
Instagram/Olivia Dean
Olivia Dean enfrenta processo por suposta cópia de clássico de Bill Withers
Editora acusa “I’ve Seen It” de reproduzir elementos protegidos de “Just the Two of Us” e pede indenização e interrupção do uso
Editora acusa música de copiar clássico
A música “I’ve Seen It”, de Olivia Dean, virou alvo de um processo por suposta violação de direitos autorais de “Just the Two of Us”, clássico gravado por Grover Washington Jr. com Bill Withers em 1981. A ação foi apresentada na quinta-feira (1º/10) pela Mattie Music Group, empresa que administra o catálogo do cantor morto em 2020.
O que o processo aponta?
A editora afirma que a faixa de Olivia reproduz partes “substanciais” da melodia protegida de “Just the Two of Us”. Segundo a ação, representantes da empresa identificaram as semelhanças em agosto e contrataram o musicólogo Alexander Stewart para comparar as duas composições.
O parecer citado no processo concluiu que há semelhanças significativas em elementos musicais protegidos e sustenta que a combinação compartilhada entre as obras seria difícil de atribuir a coincidência ou a recursos musicais genéricos. A acusação ainda afirma que os responsáveis foram notificados em 17 de agosto, mas a música continuou sendo distribuída e licenciada.
Olivia Dean não é ré na ação
Apesar de sua música estar no centro do processo, Olivia Dean não foi incluída como ré. A Mattie Music Group acionou a Capitol Records, a Sony Music Publishing e a Kobalt Music Publishing America. Os compositores Bastian Langebaek e Max Wolfgang, que assinam “I’ve Seen It” com Olivia, também não aparecem nominalmente entre os réus.
A empresa pede indenização, participação nos lucros obtidos com a faixa e uma ordem judicial para impedir novas formas de exploração caso a infração seja reconhecida.
“I’ve Seen It” encerra “The Art of Loving”, álbum lançado por Olivia em 2025. “Just the Two of Us”, escrita por Bill Withers, Ralph MacDonald e William Salter, chegou ao 2º lugar da Billboard Hot 100 e venceu o Grammy de Melhor Canção de R&B.
Representantes de Olivia, da Capitol Records e da Kobalt não comentaram acusação durante a publicação das primeiras reportagens sobre o processo.
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