Diretora de Jessica Jones vai filmar heroína do Aranhaverso
A Sony contratou a diretora S.J. Clarkson, que comandou episódios de “Jessica Jones” e “Os Defensores”, para dirigir um filme relacionado ao universo Marvel. O projeto ainda não tem título, mas seria estrelado por uma heroína. Embora a personagem principal não tenha sido anunciada, fontes da revista Variety afirmam que a produção é o filme da Madame Teia, que veio à tona em setembro do ano passado. Na ocasião, os roteiristas Matt Sazama e Burk Sharpless (criadores do novo “Perdidos no Espaço”) foram contratados para escrever o roteiro. Eles já estão envolvidos no Aranhoverso por conta do roteiro de “Morbius”, segundo filme derivado dos quadrinhos do Homem-Aranha, previsto para 2021. Criada por Denny O’Neil (um dos melhores roteiristas/editores de Batman) e John Romita Jr. em 1980, Madame Teia é, na verdade, Cassandra Webb, uma mutante nascida em Salem, Oregon. Ela sofre de uma doença neuromuscular que a deixa paralisada e cega, mas desenvolveu poderes psíquicos de telepatia, clarividência e precognição, permitindo que ela perceba eventos futuros. Para completar, a máquina que mantém seu suporte de vida tem a aparência de uma teia gigante. Embora não seja uma das coadjuvantes mais populares, Madame Teia pode ter muita importância no desenvolvimento do universo de filmes do Aranha, já que possui a capacidade de enxergar entre diferentes realidades – e por isso costuma ser comparada ao Oráculo da trilogia “Matrix”. Ele seria a personagem mais indicada para conectar, num filme live-action, o multiverso vislumbrado em “Homem-Aranha no Aranhaverso”. Além disso, Cassandra Webb serviu de mentora para diferentes gerações de Mulheres-Aranhas, ajudando Jessica Drew, Julia Carpenter, Mattie Franklin e sua neta Charlotte Witter a se transformarem em super-heroínas. O filme, inclusive, deve se valer dessa conexão para introduzir outros personagens dos quadrinhos. Madame Teia também já apareceu em games e episódios de séries animadas do Homem-Aranha.
Liga da Justiça: Elenco vai gravar novos diálogos para o “Syder Cut”
A versão de Zack Snyder para “Liga da Justiça”, que chegará à HBO Max em 2021, teve seus primeiros detalhes revelados pela revista The Hollywood Reporter. Segundo apurou a publicação, o mitológico “Snyder Cut” não é uma versão finalizada do longa de 2017. Por conta disso, a Warner Bros. vai desembolsar entre US$ 20 e 30 milhões para trabalhos de pós-produção. Além de efeitos visuais e a finalização técnica, com som, trilha e edição, o custo prevê uma volta do elenco original ao estúdio, com o objetivo de gravar novas linhas de diálogo. Também foi revelado o tamanho da produção, que teria 4 horas de duração. O fato de ser tão longo não atrapalha o lançamento em streaming, mas era um dos motivos do desconforto da Warner em relação a seu lançamento nos cinemas. Ainda hoje, essa duração gera discussões sobre o melhor formato para sua exibição. O filme pode ser dividido em episódios e virar minissérie de seis capítulos. Isto ainda não está definido. No momento, Snyder se dedica a reunir sua equipe de pós-produção para finalizar os efeitos do material inédito, mas pretende incluir nesse pacote os efeitos já vistos no cinema, que pretende aprimorar. “Será algo totalmente novo, especialmente para aqueles que já viram o filme. Será uma experiência diferente daquela versão, que tem provavelmente um-quarto do que eu fiz”, ele disse à THR. Para quem não lembra, a Warner aproveitou uma crise pessoal de Snyder, que perdeu uma filha, para afastá-lo da produção de “Liga da Justiça” após as filmagens originais, chamando Joss Whedon (“Os Vingadores”) para refilmar boa parte do longa. Seria uma forma de impedir uma catástrofe, na visão dos responsáveis pelo estúdio na época, que não gostaram da linha sombria adotada pelo cineasta. O resultado híbrido, parte Snyder e parte Whedon, não agradou nem à crítica nem ao público, disparando a curiosidade sobre a versão do diretor original. Por muito tempo, a Warner afirmou que não existia nenhum “Snyder Cut”, pois o diretor não chegou a terminar seu trabalho, mas Snyder desmentiu o estúdio, afirmando possuir uma versão bastante diferente do filme exibido nos cinemas. Desde então, a Warner foi comprada pela AT&T, sua diretoria trocada e o streaming transformado em prioridade na empresa. A inauguração da HBO Max, marcada para a próxima quarta (27/5) nos EUA, tornou-se uma oportunidade para Snyder convencer a nova WarnerMedia a rever sua posição, argumentando que sua versão editada poderia se tornar um grande chamariz e atrair público para a plataforma. A campanha deu certo, resultando no anúncio do lançamento da produção na HBO Max em 2021.
Jason Momoa e Peter Dinklage vão estrelar comédia de vampiros
Os atores Jason Momoa e Peter Dinklage, que foram colegas em “Game of Thrones”, podem protagonizar uma comédia de vampiros. Intitulada “Good, Bad & Undead”, a produção da Legendary é descrita pelo estúdio como “’Fuga à Meia-Noite’ em um mundo de Bram Stoker”, numa referência à comédia de ação de 1988, em que Robert De Niro e Charles Grodin fogem de assassinos e caçadores de recompensa, e o escritor que criou “Drácula”. Na trama, Dinklage viverá o último descendente do lendário caçador de vampiros Van Helsing, que fará parceria com uma criatura das trevas arrependida (Momoa), que jurou nunca mais matar. Só que em vez de combater ameaças sobrenaturais, a dupla decide aplicar golpes. O personagem Momoa finge aterrorizar vilarejos e Dinklage se dispõe a livrar o local de vampiros, em troca de dinheiro. Até que um desses esquemas dá errado e eles viram alvos de caçadores de recompensa. A premissa foi concebida pela dupla Mark Swift e Damian Shannon (roteiristas de “Freddy Vs. Jason”) e a direção está a cargo de de Max Barbakow (“Palm Springs”). “Good, Bad & Undead” ainda não tem data de estreia definida.
Jon Whiteley (1945 – 2020)
O ator e curador de museu Jon Whiteley, que recebeu um raro Oscar honorário juvenil em 1953, morreu aos 75 anos. A causa do falecimento não foi revelada. Whiteley tinha 8 anos quando ele e Vincent Winter estrelaram o drama britânico “Os Raptores”, de Philip Leacock, como meninos que encontram um bebê abandonado e decidem criá-lo. Pela desempenho, ambos receberam o Oscar honorário, uma estátua menor que o troféu original, entregue pela primeira vez em 1934 para Shirley Temple e pela última vez em 1960, para Hayley Mills. Deanna Durbin, Mickey Rooney e Judy Garland também receberam o troféu como atores mirins. Apesar da cerimônia do Oscar ser uma noite de consagração, o menino escocês não pôde ir ao evento em Los Angeles. Seus pais não deixaram. Na verdade, a carreira de ator foi um acidente na vida de Whiteley. Filho do diretor de uma escola, ele aprendeu a ler muito cedo e acabou incentivado a fazer a leitura de uma obra infantil no rádio. A desenvoltura chamou atenção de um produtor de cinema de Londres, que em 1952 o contratou para atuar no thriller criminal “Devoção de Assassino”, em que contracenou com Dirk Bogarde. Depois do Oscar mirim, ele foi trabalhar com um mestre do cinema, Fritz Lang, na aventura “O Tesouro de Barba Rubra” (1955). Também participou do thriller “O Seu Primeiro Crime” (1956), de Val Guest, e “O Jardineiro Espanhol” (1956), novamente com Dirk Bogarde. Mas a carreira foi extremamente curta, encerrando-se após mais dois papéis em episódios de séries de TV. Ao encerrar precocemente sua vida de ator, Whiteley se dedicou a seus estudos, formando-se na faculdade Pembroke e se tornando curador de museus. Ele se aposentou há alguns anos, no Ashmolean Museum, dedicado à arte e arquitetura, na cidade de Oxford. “Ao longo dos séculos, muitos indivíduos ajudaram a forjar o Ashmolean. Entre eles, há aqueles cujos espíritos ainda pulsam nas veias dessa instituição. Jon é um deles”, disse Xa Sturgis, diretor do museu, em comunicado sobre a morte do antigo funcionário.
Reality Z: Série de zumbis com Sabrina Sato ganha data de estreia na Netflix
A Netflix definiu a data de estreia de “Reality Z”, série com Sabrina Sato, em que o cenário de um reality show vira o único refúgio seguro durante um apocalipse zumbi. A atração será lançada em 10 de junho. O projeto foi anunciado por Sabrina Sato, na companhia do diretor de conteúdo da Netflix, Ted Sarandos, em abril do ano passado. Mas a ideia não é nova. Trata-se, na verdade, de um remake de “Dead Set”, minissérie britânica de 2008 concebida por ninguém menos que Charlie Brooker, o criador de “Black Mirror”. A diferença é que a produção original usava os cenários, o nome, a apresentadora (Davina McCall), o narrador oficial (Marcus Bentley) e até concorrentes do Big Brother inglês real, levando a metalinguagem ao limite. Na trama, os integrantes da casa de estúdio ignoravam completamente que um surto zumbi estava causando o fim do mundo do lado de fora de seu isolamento. Até ser tarde demais. A Netflix não pode usar o nome do “Big Brother Brasil”, que está licenciado para a Globo, mas a participação de Sabrina permite uma ligação com o reality, já que ela foi revelada no programa. Serão cinco episódios, que vão acompanhar os bastidores de um reality fictício, chamado “Olimpo, A Casa dos Deuses”, durante uma noite de paredão. Em plena gravação, o estúdio se torna um abrigo para quem busca salvação do caos que tomou conta do Rio de Janeiro, após a proliferação de zumbis. O elenco inclui Guilherme Weber (“O Negócio”), Jesus Luz (“Aquele Beijo”), Ana Hartmann (“Me Chama de Bruna”), Emilio de Mello (“Psi”), Carla Ribas (“Casa de Alice”), Luellem de Castro (“Malhação”) e Ravel Andrade (“Sessão de Terapia”). A adaptação está a cargo de Cláudio Torres (“A Mulher Invisível”, “O Homem do Futuro”), que além de assinar os roteiros com João Costa, vai compartilhar a direção com Rodrigo Monte (“Magnífica 70”). A produção é da Conspiração Filmes.
Diretor de Em Ritmo de Fuga vai desenvolver três séries para a Netflix
O cineasta Edgar Wright (“Em Ritmo de Fuga”) fechou contrato com a Netflix para desenvolver séries exclusivas para streaming. Por meio de sua produtora Complete Fiction, ele já tem definidas três produções baseadas em romances de fantasia e terror. A primeira produção é “Lockwood & Co”, baseada na coleção literária juvenil de Jonathan Stroud, que mistura elementos sobrenaturais, aventura e investigação, e gira em torno de um time de caça-fantasmas adolescentes num versão mal-assombrada do mundo atual. As demais são o terror “The Murders of Molly Southbourne”, adaptação do livro de Tade Thompson sobre uma mulher que sangra cópias assassinas de si mesma, e a fantasia “The City of Brass”, derivada do livro de S. A. Chakraborty, que reúne criaturas das fábulas do Oriente Médio. Wright deve se concentrar nesses projetos após terminar o terror “Last Night in Soho”, que teve sua pós-produção dificultada em razão da pandemia de coronavírus. Descrito como um terror psicológico, o longa tem Anya Taylor-Joy (“Fragmentado”), Matt Smith (“The Crown”), Terence Stamp (“O Lar das Crianças Peculiares”), Diana Rigg (“Game of Thrones”) e Thomasin McKenzie (“Sem Rastros”) em seu elenco.
The Stand: Série baseada em clássico de Stephen King ganha 9 fotos
A CBS All Access divulgou as primeiras 9 fotos de “The Stand”, minissérie baseada no clássico de terror “The Stand – A Dança da Morte”. As imagens mostram o clima apocalíptico da produção, que gira em torno de uma pandemia mortal, e os principais intérpretes. Um dos destaques é Alexander Skarsgård (vencedor do Emmy por “Big Little Lies”) no papel de Randall Flagg, um dos mais famosos vilões de King, que é nada menos que o anticristo. O resto do elenco inclui Nat Wolff (“A Culpa É das Estrelas”), James Marsden (“Westworld”), Amber Heard (“Aquaman”), Whoopi Goldberg (“Instinct”), Greg Kinnear (“House of Cards”), Odessa Young (“Assassination Nation”), o roqueiro Marilyn Manson (“Salem”), Jovan Adepo (“The Leftovers”), Owen Teague (“It: A Coisa”), Heather Graham (“Se Beber Não Case”), Brad William Henke (“Orange Is the New Black”), Daniel Sunjata (“Graceland”) e o brasileiro Henry Zaga (“13 Reasons Why”). “The Stand – A Dança da Morte” se passa num futuro distópico e acompanha o extermínio da humanidade por uma praga de laboratório, a luta pela sobrevivência dos poucos que sobrevivem à pandemia e a descoberta de que o anticristo se prepara para eliminar o que resta da civilização. A batalha final se concentra entre os grupos liderados por Flagg e Mãe Abagail, uma sábia de 108 anos de idade, representante “do bem”, que na minissérie é vivida por Whoopi Goldberg. A adaptação terá 10 episódios escritos e dirigidos por Josh Boone (“A Culpa É das Estrelas”). O cineasta estava desenvolvendo o projeto para o cinema, mas após anos de negociações e dificuldades de condensar a história, de fôlego épico, optou por uma versão em capítulos. Caso fosse fazer um filme, ele afirmou que precisaria de quatro longa-metragens. 10 capítulos têm basicamente a mesma duração. Não por acaso, o romance de 1,1 mil páginas, publicado em 1978, é um dos poucos clássicos de King que nunca ganhou versão de cinema. Mas já foi transformado em minissérie, com um elenco grandioso (Gary Sinise, Molly Ringwald e Rob Lowe) e muito sucesso em 1994. Com apoio de Stephen King, que escreveu um novo final (diferente do livro) especialmente para a produção, “The Stand” ainda não tem previsão de estreia.
É oficial: HBO Max vai lançar Snyder Cut, a versão do diretor de Liga da Justiça
Após três anos de especulações, os fãs de Zack Snyder finalmente tiveram a confirmação da existência de uma versão do diretor para o filme “Liga da Justiça”. Nos últimos meses, Snyder mostrou uma prévia da edição do filme, que popularmente tem sido chamada de “Snyder Cut”, para executivos da Warner e da DC Comics. E recebeu sinal verde para trabalhar na pós-produção do longa. O lançamento se tornou oficial com a divulgação de dois pôsteres com uma previsão de exibição. A versão “Zack Snyder” de “Liga da Justiça” será lançada em 2021 na plataforma HBO Max. Snyder fez uma campanha intensa para que o projeto fosse aprovado. Ele chegou a realizar uma sessão exclusiva para Jason Momoa, intérprete de Aquaman, em agosto do ano passado, para comprovar que havia uma versão do filme mais próxima do que ele filmou. Momoa adorou. Em seguida, o diretor ganhou apoio de Ben Affleck, o Batman, e Gal Gadot, a Mulher-Maravilha, para convencer a Warner a lançar o “Snyder Cut”. Para quem não lembra, a Warner aproveitou uma crise pessoal de Snyder, que perdeu uma filha, para afastá-lo da produção de “Liga da Justiça” após as filmagens originais, chamando Joss Whedon (“Os Vingadores”) para refilmar boa parte do longa. Seria uma forma de impedir uma catástrofe, na visão dos responsáveis pelo estúdio na época, que não gostaram da linha sombria adotada pelo cineasta. O resultado híbrido, parte Snyder e parte Whedon, não agradou nem à crítica nem ao público, disparando a curiosidade sobre a versão do diretor original. Por muito tempo, a Warner afirmou que não existia nenhum “Snyder Cut”, pois o diretor não chegou a terminar seu trabalho, mas Snyder desmentiu o estúdio, afirmando possuir uma versão bastante diferente do filme exibido nos cinemas. Desde então, a Warner foi comprada pela AT&T, sua diretoria trocada e o streaming transformado em prioridade na empresa. A inauguração da HBO Max, marcada para a próxima quarta (27/5) nos EUA, tornou-se uma oportunidade para Snyder convencer a nova WarnerMedia a rever sua posição, argumentando que sua versão editada poderia se tornar um grande chamariz e atrair público para a plataforma. Deu certo. This is real. #releasethesnydercut@HBOMax pic.twitter.com/Cnvupwg48W — Zack Snyder (@ZackSnyder) May 20, 2020 #ReleaseTheSnyderCut. Only on HBO Max 2021. @ZackSnyder https://t.co/cfXCK1B6pA pic.twitter.com/hqeA9i7tTL — HBO Max (@hbomax) May 20, 2020
Regina Duarte não é mais secretária de Cultura
Regina Duarte não é mais secretária especial da Cultura. Um dia depois de almoçar com um dos nomes cotados para assumir o cargo, o ex-“Malhação” Mário Frias, o presidente confirmou nesta quarta (20/5) o remanejamento da ex-atriz de 73 anos para a Cinemateca Brasileira, com sede em São Paulo. Bolsonaro afirmou nesta manhã que Regina estava com saudade da família e que a mudança seria para o “bem” dela, em respeito ao “passado” da atriz e “por tudo o que representa para todos nós”. Vale lembrar que ela encerrou um contrato de mais de 50 anos com a TV Globo, com salário muito maior e todas as garantias possíveis para seu futuro, para atender ao convite do presidente e virar secretária de Cultura. Mas não pode reclamar de falta de exemplos de traição, inclusive de amigos íntimos, cometidas por Bolsonaro no poder. Há poucos dias, Regina reclamou foi de “matérias tendenciosas, maldosas, fakes, venenosas” que apontavam sua fritura, em meio à campanha #ForaRegina nas redes sociais, incentivada pelo próprio Bolsonaro. Segundo fontes ouvidas pelo jornal Folha de S. Paulo, os dois estavam insatisfeitos um com o outro e se dedicaram a encontrar uma saída honrosa para a artista, que vinha sofrendo intervenção no cargo, sem poder nomear ninguém. A tal saída honrosa, o comando da Cinemateca, foi estabelecida em um café da manhã desta quarta, no Palácio da Alvorada. A solução encontrada reflete uma reclamação de Bolsonaro, que já havia dito publicamente que Regina não dava expediente em Brasília, ficando a maior parte do tempo em São Paulo, trabalhando pela internet, o que prejudicava a gestão da pasta. A ausência da atriz abriria espaço, de acordo com o presidente, a conflitos ideológicos dentro da secretaria. Conflitos ideológicos, na visão de Bolsonaro, não são os absurdos terraplanistas defendidos por seu mentor Olavo de Carvalho, mas a defesa de direitos humanos. “Tem muita gente de esquerda [na secretaria de Cultura] pregando ideologia de gênero, essas coisas todas que a sociedade, a massa da população não admite. E ela tem dificuldade nesse sentido”, afirmou ele em 28 de abril. A ex-atriz esperava ter carta branca — algo que lembrou, em sua posse, ter-lhe sido prometido pelo presidente — para poder nomear os subordinados. Mas nunca teve. Bolsonaro mandou exonerar quem ela contratou em duas ocasiões e ainda impediu um terceiro de assumir um cargo, ao mesmo tempo em que manteve quem ela queria destituir e ensaiou trazer de volta quem tinha sido demitido por ela. Em seu discurso por ocasião da demissão-transferência da ex-atriz e ex-secretária de Cultura, Bolsonaro foi condescendente, sugerindo ter dado uma migalha para ela não ficar tristinha. “Pode ter certeza de uma coisa, acho que você quer ajudar o Brasil e o que eu mais quero é o seu bem pelo pelo seu passado e por tudo o que representa para todos nós. Ir para Cinemateca do lado do apartamento, saber que você vai ser feliz e produzir muito mais. Fico feliz por isso. Mas chateado porque sai um pouco do convívio com a gente”, disse o presidente. Bolsonaro postou um vídeo no Twitter ao lado da ex-atriz para justificar a decisão. E ela seguiu firme no papel que escolheu para si mesma pelo resto de sua vida, definindo a mudança como um “presente”. “Acabo de ganhar um presente, que é o sonho de qualquer profissional de comunicação, de audiovisual, de cinema e de teatro, um convite para fazer a Cinemateca que é um braço da cultura em São Paulo. Ficar secretariando o governo na cultura dentro da Cinemateca. Pode ter presente maior do que isso?” A atuação de Regina Duarte como secretária foi digna do Framboesa de Ouro, a premiação dos piores do ano em Hollywood, tendo como auge da canastrice a entrevista desastrosa que deu à CNN Brasil, quando teve chilique, defendeu a ditadura e minimizou as mortes de artistas por coronavírus para não perder o cargo. Tanto que a classe artística chegou a criar um manifesto dizendo que “ela não nos representa”. Decididos a ignorá-la, artistas buscaram alianças com secretários municipais e estaduais da Cultura para se dirigir diretamente ao Congresso em busca de aprovação de leis e alternativas de sobrevivência para o setor, durante a crise do novo coronavírus, que Regina não foi capaz de formular. A queda da ex-atriz, pouco mais de dois meses após sua posse, também faz parte do método implantado por Bolsonaro para neutralizar a pasta da Cultura e congelar todo e qualquer fomento para o setor. Trata-se de uma repetição escancarada de situações, que revela a tática de mudar tudo, o tempo todo, para que nada aconteça e ninguém faça coisa alguma. O método das demissões em série, desorganização estrutural e sabotagem assumida implode organogramas e trava definições de comitês importantes, como o responsável pela gestão do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual). Essa desgovernança, que se aproveita da morosidade burocrática para transformar inoperância em modelo administrativo, explica porque nenhum dinheiro da Cultura foi liberado por Bolsonaro desde que assumiu a presidência. Além de não liberar, seu desgoverno se caracteriza por cortar incentivos e vetar leis que possam ajudar a classe artística, com o objetivo claro de sangrar o setor até matá-lo. Regina Duarte foi peão e cúmplice do maior ataque estatal já sofrido pela Cultura brasileira em todos os tempos. Seu sucessor deve apenas esquentar banco para o próximo, e assim sucessivamente, para que o pior presidente da História do Brasil avance em sua guerra cultural declarada, com o objetivo de sucatear o setor.
Academia estaria estudando adiar o Oscar 2021
A revista americana Variety publicou na terça-feira (19/5) que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas está estudando a possibilidade de adiar o Oscar 2021, devido à pandemia do novo coronavírus. A informação partiu de fontes que não quiseram ser identificadas. A Academia não se pronunciou sobre o assunto, então não se trata de uma orientação oficial. Mas o vazamento pode indicar que já preocupações sobre a extensão da crise sanitária e a busca por uma opção para realizar a cerimônia de premiação no próximo ano. A organização do Oscar já anunciou medidas oficiais para lidar com a pandemia. A principal diz respeito à dispensa de estreia nos cinemas para filmes que quiserem concorrer ao prêmio. Para ser encaixado nesta condição excepcional, o filme precisa ser disponibilizado em streaming no período em que vigorarem medidas de restrição de circulação. A 93º edição do Oscar está planejada para acontecer no dia 28 de fevereiro de 2021, com a votação aberta em janeiro para todas as categorias. Se a situação não melhorar nos próximos meses, a cerimônia deve ser adiada, segundo as fontes da Variety, para março ou até mesmo abril.
Steven Soderbergh escreveu sequência de Sexo, Mentiras e Videotape na quarentena
O diretor Steven Soderbergh revelou em entrevista ao programa “NightCap Live”, do YouTube, que está trabalhando numa sequência de seu primeiro longa-metragem, “Sexo, Mentiras e Videotape”, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1989. Conversando com o apresentador Dan Dunn, o cineasta contou ter aproveitado o isolamento social para escrever o roteiro e afirmou que estava ansioso para filmá-lo, assim que possível. Segundo Soderbergh, a escrita foi a maneira que ele encontrou para se manter ativo e são durante a quarentena, e que o resultado foi o período mais criativo de sua carreira desde 1985. “Nas primeiras seis ou sete semanas de quarentena, eu já tinha escrito três roteiros diferentes”, revelou. Além da sequência de “Sexo, Mentiras e Videotape”, o cineasta também reescreveu o roteiro de um filme não revelado e adaptou o livro policial “City of the Sun”, de David Levien, um dos roteiristas de “Treze Homens e Um Novo Segredo”, que ele dirigiu em 2007. “Eu perguntei a David se podia adaptar o primeiro dos quatro romances que ele escreveu sobre [o detetive Frank Behr]. Ele disse ‘claro’”, contou Soderbergh, afirmando ainda que não sabe se o roteiro será levado às telas. “Vamos ver o que acontece agora, mas é um ótimo livro”. Soderbergh já comandou filmes de muito sucesso, como “Traffic”, Erin Brockovich” e a trilogia “Onze Homens e um Segredo”, mas ultimamente tem sido mais lembrado como o diretor de “Contágio”, obra que previu muitos dos desdobramentos da pandemia real de coronavírus. Veja a íntegra do programa abaixo.
Fox renova The Resident e Last Man Standing
A rede Fox anunciou a renovação das séries “Last Man Standing” e “The Resident”, que vão, respectivamente, para suas 9ª e 4ª temporada. Ambas as atrações são produzidas pela 20th Century Fox Television, que a Disney adquiriu ao comprar os estúdios da Fox. “‘The Resident’ e ‘Last Man Standing’ são partes importantes da Fox, e estamos muito satisfeitos por eles voltarem na próxima temporada”, disse Michael Thorn, presidente da Fox Entertainment, em comunicado. “Queremos agradecer a todos os escritores, atores, diretores, produtores e equipes talentosas por ambos os programas e, é claro, aos nossos amigos e parceiros de produção na 20th Century Fox Television.” “Last Man Standing” tem uma média de 8 milhões de espectadores, incluindo o público multiplataforma, e é a série de comédia mais assistida da Fox, enquanto “The Resident” atrai 10 milhões de espectadores multiplataforma e está entre os 10 dramas televisivos mais vistos entre os espectadores de 18 a 34 anos nos EUA. As duas séries se juntam a uma pequena lista de originais live-action já renovados na Fox. Além delas, o canal só oficializou as voltas de “9-1-1” e seu spin-off “9-1-1: Lone Star”. Por outro lado, renovou todas as suas séries animadas – “Os Simpsons”, “Uma Família da Pesada” (Family Guy), “Bob’s Burgers”, “Bless the Harts” e “Duncanville”. Apesar de ser a mais longeva, a 9ª temporada de “Last Man Standing” será apenas a terceira exibida na Fox, após a rede resgatar a série estrelada por Tim Allen, que foi cancelada pela ABC em 2017, após seis temporadas. Considerada uma comédia conservadora, “Last Man Standing” destoava do tom inclusivo das séries de famílias modernas da ABC, encontrando seu público natural na rede que lançou a Fox News. Já “The Resident” sobreviveu ao excesso de séries médicas lançadas recentemente – “New Amsterdam” na NBC e “The Good Doctor” na ABC – para se estabelecer entre os líderes de audiência do canal.
Netflix renova Gentefied para 2ª temporada
A Netflix anunciou nas redes sociais a renovação de “Gentefied” para sua 2ª temporada. A encomenda de mais oito episódios aconteceu após três meses da estreia da série, lançada em streaming em 21 de fevereiro. “Gentefied” é adaptação de uma web-série de 2017 e foi desenvolvida pelos criadores da atração original, Marvin Lemus e Linda Yvette Chávez, escritores chicanos de primeira geração. A série, que tem produção da atriz America Ferrera (“Superstore”), acompanha três primos latinos (Karrie Martin, JJ Soria e Carlos Santos) perseguindo o sonho americano, enquanto esse mesmo sonho ameaça as coisas que eles mais prezam: seu bairro, o avô imigrante (Joaquín Cosio) e a loja de tacos da família. Situada em uma Los Angeles que muda rapidamente, a atração dramática aborda temas como identidade, classe e preconceito, e teve uma história real trágica de bastidores. Camila María Concepción, ativista trans que estava inciando a carreira como roteirista em “Gentefied”, suicidou-se aos 28 anos, logo após o lançamento da série, por sofrer na própria pele tudo aquilo que a trama apontava. O momento, porém, é de comemoração. E para celebrar a renovação, o elenco e os criadores de “Gentefied” programaram uma mesa virtual de leitura na quarta-feira (20/5), que será transmitida pelo canal do YouTube “Netflix Is a Joke”. O vídeo ajudará a divulgar a Proyecto Pastoral, uma ONG do bairro de Boyle Heights, em Los Angeles, que lida com o impacto da covid-19 entre os residentes e famílias de baixa renda da região. Season 2 is officially cooking! 🌯🌯🌯 Come celebrate with us at a live table read hosted by the one and only @georgelopez benefitting Proyecto Pastoral – this Wednesday 5/20 at 5pm PST/8pm EST on @Netflixisajoke YouTube. pic.twitter.com/uSNppPxxmR — Gentefied (@gentefied) May 18, 2020











