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    Estreias: Terror da Marvel e novos filmes pra ver em casa

    7 de outubro de 2022 /

    A primeira produção de terror do Marvel Studios abre a lista de estreias digitais da semana, que também destaca outros lançamentos exclusivos em streaming e títulos de grandes bilheterias nas locadoras digitais. Confira abaixo 10 filmes novos para conferir nas plataformas de assinatura e serviços de VOD (video on demand).   | LOBISOMEM NA NOITE | DISNEY+   O primeiro filme de terror da Marvel é uma produção estilizada como uma obra expressionista em preto e branco, com direito a vários elementos do gênero, como sombras sinistras e gritos estridentes. Um tom completamente diferente do que já foi visto no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Concebido como um especial de Halloween de 52 minutos para o streaming, a trama transcorre acelerada, com a reunião de vários caçadores de monstros num castelo para uma missão sobrenatural, e a anfitriã (Harriet Sansom Harris, de “A Família Addams 2”) avisa para todos que um deles não é quem aparenta ser, escondendo um segredo monstruoso sob a aparência humana. Para quem não lembra, Lobisomem foi um dos personagens mais marcantes da era de terror da Marvel nos anos 1970 – quando a editora lançou quadrinhos de Drácula, Frankenstein e o Motoqueiro Fantasma, entre outros. Mas o detalhe é que a editora tem dois lobisomens importantes em suas publicações. O principal é Jack Russell, criado em 1972 por Roy Thomas, Gerry Conway e Mike Ploog, que originou a revista em quadrinhos “Werewolf by Night” – lançada no Brasil pela Bloch como “Lobisomem”. O segundo, batizado de Jake Gomez, surgiu há dois anos e é um jovem descendente de uma tribo nativa americana que sofre a maldição do lobo há várias gerações. Uma curiosidade é que este personagem foi criado por Taboo, cantor da banda The Black Eyed Peas, em parceria com Benjamin Jackendoff e Scot Eaton – e Taboo, por coincidência, também é o nome de um dos principais inimigos de Jack Russell nos quadrinhos originais. Agora a situação complica (e provavelmente é spoiler!): a lista de personagens do filme traz os dois: Jack Russell, vivido por Gael Garcia Bernal (“Tempo”), e Jake Gomez, interpretado por Jaycob Maya (“Six Degrees of Separation”). E tem mais: o Homem-Coisa, monstro empático criado por Stan Lee, Roy Thomas e Gerry Conway em 1971, é a ameaça que eles devem caçar. E entre os que se alistam nessa empreitada encontra-se Elsa Bloodstone, personagem vivida por Laura Donnelly (“Outlander”, “The Nevers”), que é uma caçadora de monstros originalmente introduzida nos quadrinhos em 2001, numa minissérie de Dan Abnett e Andy Lanning. A direção está a cargo do compositor Michael Giacchino, autor da trilha do filme “Batman” e vencedor do Oscar por “Up – Altas Aventuras” (2009), que faz uma estreia muito impressionante como diretor de longa-metragem. Mantendo a praxe das produções da Marvel, a crítica adorou: 93% de aprovação no Rotten Tomatoes   | NÃO! NÃO OLHE! | VOD*   O terceiro filme de Jordan Peele (após “Corra!” e “Nós”) é um filme de disco voador diferente do habitual, em que os personagens, em vez de temer o OVNI, pensam em como lucrar com ele. Os protagonistas são dois irmãos que treinam cavalos para filmes de Hollywood, que após a morte repentina do pai deparam-se com a visão de algo estranho nos céus. Mas seus planos de gravar o fenômeno acabam virando caos. O elenco destaca Daniel Kaluuya (vencedor do Oscar por “Judas e o Messias Negro”), que repete a parceria de “Corra!” com Peele, Keke Palmer (“Scream Queens”), Steven Yeun (indicado ao Oscar por “Minari”), Brandon Perea (“The OA”), Michael Wincott (“Westworld”) e Barbie Ferreira (“Euphoria”). Sucesso de público e crítica nos EUA, alcançou 82% de aprovação no agregador Rotten Tomatoes.   | TREM-BALA | VOD*   O novo filme de Brad Pitt é um besteirol de ação, que apresenta uma luta atrás da outra, do começo ao fim da exibição. Ele vive um assassino de aluguel azarado, que embarca em um trem-bala no Japão com uma missão simples. Mas logo descobre que não é o único assassino com o mesmo objetivo, o que leva a um conflito generalizado durante a viagem, em que o vencedor do Oscar por “Era uma Vez em… Hollywood” troca socos, pontapés, facadas e tiros com oponentes variados pela posse de uma maleta misteriosa. O elenco estrelado reúne Joey King (“A Cabine do Beijo”), Aaron Taylor Johnson (“Godzilla”), Brian Tyree Henry (“Brinquedo Assassino”), Zazie Beetz (“Deadpool 2”), Michael Shannon (“A Forma da Água”), Masi Oka (“Heroes”), Logan Lerman (dos filmes de “Percy Jackson”), Andrew Koji (“Warrior”), Hiroyuki Sanada (“Westworld”), Karen Fukuhara (“The Boys”) e o cantor Bad Bunny (“Narcos: Mexico”), além de Sandra Bullock (“Gravidade”) em participação especial. Cartunesco a ponto de parecer um desenho animado violento, o thriller é baseado num best-seller de Kôtarô Isaka (“Um Pierrô”), que foi adaptado pelo roteirista Zak Olkewicz (“Rua do Medo: 1978”) e contou com um especialista em pancadaria na direção, David Leitch (“John Wick”, “Deadpool 2” e “Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”).   | O TELEFONE DO SR. HARRIGAN | NETFLIX   Jaeden Martell, principal ator mirim de “It: A Coisa”, volta a estrelar um terror baseado em obra de Stephen King, mas desta vez quase sem levar sustos. Ele vive um adolescente de cidade pequena, que faz amizade com um bilionário idoso e recluso chamado Sr. Harrigan – vivido pelo veterano Donald Sutherland (“Jogos Mortais”). Os dois estreitam os laços graças ao amor compartilhado por livros e um iPhone, mas quando o idoso morre, o garoto descobre que consegue continuar conversando com seu velho amigo pelo telefone, que foi enterrado com ele. Isto acontece depois dele deixar uma mensagem no celular no caixão, desejando que o velho amigo estivesse vivo para aconselhá-lo a como lidar com um garoto mais velho, após sofrer uma agressão. A ligação dá início a uma série de mortes, aparentemente acidentais, de inimigos do garoto. A adaptação tem roteiro e direção de John Lee Hancock (“Um Sonho Possível”), que claramente não é especialista no gênero. Mais fraco filme desta seleção, teve apenas 39% de aprovação no Rotten Tomatoes – o que, de todo modo, é mais que o suspense da Netflix “Uma Garota de Sorte”, com Mila Kunis, que não teve espaço na lista.   | CATARINA, A MENINA CHAMADA PASSARINHA | AMAZON PRIME VIDEO   A comédia medieval escrita e dirigida por Lena Dunham (criadora de “Girls”) gira em torno da personagem-título, vivida por Bella Ramsey (a corajosa Lyanna Mormont de “Game of Thrones”). Catherine é uma jovem aristocrata que recusa a aceitar as convenções de sua época, entre elas se casar com um homem mais velho escolhido pelo pai e se comportar como uma donzela. A trama se passa em 1290, quando a família Rollo deposita todas suas esperanças na jovem, conhecida como Birdy. Falido e sem esperança para o futuro, Sir Rollo acredita ter como saída o dote de sua filha mais nova, num casamento com um pretendente abastado. Só que ele quer muito mais da vida e isso resulta em muitos problemas para todos. Andrew Scott (o padre de “Fleabag”) vive Sir Rollo e o elenco também destaca Billie Piper (“Doctor Who”), Joe Alwyn (“A Última Carta de Amor”), Dean-Charles Chapman (também de “Game of Thrones”) e Ralph Ineson (“A Bruxa”).   | MENTIRAS SECRETAS | VOD*   Benoît Poelvoorde (“Românticos Anônimos”) vive um escritor famoso no suspense de Fabrice du Welz (“King: Uma História de Vingança”). Em busca de inspiração para escrever um novo romance, ele se muda para sua casa de campo com a esposa. Mas o retiro do casal vira um pesadelo quando uma jovem misteriosa e fascinada pelos livros do protagonista chega à casa, iniciando um triângulo com sedução e traição. Aplaudido pela crítica internacional, chegou a 73% de aprovação no Rotten Tomatoes.   | LUTA PELA LIBERDADE | VOD*   O primeiro filme de espionagem do mestre Zhang Yimou (“Herói”) se passa na década de 1930 e segue quatro agentes especiais do Partido Comunista que retornam à China depois de receber treinamento na União Soviética. Mas ao embarcarem em sua primeira missão, são traídos e se veem cercados por perigos de todos os lados. A fotografia é deslumbrante – praxe nos filmes de Yimou – e foi reconhecida com muitos dos 19 troféus conquistados pelo filme em festivais e premiações da indústria cinematográfica chinesa.   | BOA SORTE, LEO GRANDE | VOD*   A atriz inglesa Emma Thompson (“MIB: Homens de Preto – Internacional”) vive uma viúva que resolve contratar o Leo Grande do título, um garoto de programa vivido por Daryl McCormack (“A Roda do Tempo”) que, além de lhe proporcionar seu primeiro orgasmo, também vira seu confidente. A narrativa praticamente teatral (um ambiente, dois atores, muitos diálogos) tem direção da australiana Sophie Hyde (“Animals”). Elogiadíssimo, tem a maior aprovação no Rotten Tomatoes entre os filmes da semana: 93%.   | 45 DO SEGUNDO TEMPO | VOD*   Três amigos de colégio se reencontram após 40 anos para recriar uma foto tirada no dia da inauguração do metrô de São Paulo. A reunião é, na realidade, o pretexto de um deles, dono de um restaurante com problemas financeiros, para avisar aos demais que pretende se matar. Mas não sem antes ver o Palmeiras ser campeão. A comédia sombria de Luiz Villaça (“O Contador de Histórias”) é estrelada por Tony Ramos (“Se Eu Fosse Você”), Cassio Gabus Mendes (“Justiça”) e Ary França (“Samantha!”) e usa o expediente do reencontro para confrontar a nostalgia de um passado irreal, embelezado por lembranças distantes, e um presente de desencanto com os rumos das vidas. Os três viraram pessoas completamente diferentes de quem eram. E embora um deles tenha tomado a decisão de encerrar sua história assim, os outros dois passam a ponderar a opção da ressignificação. O resultado é um belo filme que, como o título indica, reforça a fé na esperança até o apito final.   | O PALESTRANTE | VOD*   Fábio Porchat vive um contador sem perspectivas, recém demitido e abandonado pela noiva, que num impulso assume outra identidade ao ver uma placa com um nome aleatório no aeroporto do Rio. Só que ele acaba, sem saber, tomando o lugar de um palestrante motivacional contratado para animar os empregados de uma empresa. Agora tem que colocar todos pra cima no momento em que se encontra mais pra baixo. A comédia foi escrita pelo próprio Porchat em parceria com Cláudia Jouvin (“L.O.C.A.”), tem direção de Marcelo Antunez (“Até que a Sorte nos Separe 3”) e traz Dani Calabresa como a funcionária que recepciona o falso palestrante e logo se torna o interesse romântico e incentivo motivacional para o personagem insistir na farsa.     * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.

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  • Série

    As 10 melhores séries novas pra maratonar no fim de semana

    12 de agosto de 2022 /

    A programação de séries dá um pau na seleção de filmes digitais desta semana, com opções bastante variadas – de drama arrepiante baseado em fatos reais à fantasia sobrenatural, com direito a investigações policiais e boas comédias. Confira as 10 melhores estreias para maratonar.       | ABBOTT ELEMENTARY | STAR+   Eleita Melhor Série do ano pela Associação dos Críticos de TV dos EUA (TCA, na sigla em inglês), a produção que traz Tyler James Williams (o Cris de “Todo Mundo Odeia o Chris”) de volta às sitcoms é uma comédia de local de trabalho que usa o truque narrativo do falso documentário de “The Office”. A diferença entre as duas séries é que, em vez de um escritório, o local de trabalho de “Abbott Elementary” é uma escola pública de Ensino Fundamental. Na trama, Tyler James Williams interpreta um professor recém-chegado, que ao começar a trabalhar descobre que o improviso marca o cotidiano da escola. Graças ao recurso documental, os episódios também possibilitam comentários sociais sobre as dificuldades enfrentadas pelos professores idealistas diante da política que dedica poucas verbas para o ensino de crianças pobres. A série foi criada e é estrelada por Quinta Brunson (“A Black Lady Sketch Show”), que vive a principal professora da trama, e o elenco também conta com Janelle James (“Black Monday”), Chris Perfetti (“The Night of”), Lisa Ann Walter (“A Última Noite”) e Sheryl Lee Ralph (“Ray Donovan”). Elogiadíssima pela crítica, a produção tem 98% de aprovação no Rotten Tomatoes e já se encontra renovada.   | EU NUNCA… 3 | NETFLIX   A série é inspirada na juventude da comediante Mindy Kaling (“Projeto Mindy”) e traz a adolescente Devi (interpretada por Maitreyi Ramakrishnan) como seu alter-ego, mostrando o choque cultural resultante entre o convívio simultâneo com sua família indiana tradicional e seus jovens amigos americanos. A 3ª temporada destaca um novo status social de Devi, após assumir o namoro com Paxton (Darren Barnet), tornando-se popular, invejada e até odiada. Mas ela também acaba influenciada pela opinião de pessoas negativas que não sabem o que ele viu nela, o que coloca o relacionamento em risco. De todo modo, logo surgem novas tentações em sua vida. Já renovada para mais um ano de produção, “Eu Nunca…” vai acabar em sua 4ª temporada, com previsão de lançamento para 2023.   | EM NOME DO CÉU | STAR+   A atração que rendeu a Andrew Garfield (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”) a indicação ao Emmy de Melhor Ator em Minissérie é uma trama de true crime (inspirada em um crime real). Garfield interpreta um detetive policial que investiga um duplo homicídio no interior de Utah em 1984, que pode ter conexões com sua igreja, levando-a questionar a sua fé como mórmon. A história se baseia no livro homônimo de Jon Krakauer, que também escreveu o romance que inspirou o filme “Na Natureza Selvagem” (2007). A adaptação é assinada por Dustin Lance Black, vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original por “Milk: A Voz da Igualdade” (2008), e a equipe de diretores destaca David Mackenzie, do filme “A Qualquer Custo” (2016). Além de Garfield, o elenco também destaca Daisy Edgar-Jones (“Normal People”), Sam Worthington (“Avatar”), Wyatt Russell (“Falcão e o Soldado Invernal”), Rory Culkin (“Castle Rock”), Christopher Heyerdahl (“Pacificador”), Gil Birmingham (“Yellowstone”), Tyner Rushing (“Lovecraft Country”) e Billy Howle (“Legítimo Rei”). São equipe e elenco de cinema.   | CINCO DIAS NO HOSPITAL MEMORIAL | APPLE TV+   Tensa e dramática, a minissérie traz Vera Farmiga (“Gavião Arqueiro”) como uma médica do principal hospital de Nova Orleans em agosto de 2005, quando a cidade sofreu a fúria do Furacão Katrina. A trama é baseada numa reportagem premiada com o troféu Pulitzer (o Oscar do jornalismo), que detalha o clima de terror no hospital Memorial Medical Center, que ficou sem energia por dias. Diante disso, a equipe médica liderada pela respeitada cirurgiã Anna Pou (Farmiga) foi forçada a tomar decisões de vida e morte que os impactaram por anos. A adaptação tem roteiro, produção e direção de John Ridley (vencedor do Oscar pelo roteiro de “12 Anos de Escravidão”) e Carlton Cuse (que já tinha trabalhado com Vera Farmiga na série “Bates Motel”). O elenco também destaca Robert Pine (“Jobs”), Cherry Jones (“24 Horas”), Julie Ann Emery (“Better Call Saul”), Cornelius Smith Jr. (“Scandal”), Adepero Oduye (“O Falcão e o Soldado Invernal”), Molly Hager (“Happyish”), Michael Gaston (“The Leftovers”) e W. Earl Brown (“Preacher”).   | LOCKE & KEY 3 | NETFLIX   Baseada nos quadrinhos de Joe Hill (o filho de Stephen King) desenhados por Gabriel Rodriguez, a série acompanha uma mãe e seus três filhos, após se mudarem para a antiga casa da família, onde são assombrados por uma entidade do mal chamada Dodge, determinada a atormentá-los até conseguir o que quer: chaves para outras dimensões, que estão escondidas na residência. Uma das chaves abre um buraco para o inferno, de onde um demônio poderoso escapou para aterrorizar os protagonistas nos episódios finais. A 3ª e última temporada destaca a ameaça deste novo vilão (Kevin Durand, de “The Strain”), mas também inclui a volta de Dodge, após ter sido aparentemente derrotada no segundo ano, e a descoberta de uma nova chave mágica capaz de abrir portas para outras épocas. Desenvolvida por Meredith Averill (criadora de “Star-Crossed”), Aron Eli Coleite (criador de “Daybreak”) e Carlton Cuse (criador de “Bates Motel” e “Jack Ryan”), a série é estrelada por Emilia Jones (do filme vencedor do Oscar 2022 “No Ritmo do Coração”), Connor Jessup (“Falling Skies”) e o menino Jackson Robert Scott (o Georgie de “It: A Coisa”) como os jovens irmãos protagonistas, Darby Stanchfield (a Abby de “Scandal”) no papel da mãe, Aaron Ashmore (“Killjoys”) como um tio da família e Laisla de Oliveira (“The Gifted”), atriz canadense de pais brasileiros, como a forma principal de Dodge.   | UMA EQUIPE MUITO ESPECIAL | AMAZON PRIME VIDEO   A série baseada no longa homônimo de 1992 recria a época do primeiro campeonato de beisebol feminino, realizado nos anos 1940 nos Estados Unidos, de forma mais realista – e dramática – que o filme original. Para quem não lembra, a comédia da diretora Penny Marshall trazia Geena Davis e Madonna como jogadoras, e Tom Hanks era o técnico da equipe. A nova versão, desenvolvida pelos roteiristas Will Graham (série “Mozart in the Jungle”) e Abbi Jacobson (“Broad City”), não é um remake literal, mas “um olhar moderno” para a história, incluindo abordagens de raça e sexualidade que não entraram no cinema. O elenco da série conta com a própria roteirista Abbi Jacobson, Chanté Adams (“The Photograph”), D’Arcy Carden (“The Good Place”), Gbemisola Ikumelo (“Famalam”), Kelly McCormack (“Agentes Espaciais”), Roberta Colindrez (“Vida) e Priscilla Delgado (“Julieta”). Vale lembrar que a produção da Amazon é, na verdade, a segunda série derivada de “Uma Equipe Muito Especial”. A CBS tentou, sem sucesso, uma primeira abordagem em 1993, logo depois da estreia do filme, com Megan Cavanagh e Tracy Reiner reprisando seus papéis de cinema. Mas sem os integrantes mais famosos do elenco, a série saiu do ar após três episódios devido à baixa audiência.   | NÃO FOI MINHA CULPA | STAR+   A série brasileira é uma antologia que retrata a violência doméstica e o feminicídio. Escrita por Juliana Rosenthal (“O Amor no Divã”) e Michelle Ferreira (“Amor sem Medida”), os episódios contam histórias supostamente inspiradas em acontecimentos reais, girando em torno de príncipes encantados que se revelam ogros do mal. O elenco destaca Fernanda Nobre (“Deus Salve o Rei”), Malu Mader (“Turma da Mônica – Lições”), Dalton Vigh (“A Divisão”), Armando Babaioff (“Bom Sucesso”), Aline Dias (“Salve-se Quem Puder”), Karol Lanes (“Minha Mãe é uma Peça”), Ana Paula Secco (“Tropa de Elite”), Gabrielle Joie (“Toda Forma de Amor”), Virgínia Rosa (“Éramos Seis”), Luana Xavier (“A Vida Invisível”), Sandra Corveloni (“O Outro Lado do Paraíso”), Suzy Lopes (“Fim de Festa”), Simone Iliescu (“Leste Oeste”), Cyria Coentro (“Velho Chico”) e Elisa Lucinda (“Manhãs de Setembro”). A relação de coadjuvantes também é grande, com Vinícius de Oliveira (“Segunda Chamada”), Dandara Mariano (“A Força do Querer”), Jennifer Nascimento (“Malhação: Sonhos”), Marat Descartes (“Colônia”) e as irmãs Bianca Comparato (“3%”) e Lorena Comparato (“Impuros”), entre outros. Isto porque são 10 episódios com histórias diferentes. A produção faz parte de um projeto latino da Star+, que também produziu séries sobre a mesma temática na Colômbia e no México. Por isso, o nome completo da série nacional é “Não Foi Minha Culpa: Brasil” – para se diferenciar de “Não Foi Minha Culpa: Colômbia” e “Não Foi Minha Culpa: México” (já disponível na Star+).   | INDUSTRY 2 | HBO MAX   A série sobre o mercado financeiro segue um grupo de jovens que conseguem empregos cobiçados em um importante banco internacional. Criada pelos novatos novatos Mickey Down e Konrad Kay (“Hoff the Record”), a produção conta com apoio de Lena Dunham (a criadora de “Girls”), que dirigiu o piloto da atração. Apesar de ter muitos personagens, a trama dá destaque para uma jovem afro-americana idealista (Myha’la Herrold, de “Modern Love”), que acredita a carreira no setor financeiro é forma de ser julgada apenas por seus méritos e capacidade de atingir bons resultados – e não pela cor. Ela é uma das personagens de 20 e poucos anos que tentam se estabelecer nesse mercado, onde fortunas são feitas da noite para o dia, e onde as poucas vagas são disputadas por uma geração obcecada por sucesso. Sob pressão, eles disputam espaço em um dos maiores estabelecimentos financeiros de Londres, num trabalho marcado por uma cultura de sexo, drogas e conflitos de ego. O elenco também inclui Marisa Abela (“Cobra”), Harry Lawtey (“Carta ao Rei”), Priyanga Burford (“Avenue 5”), David Jonsson (“Deep State”), Nabhaan Rizwan (“1917”), Conor MacNeill (“A Batalha das Correntes”), Freya Mavor (“The ABC Murders”), Will Tudor (“Humans”) e Ken Leung (“Inumanos”).   | LAW & ORDER: CRIME ORGANIZADO | GLOBOPLAY   A nova série derivada da longeva franquia do produtor Dick Wolf resgata o personagem Elliot Stabler, vivido por Christopher Meloni, 10 anos depois de sua despedida de “Law & Order: SVU”. A 1ª temporada se concentra na disputa entre Stabler e o mafioso vivido por Dylan McDermott (“American Horror Story”), que o desafia a encontrar provas de seu envolvimento em atividades ilegais. E foi um grande sucesso nos EUA, especialmente por a trama avançar sem estender seus mistérios, revelando rapidamente quem foi o responsável pela morte de Kathy Stabler (Isabel Gillies), a mulher do protagonista, crime que o motivou a se juntar à equipe responsável por combater o crime organizado em Nova York. “Law & Order: Crime Organizado” já exibiu sua 2ª temporada nos EUA e se encontra renovada para seu terceiro ano de produção.   | EU SOU GROOT | DISNEY+   A série sobre o personagem de “Guardiões da Galáxias” é formada por cinco curtas-metragens de cinco minutos cada, estrelados pelo herói em sua fase de Baby Groot. Começa com ele aprendendo a andar e segue por diferentes aventuras, com direito a batalha de dança, novos personagens e um momento doce compartilhado com outro colega dos Guardiões. Assim como nos filmes, a voz de Groot é providenciada por Vin Diesel, sob muito tratamento computadorizado, e o cineasta James Gunn assina a produção. Groot também será visto neste ano num especial de Natal dos Guardiões da Galáxia programado para dezembro na Disney+, antes de aparecer em “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, com lançamento marcado para abril de 2023.

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  • Filme

    As 10 melhores estreias da programação de filmes digitais

    12 de agosto de 2022 /

    A programação de estreias digitais pende para o suspense e a ação neste fim de semana, mas não faltam opções premiadas para cinéfilos. Confira a lista dos 10 principais lançamentos nas plataformas de streaming e de locação online (VOD).       | ATÉ A MORTE – SOBREVIVER É A MELHOR VINGANÇA | *VOD   O suspense muito acima da média de Megan Fox (“As Tartarugas Ninja”) começa com a personagem da atriz acordando algemada ao cadáver do marido, enquanto dois assassinos viajam ao local onde ela se encontra para matá-la. A premissa impactante é apenas o ponto de partida de uma vingança doentia, que conduz a muitas reviravoltas e momentos de tensão. Sem exageros, o filme do diretor estreante Scott Dale é o melhor da atriz em uma década, desde que ela coadjuvou a comédia “Bem-vindo aos 40” em 2012. A produção é de David Leslie Johnson-McGoldrick, roteirista da franquia “Invocação do Mal”, e o elenco também inclui Eoin Macken (“Game of Thrones”), Aml Ameen (“Sense8”), Callan Mulvey (“300: A Ascensão do Império”) e Jack Roth (“Bohemian Rhapsody”).   | DUPLA JORNADA | NETFLIX   Especializando-se em thrillers caros e genéricos, a Netflix traz Jamie Foxx (“O Espetacular Homem-Aranha: A Ameaça de Electro”) numa produção que aspira a ser ao mesmo tempo uma comédia infantil e um filme de ação visceral, ficando pelo meio do caminho. Foxx é um limpador de piscinas de Los Angeles que tem uma semana para conseguir US$ 10 mil e impedir a ex-mulher de se mudar para a Flórida com sua filha, e o único jeito de conseguir esse dinheiro é voltando para o sindicato. O sindicato dos matadores de vampiros, seu verdadeiro trabalho, que o expulsou por múltiplas violações. Para ser reintegrado, ele aceita ser monitorado por um burocrata (Dave Franco, de “Um Truque de Mestre”), que tem a missão secreta de garantir seu fracasso. O filme marca a estreia na direção de J.J. Perry, conhecido por seu trabalho como coordenador de dublês em franquias como “Velozes & Furiosos” e “John Wick”, e tem produção de Chad Stahelski, outro ex-dublê que hoje é mais conhecido como diretor da saga de “John Wick”. E as sequências intensas de lutas com dublês são o ponto alto da produção. Por outro lado, a história é fraquíssima e seus furos beiram o ridículo, com regras vampíricas que começam claras, mas deixam de valer de repente e sem maiores explicações. O roteiro é do estreante Tyler Tice e de Shay Hatten, também da franquia “John Wick” e do filme de zumbis “Army of the Dead”. O elenco ainda inclui Meagan Good (“Monster Hunter”), Karla Souza (“How to Get Away with Murder”), Natasha Liu Bordizzo (“The Society”), Steve Howey (“Shameless”), Scott Adkins (“Hércules”) e Tetiana Gaidar (“Resident Evil: A Série”).   | GEORGETOWN | AMAZON PRIME VIDEO   Vencedor de dois Oscars de Melhor Ator Coadjuvante (por “Bastardos Inglórios” e “Django Livre”), Christoph Waltz estreia como diretor de cinema nesse drama criminal, em que vive um alpinista social ambicioso. Na trama, ele seduz uma viúva 30 anos mais velha, vivida pela veterana atriz britânica Vanessa Redgrave (“Foxcatcher”), com quem se casa e passa a dominar as conversas dos círculos sociais de Washington ao dar grandes festas. Porém, após um jantar glamouroso, ela é encontrada morta e o marido se torna o principal suspeito do crime, principalmente após investigações paralelas da filha da vítima, uma juíza federal interpretada por Annette Bening (“Capitã Marvel”). O roteiro foi escrito pelo premiado dramaturgo David Auburn (“A Prova”) e tem como inspiração fatos reais, ocorridos na capital americana em 2011.   | CÓDIGO IMPERADOR | NETFLIX   O suspense espanhol traz Luis Tosar (“Cela 211”) como um agente de inteligência especializado em fazer problemas desaparecerem, mas também em criá-los, que se vê num dilema moral ao receber a missão de incriminar um político, montando um falso flagrante envolvendo uma garota de programa. O tema sombrio cria uma trama ágil e tensa, escrita por Jorge Guerricaechevarría (parceiro de vários cults de Álex de La Iglesia, incluindo “800 Balas” e “As Bruxas de Zugarramurdi”) e dirigida por Jorge Coira (“18 Comidas”).   | PERIGO IMINENTE | *VOD   O filme de Kriv Stenders, diretor do premiado “Cão Vermelho” (2011), recria uma das batalhas mais árduas da Guerra do Vietnã travada sem americanos, quando, em 1966, 100 soldados inexperientes da Austrália e da Nova Zelândia precisam lutar por sua vidas contra um exército de mais de 3 mil vietcongs, usando uma estratégia baseada apenas na amizade e na confiança. O elenco destaca Travis Fimmel (o Ragnar de “Vikings”), mas a produção chama mais atenção por seu apuro técnico, que lhe rendeu nove troféus da crítica e dos sindicatos do cinema australiano.   | @ARTHUR.RAMBO – ÓDIO NAS REDES | *VOD   O novo drama do cineasta francês Laurent Cantet, vencedor da Palma de Ouro por “Entre os Muros da Escola”, aborda a cultura do cancelamento. A produção traz o ator Rabah Nait Oufella (revelado por Cantet em seu filme premiado de 2008) como Karim D., um escritor jovem que é o frisson do momento. Até vir à tona que ele também já foi Arthur Rambo, pseudônimo que usava na adolescência para trollar as redes sociais, espalhando mensagens de ódio que agora voltam para assombrá-lo. A premissa é absolutamente atual e comandada por um diretor acostumado com temas provocativos. Mas assim como a polarização das redes sociais, o resultado divide opiniões.       | HOLY EMY | MUBI   A premiada estreia da diretora grega Araceli Lemos combina misticismo e terror cronenberguiano para contar a história de uma garota “santa”. Quando sua mãe é obrigada a voltar para as Filipinas, as irmãs Emy e Teresa levam uma vida tranquila na unida comunidade filipina católica no porto de Atenas. Porém, quando Teresa engravida, Emy se sente cada vez mais atraída por forças misteriosas que vivem dentro dela. Com sua vocação biológica para a transformação, o corpo feminino é retratado como um local de beleza e monstruosidade. A obra venceu nove prêmios internacionais, inclusive o troféu de Melhor Direção da Academia Grega de Cinema e o de Melhor Filme de Estreia no Festival de Locarno. | O TRUQUE DA GALINHA | VOD*   A comédia fantasiosa do egípcio Omar El Zohairy venceu 22 prêmios internacionais, inclusive o troféu da Semana da Crítica no Festival de Cannes retrasado. O título se refere a um truque de mágica que dá errado na festa de aniversário de uma criança e transforma o autoritário pai da família numa galinha. A partir daí, a mãe precisa assumir o papel de chefe da família e arrumar emprego para sustentar a casa e os filhos, enquanto faz de tudo para trazer seu marido de volta, antes que vire almoço.   | MENTES EXTRAORDINÁRIAS | VOD*   A comédia dramática francesa escrita, dirigida e estrelada por Bernard Campan (“Les Trois Frères”) mostra como um encontro fortuito com um rapaz com deficiência física e intelectual muda a vida de um agente funerário. Após quase atropelar o deficiente rejeitado, o personagem de Campan tenta ajudá-lo. Mas logo cria um vínculo e acaba levando-o numa viagem rumo a um funeral, dando início a uma amizade inesperada.   | THE HUMANS | MUBI   Estrelado por Steven Yeun (“Minari”) e Beanie Feldstein (“Fora de Série”), “The Humans” gira em torno de um casal que acaba de se mudar para um duplex em Chinatown e, antes de ter a chance de se estabelecer, recebe visitas da família disfuncional para celebrar o Dia de Ação de Graças. A encenação em poucos cenários, o elenco reduzido e a narrativa repleta de diálogos entregam a origem teatral da história. A versão original venceu o Tony (o Oscar do teatro) de Melhor Peça de 2016, e a adaptação é do próprio autor, Stephen Karam, que assina roteiro e direção. O elenco inclui June Squibb (“Nebraska”), Jayne Houdyshell (“Adoráveis Mulheres”), Amy Schumer (“Descompensada”) e Richard Jenkins (“A Forma da Água”).     * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.

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    Disney surpreende e supera Netflix em assinaturas de streaming

    10 de agosto de 2022 /

    O grupo Disney e especialmente a Disney+ impressionaram o mercado com seu relatório de desempenho do segundo trimestre do ano. O balançou mostrou que a plataforma de streaming ganhou 14,4 milhões novos assinantes no mesmo período em que a Netflix registrou perdas e a HBO Max fez contorcionismos para aparentar crescimento. Ao todo, as assinaturas da Disney+ chegaram a 152,1 milhões em 2 de julho, dia que marcou o final do trimestre fiscal do conglomerado. A maioria dos ganhos ocorreu fora dos EUA e Canadá, onde a Disney+ cresceu apenas 100 mil para chegar a 44,5 milhões. Os assinantes internacionais da Disney+ aumentaram 6 milhões no trimestre, para 49,2 milhões, enquanto a Disney+ Hotstar – disponível na Índia e no Sudeste Asiático – somaram mais 8,3 milhões para atingir 58,4 milhões. Mas os números não ficam nisso. Quando se considera todos os seus serviços de streaming – como fez a Warner Bros. Discovery ao somar os assinantes da HBO Max e a Discovery, para apresentar apenas o total ao mercado – , a Walt Disney Company atinge um patamar invejável. Virou na prática a maior empresa de streaming do mundo, superando até a Netflix. Isto porque a soma da Disney+, Disney+ Hotstar, Hulu, Star+ e ESPN+ passou a responder por um total de 221,1 milhões de assinaturas em todo o mundo, ficando à frente da Netflix, que encerrou o segundo trimestre de 2022 com 220,7 milhões. A Hulu é até maior que a Disney+ nos EUA, ganhando mais 600 mil assinantes no trimestre para atingir um total de 46,2 milhões. Já a ESPN+ conquistou novos 500 mil clientes para chegar a 22,8 milhões. Não foram fornecidos dados da Star+, mas é fácil deduzir seu volume pela contabilidade das assinaturas. O avanço veloz da Disney é atordoante. Entretanto, há um senão associado a esse crescimento. Grande parte dos assinantes do conglomerado vêm da Índia, onde a Disney+ Hotstar estabeleceu uma política de preços muito baixos e oferece a cobertura do popular campeonato de críquete. Acontece que a empresa perdeu os direitos da competição esportiva para os próximos meses, o que pode se refletir em debandada de assinantes – a Disney+ Hotstar está se preparando para baixar ainda mais os preços do serviço, visando evitar isso. Em contraste com a situação indiana, a Disney anunciou que vai aumentar os preços das demais assinaturas em todo o mundo. Em relação à Disney+, isso vai começar em dezembro nos EUA com o lançamento de um serviço “mais barato”, que inclui anúncios. A nova opção vai custar o mesmo que o serviço atual e quem quiser continuar a assistir o conteúdo sem anúncios terá que assinar um plano Premium mais caro. Além do crescimento no streaming, a Disney também reportou um aumento de 70% na arrecadação de seus parques temáticos. “Tivemos um trimestre excelente, com nossas equipes criativas e de negócios impulsionando um excelente desempenho em nossos parques temáticos domésticos, grandes aumentos na audiência de esportes ao vivo e um crescimento significativo de assinantes em nossos serviços de streaming”, disse o CEO do conglomerado, Bob Chapek, em comunicado para o mercado. A Disney registrou US$ 21,5 bilhões no faturamento do trimestre encerrado em 2 de julho, um aumento de 26% em relação ao ano passado, enquanto o lucro líquido subiu 53%, para US$ 1,4 bilhão. Todos os dados ficaram acima das previsões de Wall Street, trazendo grande valorização para as ações da Walt Disney Company nesta quarta (10/8). Apesar do crescimento do streaming, o setor é o que contabiliza os maiores prejuízos da companha. A diferença entre investimento em conteúdo e receita de assinaturas foi de US$ 1 bilhão negativo no trimestre. Por outro lado, a receita publicitária com os canais convencionais de TV da Disney aumentou 3%, para US$ 7,2 bilhões. Com a chegada da publicidade no streaming – pra valer a partir de 2023 – , a Disney deve zerar as dívidas do setor e começar a informar lucro para o investimento já no ano que vem, quatro anos após o lançamento da Disney+ e um ano antes do previsto inicialmente. A CFO Christine McCarthy ressaltou a estratégia ao se dizer “confiante de que a Disney+ alcançará lucratividade em 2024”.

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  • Etc

    Versão “mais barata” da Disney+ deixa serviço mais caro a partir de dezembro nos EUA

    10 de agosto de 2022 /

    A Disney+ anunciou a data e o preço do lançamento de sua versão com anúncios nos Estados Unidos, durante uma conferência com o mercado nesta quarta (10/8). A nova versão da plataforma chegará em 8 de dezembro e, como se imaginava, não cumprirá a promessa de um streaming mais barato. Ao contrário, os novos preços confirmam as previsões negativas sobre a novidade. A versão “mais barata” e com anúncios da Disney+ custará o mesmo que a versão atual da Disney+ sem anúncios. Mas quem quiser continuar a acessar o serviço sem comerciais vai ter que se submeter a pagar mais pela assinatura. Em outras palavras, a versão “mais barata” deixará a Disney+ mais cara. O plano com anúncios vai se chamar Disney+ Basic e custará US$ 7,99/mês, o preço a assinatura atual do serviço. Já o plano atual virou, como se apostava, Disney+ Premium, que passará a custar US$ 10,99/mês, um aumento de 38%. O Disney+ Basic será lançado com cerca de quatro minutos de anúncios por hora. Ele começará com anúncios de 15 e 30 segundos, mas se expandirá para um “conjunto completo de produtos publicitários” ao longo do tempo, disse a presidente de vendas de publicidade da Disney, Rita Ferro, em uma conferência de investimentos. Os anúncios não incluirão conteúdos políticos ou de álcool, nem serão exibidos em perfis de crianças ou em programação pré-escolar. A empresa espera que a maioria dos clientes do Disney+ opte pelo plano mais barato e suportado por anúncios ao longo do tempo. Como não alterou o preço, estará lucrando 100% em todos os anúncios exibidos. Além da Disney+, o conglomerado também vai aumentar os preços da Hulu e da ESPN+, bem como do combo que reúne as três plataformas para os assinantes dos EUA. “Com nossa nova oferta Disney+ suportada por anúncios e uma linha expandida de planos em todo o nosso portfólio de streaming, forneceremos mais opções ao consumidor em uma variedade de preços para atender às diversas necessidades de nossos espectadores e atrair um público ainda mais amplo”, disse Kareem Daniel, presidente da Disney Media & Entertainment Distribution, em comunicado. Aparentemente, a Disney acredita que aumentar os preços é uma forma de atrair mais público. A empresa planeja expandir o lançamento do Disney+ com anúncios internacionalmente em 2023, informou a CFO Christine McCarthy durante a conferência.

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  • Música

    Lembre os 12 maiores hits de Olivia Newton-John

    8 de agosto de 2022 /

    A cantora e atriz Olivia Newton-John, falecida nesta segunda-feira (8/8), marcou a música pop com vários sucessos desde seus dias de folk, em que cantava cover de Bob Dylan, e do estouro de “Grease”, quando gravou duetos com John Travolta. Ela também foi um das maiores estrelas da geração MTV original. O clipe de “Physical”, que tinha uma historinha engraçada com homens fora de forma numa academia de ginástica, foi um dos primeiros hits do canal em 1981 e chegou a vencer o Grammy de Vídeo do Ano. Além de popularizar a moda/visual das academia e exibir uma representação pioneira da cultura LGBTQIAP+, “Physical” relançou a carreira da cantora ao liderar as paradas por mais tempo que qualquer outra canção durante a década de 1980. A junção de música e vídeo representou uma reinvenção completa da identidade da artista, ao abandonar as baladas adocicadas pelas quais Olivia era mais conhecidas e mostrá-la com cabelos curtos, atitude roqueira e banda new wave com sintetizadores (ao estilo de Pat Benatar e Sheena Easton). A fase rendeu hit atrás de hit, mas durou pouco, só até seus cabelos loiros voltarem a crescer. Extraído de outro filme (“Embalos a Dois”) que coestrelou com John Travolta, “Twist of Fate” foi o último fenômeno musical. Lançada em 1983, a música foi a mais eletrônica de sua carreira e voltou à tona recentemente nos episódios da 4ª temporada de “Stranger Things”. Confira abaixo os hits mais marcantes da carreira da cantora, em 10 gravações solo e dois duetos famosos.   | IF NOT FOR YOU | 1971     | SUMMER NIGHTS | 1978     | YOU’RE THE ONE THAT I WANT | 1978     | HOPELESSLY DEVOTED TO YOU | 1978     | DEEPER THAN NIGHT | 1978     | XANADU | 1980     | MAGIC | 1981     | A LITTLE MORE LOVE | 1981     | MAKE A MOVE ON ME | 1981     | PHYSICAL | 1981     | HEART ATTACK | 1982     | TWISTED OF FATE | 1983  

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  • Filme,  Música

    Olivia Newton-John, estrela de “Grease”, morre aos 73 anos

    8 de agosto de 2022 /

    A atriz e cantora Olivia Newton-John, que marcou gerações em “Grease: Nos Tempos da Brilhantina” (1978), morreu na manhã desta segunda-feira (8/8) em seu rancho no sul da Califórnia, aos 73 anos, após uma longa luta contra o câncer de mama. Ela foi diagnosticada pela primeira vez em 1992 e anunciou em maio de 2017 que, após 25 anos em remissão, a doença havia voltado e se espalhado para a região lombar. Em agosto de 2018, ela cancelou uma turnê devido à progressão dos sintomas. Nascida na Inglaterra e criada em Melbourne, na Austrália, Olivia Newton-John foi um talento precoce. Ela começou a cantar aos 15 anos, quando integrou um grupo só de garotas, Sol Four, que venceu um concurso de talentos na TV. O prêmio foi uma viagem a Londres, mas a exposição também lhe rendeu sua estreia nos cinemas, cantando uma música natalina no filme infantil “Funny Things Happen Down Under” (1965). Depois de aproveitar seu prêmio para encaixar alguns shows na Inglaterra, ela assinou seu primeiro contrato com a gravadora Decca Records, fazendo sua primeira gravação internacional aos 17 anos: um cover de “Till You Say You’ll Be Mine” de Jackie DeShannon. No final da década, o produtor Don Krishner, responsável pela supervisão musical das séries dos Monkees e da Turma do Archie, a contratou para ser a única integrante feminina de uma nova banda de bubblegum (pop chiclete) chamada Toomorrow. A ideia era lançar os Monkees britânicos, com direito a um filme sci-fi, “Toomorrow” (1970), escrito e dirigido por Val Guest (“Cassino Royale”). Mas o fenômeno americano não se repetiu no Reino Unido. A experiência serviu para Olivia Newton-John decidir se focar em sua carreira solo. Ela abriu uma turnê de Cliff Richard e apareceu em seu programa de TV britânico, antes de gravar seu primeiro álbum, “If Not for You”, em 1971. A faixa-título foi o hit mais surpreendente da carreira da artista, por ser um cover de Bob Dylan. Em 1973, ela recebeu o primeiro de seus quatro prêmios Grammy, como – acreditem – Melhor Cantora Country por seu álbum de estreia nos Estados Unidos, “Let Me Be There”. Em seguida, vieram seus primeiros hits no topo da parada de sucessos: “I Honestly Love You” em 1974 e “Have You Never Been Mellow” em 1975. Ela já era uma cantora popular, mas sua fama foi para outro patamar após assinar com a Paramount Pictures e estrelar em 1978 a adaptação do musical “Grease”, sucesso da Broadway, numa versão de cinema ao lado de John Travolta, o ator mais quente do momento após estourar com “Embalos de Sábado à Noite” um ano antes. Hoje é difícil imaginar outra atriz como Sandy Olsson, a boa moça da Rydell High School que se envolve com Danny Zuko, o rebelde sem causa de topete engomado, que é seu oposto em tudo. Mas Olivia Newton-John não foi a primeira opção dos produtores, que consideraram Carrie Fisher (de “Star Wars”), Susan Dey (da série musical “Família Dó-Ré-Mi”) e Marie Osmond (do programa musical “Donny and Marie”) antes de optarem por ela. Um dos motivos: Olivia já estava com 29 anos e interpretaria uma adolescente. A estrela também estava receosa, devido ao fracasso de “Toomorrow” (1970). “Eu estava muito nervosa, porque minha carreira musical estava indo bem e eu não queria estragar tudo fazendo outro filme que não fosse bom”, disse Newton-John à Vanity Fair em 2016. Para convencê-la a assumir o papel, o produtor Allan Carr prometeu transformar Sandy em australiana e o próprio Travolta buscou tranquilizá-la. “Ela tinha uma voz brilhante, e eu não achava que poderia haver uma pessoa mais correta para Sandy no universo”, disse o astro. Projetando uma inocência e vulnerabilidade juvenil que renderam comparações a Debbie Reynolds, Doris Day e Sandra Dee (que é citada nominalmente numa das canções do filme), Olivia Newton-John ajudou “Grease” a virar o musical americano de maior bilheteria do século 20. Feito por apenas US$ 6 milhões, o longa dirigido pelo estreante Randal Kleiser arrecadou US$ 395 milhões nas bilheterias, que corrigidos pela inflação dariam US$ 1,7 bilhão nos dias de hoje. A trilha sonora também foi um fenômeno de vendas. E suas músicas mais populares foram “Hopelessly Devoted to You”, gravação solo de Newton-John, e dois duetos da cantora com Travolta, “You’re the One That I Want” e “Summer Nights”. “Hopelessly Devoted to You” e “You’re the One That I Want” eram, inclusive, composições de John Farrar, parceiro musical de longa data da cantora. Viraram clássicos instantâneos. Newton-John deu sequência à carreira com outro musical, “Xanadu” (1980), criado no embalo das discotecas, que a colocou para dançar com o ícone Gene Kelly (“Cantando na Chuva”) em seu último filme. A produção fracassou nas bilheterias, mas a trilha foi um enorme sucesso, que incluiu, além da faixa-título, o hit “Magic”, campeão de vendas e por quatro semanas líder das paradas de sucesso dos EUA. Em 1981, ela lançou seu maior sucesso musical, inspirada na febre das academias de exercícios aeróbicos que viraram obsessão nos anos 1980. “Physical” passou 10 semanas consecutivas em 1º lugar – até o início de 1982 – e nenhuma outra música durou tanto tempo no topo durante o década inteira. O título virou gíria, inspirou filmes e permanece na cultura pop até hoje, referenciado na nova série homônima da Apple TV+ e numa música recente de Dua Lipa (“Let’s Get Physical”). A artista voltou a trabalhar com Travolta na comédia de fantasia “Embalos a Dois” (1983) e isso gerou “Twist of Fate”, outro hit para ela. A cantora se manteve nas paradas por boa parte dos anos 1980, com gravações como “Let Me Be There”, “If You Love Me (Let Me Know)”, “Make a Move on Me” e “Heart Attack”, entre muitas outras. Ao todo, vendeu mais de 100 milhões de álbuns e teve quase 40 gravações incluídas nas paradas da Billboard durante suas cinco décadas na música. Em 1992, sua gravadora planejou o lançamento de uma coletânea para dar novo fôlego à sua carreira, mas a tour promocional foi cancelada quando ela foi diagnosticada com câncer. Ao se recuperar, sua prioridade passou a ser o ativismo para a pesquisa e tratamento do câncer. Olivia usou sua remissão para se tornar uma inspiração para as pessoas afetadas pela doença, lançando o Olivia Newton-John Cancer and Wellness Center em Melbourne e dedicando-se a atividades beneficentes. Ela também apoiou muitas outras instituições de caridade e ONGs ambientais. Por conta disso, só foi ressurgir nas telas na comédia “A Última Festa” (1996), num reencontro com o diretor de “Grease”, Randal Kleiser, e fez papéis cada vez menores desde então. Por sinal, os últimos filmes de sua carreira foram marcados por hiatos longos. A comédia “Uma Família e Tanto” chegou em 2000, mesmo ano em que cantou na abertura dos Jogos Olímpicos de Sydney, e só foi seguida dez anos depois por “Score: A Hockey Musical” (2010) e “Depois dos 30” (2011). Ela deixou passar mais sete anos para atuar em “Sharknado 5: Voracidade Global” (2018). E se despediu das telas em 2020 com “The Very Excellent Mr. Dundee”. Paralelamente, a estrela brilhou em “Sordid Lives: The Series” (2008), série inspirada em “Uma Família e Tanto”, e ainda interpretou a si mesma em dois episódios de “Glee”, chegando a cantar “Physical” com Jane Lynch em 2010. Várias estrelas da música e do cinema se manifestaram nas redes sociais com mensagens emocionadas pela perda de seu talento. Entre eles, seu parceiro favorito. “Minha querida Olivia, você fez todas as nossas vidas muito melhores. Seu impacto foi incrível. Eu te amo muito. Nos veremos na estrada e estaremos todos juntos novamente. Seu desde o primeiro momento em que te vi e para sempre! Seu Danny, seu John!”, escreveu Travolta.

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  • Música

    Os 10 melhores clipes indies de julho

    8 de agosto de 2022 /

    A seleção abaixo reúne 10 clipes de artistas da cena independente internacional, que se destacaram entre os lançamentos do mês de julho. Os vídeos são disponibilizados de duas formas: individualmente, com breves informações sobre cada clipe, e via playlist (localizada no final do post) para quem preferir uma sessão contínua – método mais indicado para assistir numa Smart TV (opção Transmitir na aba de configurações do Chrome ou Mais Ferramentas/Transmitir etc no Edge).       | THE BIG MOON | INGLATERRA   “Wide Eyes” é o cartão de visitas do terceiro álbum do quarteto londrino. O clipe traz uma intrincada troca de cumprimentos entre as integrantes da banda, enquanto a música expressa a alegria do companheirismo. A composição foi inspirada pelo otimismo sentido pela compositora Juliette Jackson ao se tornar mãe no ano passado. Não por acaso, a capa do álbum “Here Is Everything”, previsto para outubro, destaca Jackson com um barrigão de grávida.   | GIRLPUPPY | EUA   Girlpuppy é o nome artístico da cantora-compositora americana Becca Harvey, de 23 anos, que vai lançar seu primeiro álbum em outubro. Gravado num cenário rural com lagoas e precipícios, o clipe de “Wish” a mostra junto com amigos em clima de diversão, enquanto canta sobre a dor do rompimento de uma amizade.   | MOMMA | EUA   Liderado pelas colegas de high school Etta Friedman e Allegra Weingarten, Momma faz um grunge melódico inspirada por artistas dos anos 1990 como Pavement, Teenage Fanclub e Breeders. A banda californiana lançou seu terceiro álbum, batizado de “Household Name”, em 1 de julho – um dos melhores lançamentos indies de 2022. O clipe de “Motorbike” saiu juntinho com o disco.   | FAZERDAZE | NOVA ZELÂNDIA   O vídeo caleidoscópico de imagens pequenas, esverdeadas e repetitivas é tão simples e indie quanto Amelia Murray, mais conhecida como Fazerdaze, que volta a gravar após longo hiato. Precursora do novo grunge melódico com seu EP de estreia em 2014, ela estava sumida desde seu brilhante primeiro álbum de 2017. Um dos motivos foi a fricção com ex-músicos de sua banda, situação que inspira “Come Apart”, uma música sobre aceitar o fim de relações que deixam de funcionar.   | MAMALARKY | EUA   O clipe de “Mythical Bonds” celebra a amizade dos integrantes da banda texana com flores, tons pastéis, muitos sorrisos e olhares sonhadores, mas a cantora-guitarrista Livvy Bennett surpreende ao combinar a estética twee com escalas inesperadas de rock matemático, causando um curto-circuito nas expectativas. O primeiro álbum saiu em novembro passado.   | THE VELVET HANDS | INGLATERRA   As colagens animadas do clipe evocam a estética dos zines, numa referência ao espírito punk da banda, que vai de The Clash a Libertines, e de Gang of Four a Strokes no som volátil de “Holiday in My Head”. A música reflete a claustrofobia da pandemia e faz parte do segundo álbum do quarteto da Cornualha, ainda sem previsão de estreia.   | CLAMM | AUSTRÁLIA   O trio australiano usa telas/espelhos para se transportar por vários cenários no clipe de “Something New”, expressando a impaciência com o tempo e a busca pela novidade, descritas na letra. A gravação punk de muitas dissonâncias – com direito a saxofone no meio da distorção – faz parte do segundo álbum (“Care”), previsto para chegar em 19 de agosto.   | MODERN WOMAN | INGLATERRA   “Ford” é a faixa-título do EP de estreia do quarteto londrino Modern Woman. O clipe destaca a cantora Sophie Harris oferecendo caronas para homens desavisados numa estrada rural pouco trafegada, enquanto a música pega uma bifurcação sombria entre Patti Smith, Siouxsie and the Banshees e PJ Harvey.   | THE HOWLERS | INGLATERRA   “Nothing to Lose” é uma mostra do EP “Further Down The Line”, que chega em 30 de setembro. O trio londrino apresenta seu garage rock há três anos e o novo clipe injeta uma pegada “soulsonic” no repertório, com direito a uma dançarina com visual dos anos 1960 balançando franjas sob luzes vermelhas.   | VIXEN77 | EUA   A banda feminina de glam rock da Filadélfia, fortemente inspirada por Suzy Quatro e New York Dolls, celebra a nostalgia das lojas de discos no clipe de “Record Store”, cantando uma love story com vinil, traições e reviravoltas, onde o rock tem a palavra final.     | PLAYLIST |

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  • Série

    As 10 melhores séries de julho

    6 de agosto de 2022 /

    Com cada vez mais séries lançadas todas as semanas nos diversos serviços de streaming em operação no Brasil, nem os melhores maratonistas de sofá estão conseguindo acompanhar o ritmo do mercado. Considere essa seleção mensal como um lembrete para reforçar o que pode estar perdendo. Encabeçada pelo inescapável fenômeno “Stranger Things”, a mostra de julho também chama atenção por incluir três produções brasileiras, refletindo o avanço do conteúdo nacional de qualidade no streaming. Confira abaixo o Top 10 com detalhes e trailers de cada destaque.       | STRANGER THINGS 4,5 | NETFLIX   Depois de quebrar recordes e virar a maior audiência entre todas as séries em inglês da Netflix, “Stranger Things” retornou em 1 de julho para os instantes finais de sua temporada com o aguardado confronto entre Onze (ou Eleven, em inglês) e Vecna – a luta da super-heroína contra o monstro, como a própria Onze (Millie Bobby Brown) sugeriu no começo da história. Com Kate Bush e Metallica na trilha sonora, os episódios finais eletrizaram os fãs com seu mergulho no Mundo Invertido e seu resgate de clássicos do rock – que teve impacto nas paradas de sucesso do mundo real. Não por acaso, as músicas que se destacaram foram ligadas à performances de Joseph Quinn, intérprete de Eddie Munson, e Sadie Sink, a Max, que conquistaram mais atenção e elogios que qualquer um dos protagonistas originais. Em clima de pesadelo, a temporada celebrou uma guinada forte para o terror e apertou pause em pleno gancho apocalíptico, para explodir a ansiedade dos fãs pelo quinto ano e o final definitivo da história.   | HARLEY QUINN 3 | HBO MAX   A série animada adulta da Arlequina volta ainda mais imprópria, com violência sanguinária, muitos palavrões e uma cena de sexo entre Batman e a Mulher-Gato que fez a diretoria da DC intervir na produção. O que não foi censurado foi o romance entre Harley e Ivy (a Hera Venenosa). Elas aprofundam o namoro assumido na temporada passada, mas o relacionamento enfrenta sua primeira briga diante do plano da vilã esverdeada de transformar Gotham City numa floresta. Harley acaba se aliando aos heróis, o que seus comparsas estranham. Criação de Justin Halpern, Patrick Schumacker e Dean Lorey, produtores da subestimada série de comédia da DC “Powerless”, a animação reúne um time de dubladores de peso, com destaque para Kaley Cuoco (a Penny de “Big Bang Theory”) como a anti-heroína do título, Lake Bell (“Bless This Mess”) como a voz de Hera Venenosa, Alan Tudyk (“Patrulha do Destino”) como o Coringa e Cara de Barro, Jim Rash (“Community”) como o Charada, Ron Funches (“Doze é Demais”) como Tubarão Rei, Diedrich Bader (“Veep”) como Batman, Sanaa Lathan (“Alien vs. Predador”) como Mulher-Gato e Wayne Knight (o Newman de “Seinfeld”) como o Pinguim.   | ONLY MURDERS ON THE BUILDING 2 | STAR+   A série de comédia traz Selena Gomez, Steve Martin e Martin Short como três vizinhos obcecados por documentários criminais, que resolvem criar um podcast ao se depararem em seu prédio com um mistério igual aos que amam assistir – o que, por azar, também os transforma nos principais suspeitos do crime. A trama continua na 2ª temporada, quando os três se veem confrontados por uma pessoa misteriosa interessada em incriminá-los e vê-los presos, ao mesmo tempo em que surge um podcast rival e todos no prédio passam a olhá-los com desconfiança. Para completar, a trama ainda passa a contar com novas e variadas participações especiais, incluindo a premiada atriz Shirley MacLaine (vencedora do Oscar por “Laços de Ternura”), a comediante Amy Schumer (“Descompensada”) e a modelo/atriz Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”). Criada por Steve Martin e John Robert Hoffman (roteirista de “Grace and Frankie”), a atração é a primeira série da carreira do veterano comediante de e marca a volta de Selena Gomez ao formato, uma década após “Os Feiticeiros de Waverly Place” – encerrada em 2012 no Disney Channel.   | PRETTY LITTLE LIARS: UM NOVO PECADO | HBO MAX   Vinte anos atrás, uma morte sem explicações agitou a cidadezinha de Millwood. Agora, nos dias atuais, cinco garotas adolescentes são atormentadas por um agressor desconhecido por culpa de algo que tem a ver com os segredos de suas mães. Parece o começo de uma história de terror dos anos 1980. Mas é a terceira série derivada de “Pretty Little Liars”, que junta as mensagens anônimas da atração original com um ambientação de slasher, bem mais violenta que o clima de intriga teen anterior, onde não falta sequer um serial killer mascarado. Refletindo a tendência dos últimos anos, as novas protagonistas são mais diversificadas. O elenco é encabeçado por Bailee Madison (da série “A Bruxa do Bem”), Chandler Kinney (Riana Murtaugh na série “Máquina Mortífera”/Lethal Weapon), Maia Reficco (estrela da série infantil argentina “Kally’s Mashup”), Zaria Simone (vista em “Black-ish”) e Malia Pyles (de “Baskets” e “Batwoman”), além de Mallory Bechtel (“Hereditário”) no papel de gêmeas malvadinhas da escola. Com personalidades bastante distintas, as personagens envolvem rapidamente o espectador, especialmente a cinéfila, que encaixa inúmeras citações a diretores e filmes em suas frases. Para os fãs da primeira versão, o spin-off é imperdível. Mas dá para se envolver com a intriga, a tensão e o mistério mesmo sem conhecer a outra série, enquanto as garotas tentam descobrir quem é A. Vale lembrar que, apesar do sucesso da primeira atração – que durou sete temporadas, de 2010 a 2017 – , a produtora I. Marlene King nunca conseguiu repetir o desempenho com seus spin-offs, “Ravenswood” (2013) e “The Perfectionists” (2019), ambos cancelados na 1ª temporada. Por isso, “Um Novo Pecado” é o primeiro spin-off sem relação com a equipe original. Em seu lugar está o criador de “Riverdale”, Roberto Aguirre-Sacasa, que produz e assina os roteiros com sua colaboradora de “O Mundo Sombrio de Sabrina”, Lindsay Calhoon Bring. E os primeiros episódios disponibilizados já deixam claro que a série é melhor escrita e possui um orçamento maior que a primeira “Pretty Little Liars”.   | SANTA EVITA | STAR+   A minissérie gira em torno do cadáver da ex-primeira dama argentina Eva Perón, narrando a intrigante história de Evita depois de sua morte por câncer aos 33 anos de idade – que nesta semana completou 70 anos! Adorada pela população argentina, Evita foi embalsamada e velada por milhões de pessoas. Até que a ditadura militar destituiu Perón do poder e decidiu sequestrar o cadáver da ex-primeira dama para que não se convertesse em objeto de culto. Mesmo assim, seu cadáver se multiplicou, por meio de réplicas, e deu origem a um número incrível de incidentes, vividos por militares do Serviço de Inteligência do Exército Argentino. Alguns fatos parecem comédia, mas aconteceram de verdade. A adaptação está a cargo das autoras e atrizes argentinas Marcela Guerty e Pamela Rementería (criadoras de “O Homem da Sua Vida”, que ganhou remake brasileiro na HBO), e traz a atriz uruguaia Natalia Oreiro (de “Infância Clandestina” e ex-Paquita da versão em espanhol do Xou da Xuxa”) no papel-título, acompanhada pelo argentino Darío Grandinetti (“Vermelho Sol”) no papel do ex-presidente Juan Domingo Perón, e o conterrâneo Ernesto Alterio (“Narcos: Mexico”) como o coronel Moori Koenig, que, trabalhando no serviço diplomático na Alemanha, recebe o corpo ao qual deve dar sumiço, apenas para vê-lo ser roubado e reaparecer nos lugares mais inacreditáveis. A série tem direção do argentino Alejandro Maci (criador da versão argentina de “Em Terapia”) e do colombiano Rodrigo García (“Últimos Dias no Deserto”), que é filho do escritor Gabriel García Márquez. Além disso, tem fotografia de Félix Monti (“O Segredo dos Seus Olhos”, “O Quatrilho”), que é o melhor cinematógrafo da Argentina, e produção a cargo da estrela mexicana Salma Hayek (“Frida”).   | QUEER AS FOLK | STARZPLAY   A produção que retoma o título da série gay clássica chegou no último dia de julho em streaming, acompanhando um novo grupo diversificado de amigos da cena LGBTQIAP+ de Nova Orleans, cujas vidas são transformadas após uma tragédia. A estreia registra um massacre promovido por um atirador homofóbico num clube gay, com direito a mortos e feridos. É impactante. Mas apesar dessa densidade, há muitos momentos leves na produção, que destaca personagens adoráveis e carrega muita ressonância cultural. Esta é a segunda vez que o título da série britânica de 1999, criada por Russel T. Davies (também responsável pelo revival de “Doctor Who”), é usado numa adaptação para o público dos Estados Unidos. Um ano após a estreia da atração original, Ron Cowen e Daniel Lipman fizeram uma versão ambientada em Pittsburgh para o canal pago Showtime, que pegou as histórias passadas na Inglaterra e as expandiu ao longo de cinco temporadas, entre 2000 e 2005. O remake acabou se tornando o primeiro drama da TV americana protagonizado por homens gays, o que ajudou a inaugurar uma nova era de programação, abrindo caminho para inúmeras séries LGBTQIA+. A nova versão foi desenvolvida por Stephen Dunn (“Little America”) e reúne um grande elenco, formado por Jesse James Keitel (“Big Sky”), Johnny Sibilly (“Hacks”), Fin Argus (“Agents of SHIELD”), Devin Way (“Grey’s Anatomy”), Ryan O’Connell (“Special”), Lukas Gage (“The White Lotus”), Chris Renfro (“Two Dollar Therapy”), Armand Fields (“Work in Progress”), Megan Stalter (“Hacks”) e os veteranos Juliette Lewis (“Yellowjackets”), Kim Cattrall (“Sex and the City”) e Ed Begley Jr. (“Young Sheldon”).   | PAPER GIRLS | PRIME VIDEO   A adaptação dos quadrinhos premiados de Brian K. Vaughan (criador também de “Os Fugitivos”) se passa na manhã seguinte ao Halloween de 1988, quando quatro jornaleiras adolescentes, interpretadas por Riley Lai Nelet (“Altered Carbon”), Sofia Rosinsky (“Fast Layne”), Camryn Jones (“Perpetual Grace, LTD”) e Fina Strazza (“A Mulher Invisível”), fazem um desvio inesperado em sua rota de entrega de jornais, chegando sem querer no futuro – que é 2019 – onde encontram suas versões adultas. Além de serem pegas de surpresa no meio de uma guerra entre facções do futuro, elas passam a ser perseguidas pela polícia do tempo, que as considera criminosas pela viagem ilegal. O aspecto sci-fi da trama é um pouco simplificado, mas a relação das personagens compensa com um aprofundamento rico em complexidade. Produção da Legendary Television em associação com a Plan B, empresa de Brad Pitt, a adaptação é assinada por Stephany Folsom, co-roteirista de “Toy Story 4”, que também produz a atração em parceria com os roteiristas Christopher Cantwell e Christopher C. Rogers (criadores de “Halt and Catch Fire”) e os autores dos quadrinhos.   | TURMA DA MÔNICA: A SÉRIE | GLOBOPLAY   Continuação dos filmes da “Turma da Mônica”, a série volta a reunir os mesmos atores do cinema: Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão), além de Milena (Emilly Nayara), que foi introduzida em “Turma da Mônica: Lições” e está sendo considerada a quinta integrante da Turma. Só que os personagens não são mais crianças – com Mônica e Magali descobrindo o batom – , mas, segundo Cebolinha, também não viraram ainda adolescentes. Quem vem para atualizar o mundinho deles é Carminha Frufru (Luiza Gattai, que estreia como atriz após o “The Voice Kids”), uma menina mais ligada nas expectativas da sociedade, que “chega chegando” no bairro do Limoeiro. E junto com ela vem um mistério, com direito à referência de uma cena famosa do terror “Carrie, a Estranha” (1976) – em versão de banho de lama, em vez de sangue. A atração é comandada por Daniel Rezende, que dirigiu “Turma da Mônica: Laços” e “Turma da Mônica: Lições”, e conta ainda com os personagens Madame Frufru, interpretada por Mariana Ximenes (“Uma Loucura de Mulher”), e Feitoso Araújo, o Capitão Feio, encarnado por Fernando Caruso (“Vai que Cola”).   | SINTONIA 3 | NETFLIX   A série brasileira mais vista da Netflix volta a acompanhar os destinos de três amigos que cresceram juntos na mesma favela, influenciados pelo fascínio do funk, do tráfico de drogas e da fé religiosa. Cada um deles transformou suas experiências em caminhos muito divergentes. Na 3ª temporada, MC Doni (Jottapê) se...

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    HBO Max em crise: Filmes somem e boatos de fim da plataforma se espalham

    3 de agosto de 2022 /

    Além de cancelar “Batgirl” e um novo longa animado do “Scooby-Doo”, a nova diretriz claramente anti-streaming da Warner Bros. Discovery começou a fazer filmes sumirem da HBO Max. Nesta quarta (3/8), seis produções lançadas sob a denominação Max Originals desapareceram do catálogo da plataforma em todo o mundo. Um desses filmes é um título bastante popular: a fantasia infantil “Convenção das Bruxas”, estrelada por Anne Hathaway. Na verdade, a atriz sofreu duplamente, já que sua comédia de ação “Confinamento” também sumiu. Os demais desaparecidos são “Nossos Sonhos de Marte”, um romance adolescente estrelado por Cole Sprouse, de “Riverdale, as comédias “Um Pepino Americano”, dirigida e estrelada por Seth Rogen, e “Superinteligência”, com Melissa McCarhty, além de “Charm City Kings”, do diretor Angel Manuel Soto, responsável pelo vindouro “Besouro Azul”. Os títulos sumiram sem maiores avisos e apontam para o fim da chancela Max Originals, filmes feitos exclusivamente para o streaming da plataforma HBO Max. A plataforma ainda não se manifestou oficialmente para explicar o que está acontecendo, o que aumenta a apreensão do público e a má impressão do mercado. Com isso, rumores ocupam lugares que deveriam ser preenchidos por porta-vozes. O único comunicado oficial expedido nesta quarta foi focado basicamente no cancelamento da estreia de “Batgirl”. “A decisão de não lançar ‘Batgirl’ reflete a mudança estratégica de nossa liderança no que se refere ao universo DC e HBO Max”, disse o comunicado da empresa. O texto não explica qual é a mudança estratégica que levou a esse caos. Mas juntando pedaços de outros comunicados, forma-se uma noção de que, após a fusão da Warner com a Discovery, a nova administração optou por prioridades radicalmente opostas às estratégias vigentes em relação à produção de filmes para streaming. Em outras palavras, acabaram-se os Max Originals. Os únicos filmes que a Warner vai produzir daqui para frente serão para o cinema. Na falta de comunicação clara sobre o assunto, esta iniciativa também parece se estender às séries originais do streaming. Seria um choque ver a HBO Max cancelar “Hacks” após a consagração no Emmy ou “Pacificador” diante do sucesso de público, mas os passos dados pela companhia vão nessa direção. A Warner Bros. Discovery cancelou todas as séries internacionais originais da HBO Max, assim como toda a sua produção de desenhos e atrações infantis. Mais que isso: anunciou que não pretende desenvolver mais qualquer produção infantil nem fazer produções europeias exclusivas para o streaming. Assim, todas as séries da plataforma passariam a vir, supostamente, da HBO tradicional. Não do conglomerado, mas da HBO basicamente, porque a WBD também cortou a produção de séries originais dos canais da Turner, como TNT e TBS. Na prática, o resultado é uma volta aos tempos da HBO Go. Não por acaso, as redes sociais estão fervendo com comentários sobre o fim da HBO Max. Sabe-se que o CEO David Zaslav, que veio da Discovery para assumir a Warner Bros. Discovery, pretende unir as plataformas HBO Max e Discovery+ num único serviço, com o objetivo de economizar US$ 3 bilhões em custos com cargos redundantes – espera-se uma grande leva de demissões. E os movimentos atuais, feitos sem comunicação, ajudam a desvalorizar a marca HBO Max, possibilitando realmente sua extinção. A confirmação dos rumores deve ser abordada apenas nesta quinta-feira (4/8), quando a empresa vai apresentar os relatórios de desempenho financeiro do primeiro trimestre da nova companhia. A estratégia de silêncio até lá tem efeito péssimo, porque afeta o trabalho de milhares de profissionais em todo o mundo. No Brasil, por exemplo, a ordem foi parar o desenvolvimento da primeira novela da plataforma, “Segundas Intenções”, roteirizada por Raphael Montes (“Bom Dia, Verônica”), que já estava com elenco formado. Atores como Camila Pitanga, Antonio Fagundes e Alice Wegmann já estão encaixando novos trabalhos, e futuros projetos da empresa terão dificuldades para atrair nomes destes portes novamente. Há muitos xingamentos e demonstrações de decepção do público no Twitter. “Se a HBO Max realmente estiver abandonando todo o conteúdo programado, essa pode ser a decisão mais idiota tomada por qualquer corporação na era do streaming”, analisou uma usuária. “É deprimente ver o que está acontecendo com a HBO Max, ainda mais porque isso parece ser sem sentido”, mencionou outro. “Quando assinei a HBO Max com a promoção de ‘pra sempre pela metade do preço’ eu não imaginava que o ‘pra sempre’ seria tão curto”, reclamou mais um.

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    CCXP entrega seus primeiros prêmios sem definir foco

    16 de julho de 2022 /

    A CCXP (Comic Con Experience) virou prêmio. A primeira edição aconteceu na noite de sexta (15/7) na Sala São Paulo, no centro da capital paulista, com direito a tapete vermelho, homenagens e show. O evento atraiu artistas como Carla Dias, que recebeu o troféu de Melhor Fandom, e Liniker, Melhor Atriz de Série, além de influenciadores e ex-BBBs. Já a relação de premiados foi, digamos, um rolê aleatório. Nos EUA, a Comic-Con Internacional (com hífen) entrega há décadas o troféu Eisner, dedicado aos melhores dos quadrinhos. E pode-se ver que esta foi a base da premiação da Comic Con nacional (sem hífen). Quadrinhos foi o item com a maior quantidade de categorias: oito. Acrescentando Literatura, os conteúdos de leitura ganharam 10 troféus. Mas o Brasil já tem o troféu HQ Mix, entregue desde 1989 – lançado um ano depois do Eisner nos EUA. Isto explica a inclusão de outras categorias. O segundo item com mais títulos foi Games & eSports: sete. O terceiro foi Creators: seis. Ambos se complementam, como sugerem indicações de Pro Players e Streamers. Assim, o CCXP Awards se apresenta como uma junção do Eisner e do The Game Awards em versões nacionais. Só que nenhuma das premiações originais citadas é conhecida por atrair estrelas de cinema e ex-integrantes de reality shows para seus tapetes vermelhos. Faz sentido que o CCXP Awards busque “bombar” seu prêmio com um leque maior de opções, que reflitam seu evento físico. Afinal, a convenção chama mais atenção pelas novidades de filmes e séries que apresenta do que pelos lançamentos de quadrinhos e games. Só que Séries teve apenas quatro prêmios, incluindo um internacional, e Filmes seis, incluindo famdom! E o padrão passou longe de um MTV Movie & TV Awards, com categorias divertidas. Ao contrário. As Séries ainda renderam reconhecimentos, digamos, mais pop, com o destaque para as interpretações de Christian Malheiros e Liniker, respectivamente por “Sintonia” e “Manhãs de Setembro”. Mas com tantos lançamentos internacionais, a vitória de “Succession” foi a opção menos geek do mundo. A premiação de Filmes causou curto-circuito ainda maior, com a consagração de dois documentários nacionais de relevância política e um drama internacional sobre a luta histórica antirracista, “Judas e o Messias Negro”, grande produção, premiada com o Oscar, mas… sem nenhuma relação com a programação lotada de filmes de super-heróis, sci-fi e terror da CCXP. Os prêmios audiovisuais levantam muitas questões, chegando ao âmago da relação do CCXP Award com o evento que a batiza – e que já se apresentou, de forma ufanista, como “o maior festival de cultura pop do planeta”. Por que, então, tratar as categorias de filmes como se a CCXP fosse o Festival de Gramado? Com tantos diretores brasileiros filmando quadrinhos, terror e fantasia que adorariam ter reconhecimento num prêmio geek, por que buscar emular um genérico Grande Prêmio do Cinema Brasileiro? E reparem no detalhe: o Instagram oficial da CCXP só publicou dois posts sobre o resultado da premiação, justamente com os vencedores de Séries e Filmes – os menos geeks de toda a noite. Foi a primeira experiência de premiação da Comic Con Experience. E agora vamos aguardar pelos documentários, séries dramáticas e filmes de Oscar, que pelo jeito serão os grandes destaques do evento (CCXP 2022) que se segue a esse cartão de visitas, programado para dezembro deste ano. Confira abaixo a lista dos premiados. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por CCXP (@ccxpoficial) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por CCXP AWARDS (@ccxpawards)     Séries Melhor Ator Christian Malheiros (“Sintonia”) Melhor Atriz Liniker (“Manhãs de Setembro”) Melhor Série “Sob Pressão” Melhor Série Internacional “Succession”   Filmes Melhor Ator Seu Jorge (“Marighella”) Melhor Atriz Renata Carvalho (“Vento Seco”) Melhor Filme “A Última Floresta” Melhor Filme do Ano Internacional “Judas e o Messias Negro” Melhor Direção Anna Muylaert e Lô Politi (“Alvorada”) Melhor Fandom Carla Diaz   Quadrinhos Melhor Quadrinho “Arlindo” Melhor Quadrinista Marcello Quintanilha (“Escuta, Formosa Márcia”) Melhor Tira e Web-tira “Manual do Minotauro” Melhor Álbum “Brega Story” Melhor Roteirista Gabriel Nascimento (“A Menor Distância entre Dois Pontos É uma Fuga”) Melhor Desenhista Shiko (“Carniça e a Blindagem Mística: A tutela do oculto”) Melhor Arte-Finalista Orlandeli (“Chico Bento – Verdade”) Melhor Colorista Guilherme Petreca (“Shamisen: Canções do mundo flutuante”)   Literatura Melhor Ficção “O Serviço de Entregas Monstruosas” Melhor Não-ficção “Elke: Mulher Maravilha”   Games & eSports Melhor Game “Unsighted” (Studio Pixel Punk) Melhor Game Internacional “It Takes Two” Melhor Pro-player Masculino Gustavo “Sacy” Melhor Pro-player Feminina Natália “Daiki” Vilela Melhor Game Competitivo Valorant Melhor Game Mobile League of Legends: Wild Rift Melhor ORG Fúria   Creators Melhor Streamer Masculino Casimiro Melhor Streamer Feminina Sher Machado Melhor Podcast “Mano a Mano” Melhor Mesacast “Podpah” Melhor Canal/Criador Revelação Raphael Vicente Melhor Canal/Criado de Conteúdo Carol Moreira

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    Joe Turkel: Ator de “O Iluminado” e “Blade Runner” morre aos 94 anos

    2 de julho de 2022 /

    O ator Joe Turkel, lembrado por participações marcantes nos filmes “O Iluminado” (1980) e “Blade Runner” (1982), morreu aos 94 anos durante a última segunda-feira (27/6) na Califórnia. A notícia foi revelada na noite de sexta (1/7) por um representante do artista em nota à imprensa. A causa da morte não foi revelada, mas o ator estava internado no Hospital St. John em Santa Monica. Ele participou de mais de 100 filmes e séries, numa carreira iniciada no auge do ciclo do cinema noir no final da década de 1940, quase sempre no papel de capanga secundário. Foi num noir que Turkel iniciou sua parceria com Stanley Kubrick, vivendo um atirador no tiroteio climático de “O Grande Golpe” (1956). Seu desempenho no pequeno papel agradou e ele foi convocado a ter uma participação maior no drama de guerra “Glória Feita de Sangue” (1957), como um soldado enviado para o pelotão de fuzilamento. Este foi o trabalho favorito de Turkell, que considerava a obra de Kubrick o melhor filme de sua carreira. O magricela nascido em 1927 no Brooklyn, Nova York, continuou fazendo filmes noir até o gênero sair de moda e daí foi viver gângsteres na televisão. Interpretou cinco capangas diferentes só na série “Os Intocáveis”, entre 1960 e 1963. E então foi lembrado por Roger Corman para ser um dos mafiosos de “O Massacre de Chicago” (1967). Outro diretor famoso com quem trabalhou foi Robert Wise, que o escalou em “O Canhoneiro do Yang-Tsé” (1965), ao lado de Steve McQueen, e no filme de desastre “O Dirigível Hindenburg” (1975). Kubrick voltou a chamá-lo em 1980 para viver o papel do barman fantasma de “O Iluminado” (1980), que servia bebidas imaginárias para o alucinado personagem de Jack Nicholson. Com essa participação, Turkel se tornou um dos poucos atores a trabalhar três vezes com o celebrado diretor. Turkel participou apenas de duas cenas de “O Iluminado”, mas disse 96 palavras e ficou semanas trabalhando na produção, às vezes mais de 13 horas por dia. No livro “Science Fiction Film Directors” (2000), de Dennis Fischer, ele contou que perguntou a Kubrick por que ele pediu uma 17ª tomada de um ator simplesmente andando por um corredor. “Eu trabalhei quatro anos preparando este filme, eu quero que seja perfeito pra caral*o”, foi a resposta. O impacto de “O Iluminado” nos cinemas convenceu Ridley Scott que Turkel seria o ator perfeito para viver o gênio da cibernética Eldon Tyrell, fundador da Tyrell Corporation e responsável pela criação dos replicantes na sci-fi “Blade Runner” (1982). Foi novamente uma participação breve, mas muito mais emblemática, com frases marcantes e uma morte memorável, esmagado após um beijo pelo replicante Roy Batty (Rutger Hauer). Ele voltou ao papel no videogame de “Blade Runner”, lançado em 1997. A dublagem de Tyrell no jogo foi seu último trabalho como ator.

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    “Minions 2” é a principal estreia de cinema

    30 de junho de 2022 /

    Os cinemas destacam a estreia de “Minions 2 – A Origem de Gru”, que chega às telas após vários adiamentos. A animação era originalmente esperada em julho de 2020 e seu lançamento após dois anos também encerra a lista das produções que foram atrasadas pela pandemia. Cercada de expectativas pelo sucesso dos filmes anteriores da franquia – o primeiro “Minions” e três “Meu Malvado Favorito” – a produção da Universal tem a maior distribuição desta quinta (30/6) e vai se tornar a principal opção infantil dos shoppings centers após a dificuldade enfrentada por “Lightyear” para emplacar. A programação se completa com quatro filmes nacionais. Confira os títulos, os trailers e mais detalhes a seguir.       | MINIONS 2 – A ORIGEM DE GRU |   A continuação de “Minions” conta o início da saga de Gru, que desde criança sonhava entrar num time de supervilões. Ao ser ridicularizado, ele decide provar que é criminoso ao roubar os próprios bandidos, o que dá início a uma perseguição e introduz a ajuda atrapalhada dos minions. A direção é Kyle Balda, que assinou os dois últimos filmes da franquia (“Minions” e “Meu Malvado Favorito 3”), e Brad Ableson (animador de “Os Simpsons”), que estreia no estúdio Illumination. Mas mesmo cedendo seu lugar atrás das câmeras, o diretor Pierre Coffin segue fazendo as vozes macarrônicas dos Minions. A propósito, o dublador nacional de Gru é ninguém menos que Leandro Hassum – enquanto Steve Carell (“The Office”) continua como a voz da versão original.   | AS VERDADES |   O novo suspense criminal estrelado por Lázaro Ramos (“O Silêncio da Chuva”) explora o chamado “efeito Rashômon” (de conflitos de versões). Ramos interpreta um policial que investiga o assassinato de um político (ZéCarlos Machado), candidato a prefeito de uma cidadezinha do sertão, que é encontrado atropelado numa região isolada. Mas cada suspeito tem uma versão diferente sobre quem matou, porque morreu e como aconteceu o assassinato. O elenco destaca Bianca Bin (“O Outro Lado do Paraíso”), Drica Moraes (“Sob Pressão”) e Thomás Aquino (“Curral”) como os suspeitos, além de Edvana Carvalho (“Irmãos Freitas”). O roteiro é de Pedro Furtado (“Boa Sorte”) e a direção é assinada por José Eduardo Belmonte (“Alemão 2”), um dos maiores especialistas brasileiros em filmes criminais.   | CARRO REI |   Vencedor do último festival de Gramado, o filme de Renata Pinheiro combina fantasia e realismo para contar a história de Uno (o novato Luciano Pedro Jr), que tem esse nome em referência ao carro em que nasceu, a caminho da maternidade. O automóvel é considerado como um melhor amigo pelo jovem, e quando uma nova lei proíbe a circulação de carros antigos, Uno busca uma solução com seu tio, um mecânico com ideias mirabolantes, vivido por Matheus Nachtergaele (“Trinta”). Juntos, os dois transformam o antigo automóvel num carro novo, o Carro Rei, tão avançado que interage com humanos, comunicando-se e demonstrando sentimentos, além de fazer seus próprios planos. Além de levar o Kikito de Melhor Filme, “Carro Rei” também foi contemplado em Gramado com as estatuetas de Melhor Trilha Musical (DJ Dolores), Melhor Direção de Arte (Karen Araujo) e Melhor Desenho de Som (Guile Martins), além de render um Prêmio Especial do Júri para Matheus Nachtergaele.   | A COLMEIA |   O suspense psicológico acompanha um grupo de imigrantes alemães, que vive isolado numa casa no interior do Rio Grande do Sul durante a 2ª Guerra Mundial. Proibidos de falarem em sua língua natal, eles tentam ser invisíveis, mas a paranoia os fragiliza, a fome os atormenta e os piolhos forçam um corte de cabelos coletivo, brutal e indiscriminado entre homens e mulheres. O clima desesperançado leva dois jovens gêmeos a imaginarem a vida distante daquele lugar, cuja ambientação lembra histórias de terror de floresta, como “A Vila” e “A Bruxa”. A direção é de Gilson Vargas (“Dromedário no Asfalto”) e a belíssima fotografia foi premiada no Festival de Gramado.   | SEGUINDO TODOS OS PROTOCOLOS |   Filme LGBTQIAP+ brasileiro sobre sexo na era da covid-19. A trama gira em torno de um homem gay que, após ficar 10 meses sozinho em quarentena, busca maneiras seguras de voltar a transar. Escrito, dirigido e estrelado por Fábio Leal, foi premiado no Festival de Tiradentes.

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