
Divulgação/Lionsgate
Guia | Os 10 melhores filmes lançados no mês em streaming
Lista traz os principais lançamentos de outubro com destaques da Prime Video, Disney+, HBO Max e Apple TV+
A relação dos melhores lançamentos do mês coloca em perspectiva os principais filmes disponibilizados recentemente em streaming. A lista contempla desde blockbusters de qualidade até títulos consagrados do circuito de arte, apontando opções para a programação de cinema em casa. Confira os 10 principais destaques de outubro.
🎞️ 1 | OS DOMINGOS | HBO Max
Vencedor da Concha de Ouro no Festival de San Sebastián e de cinco prêmios Goya, incluindo Melhor Filme, Direção e Roteiro, o drama espanhol de Alauda Ruiz de Azúa (“Cinco Lobitos”) transforma uma decisão religiosa numa investigação das relações familiares. A história acompanha Ainara (Blanca Soroa), uma adolescente de 17 anos que surpreende seus parentes ao anunciar que pretende abandonar os planos universitários para se tornar freira de clausura. Sua escolha desencadeia uma crise que expõe diferenças de valores, expectativas e formas de compreender a liberdade individual.
A jovem perdeu a mãe e cresceu entre o pai, Iñaki (Miguel Garcés), e outros familiares que participam de sua formação. A reação mais intensa parte da tia Maite (Patricia López Arnaiz), uma mulher ateia que interpreta a vocação religiosa da sobrinha como possível resultado de influência e submissão. O pai enfrenta dificuldades para lidar com o assunto, enquanto os demais parentes procuram entender uma decisão que pode afastar definitivamente a adolescente do convívio familiar. Nagore Aranburu interpreta uma religiosa ligada ao convento que passa a ocupar um papel importante na vida de Ainara.
A diretora evita transformar o conflito num confronto simplista entre religião e ateísmo. O filme questiona tanto as instituições que orientam as escolhas individuais quanto a tendência das famílias de aceitar a liberdade dos filhos apenas quando suas decisões correspondem às expectativas dos adultos. A narrativa encontra força nas conversas domésticas, nos silêncios e nas contradições dos personagens, sem impor uma resposta definitiva sobre a vocação da protagonista. O resultado é um drama sobre fé, autonomia e afeto que amplia a discussão religiosa para examinar os limites da tolerância dentro da própria família.
🎞️ 2 | TENZING | Apple TV
A conquista do Monte Everest em 1953 ficou associada internacionalmente ao nome do neozelandês Edmund Hillary, mas a expedição histórica foi realizada ao lado do alpinista sherpa Tenzing Norgay, cuja contribuição recebeu menos atenção nos relatos ocidentais. A cinebiografia dirigida pela australiana Jennifer Peedom, documentarista responsável por “Sherpa”, procura corrigir esse desequilíbrio ao colocar Norgay no centro da história. Genden Phuntsok interpreta o montanhista, enquanto Tom Hiddleston (“Loki”) vive Hillary e Willem Dafoe (“Pobres Criaturas”) assume o papel do coronel John Hunt, responsável pela expedição britânica.
O filme acompanha a trajetória de Tenzing desde suas origens no Himalaia até a oportunidade de participar da escalada mais ambiciosa de sua época. Incentivado pela esposa Dawa (Thinley Lhamo) e apoiado por Jill Henderson (Caitríona Balfe, de “Outlander”), ele precisa convencer Hunt de que merece integrar a equipe como alpinista, não apenas trabalhar como auxiliar dos exploradores europeus. A jornada envolve condições extremas, tensões culturais e uma divisão hierárquica que coloca os conhecimentos dos sherpas numa posição subordinada, apesar de sua importância para a sobrevivência da expedição.
A experiência anterior de Peedom com documentários de montanhismo ajuda a produção a combinar a revisão histórica com o espetáculo visual da escalada. O Everest representa objetivos diferentes para seus protagonistas: para os britânicos, uma conquista geográfica e nacional; para Tenzing, a realização de um sonho pessoal ligado também ao significado espiritual da montanha. Ao recuperar a participação decisiva de um homem frequentemente relegado ao papel de acompanhante, a cinebiografia transforma uma aventura de superação física numa reflexão sobre o colonialismo.
🎞️ 3 | TONY | Prime Video
Antes de se tornar um chef de cozinha famoso, escritor de sucesso e apresentador de programas de viagens, Anthony Bourdain era um adolescente arrogante que não sabia o que fazer da vida. É este período pouco conhecido de sua trajetória que a cinebiografia produzida pela A24 retrata, com Dominic Sessa (“Os Rejeitados”) no papel principal. Dirigido por Matt Johnson (“BlackBerry”), o filme abandona a estrutura tradicional das biografias para acompanhar um único verão de 1975, quando o futuro astro da gastronomia tinha 19 anos e encontrou seu primeiro emprego numa cozinha profissional.
Convencido de que nasceu para ser escritor, Tony fracassa na tentativa de conseguir uma bolsa literária e decide passar as férias em Provincetown, no litoral de Massachusetts, onde pretende reencontrar Nancy (Emilia Jones, de “No Ritmo do Coração”), uma antiga paixão. Sem dinheiro, acaba empregado num restaurante comandado por um chef experiente, interpretado por Antonio Banderas (“Dor e Glória”). O ambiente caótico, com jornadas exaustivas, conflitos entre funcionários e uma disciplina que o jovem desconhece, desperta uma paixão inesperada pelo trabalho. Sua convivência com cozinheiros mais velhos, especialmente Sal (Leo Woodall, de “Um Dia”), também expõe a distância entre suas pretensões intelectuais e a realidade da vida adulta.
O roteiro recupera episódios de “Cozinha Confidencial”, livro em que Bourdain revelou os bastidores pouco glamourosos da gastronomia profissional. Em vez de apresentar um talento predestinado ao sucesso, Johnson acompanha um rapaz presunçoso, inseguro e frequentemente desagradável, cuja formação depende tanto de erros quanto dos ensinamentos recebidos. Sessa capta essa combinação de arrogância e vulnerabilidade, enquanto Banderas oferece o contraponto de um profissional que já conheceu os limites da própria ambição.
A opção por um recorte tão restrito evita o desfile de acontecimentos característico das cinebiografias, mas também deixa de fora praticamente tudo que tornou Bourdain uma figura pública. Seu principal interesse está no retrato da cozinha como um ambiente de aprendizado, onde o trabalho coletivo e a experiência concreta começam a modificar um jovem que acreditava saber mais do que todos ao redor. A produção alcançou 93% de aprovação no Rotten Tomatoes, impulsionada principalmente pela atuação de Sessa e pela abordagem pouco convencional de uma trajetória conhecida.
🎞️ 4 | OASIS: DON’T LOOK BACK IN ANGER | Disney+
A reunião mais improvável do rock recente virou uma turnê mundial e, inevitavelmente, um documentário. Liam e Noel Gallagher voltaram a dividir o palco em 2025 depois de 16 anos separados, encerrando uma das brigas familiares mais públicas da música britânica. Steven Knight, criador de “Peaky Blinders”, desenvolveu o roteiro do filme a partir desse reencontro.
A direção coube à dupla Dylan Southern e Will Lovelace, responsáveis por documentários musicais elogiadíssimos como “Shut Up and Play the Hits” e “Meet Me in the Bathroom”. Eles acompanham ensaios, bastidores e apresentações da turnê “Live ’25”, além de registrarem a primeira entrevista conjunta dos irmãos em mais de 20 anos. O clima é de celebração. O filme prefere observar a dimensão emocional da volta para os músicos e seus fãs a explorar detalhadamente as antigas guerras dos Gallagher.
Controvérsias sobre preços de ingressos e décadas de insultos aparecem menos que fãs cantando em estádios e irmãos finalmente capazes de se olhar nos olhos e assumir cumplicidade. O resultado funciona melhor como documento de reconciliação que como investigação sobre o Oasis. Depois de uma carreira inteira baseada em arrogância juvenil e fraternidade turbulenta, talvez fosse inevitável que o capítulo final fosse nostálgico e focado na maturidade adquirida com a idade.
🎞️ 5 | HIT PARA DOIS | Prime Video
John Carney fez de músicos frustrados praticamente um gênero particular em “Apenas uma Vez”, “Mesmo Se Nada Der Certo” e “Sing Street”. Desta vez, ele coloca Paul Rudd e Nick Jonas em lados diferentes da indústria musical para discutir uma questão menos romântica: quem é dono de uma canção quando uma pessoa a cria e outra a transforma em sucesso?
Rudd vive Rick, cantor de casamentos cuja carreira nunca decolou. Durante uma festa, conhece Danny, astro de boy band em decadência interpretado por Jonas, e os dois acabam compondo juntos. Quando Danny grava sozinho uma das músicas e recupera a fama, Rick decide exigir reconhecimento pelo hit, colocando amizade, dinheiro e autoria no mesmo conflito.
Carney continua filmando música como experiência emocional antes de tratá-la como negócio, mas aqui a indústria interfere diretamente na relação entre os personagens. Rudd encontra humor na mistura de ressentimento e esperança de seu personagem, um músico que acredita ter perdido sua grande chance, enquanto Jonas brinca com a própria experiência de ídolo pop. A combinação agradou à crítica: 88% no Rotten Tomatoes, com 84% entre o público verificado.
🎞️ 6 | UM DIA DAQUELES | Prime Video
As comédias americanas de bairro, que transformaram “Sexta-Feira em Apuros” num clássico dos anos 1990, ganham uma versão feminina protagonizada por Keke Palmer (“Não! Não Olhe!”) e pela cantora SZA, em sua estreia no cinema. Produzido por Issa Rae (“Insecure”) e dirigido por Lawrence Lamont, o filme recupera a tradição de acompanhar personagens comuns durante um único dia de desventuras, com humor físico, diálogos rápidos e uma sucessão de situações absurdas.
Dreux (Palmer) e Alyssa (SZA) são melhores amigas e dividem um apartamento em Los Angeles. Quando descobrem que o namorado de Alyssa gastou todo o dinheiro reservado para o aluguel, as duas precisam conseguir a quantia antes de serem despejadas. A jornada envolve tentativas desesperadas de ganhar dinheiro, encontros com figuras excêntricas e desentendimentos que colocam à prova uma amizade já abalada pelas diferenças entre as protagonistas. Janelle James (“Abbott Elementary”), Katt Williams (“Sexta-Feira em Apuros 2”) e Maude Apatow (“Euphoria”) completam o elenco.
O roteiro de Syreeta Singleton combina a estrutura de uma corrida contra o relógio com observações sobre precariedade financeira, amizade e a vida nas comunidades negras de Los Angeles. A principal força está na química entre Palmer, mais expansiva, e SZA, que contrapõe a ela uma personalidade despreocupada. A comédia alcançou 94% de aprovação no Rotten Tomatoes, resultado expressivo para um gênero que perdeu espaço nos grandes lançamentos de Hollywood. Seu humor não depende de reinventar a fórmula, mas de recuperar a energia das comédias populares centradas em personagens e situações cotidianas.
🎞️ 7 | FRUTAS PROIBIDAS | Prime Video
Imagine “Meninas Malvadas” misturado com “Jovens Bruxas”, mas com as disputas adolescentes transferidas para uma loja de roupas de shopping e seus rituais secretos. Essa é a proposta da comédia de terror dirigida pela estreante Meredith Alloway, que transforma pseudo-empoderamento e consumo de grifes em matéria-prima para uma sátira sangrenta. Lili Reinhart (“Riverdale”), Lola Tung (“O Verão que Mudou Minha Vida”), Victoria Pedretti (“A Maldição da Residência Hill”) e Alexandra Shipp (“Barbie”) formam o quarteto central de uma produção que tem Diablo Cody (“Garota Infernal”) entre seus produtores.
Apple (Reinhart) comanda uma loja chamada Free Eden, onde exerce controle absoluto sobre as colegas Cherry (Pedretti) e Fig (Shipp). Depois do expediente, as funcionárias se reúnem no porão para praticar rituais de bruxaria e reafirmar uma irmandade baseada em regras rígidas de comportamento. A chegada de Pumpkin (Tung), uma nova contratada que começa a questionar a autoridade de Apple, ameaça desestabilizar o grupo. Desconfianças, rivalidades e desejos reprimidos acabam desencadeando acontecimentos violentos, enquanto a pretensa comunidade de mulheres revela uma estrutura de poder tão opressiva quanto aquela que afirma combater.
Adaptado de uma peça teatral de Lily Houghton, o filme combina humor ácido, erotismo e violência gráfica para ridicularizar discursos de empoderamento transformados em instrumentos de dominação. As personagens adotam nomes de frutas, reproduzem slogans de autoajuda e apresentam a obediência como uma demonstração de pertencimento. A estética colorida da loja contrasta com a brutalidade dos rituais, numa abordagem que recupera o exagero visual e a ironia de produções como “Garota Infernal”.
A estreia de Alloway na direção de longas tem personalidade e encontra força na atuação de Reinhart, cuja personagem oscila entre líder carismática e manipuladora cruel. A relação entre as quatro protagonistas oferece momentos de humor e tensão, embora o excesso de referências e a insistência no comportamento extravagante tornem a sátira ocasionalmente dispersa. Com 76% de aprovação no Rotten Tomatoes, a produção funciona como uma crítica às hierarquias escondidas sob discursos de sororidade, numa embalagem deliberadamente exagerada de terror juvenil.
🎞️ 8 | MICHAEL | Prime Video
A cinebiografia musical de maior bilheteria de todos os tempos chega ao streaming com a expectativa de continuar seu sucesso. Na trama, Michael Jackson é interpretado por seu próprio sobrinho, Jaafar Jackson, filho de Jermaine Jackson. Dirigido por Antoine Fuqua (“O Protetor”) e escrito por John Logan (“007: Operação Skyfall”), o filme acompanha a trajetória do cantor desde a infância no Jackson 5 até sua consagração como fenômeno mundial, com destaque para as apresentações musicais que marcaram a transformação da indústria fonográfica e dos videoclipes.
A história começa com o ambiente familiar comandado por Joe Jackson (Colman Domingo, de “Rustin”), pai autoritário que transforma os filhos num grupo musical de sucesso. A narrativa acompanha a ascensão de Michael, suas tensões com o controle paterno e o desenvolvimento de uma carreira individual que alcança escala inédita com discos como “Off the Wall”, “Thriller” e “Bad”. Nia Long (“Desaparecida”) interpreta a mãe Katherine Jackson, Miles Teller (“Top Gun: Maverick”) vive o advogado John Branca e Laura Harrier (“Infiltrado na Klan”) aparece como Suzanne de Passe, executiva da gravadora Motown.
O filme encontra sua maior força na recriação dos espetáculos, com Jaafar reproduzindo a voz, os movimentos e a linguagem corporal do tio de maneira próxima aos registros originais. A direção privilegia a grandiosidade das apresentações e a transformação de Jackson num fenômeno cultural, mas dedica menos atenção às contradições de sua vida fora dos palcos.
A participação do espólio do cantor na produção também marcou a abordagem biográfica. O roteiro termina no período de “Bad”, antes das acusações de abuso sexual que se tornariam parte incontornável de sua história pública, e apresenta um retrato predominantemente favorável do artista. O ponto alto fica por conta da precisão das performances musicais e o baixo se concentra na superficialidade do tratamento dos conflitos pessoais. Sem se importar com as críticas, os fãs aprovaram a opção de consumir o filme como celebração do legado artístico e não como lembrete das controvérsias do Rei do Pop.
🎞️ 9 | MOTHER MARY | HBO Max
Anne Hathaway (“Uma Ideia de Você”) interpreta uma estrela pop em crise num drama psicológico que mistura música, horror sobrenatural e uma relação afetiva marcada por ressentimentos. Escrito e dirigido por David Lowery (“A Lenda do Cavaleiro Verde”), o filme é inédito nos cinemas brasileiros e apresenta uma história sobre fama, criação artística e a dificuldade de distinguir a pessoa real da imagem construída para o público. A produção da A24 inclui canções originais assinadas por Charli XCX, Jack Antonoff e FKA Twigs, que também participa do elenco.
Mother Mary (Hathaway) prepara seu retorno aos palcos depois de um período de afastamento e procura Sam Anselm (Michaela Coel,”Eu Posso Destruir Você”), antiga amiga e figurinista com quem rompeu de maneira traumática. O reencontro, inicialmente motivado pela necessidade de criar o figurino de um espetáculo, desencadeia conflitos sobre episódios do passado, acusações de traição e lembranças que as duas preferiam esquecer. A relação assume contornos progressivamente perturbadores, com manifestações sobrenaturais que transformam o processo de criação artística numa experiência de confronto psicológico. Hunter Schafer (“Euphoria”), Kaia Gerber (“Bottoms”) e Jessica Brown Findlay (“Downton Abbey”) completam o elenco.
Lowery abandona a estrutura tradicional das cinebiografias musicais e utiliza a figura da cantora como expressão de um universo em que identidade, desejo e espetáculo se confundem. O luxo dos figurinos, a iluminação teatral e os números musicais contrastam com a atmosfera opressiva dos encontros entre as protagonistas, fotografados em ambientes fechados e dominados por silêncios desconfortáveis.
A proposta é divisiva, com destaques para a composição visual, a atuação de Coel e as sequências musicais, que brilham em contraste com a obscuridade do roteiro. O longa alcançou 69% de aprovação no Rotten Tomatoes, resultado que reflete sua recepção irregular. Mais interessado nas feridas emocionais por trás de uma celebridade do que em apresentar um retrato realista da indústria musical, o filme aproxima a cultura pop do terror gótico, numa experiência visual que frequentemente privilegia a atmosfera sobre a clareza narrativa.
🎞️ 10 | A MORTE DO DEMÔNIO: EM CHAMAS | HBO Max
Mais de 40 anos depois do filme artesanal de Sam Raimi lançar a franquia, “A Morte do Demônio” continua rendendo dividendos ao grupo original de estudantes, que criaram um clássico aparentemente inesgotável. Desta vez, o francês Sébastien Vaniček, revelado pelo terror de aranhas “Infestação”, assume a direção sob produção de Raimi, Rob Tapert e o ator Bruce Campbell (o Ash), trio que começou tudo na faculdade de Michigan.
O novo capítulo transforma uma reunião familiar em nova sessão de mutilações demoníacas. Souheila Yacoub (“Duna: Parte Dois”) vive uma mulher que, após perder o marido, procura apoio da família numa casa isolada. A tentativa de luto coletivo desanda quando os parentes começam a ser possuídos pelos Deadites, criaturas demoníacas que usam os corpos e memórias das vítimas para torturar quem ainda permanece vivo. Tandi Wright (“Pearl”), Hunter Doohan (“Wandinha”) e Luciane Buchanan (“O Agente Noturno”) completam o núcleo principal.
Vaniček leva mais a sério o horror do que o humor anárquico dos filmes de Raimi, mas preserva a tradição de efeitos físicos, sangue em excesso e maneiras inventivas de destruir o corpo humano. A recepção ficou em 70% no Rotten Tomatoes, com elogios à brutalidade e críticas a personagens menos desenvolvidos. Não é uma reinvenção da franquia, mas corresponde à expectativa de um público que nunca procurou moderação.