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Macklemore acusa nove arenas dos EUA de barrar turnê pela Palestina
Rapper afirma que casas de shows retiraram datas disponíveis depois de descobrir que apresentações arrecadariam fundos para organizações palestinas
Macklemore denuncia veto a shows nos Estados Unidos
Macklemore afirmou nesta sexta-feira (6/11) que nove grandes arenas dos Estados Unidos recusaram receber sua turnê beneficente “Free Palestine”, organizada para arrecadar recursos destinados a entidades de apoio à população palestina. Segundo o rapper, sua equipe negociava apresentações desde setembro e havia recebido ofertas de datas até o fim de 2026, mas as possibilidades desapareceram quando os responsáveis pelos espaços descobriram a finalidade dos shows. A denúncia foi publicada nas redes sociais depois de três apresentações lotadas da turnê na Europa.
Quais arenas recusaram as apresentações?
O músico identificou os nove locais: Madison Square Garden, em Nova York; Prudential Center, em Newark; Barclays Center, no Brooklyn; UBS Arena, em Elmont; Intuit Dome e Kia Forum, em Inglewood; Crypto.com Arena, em Los Angeles; Chase Center, em San Francisco; e Climate Pledge Arena, em Seattle. São espaços que recebem algumas das maiores turnês internacionais, com capacidade para milhares de espectadores.
Macklemore relatou que as negociações ocorreram de maneiras diferentes, mas terminaram com o mesmo resultado. Segundo ele, as datas foram retiradas de consideração depois que os responsáveis souberam que o nome e a proposta da turnê eram “Free Palestine”. O rapper afirmou nunca ter enfrentado uma situação semelhante em mais de 20 anos de carreira e acusou os proprietários das arenas de restringir manifestações públicas de solidariedade aos palestinos. A Pitchfork procurou representantes dos nove espaços para solicitar comentários sobre as acusações.
Turnê beneficente reuniu artistas na Europa
A turnê “Free Palestine” realizou apresentações em Dublin, na Irlanda, em 26 de outubro; Paris, na França, em 29 de outubro; e Londres, na Inglaterra, em 30 de outubro. Os concertos reuniram convidados que também se manifestam publicamente em defesa dos palestinos. Na abertura irlandesa, Macklemore dividiu o palco com Hozier e o grupo Kneecap, entre outros artistas. As apresentações foram organizadas depois que o rapper perdeu seu lugar na turnê americana de Ed Sheeran.
Toda a arrecadação dos shows europeus foi destinada a organizações que prestam assistência humanitária e desenvolvem projetos em apoio à Palestina. Entre as beneficiadas estão Anera, Gaza Soup Kitchen, Medical Aid for Palestinians, Palestine Children’s Relief Fund, Jewish Voice for Peace e UNRWA USA. Macklemore também havia anunciado a doação de US$ 1 milhão, valor que receberia por sua participação na turnê de Sheeran, a entidades que atuam na região.
A controvérsia começou em setembro, quando o artista defendeu uma Palestina livre durante duas apresentações de abertura da “Loop Tour”, de Ed Sheeran, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Uma organização pró-Israel pediu sua retirada da excursão e, em 14 de setembro, a promotora Messina Touring Group confirmou seu afastamento das datas seguintes. Conforme noticiado anteriormente pela Pipoca Moderna, a empresa afirmou que diversos estádios haviam ameaçado cancelar os concertos caso Macklemore permanecesse entre as atrações.
Rapper promete continuar os shows
O rapper defende publicamente a causa palestina desde 2023 e lançou em 2024 a música de protesto “Hind’s Hall”, cujos rendimentos foram destinados à assistência humanitária de palestinos.
Na nova manifestação, Macklemore criticou a influência de grandes empresários sobre os espaços destinados a apresentações musicais e afirmou que não pretende abandonar a iniciativa. Ele disse que continuará procurando locais para realizar os shows nos Estados Unidos e cogitou promover eventos ao ar livre, fora das arenas tradicionais.
Na nova fase da turnê, o músico também pretende voltar a reunir artistas e organizações que participaram das apresentações europeias.