A Supermáquina vai virar filme produzido por James Wan
A série clássica “A Supermáquina” (Knight Rider) vai virar filme com produção de James Wan, o cineasta de “Invocação do Mal” e “Aquaman”. A adaptação está sendo escrita por TJ Fixman, um roteirista de videogames (criador de “Heróis da Galáxia – Ratchet e Clank”), que pretende atualizar a trama original para um contexto contemporâneo. Criada por Glen A. Larson (de “Battlestar Galactica” e “Magnum”), a atração dos anos 1980 foi originalmente estrelada por David Hasselhoff (de “S.O.S. Malibu”) no papel de Michael Knight, um vigilante que combatia o crime com a ajuda do KITT, um carro computadorizado, falante, inteligente e cheio de apetrechos. Não há informações sobre um possível envolvimento de Hasselhoff no projeto. Além da série original, exibida entre 1982 e 1986, “A Supermáquina” também rendeu dois telefilmes em 1991 (com Hasselhoff) e 1994, além de tentativas de relançamento em 1997 (“Team Knight Rider”) e 2008 (“A Nova Supermáquina”).
A Vida em um Dia 2020: YouTube recebe mais de 300 mil vídeos para filme coletivo
O YouTube revelou que o número de voluntários para o projeto coletivo “A Vida em um Dia 2020” superou expectativas, com envios de 300 mil vídeos de 191 países e em mais de 65 línguas diferentes. As milhares de horas de filmagens representarão agora um dos maiores desafios de edição de todos os tempos, pois deverão ser integradas num filme de 90 minutos. Os cineastas amadores atenderam a uma convocação dos diretores Kevin Macdonald e Ridley Scott para gravarem um dia de suas vidas, mais especificamente o dia 25 de julho de 2020. O resultado servirá como uma espécie de capsula do tempo da situação do planeta em 2020. A ideia era repetir a experiência que rendeu o filme de mesmo nome, realizado há dez anos. Desde então, os celulares com câmeras de alta definição se multiplicaram, o que fez com que a participação fosse muito maior que qualquer estimativa, o que também renderá muito mais trabalho. Há uma década, Macdonald e Scott receberam 4,5 mil horas de filmagens de 80 mil fontes diferentes, que deram vida ao primeiro “A Vida em um Dia”, disponível no YouTube e com mais de 16 milhões de visualizações desde então. Para a realização do segundo filme, Macdonald deixou quatro perguntas como sugestões para guiar as filmagens dos participantes, que devem se tornar tópicos priorizados na edição de imagens. São elas: “o que você ama? Do que você tem medo? O que você gostaria de mudar, seja sobre sua vida ou sobre o mundo? O que você guarda no bolso?”. Os vídeos recebidos agora terão suas cenas analisadas e selecionadas por um time com 30 profissionais, responsáveis pela curadoria das imagens. Depois, três editores trabalharão com Macdonald para montar as cenas num filme coeso, ainda que coletivo. O resultado final será conhecido no Festival de Sundance, em janeiro de 2021, e depois disponibilizado no YouTube. Veja abaixo o vídeo em que Macdonald agradece a participação do público.
Uma Equipe Muito Especial: Filme estrelado por Madonna e Tom Hanks vira série
A Amazon encomendou a 1ª temporada de uma série baseada no longa “Uma Equipe Muito Especial” (A League Of Their Own), de 1992, sobre o primeiro campeonato de beisebol feminino, realizado nos anos 1940 nos Estados Unidos. O filme da diretora Penny Marshall trazia Geena Davis e Madonna como jogadoras, e Tom Hanks como técnico da equipe. O projeto está a cargo dos roteiristas Will Graham (série “Mozart in the Jungle”) e Abbi Jacobson (“Broad City”) e não será uma adaptação literal, mas “um olhar moderno” para a história, incluindo explorações de raça e sexualidade que ficaram de fora da história original. “Vinte e oito anos atrás, Penny Marshall nos contou uma história sobre mulheres jogando beisebol profissional que até então era amplamente ignorada. Crescemos obcecados pelo filme, como todo mundo. Três anos atrás, abordamos a Sony com a ideia de contar um novo conjunto de histórias, ainda esquecidas do período. Com a ajuda de uma equipe de colaboradores extremamente talentosa, um elenco incrível e o apoio dedicado da Amazon a este projeto, nos sentimos com muita sorte e animação por trazer esses personagens à vida”, disseram Graham e Jacobson em um comunicado conjunto, divulgado nesta quinta-feira (6/8). “Foi preciso muita coragem, ardor, autenticidade, imaginação selvagem e um senso de humor impressionante para que essas jogadoras realizassem seus sonhos. Esperamos trazer ao público uma história com todas essas qualidades”, completaram. “Will e Abbi pegaram um filme clássico, reimaginaram-no para uma nova geração com novos personagens e um visão moderna, com uma história atemporal sobre grandes sonhos, amizade, amor e, é claro, beisebol. Estamos muito empolgados em fazer um parceria com a Sony para trazer esta nova e emocionante série aos nossos clientes do Prime Video em todo o mundo”, acrescentou Vernon Sanders, co-diretor da divisão de séries da Amazon. O elenco da série conta com a própria Abbi Jacobson, Chanté Adams (“The Photograph), D’Arcy Carden (“The Good Place”), Gbemisola Ikumelo (“Famalam”), Kelly McCormack (“Agentes Espaciais”), Roberta Colindrez (“Vida) e Priscilla Delgado (“Julieta”). A encomenda da Amazon é, na verdade, a segunda série derivada de “Uma Equipe Muito Especial”. A CBS tentou, sem sucesso, uma primeira abordagem em 1993, logo depois da estreia do filme, com Megan Cavanagh e Tracy Reiner reprisando seus papéis de cinema. Mas sem os integrantes mais famosos do elenco, a série saiu do ar após três episódios, devido à baixa audiência.
Astro de Normal People estrela novo clipe dos Rolling Stones
Os Rolling Stones divulgaram um clipe oficial para “Scarlet”, canção inédita que foi gravada em 1974 com participação de Jimmy Page, o lendário guitarrista do Led Zeppelin. O vídeo não traz nenhum dos músicos. Em vez disso, registra o ator Paul Mescal (da série “Normal People”) emocionado, tocando a gravação da música para a Scarlet do título, enquanto se movimenta – há dança em algumas cenas – por uma casa enorme e vazia, no mais completo isolamento social. A música foi resultado de uma jam, quando Jimmy Page, velho amigo da banda, apareceu para visitar os Stones na época do álbum “Goat’s Head Soup” (1973). O resultado foi gravado e Keith Richards chegou a espalhar que se tratava de uma música para um disco solo do colega. Page acabou com os boatos revelando que trabalhava no mais ambicioso disco do Led Zeppelin, o álbum duplo “Physical Graffiti” (1975). Na verdade, os planos sempre foram lançar a faixa num disco dos Stones, com Mick Jagger escrevendo uma letra e cantando sobre o material. O próprio Page acreditava que ela apareceria no lado B de algum single da banda. Mas “Scarlet” só foi veio à tona agora, em 2020. O título da faixa, por sinal, não tem nenhum fundo romântico como insinua o clipe, porque se trata de uma homenagem à filha mais velha de Page, chamada de Scarlet, que na época tinha três anos de idade. “Scarlet” será incluída como faixa extra numa nova versão estendida do álbum “Goat’s Head Soup”, que tem lançamento previsto para o dia 4 de setembro. Além desta música, o lançamento contará com mais duas gravações inéditas, também realizadas naquele período: “All the Rage” e “Criss Cross”.
Selena Gomez aprende a cozinhar em trailer divertido de série de streaming
A HBO Max divulgou o pôster e o primeiro trailer do programa culinário de Selena Gomez. Ao contrário dos programas típicos do gênero, em que celebridades ensinam receitas e truques culinários, “Selena + Chef” mostra a cantora e atriz aprendendo a cozinhar. Na prévia, ela confessa que, embora adore comer, não é a melhor cozinheira do mundo. E para aprender decidiu contar com a ajuda de grandes nomes da gastronomia, via participação remota com dicas importantes que ela tenta seguir, nem sempre com o melhor resultado. De fato, se o programa fosse um reality de competição, seria bem curto, devido a eliminação precoce da candidata desastrada, capaz de incendiar a própria refeição e passar mal ao cortar um polvo. Claro que esses detalhes é que tornam a atração diferente e divertida. A sinopse é a seguinte: “Enquanto pratica o isolamento social em casa, Selena tem passado mais tempo na cozinha do imaginava. Mas, apesar de possuir muitos talentos, ainda precisa descobrir se a habilidade culinária é um deles. Em cada episódio deste autêntico passo a passo, Selena terá a companhia remota de um chef diferente. Juntos, eles vão explorar todas as variedades de cozinha, compartilhar dicas e truques valiosos e lidar com todo tipo de coisa, desde fumaça saindo do forno até falta de ingredientes. Cada episódio dará destaque a uma organização de caridade envolvida com alimentação, enquanto essa série casual, divertida e informativa abraçará tanto a dificuldade quanto a alegria de se aprender a cozinhar – enquanto convida o público a fazer o mesmo em casa”. Com 10 episódios, “Selena + Chef” chega no streaming da WarnerMedia em 13 de agosto, nos Estados Unidos. Por enquanto, não há previsão para o lançamento da plataforma no Brasil.
Trailer de Missão Pijamas mostra como seria Pequenos Espiões com atores “americanos”
A Netflix divulgou fotos, o pôster e o trailer legendado de “Missão Pijamas” (The Sleepover), filme infantil de ação que sugere como seria “Pequenos Espiões” se o elenco latino fosse substituído por atores brancos, como Harvey Weinstein queria. “O estúdio me questionava: ‘Por que você está fazendo com uma família latina? Por que você não os torna americanos?'”, contou o diretor Robert Rodriguez na recente Comic-Con@Home, lembrando como teve que lutar para fazer “Pequenos Espiões”. “Missão Pijamas” tem basicamente a mesma premissa da história criada por Rodriguez em 2001, mas a mãe é loira e as crianças (também um casal como no longa original) são “americanas”. A sinopse oficial de “Pequenos Espiões” até serve para descrever o novo filme: os filhos de pais agentes secretos precisam salvá-los do perigo. Na nova história, só a mãe é “espiã” – na verdade, o roteiro afirma que ela é “apenas” uma ladra, apesar de esconder um arsenal de dar inveja a James Bond em sua casa. Quando seus filhos descobrem que ela foi raptada por “ninjas”, resolvem usar todo esse arsenal para salvá-la e a seu pai sem noção, que é levado junto sem saber com quem tinha casado. Seus raptores esperam que eles trabalhem com o ex-parceiro da ladra aposentada num assalto complexo. Mas as crianças pretendem resgatá-los antes disso. O elenco volta a reunir Malin Akerman e Joe Manganiello após “Rampage: Destruição Total”. Eles são os ex-parceiros que precisam voltar para o crime. Ken Marino (“Veronica Mars”) é o pai e os filhos são vividos por Sadie Stanley e Maxwell Simkins (ambos do telefilme “Kim Possible”). As crianças ainda contam com a ajuda de dois colegas, responsáveis por dar um pouco de “cor” à produção embranquecida: uma menina latina representada por Cree Cicchino (“Game Shakers”) e um menino asiático, Lucas Jaye (“Fuller House”). E por falar em representatividade, a única latina adulta da história é vilã, a “ninja” Karla Souza (“How to Get Away with Murder”). “Missão Pijamas” tem direção de Trish Sie (“A Escolha Perfeita 3”) e estreia em 21 de agosto.
Terror do autor de Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças ganha trailer legendado
A Netflix divulgou três fotos, o pôster e o trailer legendado de “Eu Estou Pensando em Acabar com Tudo”, novo filme de Charlie Kaufman (vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original por “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças”). A prévia lembra as situações surreais das obras do cineasta, mas desta vez é baseada num romance, escrito por Iain Reid – já disponível no Brasil. A trama explora a fragilidade da mente e os limites da solidão ao contar a história da namorada de Jake, que o acompanha em uma viagem para o interior para conhecer seus pais. Durante o trajeto, ela pensa em terminar a relação, mas ao chegar em seu destino começa a achar tudo muito estranho e a perceber que talvez seja tarde demais. O trailer evoca um clima de delírio e terror a partir deste momento. O elenco destaca Jessie Buckley (“Judy: Muito Além do Arco-Íris”) como a namorada, que não tem nome na história, Jesse Plemons (“O Irlandês”) como Jake, e David Thewlis (“Mulher-Maravilha”) e Toni Collette (“Hereditário”) como os pais bizarros de Jake. A estreia está marcada para 4 de setembro em streaming.
DC FanDome: Veja o trailer da “Comic Con” exclusiva da DC Comics
A Warner Bros. divulgou o trailer da DC FanDome, primeira grande convenção para fãs do universo derivado dos quadrinhos da DC Comics, que vai acontecer de forma virtual no dia 22 de agosto. Espécie de “Comic Con” da DC, o evento ainda não teve suas atrações reveladas, mas o trailer traz cenas da animação da “Arlequina”, da série “The Flash”, dos filmes “Mulher-Maravilha 1984” e da nova versão da “Liga da Justiça” reeditada pelo diretor Zack Snyder, entre outras atrações, acompanhadas por muitas promessas, como “os maiores nomes da DC” e “revelações exclusivas”. Por causa deste evento, a Warner não participou da versão online da Comic-Con no mês passado, guardando todas as suas novidades para sua própria convenção. Prometendo uma experiência imersiva, a programação da FanDome vai acontecer durante 24 horas consecutivas, com uma expectativa de participações de estrelas, cineastas e dos criadores por trás do conteúdo da DC. Tudo de graça e com acesso liberado a todo o público interessado pelo site DCFanDome.com – que já está acessível para os fãs se cadastrarem. O evento será dividido em seis áreas diferentes no site oficial, com seções batizadas de DC WatchVerse, DC YouVerse, DC KidsVerse, DC InsiderVerse, DC FunVerse e o Hall of Heros, que contará com as principais atrações. A programação estará disponível em dez línguas diferentes, incluindo português, e terá alguns conteúdos produzidos exclusivamente para diferentes regiões. “Não existe fã como o fã da DC”, disse Ann Sarnoff, Presidente e CEO da Warner Bros., no comunicado que anunciou o evento. “Por mais de 85 anos, o mundo se voltou aos heróis e histórias inspiradoras da DC para nos animar e entreter, e este massivo e imersivo evento digital dará a todos novas maneiras de personalizar sua jornada pelo Universo da DC, sem filas, sem ingressos e sem barreiras. Com o DC FanDome, somos capazes de dar aos fãs ao redor do mundo uma maneira única e empolgante de conectar-se com seus personagens preferidos da DC, além dos incríveis talentos que os trazem à vida nas páginas e nas telas”, ela completa.
High Fidelity: Série com Zoë Kravitz é cancelada na 1ª temporada
A plataforma Hulu cancelou “High Fidelity”, série baseada no livro de Nick Hornby e no filme de Stephen Frears, lançados no Brasil como “Alta Fidelidade”. A plataforma não divulga audiência, mas a 1ª temporada rendeu muitas críticas positivas, atingindo 86% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Segundo o site Deadline, a decisão não foi fácil e veio após longas deliberações. Além de ter sido bem recebida pelos críticos, a série era encabeçada por uma grande estrela com muitos seguidores e contava com apoio interno na Hulu, mas isso acabou não sendo suficiente para a renovação. “High Fidelity” foi uma das duas séries baseadas em filmes lançados na Hulu neste ano, depois de terem sido originalmente desenvolvidas para a Disney+ (Disney Plus). A outra é “Love, Victor”. No caso de “High Fidelity”, a produção mudou de plataforma devido ao contexto adulto, com diversas situações sexuais e uma protagonista que se revela bissexual. Estrelada por Zoë Kravitz (a Mulher-Gato do vindouro filme de Batman), a versão da série para a trama de “Alta Fidelidade” trocava não só sexo, mas a raça do protagonista, sem esquecer a cidade da locação, mas mantinha a premissa. Na trama, a atriz vivia uma fã geek de música, que tem uma loja de discos de vinil no Brooklyn, em Nova York, faz bicos de DJ e costuma criar rankings de Top 5 para tudo, desde seus hits favoritos até seus relacionamentos. No filme de 2000, o papel foi desempenhado por John Cusack, que usava músicas como ponto de partida para compartilhar com a câmera seus relacionamentos passados. Esse artifício foi preservado na série. Mesmo com várias mudanças, o que menos se pode questionar é a escalação de Zoë Kravitz, perfeita no papel de enciclopédia ambulante do rock. Não bastasse ela ter uma banda (LolaWolf) na vida real, também é filha do músico Lenny Kravitz. Além disso, sua mãe, a atriz Lisa Bonnet, viveu uma ex-namorada de Cusack no filme de 2000! A adaptação foi feita pelas roteiristas Veronica West e Sarah Kucserka, que trabalharam juntas em “Ugly Betty”, “Brothers and Sisters”, “Hart of Dixie” e “Bull”, e encararam a missão de transformar uma trama geek essencialmente masculina numa série de abordagem feminina. “High Fidelity” foi a terceira série de Zoë Kravitz, que sempre se dedicou mais ao cinema. Ela participou de “Californication” em 2011 e estrelou recentemente as duas temporadas de “Big Little Lies”. O elenco também incluiu David H. Holmes (“Josie & Jack”), Da’Vine Joy Randolph (“Meu Nome É Dolemite”), Jake Lacy (“Girls”), Kingsley Ben-Adir (“Peaky Blinders”), Rainbow Francks (“Stargate: Atlantis”) e Thomas Doherty (“Legacies”).
Ryan Reynolds negocia estrelar filme infantil de monstros do diretor de Paddington
Ryan Reynolds está programando mais um filme infantil em sua carreira. Ele negocia estrelar “Everday Parenting Tips”, a próxima comédia do diretor Paul King, responsável pelos filmes do ursinho Paddington, em desenvolvimento no estúdio Universal. No filme, Reynolds viverá um pai que lida com os desafios cotidianos da criação dos filhos, que se tornam ainda mais difíceis devido à grande revolta de monstros em andamento. O projeto tem produção de Phil Lord e Chris Miller, diretores de “Uma Aventura Lego” e roteiristas de “Homem-Aranha no Aranhaverso”, e é baseado em um conto do prolífico escritor Simon Rich, criador da série “Miracle Workers”. O próprio Rich vai escrever a adaptação. Além de estrelar, Reynolds negocia produzir o filme, por meio de sua produtora Maximum Effort Productions, em conjunto com Lord e Miller.
Estudo denuncia controle da China sobre conteúdo do cinema americano
Um relatório divulgado nesta quarta-feira (5/8) pela organização Pen America acusa os maiores estúdios de cinema dos EUA de promoverem autocensura para permitir que seus filmes sejam bem-vindos no milionário mercado chinês. O estudo de 94 páginas do grupo literário e de direitos humanos revelou uma profunda influência do governo chinês em Hollywood, detalhando as várias maneiras em que os estúdios alteram “elenco, enredo, diálogo e cenários” em um “esforço para evitar antagonizar as autoridades chinesas” em seus filmes. A lista de produções que sofreram intervenção pró-chinesa inclui blockbusters como “Homem de Ferro 3”, “Guerra Mundial Z” e até o vindouro “Top Gun: Maverick”. Segundo a associação, essa autocensura vai desde a remoção da bandeira de Taiwan na jaqueta de Tom Cruise em “Top Gun: Maverick” até a exclusão da China como fonte de um vírus zumbi no filme “Guerra Mundial Z”, lançado em 2013. A prática da autocensura também busca evitar tópicos sensíveis, como Tibete, Taiwan, Hong Kong ou Xinjiang, e eliminar personagens pertencentes à comunidade LGBTQIA+. Para entrar no mercado chinês, conteúdo LGBTQIA+ foi removido de “Bohemian Rhapsody”, quase transformando Freddie Mercury num cantor heterossexual. Filmes como “Star Trek: Sem Fronteiras”, “Alien: Covenant” e “A Viagem” também eliminaram cenas LGBTQIA+. Sequências com mortes de chineses foram tiradas de “007: Operação Skyfall” e “Missão: Impossível III”, e um personagem principal teve a etnia alterada de tibetano para celta em “Doutor Estranho”, da Marvel, uma decisão tomada pelo roteirista para evitar o risco de “alienar 1 bilhão de pessoas”, e que assim atingiu 7,5 bilhões de pessoas, para ficar na metáfora numérica. “Apaziguar o governo chinês e seus censores se tornou uma maneira simples de fazer negócios como qualquer outra”, diz o relatório. Pequim possui um dos mais rígidos sistemas de censura do mundo, sediado no departamento de propaganda do Partido Comunista Chinês. O comitê de censura decide se um filme estrangeiro pode ser lançado no mercado local de filmes, que é o segundo e pode se tornar no maior do mundo após a pandemia de covid-19. Para se ter ideia, os sucessos de bilheteria “Vingadores: Ultimato” e “Homem-Aranha: Longe de Casa” geraram mais receita na China do que nos Estados Unidos. “O Partido Comunista Chinês realmente exerce uma enorme influência sobre a lucratividade dos filmes de Hollywood e os executivos do estúdio sabem disso”, diz a Pen America. Isto gera uma submissão ao autoritarismo chinês, que pode render até momentos constrangedores, como a ida do então CEO da Disney, Michael Eisner, até Pequim para pedir desculpas pessoalmente pela produção do filme “Kundun” de Martin Scorsese, lançado em 1997, que trata da vida de Dalai Lama, líder espiritual do Tibete no exílio. Isto mesmo: a Disney lamentou que o filme existisse, após ele ser censurado e proibido de ser lançado na China, porque seu principal interesse na época era construir um parque temático em Xangai. O relatório denuncia que a censura se institucionalizou a ponto de alguns estúdios fazerem “voluntariamente determinadas restrições sem serem solicitados” e outros até convidam censores chineses para os sets. “Se algum projeto for considerado abertamente crítico” ao regime chinês, os estúdios temem que “sejam colocados em uma lista negra”, disse um produtor, que pediu para não ser identificado, à agência AFP. Assim, não permitem sequer que filmagens críticas à China sejam realizadas, eliminando-as do cinema de Hollywood. Em junho passado, o ator Richard Gere, que é budista e defensor da causa tibetana, já tinha comparecido ao Senado dos EUA para denunciar a forma como a China estava controlando o conteúdo de Hollywood. “A combinação da censura chinesa com o desejo dos estúdios de cinema americanos de acessar o mercado chinês leva à autocensura e a negligenciar as questões sociais que os grandes filmes americanos sempre abordaram”, disse ele na ocasião. “Ao obedecer aos ditames chineses, a abordagem de Hollywood cria um padrão para o resto do mundo”, afirma a Pen America, que conclui seu relatório lamentando a forma como esse “novo normal” consolidou-se em países supostamente orgulhosos de sua liberdade de expressão.
Diretora de A Lenda de Candyman vai filmar Capitã Marvel 2
A cineasta Nia DaCosta será a primeira mulher negra a dirigir um filme da Marvel. Ela fechou contrato para dirigir a sequência de “Capitã Marvel”, estrelado por Brie Larson. A notícia foi veiculada pelo site Deadline e confirmada por publicações rivais. Nia DaCosta está atualmente dando retoques finais em seu segundo longa-metragem, o terror “A Lenda de Candyman”, reboot de “O Mistério de Candyman” (1992), que tem previsão de lançamento para outubro nos EUA. Antes disso, ela só tinha feito um longa, o também terror “Little Woods”, em 2018. O roteiro de “Capitã Marvel 2” está a cargo de Megan McDonnell, que trabalhou na série da Marvel “WandaVision”, prevista para o fim do ano na Disney+ (Disney Plus). Não foram revelados detalhes da nova aventura da heroína, mas a história não deve se passar nos anos 1990, como no filme original, e sim nos dias atuais. O primeiro “Capitã Marvel” foi lançado em março de 2019 e faturou US$ 1,1 bilhão em todo o mundo. No filme, Larson interpretou Carol Danvers, uma humana que se envolve na guerra entre duas raças alienígenas, os Kree e os Skrulls, e ao sobreviver a uma explosão ligada a um mecanismo alienígena se vê impregnada por um poder incrível, que a transforma num dos heróis mais poderosos do MCU (Universo Cinematográfico Marvel). A continuação tem estreia marcada para 8 de julho de 2022.
Vídeo de “feliz aniversário” revela logo oficial de O Esquadrão Suicida
O diretor James Gunn ganhou dois presentes de aniversário nesta quarta (5/8), em que completa 54 anos: um vídeo com “parabéns pra você”, feito pela maioria do elenco da ainda inédita continuação de “Esquadrão Suicida” e postado nas contas da produção nas redes sociais, e o logotipo oficial do filme. O logo foi apresentado no vídeo e, posteriormente, disponibilizado pelo próprio diretor em seu Instagram, em versões traduzidas para vários idiomas, inclusive o português. Já a homenagem do elenco começa com Margot Robbie imitando a voz da Arlequina para desejar happy birthday ao cineasta, e inclui até a brasileira Alice Braga, desejando-lhe feliz aniversário em português! Gunn comentou à postagem, brincando que “a sala ficou empoeirada de repente” – isto é, que o vídeo o fez chorar. “O Esquadrão Suicida”, título oficial do filme de Gunn, tem estreia marcada para o próximo aniversário do diretor: em agosto de 2021. Além de Margot Robbie, o elenco contará com mais três integrantes do filme de 2016: Joel Kinnaman (Rick Flag), Jai Courtney (Capitão Bumerangue) e Viola Davis (Amanda Waller). Entre as novidades destacam-se ainda as participações da citada Alice Braga (“A Rainha do Sul”), Idris Elba (“Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”), John Cena (“Bumblebee”), Peter Capaldi (o “Doctor Who”), David Dastmalchian (“Homem-Formiga”), Storm Reid (“Euphoria”), Nathan Fillian (“Castle”), Flula Borg (“A Escolha Perfeita 2”), Pete Davidson (“Saturday Night Live”), Michael Rooker (também de “Guardiões da Galáxia”), Mayling Ng (a Gamora do game “Marvel Strike Force”), Daniela Melchior (“O Caderno Negro”), Sean Gunn (irmão do diretor e Kraglin nos “Guardiões da Galáxia”), Joaquín Cosio (“007: Quantum of Solace”), Steve Agee (“Superstore”), Jennifer Holland (“Brightburn”), Tinashe Kajese (“Valor”), Juan Diego Botto (“Jogos Infantis”) e Taika Waititi (“Jojo Rabbit”). A maioria aparece no vídeo abaixo. Ver essa foto no Instagram Hey @JamesGunn – here’s a little birthday gift for you! . Chaotically yours, #TheSuicideSquad💥 Uma publicação compartilhada por The Suicide Squad (@thesuicidesquad) em 5 de Ago, 2020 às 10:00 PDT Ver essa foto no Instagram #TheSuicideSquad team just got me these amazing new official title treatments for my birthday today. And the cast and I have so much more to show you guys on Aug 22 at DCFanDome.com. See you there! 💥 #DC #DCFanDome @TheSuicideSquad Uma publicação compartilhada por James Gunn (@jamesgunn) em 5 de Ago, 2020 às 8:59 PDT











