
Divulgação/Lionsgate
Guia da Pipoca: “Michael”, “Moana” e “Lupin 4” chegam ao streaming
Os 10 melhores lançamentos da semana ainda incluem "Todo Mundo em Pânico", "Mother Mary" e novas temporadas de "Cyberpunk: Mercenários" e "A Lista Terminal"
O Guia da Pipoca apresenta os 10 principais títulos que chegam ao streaming nos próximos dias, com lançamentos da Netflix, Prime Video, Disney+, HBO Max, Paramount+ e Globoplay. A programação destaca a versão com atores de “Moana”, a cinebiografia “Michael” e o retorno da franquia “Todo Mundo em Pânico”, além de novas temporadas de “Lupin”, “A Lista Terminal”, “Ninguém Quer” e “Cyberpunk: Mercenários”. Entre as novidades estão a série brasileira “Verônika com K” e o drama musical “Mother Mary”, com Anne Hathaway.
TERÇA
📺 CYBERPUNK: MERCENÁRIOS 2 | Netflix
Quatro anos depois de transformar o universo do videogame “Cyberpunk 2077” num dos animes mais comentados da Netflix, o estúdio japonês Trigger retorna à metrópole futurista de Night City com uma história independente. A continuação abandona os personagens da série original, especialmente David Martinez e Lucy, para acompanhar outro grupo de mercenários num mundo dominado por megacorporações, implantes cibernéticos e violência. O projeto preserva a ambientação criada pela CD Projekt Red, mas apresenta um novo elenco e mudanças no estilo de animação.
Os dez episódios acompanham criminosos profissionais que tentam sobreviver numa sociedade em que o corpo humano pode ser modificado mecanicamente e praticamente tudo está à venda. Seus integrantes se envolvem numa jornada de vingança e redenção, enquanto disputam reconhecimento numa cidade que transforma violência em espetáculo. A trama não exige conhecimento dos acontecimentos anteriores, embora compartilhe suas regras sociais e a relação entre tecnologia e criminalidade.
O primeiro anime encontrou uma identidade própria ao combinar sequências de ação frenéticas, violência gráfica e uma história trágica sobre ambição e autodestruição. Sua popularidade chegou a impulsionar novamente as vendas do videogame original. A nova produção mantém essa relação entre marginalidade e tecnologia, mas desloca o foco para a busca de notoriedade numa sociedade fascinada por imagens extremas. O conceito dialoga tanto com a tradição japonesa do cyberpunk, de “Akira” a “Ghost in the Shell”, quanto com uma cultura contemporânea que transforma experiências individuais em mercadoria digital.
📺 FINGIDA | Disney Plus
Como reconhecer a própria mãe quando ninguém mais percebe que ela mudou? Essa é a situação que movimenta a nova série de suspense psicológico do Hulu, criada por Nick Paley, corroteirista de “Marcel, a Concha de Sapatos”. Connie Britton (“The White Lotus”) e Sam Nivola (“O Casal Perfeito”) protagonizam uma história que mistura mistério, drama adolescente e humor desconfortável, a partir da possibilidade de uma pessoa conhecida ter sido substituída por outra aparentemente idêntica.
Sonny Cooke (Nivola) é um estudante que sobrevive a um acidente de carro e desperta no hospital convencido de que sua mãe, Ellen (Britton), já não é a mesma mulher. Ela conserva a aparência e as lembranças familiares, mas pequenas diferenças de comportamento despertam a desconfiança do filho. Como ninguém mais percebe qualquer mudança, o adolescente começa a questionar a própria sanidade enquanto procura provas de que está vivendo com uma impostora. Grace Brennan, Maliq Johnson e Meera Syal completam o elenco, numa produção que também conta com Drew Goddard (“O Segredo da Cabana”) entre os produtores executivos.
A premissa recupera a paranoia de “Vampiros de Almas” (1956), clássico sobre substituições humanas, mas situa o conflito numa relação de dependência afetiva. A suspeita de Sonny pode indicar uma ameaça real ou refletir as inseguranças de um adolescente que começa a enxergar a mãe como uma pessoa diferente daquela que conheceu na infância. Essa ambiguidade permite explorar o amadurecimento e a dificuldade de separar a própria identidade da influência familiar sem abandonar o suspense sobrenatural.
QUARTA
📺 A LISTA TERMINAL 2 | Prime Video
Chris Pratt (“Guardiões da Galáxia Vol. 3”) retoma o papel do militar James Reece quase cinco anos depois da 1ª temporada, que acompanhou sua vingança contra os responsáveis pela morte de seus companheiros e familiares. A continuação adapta “True Believer”, segundo romance da série literária de Jack Carr, e troca o suspense de revanche pessoal por uma trama de espionagem internacional. Constance Wu (“As Golpistas”) retorna como a jornalista Katie Buranek, e o elenco é reforçado por Tom Hopper (“The Umbrella Academy”).
Depois de concluir sua lista de inimigos, Reece tenta encontrar um novo propósito para a vida. Sua tentativa de afastamento termina quando a CIA o encurrala e oferece uma oportunidade de limpar seu nome: impedir uma conspiração terrorista que envolve um antigo aliado e interesses secretos de diferentes governos. A missão atravessa o oceano Índico, a África, o Oriente Médio e a Europa, com descobertas que ligam a operação ao passado de sua família. Ao longo da investigação, o protagonista percebe que a ameaça envolve estruturas de poder muito maiores do que aquelas que enfrentou anteriormente.
A expansão geográfica aproxima a série dos thrillers de espionagem militar, em contraste com o clima de paranoia que marcou seus primeiros episódios. O protagonista continua apresentado como um combatente altamente treinado, capaz de enfrentar adversários muito superiores em número, mas agora precisa lidar também com manipulações políticas e operações clandestinas. A adaptação mantém o interesse pelos procedimentos táticos e pelo realismo das ações militares, ao mesmo tempo que coloca a violência individual de Reece a serviço de uma disputa internacional cuja dimensão ele inicialmente desconhece.
🎞️ MOANA | Disney Plus
Dez anos depois da animação que apresentou uma princesa polinésia determinada a desafiar as tradições de sua ilha, a Disney retoma a aventura musical numa produção com atores reais. Catherine Laga’aia assume o papel principal, antes dublado por Auli’i Cravalho, enquanto Dwayne Johnson (“Coração de Lutador”) interpreta pessoalmente o semideus Maui, personagem ao qual emprestou a voz no desenho original. A direção é de Thomas Kail (“Hamilton”), com as canções de Lin-Manuel Miranda, Opetaia Foa’i e Mark Mancina.
A história acompanha a filha do chefe de Motunui, escolhida pelo oceano para restaurar o coração da deusa Te Fiti e salvar sua comunidade de uma maldição. Contrariando as ordens paternas, Moana atravessa os recifes que delimitam o território de seu povo e procura Maui, responsável pelo roubo da relíquia sagrada. Os dois embarcam numa viagem por mares repletos de criaturas fantásticas, enfrentam o gigantesco caranguejo Tamatoa e precisam superar suas diferenças para cumprir a missão. Jemaine Clement (“O Que Fazemos nas Sombras”) e Frankie Adams (“The Expanse”) também integram o elenco.
A produção representa uma das adaptações mais rápidas da estratégia da Disney de refilmar seus sucessos animados: o original ainda era relativamente recente e já havia recebido uma continuação animada bem-sucedida em 2024. O novo filme reproduz grande parte da estrutura narrativa e das canções conhecidas, com cenários naturais, figurinos e efeitos digitais que procuram dar materialidade aos personagens fantásticos. Embora a interpretação de Laga’aia e a presença de Johnson sustentem a aventura, a proximidade com a animação reforça a principal limitação do projeto: a experiência visual muda, mas a história oferece poucas razões artísticas para ter sido contada novamente.
QUINTA
📺 NINGUÉM QUER 3 | Netflix
A comédia romântica criada por Erin Foster chega à 3ª temporada com uma mudança importante: Joanne (Kristen Bell) e Noah (Adam Brody) já superaram a fase das dúvidas sobre permanecer juntos e agora precisam aprender a dividir a mesma casa. O relacionamento entre a apresentadora de podcast agnóstica e o rabino judeu deixa de depender exclusivamente dos obstáculos religiosos e familiares para explorar os problemas cotidianos da convivência.
A mudança coloca Joanne diante de decisões sobre sua relação com o judaísmo e o lugar que ocupará na comunidade religiosa de Noah. A chegada da rabina Eden (Sarah Silverman) e de Sebastien (Andrew Rannells, de “Girls”) provoca novas situações, enquanto a carreira de Morgan (Justine Lupe), irmã da protagonista, ganha impulso e altera o equilíbrio entre as duas. Sasha (Timothy Simons) e Esther (Jackie Tohn) também enfrentam transformações em sua vida conjugal.
O principal mérito da série sempre esteve no diálogo entre pessoas que se amam, mas possuem crenças e expectativas diferentes. As primeiras temporadas exploravam a tensão entre o desejo individual e a pressão comunitária, particularmente sobre uma mulher que precisava decidir quanto estava disposta a modificar a própria identidade por um relacionamento. Ao abandonar parte do suspense romântico, os novos episódios deslocam o conflito para uma questão mais madura: como preservar essas diferenças depois que a paixão inicial se transforma numa vida compartilhada. O humor continua apoiado nos constrangimentos familiares e nas conversas francas que fizeram da produção um sucesso.
🎞️ TODO MUNDO EM PÂNICO | Paramount+
Treze anos depois do último filme e mais de duas décadas após a estreia da franquia, os irmãos Wayans reassumem o comando criativo da série de paródias que transformou os clichês do terror em comédia escrachada. Marlon e Shawn Wayans voltam como Shorty e Ray, ao lado de Anna Faris (“A Casa das Coelhinhas”) e Regina Hall (“Viagem das Garotas”), novamente nos papéis de Cindy e Brenda. Dirigido por Michael Tiddes (“Inatividade Paranormal”), o 6º filme ignora a necessidade de reinventar os personagens e aposta no reencontro do elenco original.
A trama começa 26 anos depois de os protagonistas escaparem de um assassino mascarado. Quando o criminoso reaparece, os sobreviventes acabam envolvidos numa nova sequência de perseguições, assassinatos e situações absurdas. O roteiro transforma sucessos recentes do terror em alvo de piadas, com referências a “Pecadores”, “M3GAN”, “Sorria”, “A Substância” e “A Hora do Mal”, além de zombar da multiplicação de sequências, prelúdios, remakes e derivados em Hollywood.
O retorno dos Wayans recupera o humor vulgar e as referências sexuais que marcaram os primeiros capítulos, mas também evidencia os limites dessa fórmula. As paródias funcionam melhor quando encontram um elemento absurdo por trás de uma cena conhecida, não quando se limitam a reproduzi-la com um comentário grosseiro. A crítica recebeu o filme de maneira predominantemente negativa, com apenas 23% de aprovação no Rotten Tomatoes, embora a bilheteria mundial tenha ultrapassado US$ 230 milhões. A verdade é que a franquia nunca agradou a crítica e a diferença positiva em seu desempenho comercial mostra que o público continua disposto a consumir esse tipo de comédia – que, por sinal, vai ter mais uma continuação.
📺 VERÔNIKA COM K | Globoplay
O universo criminal de “Arcanjo Renegado” ganha uma nova protagonista e troca as operações policiais pelos bastidores da advocacia. Criada por José Junior e dirigida por Silvio Guindane e Rachel Camara, a série brasileira de oito episódios acompanha uma advogada negra que construiu uma carreira de sucesso depois de abandonar a comunidade onde cresceu. Roberta Rodrigues (“Cidade de Deus”) interpreta a personagem central, acompanhada por Marcelo Serrado (“O Outro Lado do Paraíso”), Dhério Chagas (“Arcanjo Renegado”), Maria Ceiça (“Vai na Fé”), Mariana Ximenes (“Mania de Você”) e Letícia Spiller (“Cidade Invisível”).
Verônika deixou o fictício Morro de São Jerônimo após uma tragédia familiar e conquistou espaço num escritório de advocacia criminal. Sua trajetória sofre um abalo quando o mentor Orestes Schneider (Marcelo Torreão) é preso num escândalo de corrupção. Com dificuldades financeiras e a reputação profissional ameaçada, ela recebe a proposta de defender Rod (Chagas), traficante que controla sua antiga comunidade e com quem manteve um relacionamento na adolescência. O caso obriga a advogada a enfrentar segredos que podem comprometer sua família, enquanto o promotor André Fraga (Serrado) transforma a investigação numa disputa pessoal.
Ambientada seis anos antes dos acontecimentos mais recentes de “Arcanjo Renegado”, a produção recupera personagens conhecidos, incluindo o policial Mikhael (Marcello Melo Jr.), mas funciona como uma história independente. A mudança de perspectiva é significativa: em vez de acompanhar principalmente agentes de segurança que enfrentam organizações criminosas, o roteiro apresenta uma profissional cuja função é garantir o direito de defesa, mesmo quando isso significa representar pessoas que controlam a violência nas comunidades. A série encontra nesse conflito a oportunidade de discutir mobilidade social, pertencimento e os limites éticos da justiça brasileira, com uma protagonista cuja ascensão profissional não elimina os vínculos com o território que tentou deixar para trás.
SEXTA
📺 LUPIN 4 | Netflix
Omar Sy (“Intocáveis”) volta a interpretar o ladrão de casaca Assane Diop quatro anos depois de seu personagem ter decidido se entregar à polícia para proteger a família. Inspirada nos romances de Maurice Leblanc sobre Arsène Lupin, o Ladrão de Casaca, a série francesa retoma a história com uma situação incomum para um protagonista conhecido pela habilidade de escapar de qualquer armadilha: Assane continua na prisão, aparentemente disposto a cumprir a pena e abandonar definitivamente a vida criminosa.
Seus planos de reconstruir o relacionamento com Claire (Ludivine Sagnier) e o filho Raoul (Etan Simon), com quem pretende viver no Senegal, são interrompidos pelo aparecimento de um impostor que utiliza o nome Lupin para cometer roubos em Paris. Os crimes ameaçam envolver Assane numa nova investigação, obrigando-o a recuperar suas habilidades para descobrir quem está utilizando sua identidade. Ludivine Sagnier, Antoine Gouy e Soufiane Guerrab retornam ao elenco da produção criada por George Kay e François Uzan.
A narrativa continua explorando a tradição dos grandes ladrões da literatura popular, mas com um protagonista negro que utiliza inteligência, disfarces e conhecimento das desigualdades sociais para enfrentar adversários poderosos. A nova trama inverte uma característica central da série: antes, Assane escondia a própria identidade para executar golpes; agora, precisa recuperá-la de alguém que tomou seu lugar. O suspense conserva o tom de aventura e a elegância dos roubos elaborados, enquanto aprofunda o conflito entre a liberdade individual e as responsabilidades familiares que atravessa a história desde o primeiro episódio.
🎞️ MICHAEL | Prime Video
A cinebiografia musical de maior bilheteria de todos os tempos chega ao streaming com a expectativa de continuar seu sucesso. Na trama, Michael Jackson é interpretado por seu próprio sobrinho, Jaafar Jackson, filho de Jermaine Jackson. Dirigido por Antoine Fuqua (“O Protetor”) e escrito por John Logan (“007: Operação Skyfall”), o filme acompanha a trajetória do cantor desde a infância no Jackson 5 até sua consagração como fenômeno mundial, com destaque para as apresentações musicais que marcaram a transformação da indústria fonográfica e dos videoclipes.
A história começa com o ambiente familiar comandado por Joe Jackson (Colman Domingo, de “Rustin”), pai autoritário que transforma os filhos num grupo musical de sucesso. A narrativa acompanha a ascensão de Michael, suas tensões com o controle paterno e o desenvolvimento de uma carreira individual que alcança escala inédita com discos como “Off the Wall”, “Thriller” e “Bad”. Nia Long (“Desaparecida”) interpreta a mãe Katherine Jackson, Miles Teller (“Top Gun: Maverick”) vive o advogado John Branca e Laura Harrier (“Infiltrado na Klan”) aparece como Suzanne de Passe, executiva da gravadora Motown.
O filme encontra sua maior força na recriação dos espetáculos, com Jaafar reproduzindo a voz, os movimentos e a linguagem corporal do tio de maneira próxima aos registros originais. A direção privilegia a grandiosidade das apresentações e a transformação de Jackson num fenômeno cultural, mas dedica menos atenção às contradições de sua vida fora dos palcos.
A participação do espólio do cantor na produção também marcou a abordagem biográfica. O roteiro termina no período de “Bad”, antes das acusações de abuso sexual que se tornariam parte incontornável de sua história pública, e apresenta um retrato predominantemente favorável do artista. O ponto alto fica por conta da precisão das performances musicais e o baixo se concentra na superficialidade do tratamento dos conflitos pessoais. Sem se importar com as críticas, os fãs aprovaram a opção de consumir o filme como celebração do legado artístico e não como lembrete das controvérsias do Rei do Pop.
🎞️ MOTHER MARY | HBO Max
Anne Hathaway (“Uma Ideia de Você”) interpreta uma estrela pop em crise num drama psicológico que mistura música, horror sobrenatural e uma relação afetiva marcada por ressentimentos. Escrito e dirigido por David Lowery (“A Lenda do Cavaleiro Verde”), o filme é inédito nos cinemas brasileiros e apresenta uma história sobre fama, criação artística e a dificuldade de distinguir a pessoa real da imagem construída para o público. A produção da A24 inclui canções originais assinadas por Charli XCX, Jack Antonoff e FKA Twigs, que também participa do elenco.
Mother Mary (Hathaway) prepara seu retorno aos palcos depois de um período de afastamento e procura Sam Anselm (Michaela Coel,”Eu Posso Destruir Você”), antiga amiga e figurinista com quem rompeu de maneira traumática. O reencontro, inicialmente motivado pela necessidade de criar o figurino de um espetáculo, desencadeia conflitos sobre episódios do passado, acusações de traição e lembranças que as duas preferiam esquecer. A relação assume contornos progressivamente perturbadores, com manifestações sobrenaturais que transformam o processo de criação artística numa experiência de confronto psicológico. Hunter Schafer (“Euphoria”), Kaia Gerber (“Bottoms”) e Jessica Brown Findlay (“Downton Abbey”) completam o elenco.
Lowery abandona a estrutura tradicional das cinebiografias musicais e utiliza a figura da cantora como expressão de um universo em que identidade, desejo e espetáculo se confundem. O luxo dos figurinos, a iluminação teatral e os números musicais contrastam com a atmosfera opressiva dos encontros entre as protagonistas, fotografados em ambientes fechados e dominados por silêncios desconfortáveis.
A proposta é divisiva, com destaques para a composição visual, a atuação de Coel e as sequências musicais, que brilham em contraste com a obscuridade do roteiro. O longa alcançou 69% de aprovação no Rotten Tomatoes, resultado que reflete sua recepção irregular. Mais interessado nas feridas emocionais por trás de uma celebridade do que em apresentar um retrato realista da indústria musical, o filme aproxima a cultura pop do terror gótico, numa experiência visual que frequentemente privilegia a atmosfera sobre a clareza narrativa.