Wynonna Earp: Trailer anuncia data de estreia da 4ª temporada
O canal pago americano SyFy divulgou o trailer da 4ª temporada da série “Wynonna Earp”, que retorna após hiato de dois anos em sua produção, ocasionados por problemas financeiros da produtora Seven24 Films. A demora foi tanta que o vídeo chama atenção para as manifestações dos fãs, ansiosos pela estreia. A prévia anuncia a chegada da 4ª temporada em 26 de julho nos EUA. Mas esconde a má notícia. Infelizmente, a produção foi interrompida pela pandemia e a temporada será dividida em duas partes. Apenas os seis primeiros episódios serão exibidos em sequência, com uma pausa de midseason na metade de agosto. Os seis capítulos finais devem ter as gravações retomadas nos próximos dias, acompanhando a retoma das produções no Canadá, e só irão ao ar no fim do ano – se tudo correr bem. Desenvolvida por Emily Andras (produtora-roteirista de “Lost Girl”), a série é baseada nos quadrinhos homônimos de Beau Smith, publicados pela editora IDW. Sua premissa é de um faroeste sobrenatural, que acompanha uma descendente do famoso delegado do Velho Oeste Wyatt Earp em sua missão de caçar demônios, para acabar com uma maldição secular de sua família. O apelo da série, porém, é a ótima química do elenco, encabeçado por Melanie Scrofano (série “Damien”), e sua mistura bem dosada de aventura, terror, western moderno, humor, sensualidade, empoderamento feminino e orgulho LGBTQIA+. A soma de todas essas partes fazem de “Wynonna Earp” uma das séries mais bem cotadas no site Rotten Tomatoes, com 92% de aprovação. O elenco também inclui Dominique Provost-Chalkley (“Vingadores: Era de Ultron”), Katherine Barrell (série “Workin’ Moms”), Varun Saranga (“Go Awat, Unicorn!”), Michael Eklund (série “Bates Motel”), Greg Lawson (“Heartland”) e Tim Rozon (série “Vagrant Queen”) como o pistoleiro reencarnado Doc Holliday. “Wynonna Earp” tem suas primeiras temporadas disponibilizadas no Brasil pela Netflix.
Kelly Asbury (1960 – 2020)
O diretor, roteirista e animador Kelly Asbury, que trabalhou em alguns dos principais desenhos animados americanos das últimas três décadas, morreu na sexta-feira (26/6) em Los Angeles, aos 60 anos, após uma longa batalha contra um câncer abdominal. Ele iniciou sua carreira no departamento de animação da Disney em 1983, onde ajudou a criar clássicos como “O Caldeirão Mágico” (1985), “A Pequena Sereia” (1989) e principalmente “A Bela e a Fera” (1991), que ele escreveu. Asbury se tornou diretor assistente na animação de stop-motion “O Estranho Mundo de Jack” (1993) e também trabalhou no gênero em “James e o Pêssego Gigante” (1996), ambos dirigidos por James Selick. Acompanhando de perto a evolução dos desenhos nos últimos anos, ainda integrou a equipe de roteiristas de “Toy Story” (1995), da Pixar, o primeiro longa inteiramente animado por computador, antes de se estabelecer na DreamWorks Animation, onde sua carreira deslanchou. Seu trabalho inicial na DreamWorks foi como supervisor de roteiros em “O Príncipe do Egito” (1998), “A Fuga das Galinhas” (2000, coprodução com o estúdio britânico Aardman), e no primeiro “Shrek” (2001), filme que viabilizou a ambição da DreamWorks de competir com a Disney. O sucesso de “Shrek” lhe permitiu alçar voos maiores. Em 2002, ele dirigiu seu primeiro longa animado, “Spirit, o Corcel Indomável”, dividindo os créditos com a roteirista Lorna Cook (“O Rei Leão”, “Mulan”). O filme foi exibido no Festival de Cannes, venceu quatro Annie Awards e disputou o Oscar de Melhor Animação. Em seguida, integrou o trio de diretores de “Shrek 2”, também indicado ao Oscar, em que se lançou como dublador, fazendo as vozes de vários personagens secundários. A experiência foi estendida a “Shrek Terceiro” (2007) e a todos os seus futuros trabalhos como diretor. Na DreamWorks, ele ainda trabalhou com as equipes de “Kung Fu Panda” e “Madagascar 2: A Grande Escapada” (ambos de 2008). Mas a demora para assumir outro filme o motivou a trocar o emprego fixo por projetos individuais. Seu primeiro trabalho solo como diretor foi “Gnomeu e Julieta” (2011), que ele também escreveu para a Touchstone (divisão da Disney), transformando as músicas de Elton John numa fábula shakeaspearana de anões de jardim. A produção voltou a aproximá-lo da Disney, levando-o a integrar a equipe de mais dois clássicos modernos do estúdio: “Detona Ralph” (2012) e o blockbuster “Frozen: Uma Aventura Congelante” (2013). Kelly Asbury também colaborou com a continuação “Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim” (2018) e dirigiu o primeiro longa animado dos Smurfs, “Os Smurfs e a Vila Perdida” (2017), para a Sony. Seus últimos trabalhos foram consultoria de roteiro em “A Família Addams” (2019), da MGM, e a direção de “UglyDolls” (2019), o último filme com sua assinatura e sua voz. “Todo mundo amava Kelly, era impossível não se encantar com ele ou se alimentar de sua energia positiva”, escreveu no Facebook Ronnie Del Carmen, diretor de “Divertida Mente”, que trabalhou com Asbury em “O Príncipe do Egito” e “Spirit, o Corcel Indomável” e lembrou que “as histórias do grande ‘deus Kell’ eram lendárias”. “Vou sentir muita falta dele. Descanse em paz, querido amigo”, despediu-se.
Muppets Now: Nova série de Kermit, Miss Piggy e cia. ganha primeiro trailer
A Disney divulgou um novo banner e o trailer de “Muppets Now”, nova série com os fantoches dos Muppets, que será lançada com exclusividade na plataforma Disney+ (Disney Plus). A prévia explora a dificuldade de descrever o programa, usando um advogado muppet para impedir Kermit de divulgar detalhes da produção. Mas o vídeo permite ver uma combinação de esquetes e entrevistas de celebridades – como RuPaul (“AJ and the Queen”), Seth Rogen (“Vizinhos”) e Linda Cardellini (“Disque Amiga para Matar”). Com apenas seis episódios, “Muppets Now” promete mostrar os personagens conhecidos, como Kermit, Miss Piggy e companhia “soltos… para realizar o tipo de situação surpreendente e diversão caótica que os tornou famosos. Desde experimentos doidos com o Dr. Bunsen Honeydew e Beaker até dicas de estilo de vida da fabulosa Miss Piggy, cada episódio é repleto de segmentos hilários, apresentados pelos Muppets, mostrando o que os Muppets fazem de melhor.” A Disney adquiriu The Muppets Studio em 2004 e, após lançar dois filmes, já tinha tentado emplacar os personagens numa série de comédia da rede ABC, que, infelizmente, não acertou o tom e foi cancelada após uma temporada em 2016. A estreia está marcada para 31 de julho.
Gangs of London: Série violenta do diretor de The Raid é renovada para 2ª temporada
O canal pago britânico Sky Atlantic renovou “Gangs of London”, série criada, produzida e dirigida por Gareth Evans, para sua 2ª temporada. O cineasta por trás do fenômeno indonésio “The Raid – Operação Invasão”, marco do cinema de ação do século 21, concebeu a premissa para um videogame, que chegou a ser lançado sem muito alarde em 2006 pela Sony. A série leva a premissa do jogo a um nível mais brutal, ao mostrar a luta de várias gangues pelo controle do submundo da capital inglesa. A produção causou furor no Reino Unido pelas cenas violentas e atingiu 78% de aprovação no Rotten Tomatoes. A repercussão acabou chamando atenção do canal pago americano AMC, que fechou uma parceria para viabilizar a 2ª temporada e passar a transmitir a atração nos EUA. “‘Gangs of London’ é uma aventura cinematográfica que incendia as telas com um elenco estelar, drama elevado e histórias épicas”, disse Dan McDermott, presidente de programação original da AMC, em comunicado sobre a negociação. “Não poderíamos estar mais empolgados em aumentar o pulso de nosso público com esta série de crimes explosivos”. A história começa com o assassinato de Finn Wallace, o chefão criminal mais poderoso de Londres nos últimos 20 anos, deixando um buraco na rede de crime organizado que ele comandava. Quando seu filho e herdeiro Sean Wallace coloca os negócios de lado para dar prioridade à vingança, tentando descobrir quem orquestrou o crime, uma variedade multicultural de gangues armadas até os dentes se movimenta para tirar proveito do vácuo repentino no topo dos negócios ilícitos da metrópole. A produção é estrelada por Joe Cole, que ficou conhecido como John Shelby em “Peaky Blinders”. Sua presença na trama, inclusive, rendeu algumas comparações entre as duas produções. Ambas são centradas em gângsteres britânicos de diferentes culturas e etnias, embora “Peaky Blinders” seja uma série de época e “Gangs of London” se passe nos dias atuais. O elenco ainda destaca Michelle Fairley (“Game of Thrones”), David Bradley (também de “Game of Thrones”), Richard Harrington (“Hinterland”), Mark Lewis Jones (“Chernobyl”), Jing Lusi (“Podres de Ricos”), Narges Rashidi (“Sob a Sombra”), Emmett J Scanlan (“Krypton”), Lucian Msamati (“His Dark Materials”), Ray Panthaki (“Marcella”), Ian Beattie (outro de “Game of Thrones”) e Colm Meaney (“Hell on Wheels”) como o falecido Finn Wallace. Além do galês Gareth Evans, os 10 episódios da 1ª temporada são dirigidos por mais dois cineastas: o inglês Corin Hardy (“A Freira”) e o francês Xavier Gens (“(A) Fronteira”), ambos especialistas em filmes de terror. Ou seja, todos são conhecidos por trabalhos sangrentos. Veja abaixo o trailer da atração.
Little Voice: Série musical criada por Sara Bareilles ganha primeiro trailer
A Apple TV+ divulgou o primeiro trailer de “Little Voice”, série musical produzida por J.J. Abrams (“Star Wars: O Despertar da Força”), com músicas originais da cantora e compositora Sara Bareilles, e roteiro e direção da cineasta Jessie Nelson (“Uma Lição de Amor”). Bareilles e Nelson já tinham colaborado antes no musical da Broadway “Waitress”, de 2015, indicado ao Tony Awards. Descrito como uma carta de amor à diversidade musical de Nova York, a série tem o mesmo título do álbum de estreia de Bareilles, de 2007, e vai explorar a jornada de uma jovem em busca de sua própria voz aos 20 e poucos anos. A protagonista é vivida por Brittany O’Grady, que já tinha demonstrado seus dotes musicais na série “Star”, da Fox, e o elenco também inclui Sean Teale (“The Gifted”), Colton Ryan (“Homeland”), Shalini Bathina (“Undergrad”) e Nadia Mohebban (“Project Inferno”). Jessie Nelson, que também atua como showrunner, escreveu e dirigiu o primeiro episódio. A estreia está marcada para 10 de julho na plataforma de streaming da Apple.
Vagrant Queen é cancelada no final da 1ª temporada
O canal pago americano Syfy cancelou “Vagrant Queen”, série espacial baseada nos quadrinhos homônimos da Vault Comics, após uma temporada. O último episódio foi ao ar no início do mês, em 4 de junho, com uma das piores audiências de series finale da história do Syfy, vista por apenas por 215 mil pessoas ao vivo e 0,05 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). A série tinha um tom entre ação e comédia, similar a “Killjoys”, com a inevitável influência de “Star Wars” e um orçamento muito menor que sua ambição. A trama girava em torno de Elida (Adriyan Rae, de “Light as a Feather”), uma jovem rainha que se torna órfã e exilada, escondendo-se nos cantos traiçoeiros da galáxia, enquanto é perseguida por inimigos que procuram extinguir sua linhagem. Quando sua amigo trapaceiro Isaac (Tim Rozon, de “Wynonna Earp”) aparece afirmando que sua mãe sobreviveu à rebelião, eles partem em sua nave caindo aos pedaços com uma nova aliada, a mecânica Amae (Alex McGregor, de “Blood Drive”), para realizar um resgate que colocará a fugitiva real em meio ao perigo, no coração de seu antigo reino – onde enfrenta um velho rival mortal, o Comandante Lazaro (Paul du Toit, de “Maze Runner: A Cura Mortal”). A série foi gravada na África do Sul e trazia uma equipe majoritariamente feminina de roteiristas e diretores, chefiada pela criadora do programa, Jem Garrard (“Android Employed”). A 1ª temporada conseguiu contar a história proposta, mas terminou com vários ganchos para uma nova aventura, incluindo personagens aleatórios que deveriam ter maior relevância no decorrer da história, que infelizmente não será contada na TV – mas continua a ser publicada em quadrinhos. Veja o trailer da série cancelada abaixo.
Sandy e Junior terão dois projetos inéditos na Globoplay
A plataforma Globoplay vai lançar dois projetos inéditos envolvendo a dupla Sandy e Junior em julho. A produção principal é uma série documental exclusiva, que será lançada no dia 12. “Sandy & Junior: A História” vai contar a trajetória dos irmãos músicos em sete episódios, nos quais os fãs poderão acompanhar vários momentos da vida da dupla. Além disso, celebridades como Roberto Carlos e Ivete Sangalo gravaram depoimentos descritos como “carinhosos” para a produção. A série documental terá registros do outro programa, previsto para ir ao ar intercalado com seus capítulos. Trata-se de um documentário da turnê “Nossa História”, que marcou o retorno dos irmãos à música no ano passado. São imagens de diversas apresentações, mas principalmente do show que ocorreu no Allianz Parque, em São Paulo. Vai ao ar em 17 de julho. Como preparação para os projetos, a plataforma ainda vai investir na nostalgia, disponibilizando a novela “Estrela-Guia”, de 2001, que teve Sandy num dos papéis principais, como Cristal. Chega na Globoplay já em 6 de julho.
Simpsons, Família da Pesada, Big Mouth e Central Park trocam dubladores brancos de personagens negros
Várias produtoras e canais de séries animadas americanas anunciaram que não utilizarão mais atores brancos para dublar personagens negros ou de outras etnias. A decisão foi resultado de uma súbita conscientização causada pelo questionamento do racismo estrutural, que virou pauta urgente, após o assassinato de George Floyd por policiais brancos e o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) tomar as ruas dos EUA. As atrizes Kristen Bell e Jenny Slate foram quem chamaram atenção para o problema, denunciando a si mesmas, na quarta passada (24/6), como mulheres brancas que estavam dando vozes para personagens mestiças (meninas negras, filhas de mães brancas). “Este é um momento para reconhecer nossos atos de cumplicidade”, postou Kristen Bell nas redes sociais. Aqui está um dos meus. Interpretar a personagem Molly em ‘Central Park’ mostra uma falta de consciência do meu privilégio generalizado. A escalação de um personagem mestiça com uma atriz branca prejudica a especificidade da raça mista e da experiência dos negros americanos”, apontou. “Estava errado e nós, da equipe do ‘Central Park’, estamos comprometidos em fazer a coisa certa”, continuou Bell. “Fico feliz em renunciar a esse papel e passá-lo a alguém que possa dar uma interpretação muito mais precisa e me comprometerei a aprender, crescer e fazer minha parte por maior igualdade e inclusão”. Em uma declaração conjunta, a equipe do programa da plataforma Apple TV+ tentou justificar a escolha da atriz, que esteve no elenco da série “desde quase o primeiro dia de desenvolvimento do programa – antes mesmo de haver uma personagem para ela interpretar – e desde então ela apresentou uma performance engraçada, sincera e bonita”. “Mas, após reflexão, Kristen, junto com toda a equipe criativa, reconhece que a escalação da personagem Molly é uma oportunidade de obter uma representação correta – escalar uma atriz negra ou de raça mista e dar a Molly uma voz que ressoe com todas as nuances e experiências da personagem como a desenhamos”, continuam. Kristen Bell, porém, continuará a ser parte da série, dublando uma nova personagem que será introduzida na 2ª temporada, enquanto a interpretação de Molly passará para outra atriz. Já Jenny Slate perdeu o emprego, após decidir parar de interpretar Missy em “Big Mouth”, da Netflix. “No começo do programa, eu raciocinei comigo mesma que era admissível que eu interpretasse Missy porque a mãe dela é judia e branca — assim como eu”, afirmou a atriz em sua conta no Instagram. “Mas Missy também é negra, e personagens negros em programas animados devem ser interpretados por pessoas negras”, acrescentou. As decisões das duas atrizes criaram um efeito cascata. Na sexta (26/6), o ator Mike Henry, também branco, anunciou que deixaria de dublar o personagem negro Cleveland Brown na popular série animada “Uma Família da Pesada” (Family Guy), da rede Fox. “Foi uma honra interpretar Cleveland por 20 anos. Eu amo esse personagem, mas pessoas de cor (não brancas) devem interpretar os personagens de cor. É por isso que estou deixando o papel”, escreveu ele no Twitter. Além do personagem aparecer em “Uma Família da Pesada”, ele também estrelou sua própria série, “The Cleveland Show”, por quatro anos, exibida entre 2009 e 2013. A iniciativa de Henry, por sua vez, repercutiu em outra série da Fox, que se viu forçada a repensar sua atitude pouco responsável em relação à escalação de seus papéis. “Os Simpsons”, que já tinha um problema histórico com Apu, finalmente deu o braço a torcer, anunciando também na sexta que não escalaria mais atores brancos para interpretar personagens de minorias étnicas. “A partir de agora ‘Os Simpsons’ não terão mais atores brancos representando personagens que não são brancos”, informou uma nota sucinta da Fox. O anúncio, na verdade, é bem tardio. Em janeiro, o ator branco Hank Azaria já tinha dito que não dublaria mais o comerciante indiano Apu, após a representação racista do personagem ter ganhado até documentário – “O Problema com Apu”, dirigido por Hari Kondabolu em 2017, que criticou a forma como as produções americanas tratam as pessoas do sul da Ásia. Azaria tinha ficado incomodado com a forma escolhida pelos produtores de “Os Simpsons” para lidar com o questionamento racial. O tema virou piada, num episódio exibido em 2018 que criticou a forma como situações “inofensivas no passado” tinham virado “politicamente incorretas”. O fato é que, neste caso, “Os Simpsons” não previram o futuro e quase foram atropelados pela História. A mudança tardia de atitude agora deve afetar também o personagem do Dr. Hibbert, médico negro interpretado pelo ator branco Harry Shearer. Assim como Azaria (voz de Moe e do Comic Book Guy), Shearer dubla vários personagens e deve permanecer na série como o Sr. Burns, Ned Flanders e o diretor Skinner.
Festival online do Espaço Itaú exibe as melhores (pré) estreias da semana
O principal programa online do fim de semana é o Festival de Pré-Estreias do Espaço Itaú, que traz uma seleção de filmes inéditos nos cinemas, entre eles “Pacarrete”, grande vencedor do Festival de Gramado do ano passado. O longa levou oito troféus, incluindo os de Melhor Filme na votação do júri e do público, além de prêmios para a atriz Marcélia Cartaxo e o diretor-roteirista Allan Deberton. Em “Pacarrete”, Marcélia Cartaxo dá vida à história real de uma mulher de Russas, no interior do Ceará. Bailarina e ex-professora, a mulher do título sonha em se apresentar na festa da cidade. Com voz estridente, grita frases desconexas pelas ruas — e é simplesmente tachada de louca pelos moradores. Outro destaque digital do Espaço Itaú é “Dora e Gabriel”, novo filme do diretor Ugo Giorgetti, que é disponibilizado pela primeira vez em streaming, em consequência do cancelamento e/ou adiamento dos festivais de cinema nacional de 2020. Há também títulos internacionais na seleção. O detalhe é que os filmes ficarão disponíveis apenas 48 horas. É preciso correr para assistir, ao contrário dos outros títulos disponibilizados neste fim de semana. Confira abaixo mais detalhes destes e de outros lançamentos digitais inéditos nos cinemas brasileiros, que chegam aos serviços de VOD (locadoras online) e streaming neste fim de semana. A curadoria não inclui títulos clássicos (são muitos e com alta rotatividade) e produções de baixa qualidade que, em outros tempos, sairiam diretamente em vídeo. Festival de Pré-Estreias do Espaço Itaú Uma seleção de filmes inéditos, disponíveis por apenas 48 horas, que inclui os brasileiros “Mangueira em Dois Tempos”, de Ana Maria Magalhães, “Dora e Gabriel”, de Ugo Giorgetti, “Pacarrete”, de Allan Deberton, “Guerra de Algodão”, de Marília Hugues e Claudio Marques, além de títulos estrangeiros, em que se destacam “O Chão Sob Meus Pés”, de Marie Kreutzer, e “Liberté”, de Albert Serra, premiado no Festival de Cannes passado. Programação completa, com datas de exibição e links de acesso em Espaço Itaú Play. Indianara | Brasil | 2019 O documentário vencedor do Festival Mix Brasil do ano passado acompanha Indianara Siqueira, líder de um grupo de mulheres transgênero em luta contra o preconceito, a intolerância e a polarização. Desde disputas partidárias até o puro combate contra o governo opressor, a ativista de origens humildes passou por uma longa trajetória até se tornar ícone do movimento LGBTQIA+. Disponível em Google Play, Now, Looke, Vivo Play, Amazon Prime Video e YouTube Filmes Afunde o Navio | EUA | 2019 Filme com maior aprovação crítica da semana – 98% no Rotten Tomatoes – , o suspense criminal acompanha duas irmãs que precisam lidar com a morte de um estranho numa cidadezinha pesqueira com muitas mulheres que parecem saber tudo da vida de todo mundo. A dupla planeja se livrar do corpo sem deixar vestígios, mas o crime não passa despercebido. E um policial aparece em sua porta antes do previsto. A trama cheia de reviravoltas e humor negro, ao estilo dos irmãos Coen, rendeu o troféu de Melhor Roteiro para as cineastas novatas Bridget Savage Cole e Danielle Krudy no Festival de Tribeca do ano passado. Disponível na Amazon Prime Video Ninguém Sabe que Estou Aqui | Chile | 2020 Premiado no Festival de Tribeca deste ano e com 86% de aprovação no Rotten Tomatoes, o drama traz Jorge Garcia (o Hurley de “Lost”) como um ex-cantor infantil da música latina, cujos discos fizeram enorme sucesso no início dos anos 1990, mas que nunca foi conhecido do grande público, já que sua voz era dublada por outro menino – bonitão, com visual de ídolo juvenil. Agora recluso no sul do Chile, praticamente sem contato com o mundo e bem mais gordo, ele ainda tem a mesma voz que encantou multidões. A partir de visitas inesperadas, ele começa a colocar sua história em perspectiva e a ser ouvido de verdade. Disponível na Netflix Viveiro | EUA | 2020 O terror (com 71% no Rotten Tomatoes) traz Imogen Poots (“Sala Verde”) e Jesse Eisenberg (“Batman vs. Superman”) como um casal em busca da casa ideal. Ao entrarem num condomínio afastado, eles se vêem perdidos em um complicado labirinto feito de moradas idênticas entre si. Até que percebem que não podem escapar. A performance de Imogen rendeu prêmio de Melhor Atriz no Festival de Sitges, na Espanha, um dos mais tradicionais do gênero fantástico. Disponível em iTunes, Now, Google Play, Oi Play, Vivo Play, YouTube Filmes Bulbbul | Índia | 2020 Combinação de terror e conto de fadas, princesinha e criatura das trevas, gira em torno do mistério de uma mulher sonhadora que é abandonada e precisa lidar com o passado doloroso enquanto sua aldeia é assolada por assassinatos misteriosos. O filme marca a estreia na direção de Anvita Dutt, compositora de Bollywood, mas curiosamente não tem elementos musicais. Disponível na Netflix A Guerra de Anna | Rússia | 2018 Anna é uma menina judia de 6 anos que precisa sobreviver sozinha durante a 2ª Guerra Mundial, após sua família ser executada pelos nazistas. Ela se se esconde na chaminé do escritório do comandante nazista, onde pretende ficar até sua vila ser liberada pelos russos. O filme venceu o Golden Eagle Awards, o “Oscar da Rússia”. Disponível em iTunes, Now, Google Play, Vivo Play, YouTube Filmes The Little Comrade | Estônia | 2018 Baseado em dois romances autobiográficos da escritora Leelo Tungal, o filme apresenta o autoritarismo soviético sob perspectiva infantil, por meio de uma criança que tenta encontrar sentido nas complexas circunstâncias de sua vida. A mãe de Leelo, de 6 anos, é diretora da escola e um dia é presa diante da criança, enviada para um campo de concentração, durante o auge do stalinismo. O medo de que o sumiço da mãe seja sua culpa pesa na consciência da criança, que decide se comportar o melhor que pode para que ela volte. Mas a mãe não volta e Leelo se envolve em um problema atrás do outro, fazendo com que “bom” e “mal” comportamento se confundam em sua cabeça. Disponível na iTunes Festival Eurovision da Canção | EUA | 2020 A primeira comédia de Will Ferrell (“Pai em Dose Dupla”) na Netflix acompanha um casal de cantores islandeses fictícios (vividos por Ferrell e Rachel McAdams, de “Doutor Estranho”) na tradicional competição musical Eurovision, que acontece anualmente entre os países europeus. A direção é de David Dobkin, que retoma a parceria com a dupla após “Penetras Bons de Bico” (2005), e o resultado é puro Ferrell – isto é, medíocre, com 59% de aprovação no Rotten Tomatoes. O elenco ainda inclui Pierce Brosnan (“Mamma Mia!”), Dan Stevens (“Legion”), Natasia Demetriou (“What We Do in the Shadows”) e até a cantora Demi Lovato (“Sunny Entre Estrelas”). Disponível na Netflix
Disney anuncia novo adiamento de Mulan
A Disney anunciou novo adiamento de “Mulan”, encerrando oficialmente as esperanças do parque exibidor americano de ter uma temporada de filmes de verão. O filme, que chegaria originalmente em março, tinha sido remarcado para 24 de julho, data que outros estúdios já consideraram inviável quando a Disney se posicionou – a Sony adiou “Morbius”, que chegaria às telas brasileiras em 30 de julho, para 19 de março de 2021 nos EUA, e passou “Ghostbusters: Mais Além”, de 10 de julho para 5 de março de 2021. Agora, o remake live-action do desenho animado foi adiado para 21 de agosto. “Embora a pandemia tenha mudado nossos planos de lançamento para ‘Mulan’ e continuemos a ser flexíveis conforme as condições o exigirem, ela não mudou nossa crença no poder deste filme e em sua mensagem de esperança e perseverança”, disseram em comunicado os co-presidentes da divisão cinematográfica da Disney, Alan Horn e Alan Bergman. “A diretora Niki Caro e nosso elenco e equipe criaram um filme bonito, épico e comovente que é tudo o que a experiência cinematográfica deve ser e é na tela de cinema que acreditamos que ela pertence, para que o público em todo o mundo divirta-se junto com o filme.” “Mulan” será o primeiro filme de fábulas live-action da Disney dirigido por uma mulher, a neozelandesa Niki Caro (da série “Anne with an E”) após “Alice no País das Maravilhas” (2012), “Malévola” (2014), “Cinderela” (2015), “Mogli” (2016), “A Bela e a Fera” (2017), “Dumbo” e “Aladdin” (2019) terem sido comandados por homens. O elenco destaca a atriz Liu Yifei (“O Reino Perdido”) no papel título, além de Donnie Yen (“Rogue One”), Jet Li (“Os Mercenários”), Chen Tang (“Tiras, Só que Não”), Yoson An (“Maquinas Mortais”), Jason Scott Lee (que viveu Bruce Lee na cinebiografia “Dragão: A História de Bruce Lee”), Jimmy Wong (“O Círculo”), Doua Moua (“Gran Torino”) e a célebre atriz Gong Li (“Memórias de Uma Gueixa”). O adiamento da produção segue um segundo remanejamento de “Tenet” pela Warner, que também deveria estrear em julho e foi para 12 de agosto nos EUA.
The Boys ganha teaser, pôster, live e data de estreia da 2ª temporada
A Amazon divulgou um pôster e um teaser legendado, com uso de metalinguagem, para anunciar a data de estreia da 2ª temporada de “The Boys”, adaptação de quadrinhos em que os super-heróis são, na verdade, supervilões. Os novos episódios vão estrear em 4 de setembro no serviço Prime Video. Além disso, o elenco se juntou numa live nesta sexta (26/6), que trouxe mais novidades, além de cenas inéditas da produção. Veja tudo isso abaixo. Baseada nos quadrinhos adultos de Garth Ennis (que também criou “Preacher”), a série acompanha um grupo de vigilantes que investigam as atividades clandestinas dos super-heróis. A razão da desconfiança é que, a grosso modo, pessoas comuns se transformam em babacas quando ganham super-poderes e passam a acreditar que são intocáveis. E embora pareçam um grupo típico de “supervilões”, com motivações similares às de Lex Luthor para odiar Superman – culpando os heróis por suas tragédias – , desta vez eles têm razão: os super-heróis da série são serial killers de sangue frio, que escapam impunemente de seus crimes graças à empresa de marketing que os financia. O elenco inclui Karl Urban (“Thor: Ragnarok”), Karen Fukuhara (“Esquadrão Suicida”), Jack Quaid (“Jogos Vorazes”), Tomer Capon (“7 Dias em Entebbe”) e Laz Alonso (“Velozes e Furiosos 4”) como os Boys – e uma girl – do título, enquanto Antony Starr (série “Banshee”), Chace Crawford (série “Gossip Girl”), Dominique McElligott (série “House of Cards”), Nathan Mitchell (“Scorched Earth”) e Jessie T. Usher (“Independence Day: Ressurgimento”) interpretam os super-heróis babacas. Além deles, Erin Moriarty (série “Jessica Jones”) vive a única super-heroína decente da história e Simon Pegg (“Missão Impossível: Efeito Fallout”) tem participação especial como o pai do personagem de Jack Quaid. Os responsáveis pela produção são os mesmos que deram vida à “Preacher”, o ator Seth Rogen e seu parceiro Evan Goldberg, que se juntaram a Eric Kripke, criador de “Supernatural” e “Timeless”, na nova atração.
Margot Robbie e roteirista de Aves de Rapina farão novo Piratas do Caribe
A atriz Margot Robbie e a roteirista Christina Hodson, que trabalharam juntos em “Aves de Rapina”, vão voltar a colaborar num novo filme da franquia “Piratas do Caribe”. Segundo apurou o site The Hollywood Reporter, o novo filme não será a sexta aventura de Jack Sparrow, o personagem de Johnny Depp, mas outra história passada naquele universo com personagens novos. Este filme também não tem relação com os planos de relançar a franquia, que estão sendo tocados pelo roteirista original de “Piratas do Caribe”, Ted Elliott, em parceria com o criador de “Chernobyl”, Craig Mazin. Mas os dois projetos compartilham o mesmo produtor: Jerry Bruckheimer, responsável por todos os filmes de “Piratas”. Uma das sagas cinematográficas mais lucrativas de todos os tempos, os cinco filmes lançados pela Disney arrecadaram mais de US$ 4,5 bilhões em todo o mundo. Mas os mais recentes faturaram menos que a trilogia original. O último, “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”, rendeu só US$ 795 milhões, reforçando os planos do estúdio de relançar a franquia com novos personagens. Christina Hodson também trabalha atualmente nos roteiros de mais dois filmes de super-heróis da DC Comics, “The Flash” e “Batgirl”, enquanto Margot Robbie será vista a seguir em “O Esquadrão Suicida”, em que voltará a viver a personagem de quadrinhos Arlequina.
Os Muppets cantam Beatles em participação animada no programa de James Corden
A banda dos Muppets, que inclui o famoso baterista Animal, mostrou todo o seu talento numa participação animada no programa “The Late Late Show”, de James Corden. Os astros fantoches se juntaram remotamente para tocar e cantar o clássico dos Beatles “With a Little Help From My Friends”, faixa do disco “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, de 1967. A música, que foi gravada originalmente com a voz de Ringo Starr, também é bastante conhecida pela versão de Joe Cocker, que marcou época no Festival de Woodstock e nas séries “Anos Incríveis” e “Ciranda Cirandinha” no Brasil. A música demonstra como amigos podem se ajudar, o que reflete o atual momento, tanto da pandemia de coronavírus quanto das reivindicações antirracistas. Na versão do “The Late Late Show”, a banda dos Muppets é acompanhada por outros astros famosos, como Caco, Miss Piggy, Gonzo e o urso Fozzie, além do próprio James Corden e de Melissa, antigamente conhecida como Karen, que é a banda residente do programa. Confira abaixo.












