Os Dez Mandamentos ocupa um terço dos cinemas do Brasil
O lançamento de “Os Dez Mandamentos” monopoliza o circuito cinematográfico, com a ocupação recorde de 1100 salas a partir desta quinta (28/1). Entusiasmado com a pré-venda, em torno de 2,5 milhões de ingressos, o parque exibidor nem questiona o que virá se continuar com a novela do cinema brasileiro dos últimos anos, cada vez mais subproduto da televisão. Versão resumida de uma novela que o público já viu – e recentemente – , o filme tem como atrativo cenas inéditas, um final alternativo e a chance de conferir, em tela grande, como são televisivos os seus efeitos visuais. Muito mais interessante será observá-lo como case publicitário, para estimular ou desmontar projetos similares, em que a venda de ingressos é aumentada artificialmente por marketing religioso. As sessões estão vendidas, mas serão preenchidas por público ou apenas pelo vazio existencial? A resposta não tardará. Os shoppings também vão receber dois filmes comerciais americanos, a comédia “Pai em Dose Dupla”, que foi sucesso nas bilheterias dos EUA, e o remake de ação “Caçadores de Emoção – Além do Limite”, que foi fracasso. No primeiro, Will Ferrell se esforça para impressionar os enteados, que vão receber seu pai (Mark Wahlberg) numa visita familiar. Já o segundo se esforça para superar o filme original de 1991, que transformou Keanu Reeves em herói de ação. Quando Ferrell fracassa, é engraçado. Já o fiasco de mais um remake americano não é piada que valha o preço do ingresso. Com isso, dois filmes indicados ao Oscar têm suas estreias jogadas no circuito limitado. “Trumbo – Lista Negra”, estrelado por Bryan Cranston, que disputa o Oscar de Melhor Ator, chega ao circuito com 32 salas, e “Anomalisa”, candidato a Melhor Animação, tem exibição em 17 salas. “Trumbo” é a cinebiografia de Dalton Trumbo, roteirista que encabeçou a lista negra, que impedia o trabalho de supostos comunistas em Hollywood. O drama celebra a história do cinema, ao evocar uma época de intolerância e como a união de artistas foi capaz de enfrentar a politicagem, assunto sempre relevante. Por sua vez, “Anomalisa” é basicamente um drama indie realizado como animação, em que se discute questões como solidão, relacionamentos e existência. Roteiro e codireção são do visionário Charlie Kaufman, responsável pelas histórias surreais de “Quero Ser John Malkovich” (1999), “Adaptação” (2002) e “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças” (2004). Completa o circuito “Suite Francesa”, romance entre uma camponesa e um oficial alemão durante a ocupação nazista da França, que estreia em 15 salas. O destaque do filme é seu elenco, que inclui Michelle Williams, Kristin Scott Thomas e Margot Robbie. Estreias de cinema nos shoppings Estreias em circuito limitado
A Grande Aposta confunde para explicar e atordoa ao concluir
“A Grande Aposta”, de Adam McKay, lida com os bastidores do mercado financeiro com humor, mas de forma bem diferente do provocativo “O Lobo de Wall Street” (2013), de Martin Scorsese. Desta vez, não são golpistas que pretendem lucrar com a bolsa de valores. O golpe é a próprio mercado de valores imobiliários. Além disso, o diretor de “Tudo por um Furo” (2013), “Quase Irmãos” (2008) e outras comédias bobas surpreende ao optar por um registro contido e nervoso, ao abordar o colapso econômico de 2008, que levou não só os EUA ao buraco, mas todo o mundo. Baseado no livro de Michael Lewis (autor também de “O Homem que Mudou o Jogo”), o filme conta a história de quem se antecipou ao apocalipse financeiro. Enquanto os supostos especialistas reagiram com surpresa ao quebra-quebra dos bancos, atingidos pela crise especulativa e a inadimplência das hipotecas, uma pessoa olhou os números, fez as contas e antecipou o desastre: um médico de olho de vidro, fã de heavy metal, chamado Michael Bury (papel de Christian Bale), que administrava um fundo de investimentos milionário. Ao perceber a podridão dos ativos negociados na bolsa, a inclinação de Bury foi, imediatamente, apostar contra o sistema, investindo os milhões de seu fundo na criação de um seguro contra a falência do mercado. Foi taxado de louco, virou piada na bolsa, perdeu fortunas, credibilidade e recebeu ameaças de processo dos clientes cujo dinheiro ele investiu, antes de tudo vir abaixo e seu lucro se tornar bilionário. Essa é a grande aposta do título. Assim que Wall Street soube do negócio, abriu as portas para o louco, criando o seguro contra o que jamais, na opinião dos operadores, aconteceria. Mas a criação desse seguro permitiu que outros copiassem a iniciativa de Bury, após sua dica os levar a pesquisar o mercado. É onde entram os personagens de Steve Carell, Ryan Gosling e Brad Pitt, entre outros. Mas apostar contra a casa que controla o jogo é sempre arriscado. O filme também mostra o quanto os bancos tentaram disfarçar a crise do mercado imobiliário, apelando até mesmo para a fraude quando a profecia de Bury começou a se cumprir. A vitória desta aposta, porém, teve um saldo cruel. Como diz o personagem de Brad Pitt a certa altura, a fortuna obtida pelos que investiram na falência do sistema econômico foi diretamente proporcional à escalada do desemprego, perdas de lares e difusão da miséria. O filme lembra que não é apenas o lucro que está em jogo. E a lembrança do lado humanitário da crise ajuda a enquadrar todas as gracinhas do roteiro numa história que jamais esconde ser uma autêntica tragédia. Adam McKay fala muito sério com seu humor, repleto de recursos metalinguísticos. Ele usa o personagem de Ryan Gosling como comentarista da trama, fazendo-o quebrar a quarta parede para se dirigir ao público e explicar jargões técnicos, visando construir um contexto para a narrativa. Mas também chama celebridades para ajudar a montar o quadro, o que torna seu filme um exercício de edição, com influência de reality show, documentário e até da MTV. O caso mais emblemático é a participação de Margot Robbie, estrela do “Lobo”, que é convidada a dar explicações econômicas numa sequência didática da trama. Ela aparece dentro de uma banheira, detalhando o funcionamento dos negócios imobiliários. Mas quem consegue prestar atenção a algo mais que seu banho de espumas? Esta é a razão pela qual ninguém sairá do filme expert no mercado financeiro. McKay finge que explica, o público se diverte fingindo que entendeu, e tudo vira bolha de sabão. Acostumado a dirigir as comédias estúpidas de Will Ferrell, o cineasta parece temer um resultado dramaticamente mais profundo. Mas isso não impede que a cacofonia de “A Grande Aposta” tenha subtexto. As dissonâncias da trama, que visam mais confundir que esclarecer, lembram as táticas do velho Chacrinha, de divertir as massas, enquanto passa mensagens cifradas. O atordoamento é a sensação dominante e faz sentido que seja, pois a conclusão é que a corrupção e a falta de limites para a ganância sempre ficarão impunes. Afinal, independente do tamanho da aposta, mesmo quebrando a banca, a casa jamais perderá – com apoio político e econômico do governo. Ao menos, o filme permite uma compreensão básica do mercado financeiro, ajudando a expressá-lo em termos populares, com merecidos palavrões.
Delroy Lindo entra no piloto da série Marvel’s Most Wanted
O ator Delroy Lindo (“Caçadores de Emoção: Além do Limite”) se juntou ao elenco do piloto de “Marvel’s Most Wanted”, série derivada de “Agents of SHIELD” em desenvolvimento na rede ABC. Segundo a revista Variety, ele interpretará Dominic Fortune. Criado por Howard Chaykin em 1975, o personagem era um aventureiro dos anos 1930, com um fraco por mulheres bonitas. A época em que suas aventuras originais acontecem nos quadrinhos o tornaria candidato mais indicado a aparecer na série da “Agent Carter”. Mas a ABC parece não ligar para esses “detalhes”, tanto que a vilã Whitney Frost, introduzida na 2ª temporada de “Agent Carter”, tem o mesmo nome de uma antiga namorada do Homem de Ferro, que ainda nem nasceu na cronologia dessa produção. De todo modo, é interessante reparar que Dominic Fortune foi “revivido” nos dias atuais na nova revista em quadrinhos “SHIELD”, baseada na série da ABC. O projeto de “Marvel’s Most Wanted” está sendo desenvolvido há mais de um ano por parte da equipe de “Agents of SHIELD”, comandada pelo produtor executivo Jeffrey Bell (também da série “Arquivo X”) e o roteirista Paul Zbyszewski (série “Lost”). A atração seria, inicialmente, um spin-off destacando as aventuras do casal Bobbi Morse (Adrianne Palicki) e Lance Hunter (Nick Blood). Mas declarações recentes dos executivos da ABC insistem que ela será, mais que um derivado, uma atração totalmente nova – o que tem gerado rumores curiosos. Se a rede ABC aprovar o piloto, “Marvel’s Most Wanted” pode estrear na temporada de outono (entre setembro e novembro) nos EUA.
Batman vs Superman: Fotos revelam presença do supervilão Darkseid
A revista britânica Empire divulgou novas fotos do filme “Batman vs Superman: A Origem da Justiça”, que ilustra as capas (uma para cada herói do título) de sua edição de fevereiro. Além de mostrar imagens dos efeitos visuais da produção – dos heróis em ação e do vilão Apocalipse – , uma foto em particular chama atenção pela pista que fornece da trama. Nela, Batman olha para uma cidade em ruínas, devastada por explosões e cercada por naves espaciais, diante de um símbolo que marca o solo: a letra ômega que identifica Darkseid, o mais poderoso supervilão do universo da DC Comics, criado pelo mestre Jack Kirby em 1970. Há tempos circulam rumores sobre um terceiro vilão no filme, mas o impacto da presença de Darkseid é tão grande que deve surgir apenas como teaser, ao estilo de Thanos no filme dos “Vingadores”. Darkseid, por sinal, seria o tipo de ameaça intergaláctica capaz de inspirar a formação da Liga da Justiça, que logo após “Batman vs. Superman” terá seu primeiro longa-metragem, previsto para 2017. Com direção de Zack Snyder (“O Homem de Aço”), “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça” tem estreia marcada para 24 de março no Brasil, um dia antes do seu lançamento nos EUA.
Angry Birds: Novo trailer da animação explica porque Red é esquentadinho
A Sony Pictures divulgou um noivo trailer da animação “Angry Birds: O Filme”, que explora os motivos da raiva de Red, introduz a ameaça dos porcos verdes e faz piadas hilárias envolvendo líquidos. A versão dublada em português traz o comediante Marcelo Adnet (“Os Penetras”) como voz de Red, enquanto a legendada destaca a dublagem original de Jason Sudeikis (“Familia do Bagulho”). O filme tem direção dos estreantes Clay Kaytis (animador de “Frozen”) e Fergal Reilly (artista de storyboards de “Hotel Transilvânia”), e chega aos cinemas brasileiros em 12 de maio, oito dias antes do lançamento nos EUA (em 20/5).
Star Wars: O Despertar da Força teve participação de Kevin Smith
O ator Daniel Craig (“007 Contra Spectre”) não foi a única celebridade a fazer figuração em “Star Wars: O Despertar da Força”. Segundo o site StarWars.com, o diretor Kevin Smith (“O Balconista”) fez a voz de um dos soldados da Primeira Ordem. Na curta aparição, ele grita “We have incoming at 28.6! Move!”, na cena de invasão ao castelo de Maz Kanata (Lupita Nyong’o), onde estão Finn (John Boyega), Rey (Daisy Ridley), Han Solo (Harrison Ford) e Chewbacca (Peter Mayhew). Além do cineasta indie, também participaram diversos dubladores do universo “Star Wars”, como o elenco das séries “Star Wars Rebels”, “Star Wars: The Clone Wars” e do game “Star Wars: The Force Unleashed”.
Tom Cruise volta a planejar a continuação de Top Gun – Ases Indomáveis
O produtor Jerry Bruckheimer (“Piratas do Caribe” e franquia “CSI”) postou em seu Twitter uma foto ao lado de Tom Cruise, em que anunciou a retomada do projeto da continuação de “Top Gun – Ases Indomáveis” (1986), um dos maiores sucessos da carreira do astro. Ao lado da imagem (acima), ele escreveu: “Acabei de voltar de um fim de semana em Nova Orleans para ver meu velho amigo @TomCruise e conversar sobre Top Gun 2”. Já faz tempo que se fala em uma continuação de “Top Gun”, mas a ideia parecia ter esfriado depois da morte do diretor original, Tony Scott, em 2012. Dois dias antes de morrer, Scott tinha se encontrado com Cruise para verificar locações para as filmagens. Seu falecimento inesperado, taxado como suicídio, tirou “Top Gun 2” da lista de prioridades dos envolvidos. A última notícia que se tinha era do próprio Bruckheimer, que, em entrevista ao site Huffington Post no ano passado, manifestou vontade de aproveitar a ideia de Tony Scott para o filme. “O conceito é basicamente que os pilotos estão obsoletos em relação aos drones. Mas Cruise vai mostrar para eles que ele não é obsoleto”, afirmou o produtor. Além de Cruise, de volta ao papel de Maverick, quem também deve retornar na sequência é Val Kilmer, intérprete de Tom “Iceman” Kazansky. A atriz Kelly McGillis, par romântico de Maverick como a instrutora de voo Charlie Blackwood, chegou a expressar interesse em participar da nova produção, mas contou em uma entrevista não ter sido procurada por Bruckheimer. A equipe de roteiristas da continuação inclui Peter Craig (“Jogos Vorazes”) e a dupla Ashley Miller e Zack Stentz (“Thor” e “X-Men: Primeira Classe”), mas Brukheimer e Cruise ainda não definiram quem substituirá Tony Scott na direção.
Joseph Fiennes vira escolha polêmica para viver Michael Jackson em telefilme
A escalação do ator inglês Joseph Fiennes (“Shakespeare Apaixonado”, “Hércules”) para viver Michael Jackson numa produção do canal britânico Sky Arts virou polêmica. Choveram críticas nas redes sociais, questionando o motivo pelo qual teriam escolhido um ator branco para o papel de um ícone negro. O timing do anúncio não poderia ser mais equivocado, considerando a discussão desencadeada em torno do racismo da indústria cinematográfica a partir das indicações ao Oscar 2016. Um dos comentários do Twitter, usando a hashtag #OscarsSoWhite, dizia: “Agora até contratam atores brancos para interpretar pessoas negras”. Intitulado “Elizabeth, Michael & Marlon”, o telefilme vai contar, em tom de comédia, a fuga de Michael Jackson, Elizabeth Taylor e Marlon Brando de Nova York, durante os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. A história supostamente verídica foi revelada pela revista Vanity Fair, que descobriu que os atores foram convidados por Jackson para assistir ao show de seus 30 anos de carreira no Madison Square Garden. Após a queda das Torres Gêmeas, com todos os vôos cancelados, eles alugaram um carro para voltar à Califórnia. Um ex-funcionário de Jackson afirma que os três chegaram juntos a Ohio, “num carro dirigido por eles mesmos”. Como os astros já morreram — Brando em 2004, Jackson em 2009 e Taylor em 2011 —, não há como confirmar a veracidade da história, mas ela é inusitada o suficiente para render meia-hora de comédia televisiva. Segundo o canal Sky Arts, a produção fará “parte de uma série de comédia sobre histórias pouco prováveis das artes e da cultura”. Além de Fiennes como Jackson, Stockard Channing (“Grease”, série “The Good Wife”) interpretará Liz Taylor e Brian Cox (“A Identidade Bourne”, minissérie “War & Peace”) será Brando. O roteiro foi escrito por Neil Forsyth (minissérie “Bob Servant”) e a direção está a cargo de Ben Palmer (“InBetweeners – O Filme”). Ainda não há previsão para a estreia.
Abe Vigoda (1921 – 2016)
Morreu o ator Abe Vigoda, que interpretou Salvatore “Sal” Tessio em “O Poderoso Chefão”, de Francis Ford Coppola. Ele faleceu na terça-feira (26/1) aos 94 anos de idade, em sua casa, em Nova York, sua cidade natal. Abe Vigoda nasceu em Nova York em 1921 e, após estudar na Escola de Teatro e Artes Dramáticas do Carnegie Hall, fez carreira nos palcos, atuando por três décadas no teatro. “Quando eu era novo, disseram-me que o sucesso tinha de chegar na minha juventude. Descobri que isso era um mito. As minhas experiências ensinaram-me que se acreditarmos profundamente no que fazemos, o sucesso pode vir a qualquer idade”, disse Vigoda numa entrevista dos anos 1980. A experiência no teatro o levou a fazer participações esporádicas em séries de televisão. Por sua grande estatura, começou a ser escalado em papéis coadjuvantes em produções de terror, como a novela gótica “Sombras da Noite” e o telefilme “A Filha do Diabo”, no começo dos anos 1970. Até que conseguiu comprar uma casa graças seu primeiro papel no cinema. Sua estreia cinematográfica foi justamente como Sal Tessio, um dos capos de Don Corleone (Marlon Brando), em “O Poderoso Chefão” (1972), que planeja eliminar a concorrência de Michael Corleone (Al Pacino) para virar o novo chefão. Seu plano não ocorre como previsto e ele acaba dizendo suas famosas últimas palavras: “Diga a Mike quer era só business…” O papel foi tão marcante que Vigoda o repetiu, num flashback, em “O Poderoso Chefão II” (1974) e também na adaptação de “O Poderoso Chefão” numa minissérie, exibida em 1977. Ele ainda encarnou variações do personagem em outras produções, dublando até um gângster chamado Salvatore Valestra na animação “Batman: A Máscara do Fantasma” (1993). Vigoda também participou de outros filmes bem sucedidos, mas sem o mesmo destaque, coadjuvando em “O Detetive Desastrado” (1978), “Olha Quem Está Falando” (1989), “Joe Contra o Vulcão” (1990), “Razões Para Matar” (1996) e três dezenas de produções até 2014. Foi mais bem-sucedido em sua passagem pela ficção televisiva, onde participou de diversas séries clássicas, como “A Mulher Biônica”, “Mike Hammer”, “Galeria do Terror”, “MacGyver – Profissão: Perigo”, “Assassinato por Escrito” e “Louco por Você”, embora tenha emplacado apenas um personagem fixo importante. Mas tão importante que rendeu até spin-off. Seu principal destaque televisivo foi como o detetive Phil Fish, da série “Barnie Miller”, sucesso do final dos anos 1970 nos EUA, que, além de lhe render três indicações ao prêmio Emmy, originou uma série derivada, “Fish”, centrada em seu personagem, que durou duas temporadas entre 1977 e 1978. O cancelamento da produção permitiu que ele voltasse a participar de “Barnie Miller”, o que acabou se tornando a causa de sua “morte” precoce. A revista People publicou que a razão de sua ausência na festa de despedida da série, em 1981, eram problemas de saúde tão graves que ele estaria à beira da morte. Na semana seguinte, ele apareceu na revista Variety, todo sorridente numa foto ao lado de seu suposto caixão, com a capa da People em suas mãos. Este tipo de comportamento inspirou até uma banda punk a adotar seu nome, a Abe Vigoda, que lançou seu primeiro disco em 2006 e está ativa até hoje. Além disso, um endereço da internet explorava ativamente o rumor de sua morte, retrucando com um “não” à pergunta de sua URL abevigodaisdead.com. Desde o começo desta semana, a resposta passou a ser outra.
The 100: Personagens da 3ª temporada ganham 12 pôsteres
A rede americana CW divulgou 12 pôsteres dos personagens da 3ª temporada de “The 100”, que começou na quinta-feira (21/1) com a maior audiência desde a estreia da série em 2014. Os cartazes destacam os personagens Clarke (Eliza Taylor), Bellamy (Bob Morley), Dra. Griffin (Paige Turco), Octavia (Marie Avgeropoulos), Lincoln (Ricky Whittle), Kane (Henry Ian Cusick), Raven (Lindsey Morgan), Jasper (Devon Bostick), Monty (Christopher Larkin), Murphy (Richard Harmon), Jaha (Isaiah Washington) e Lexa (Alycia Debnam-Carey), que deve sair da série em breve, após sua intérprete ingressar no elenco de “Fear the Walking Dead”. Intitulado “Wanheda – Part 2”, o próximo episódio da sci-fi juvenil será exibido em 28 de janeiro na televisão norte-americana. No Brasil, a 3ª temporada só começa em março no canal pago MTV.
Zosia Mamet pode viver a cantora Patti Smith no cinema
A atriz Zosia Mamet, intérprete de Shoshanna na série “Girls”, negocia viver a cantora Patti Smith no cinema. Intitulado “Mapplethorpe”, o filme será centrado em seu companheiro, o fotógrafo Robert Mapplethorpe, e terá Matt Smith (“Dr. Who”) no papel principal. Segundo o site Deadline, a produção começará a ser filmada ainda este ano, com roteiro e direção da documentarista Ondi Timoner (“Dig!”), à frente de sua segunda obra de ficção. Robert Mapplethorpe foi um dos mais importantes fotógrafos do século 20. Suas fotografias em preto e branco foram muito influentes entre os anos 1970 e 80, e ganharam projeção nacional por conta da controvérsia trazida à tona por uma exposição dedicada à cena gay sadomasoquista. Ele também fotografava personalidades famosas e uma de suas fotos de Patti Smith ilustrou o icônico disco “Horses” (1975), um dos primeiros lançamentos da cena punk nova-iorquina. Seu estilo de vida autodestrutivo, alimentado pela promiscuidade sexual, acabou levando-o à morte por Aids em 1989. Patti Smith viveu com Mapplethorpe, que era gay, desde que ela se mudou para Nova York no final dos anos 1960 até 1974. E recentemente lançou um livro a respeito desta fase, intitulado “Só Garotos”. Esta obra, por sinal, vai virar uma série do canal pago Showtime. Patti será coprodutora da atração ao lado de John Logan, criador da série “Penny Dreadful” e roteirista dos filmes “007 – Operação Skyfall (2012) e “007 Contra Spectre” (2015).
Jessica Jones revela a data de estreia da série de Luke Cage
A campanha que comemora a renovação de “Jessica Jones” para sua 2ª temporada aparentemente revelou a data de estreia da série “Luke Cage”. Numa das imagens divulgadas no Twitter oficial da atração, um arquivo com o nome de Luke Cage destaca uma anotação referente ao mês de novembro. Confira abaixo. “Luke Cage” será estrelada por Mike Colter, que interpretou o personagem em “Jessica Jones”. Considerado um dos personagens negros mais importantes do quadrinhos, o herói foi criado em 1972 por Archie Goodwin e John Romita, como um ex-presidiário que ganha superforça ao participar como voluntário de uma experiência científica. A partir daí, passa a atuar como herói de aluguel, usando seus poderes para quem pagar melhor. Passada no mesmo universo de “Demolidor” e “Jessica Jones”, a série foi desenvolvida por Cheo Hodari Coker, produtor executivo de “Ray Donovan”, que roteirizou os dois primeiros episódios. Além de Colter, “Luke Cage” também trará de volta Rosario Dawson como a enfermeira Claire Temple, e introduzirá sua mãe, Soledad Temple, que será interpretada pela brasileira Sonia Braga (“Tieta do Agreste”). o elenco ainda inclui Simone Missick (vista na série “Ray Donovan”) como a heroína Misty Knight e vilões vividos por Theo Rossi (série “Sons of Anarchy”), Mahershala Ali (série “House of Cards”) e Alfre Woodard (“12 Anos de Escravidão”).
Nova série da DC Comics, Lucifer tem ótima estreia na TV americana
A rede americana Fox tem bons motivos para comemorar o começo de 2016. Duas de suas principais atrações de janeiro estrearam com números de campeões de audiência. Após o lançamento no domingo (24/1), sintonizado por mais de 13 milhões de pessoas, a minissérie que revive “Arquivo X” exibiu seu segundo episódio na noite de segunda, conquistando 9,7 milhões de telespectadores e 3,2 pontos no índice demográfico, que mede o público de 18 a 49 anos (alvo dos anunciantes). A queda de audiência era esperada, pois a exibição de domingo tinha como gancho a transmissão de um jogo de futebol americano. Mesmo assim, apenas outra série da Fox supera atualmente os 3 pontos de audiência: “Empire”. Para completar o sucesso, a série “Lucifer”, exibida logo em seguida, manteve boa parte do público de “Arquivo X”, sendo assistida por 7,2 milhões e marcando 2,7 pontos de audiência. Isto é praticamente o dobro conseguido pela atração que ocupava o mesmo horário em 2015, “Minority Report”, cancelada no final do ano passado, e superior até ao desempenho de “Sleepy Hollow” e “The Following”, as opções anteriores das noites de segunda na Fox. Também é um alcance bem superior ao atingido pela primeira série derivada dos quadrinhos da Vertigo (divisão adulta da DC Comics), “Constantine”, que debutou diante de 4,2 milhões de telespectadores na rede NBC em 2014, sendo cancelada com 3,3 milhões em fevereiro passado. A recepção positiva do público ajudou a Fox a liderar a audiência demográfica da noite. A crítica, porém, mostrou-se dividida em relação às duas atrações. O site Rotten Tomatoes registrou 57% de resenhas favoráveis à volta de “Arquivo X” e apenas 45% a favor de “Lucifer”. O consenso em relação a “Lucifer” é que o formato de procedimento policial é prejudicial a seu potencial, apesar do charme demonstrado por Tom Ellis (série “The Fades”) como o personagem-título. Mas esta foi a fórmula encontrada pela Fox para colocar no ar uma premissa que seria polêmica até na TV paga, mostrando o lado do diabo em sua disputa eterna com Deus. Apesar de inspirada nos quadrinhos homônimos da Vertigo, a série pouco tem a ver com a história atordoante escrita por Mike Carey ao longo de 75 edições, repleta de idas e vindas ao inferno, demônios e planos de vingança contra Deus, em que Lúcifer tenta mostrar que seria capaz de fazer um trabalho melhor com a humanidade. Em vez da trama controversa, os produtores optaram por mostrar o anjo caído ajudando a polícia a resolver crimes, ao lado de uma policial (Lauren German, da série “Chicago Fire”) que não existe nos quadrinhos. O projeto foi desenvolvido pelo roteirista e produtor Tom Kapinos (criador da série “Californication”), mas durante as negociações com a Fox ganhou a adesão de dois pesos pesados, o cineasta Len Weiseman (diretor de “Anjos da Noite” e co-criador de “Sleepy Hollow”) e o produtor Jerry Brukheimer (“Piratas do Caribe” e “CSI”). Weiseman dirigiu o piloto, como fez com “Sleepy Hollow”.












