
Instagram/Eduarda Campopiano
Cofundador do Angra critica Eduarda Campopiano após foto com camisa da banda
Marco Antunes xingou deputada eleita: “Tira essa camiseta, fascistinha de m*rda, demônio precoce”
Foto circulou após eleição
Marco Antunes, baterista da formação original do Angra, criticou Eduarda Campopiano (PL) depois que uma foto da deputada estadual eleita usando uma camiseta da banda voltou a circular nas redes sociais. A imagem havia sido publicada originalmente em abril pelo cabeleireiro Anderson Bonani e ganhou nova repercussão após Campopiano receber 1.956.238 votos e se tornar a deputada estadual mais votada de São Paulo.
O que Marco Antunes escreveu?
Atualmente usando o nome artístico Marco Leão Sol, o músico reagiu diretamente à imagem. “Tira essa camiseta, fascistinha de m*rda, demônio precoce”, escreveu. Na mesma manifestação, afirmou que, como cofundador do Angra, declarava Campopiano “excomungada” e encerrou com novos insultos. A publicação foi posteriormente apagada.
Marco integrou o Angra entre 1991 e 1993 e deixou o grupo durante as gravações do primeiro álbum, “Angels Cry”. Depois de apagar o comentário, voltou ao assunto em outra publicação, desta vez colocando apenas a palavra “Credo” sobre a foto de Campopiano e acrescentando: “Entendedores entenderão”.
Kiko Loureiro realmente comentou?
Prints também circularam nas redes atribuindo a Kiko Loureiro o comentário com a palavra “Credo” na publicação original. O ex-guitarrista do Angra negou a autoria. “Eu nunca escrevi nenhum comentário aqui, eu nem sabia da existência dessa candidata até ontem. Comentário nunca existiu”, afirmou.
Kiko fez parte do Angra de 1992 a 2015, quando deixou a banda para integrar o Megadeth. Até agora, o Angra não publicou uma manifestação oficial sobre Campopiano nem sobre o uso da camiseta.
Quem é Eduarda Campopiano?
Campopiano tem 23 anos, foi eleita vereadora de Praia Grande em 2024 e agora conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo. Filiada ao PL, construiu sua projeção política principalmente nas redes sociais e se apresenta como antifeminista, além de defender pautas conservadoras em temas como aborto, segurança pública e cotas raciais.
A deputada eleita ganhou nova repercussão nesta semana após declarar que não considera o feminicídio um crime específico, posição que provocou críticas da jornalista Adriana Araújo, da BandNews FM. A legislação brasileira reconhece o feminicídio como crime autônomo desde 2024.