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Adriana Araújo se emociona ao criticar fala de Eduarda Campopiano sobre feminicídio
Âncora da BandNews FM rebateu deputada eleita, que diz não considerar o feminicídio um crime específico
Adriana Araújo reage a deputada eleita
Adriana Araújo se emocionou na segunda-feira (5/10) ao comentar no programa “Entre Nós”, da BandNews FM, as declarações de Eduarda Campopiano (PL) sobre feminicídio e feminismo. A âncora do “Jornal da Band” criticou a deputada estadual eleita por São Paulo, que recebeu 1.956.238 votos e se tornou a candidata mais votada para a Assembleia Legislativa no estado.
O que Eduarda Campopiano disse?
Campopiano se apresenta como antifeminista e já declarou ser contrária à tipificação específica do feminicídio. “Eu não acho que feminicídio seja algo que exista”, afirmou. A deputada eleita defende que mortes desse tipo sejam tratadas como crimes passionais e admite agravantes quando um homem usa sua superioridade física contra uma mulher.
A posição contraria a legislação brasileira vigente. Desde 2024, o feminicídio é um crime autônomo no Código Penal, definido como matar uma mulher por razões da condição do sexo feminino, incluindo violência doméstica e familiar ou menosprezo e discriminação à condição de mulher. A pena prevista é de 20 a 40 anos de prisão.
“Mulheres reais estão sentindo dor”
Adriana começou lembrando que a Campopiano pode se dizer antifeminista, mas sua eleição só se tornou possível graças às feministas que lutaram por direitos políticos. “Por décadas, mulheres lutaram para que ela tivesse o direito de, em 2026, se tornar uma deputada estadual em São Paulo”, afirmou. Em seguida, classificou como “gravíssima” a declaração sobre feminicídio.
Com a voz embargada, a jornalista afirmou que Campopiano repete “bordões que viralizam nas redes sociais e nos grupos de ódio às mulheres”, enquanto vítimas enfrentam a violência fora da internet. “Mulheres reais estão sentindo dor na pele. Mulheres são esfaqueadas, estupradas, asfixiadas todos os dias no nosso País. Mulheres são mortas todos os dias no nosso País”, disse.
Dados do Ministério da Justiça dão dimensão ao problema citado por Adriana. O Brasil registrou 848 vítimas de feminicídio entre janeiro e julho de 2026. O número representa queda de 3,2% em relação ao mesmo período de 2025 e mantém uma média próxima de quatro mortes por dia.
Âncora manda recado aos eleitores
Adriana também explicou que se considera feminista por defender igualdade de espaço, respeito, direitos e oportunidades entre homens e mulheres. “O direito essencial que toda mulher tem é o direito a viver e a não morrer na mão de homens assassinos”, afirmou durante o comentário.
A jornalista então se dirigiu diretamente aos quase 2 milhões de eleitores de Campopiano. Disse não acreditar que todos eles neguem o feminicídio ou sejam indiferentes às mulheres vítimas de violência.
“A gente deseja a bondade e elege o ódio”, afirmou. “Se você puder parar, respirar um instante e pensar sobre isso, talvez nas próximas eleições a gente vá além do videozinho do TikTok e do Instagram e não eleja esse tipo de pensamento.”