida até meados de julho por conta da pandemia do novo coronavírus. “É claramente difícil supor que o Festival de Cannes possa ser realizado este ano em seu formato original”, diz a nota divulgada pelos organizadores. “No entanto, desde ontem à noite, iniciamos muitas discussões com profissionais, na França e no exterior. Eles concordam que o Festival de Cannes, um pilar essencial para a indústria cinematográfica, deve explorar todas as contingências que permitam apoiar o ano do cinema, tornando real o Cannes 2020, de uma maneira ou de outra”, acrescenta o comunicado. Inicialmente, a organização se manteve confiante de que o Festival seria realizado nas datas originais, entre 12 e 23 de maio. Porém, em março, o Cannes 2020 passou para o final de junho, o que também demonstrava otimismo exagerado. Mesmo diante da realidade, os organizadores evitavam abrir brechas para uma possível edição digital do evento. Isto porque Cannes chegou a banir os filmes da Netflix de sua competição, após pressão dos proprietários de cinemas da França, e a realização de uma versão do festival em streaming representaria uma reviravolta completa em sua posição original. Caso isso aconteça, Cannes perderá argumentos para continuar barrando produções da Netflix e de outras plataformas digitais em sua competição. A outra opção seria o cancelamento do festival neste ano, já que seria inviável a realização do evento no inverno europeu, enfrentando concorrência direta de Veneza. Atualmente, o Palais des Festivals, cinema da mostra competitiva de Cannes, está interditado e servindo de centro de atendimento da população sem-teto da cidade francesa.
Diretora de Democracia em Vertigem prepara projeto sobre o coronavírus no Brasil
A diretora Petra Costa, do documentário indicado ao Oscar “Democracia em Vertigem”, definiu um novo projeto. Segundo a colunista Monica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, ela vai pedir em suas redes sociais para que pessoas de todo o Brasil encaminhem vídeos com seus testemunhos de como estão vivendo nesses tempos da pandemia do novo coronavírus. “Queremos fazer um mosaico de visões do Brasil, de como cada um está vivendo esse momento histórico intenso de dentro de suas casas, de seus bairros, de suas comunidades”. Maiores detalhes devem surgir em breve.
Sarah Maldoror (1939 – 2020)
A cineasta Sarah Maldoror, pioneira do cinema angolano, morreu na segunda-feira (13/4), vítima da pandemia do novo coronavírus, em Paris. Nascida no sul da França, filha de mãe francesa e pai guadalupense, ela foi casada com o poeta e político angolano Mário Pinto de Andrade, fundador do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido que governa o país africano desde sua independência de Portugal, em 1975. Por isso, Sarah também se tornou conhecida por seu ativismo anticolonialista. Ela estudou cinema em Moscou, onde conheceu o senegalês Ousmane Sembène, conhecido como pai do cinema africano, e começou a carreira como assistente de direção no clássico “A Batalha de Argel” (1966), de Gillo Pontecorvo, filmado na capital argelina. Vencedor do Leão de Ouro, prêmio principal do Festival de Veneza, o longa retratava uma revolução popular e teve sua exibição proibida no Brasil durante a ditadura militar. Seu primeiro trabalho como diretora foi realizado dois anos depois: o curta “Monangambé”, inspirado em romance do escritor angolano José Luandino Vieira, que na época do lançamento, em 1968, encontrava-se preso em um campo de concentração no Cabo Verde. Mais dois anos e veio o primeiro longa, “Des Fusils pour Banta” (1970). A obra de Luandino voltou a inspirar a diretora em seu segundo longa, “Sambizanga”, que contou com roteiro de Mário Pinto de Andrade. Premiado nos festivais de Berlim e Cartago em 1972, o filme se passava durante a revolução de 1961 e acompanha Maria, moradora de um bairro precário de Luanda, que dá nome ao filme, em busca do marido pelas cadeias da cidade. Militante político, ele tinha sido preso, torturado e morto. Com esses trabalhos, Maldoror se tornou uma das primeiras mulheres a dirigir longa-metragens na África. Após a independência angolana, seu marido entrou em atrito com o colega de partido Agostinho Neto, que se tornou o primeiro presidente do novo país, e o casal entrou em exílio. Em Paris, a cineasta fez documentários sobre artistas, como a escultora colombiana Ana Mercedes Hoyos e a cantora haitiana Toto Bissainthe. Ao todo, Sarah Maldoror realizou mais de 40 filmes, entre curtas e longas. Seu último trabalho, “Eia pour Césaire”, um documentário sobre outro parceiro importante de sua carreira, o poeta da Martinica Aimé Césaire, foi lançado em 2009. Ela deixa duas filhas de seu relacionamento com Mário (morto em 1990), Annouchka e Henda.












