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Divulgação/Apple TV+

Série|1 de outubro de 2026

Guia | As 10 melhores séries lançadas em setembro em streaming

Lista traz os principais lançamentos do mês com destaques da Prime Video, Netflix, HBO Max, Disney+, Paramount+, MGM+, Apple TV+ e Globoplay

A relação dos melhores lançamentos do mês coloca em perspectiva as principais séries recentes disponibilizadas em streaming, apontando opções para maratonar em casa. A lista contempla desde atrações consagradas em novas temporadas até estreias que valem a pena começar a acompanhar. Confira os 10 principais destaques de setembro.

Pipoque pelo Texto ocultar
1 📺 1 | SLOW HORSES 6 | Apple TV
2 📺 2 | YOUTH | HBO Max
3 📺 3 | MEUS MORTOS TRISTES | Netflix
4 📺 4 | TERRA DA MÁFIA 2 | Paramount+
5 📺 5 | A BONECA | Netflix
6 📺 6 | AMERICAN HOSTAGE | MGM+
7 📺 7 | NEAGLEY – DETETIVE PARTICULAR | Prime Video
8 📺 8 | MADE IN KOREA 2 | Disney+
9 📺 9 | VERMELHO SANGUE 2 | Globoplay
10 📺 10 | DANG! | Netflix
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📺 1 | SLOW HORSES 6 | Apple TV

Seis temporadas depois, a série britânica continua sustentada pela mesma ideia de sua história inicial: agentes descartados pelo MI5 ainda conseguem salvar o país apesar da própria instituição. Gary Oldman (“O Destino de uma Nação”) volta como Jackson Lamb, espião brilhante escondido atrás de roupas imundas, hábitos repulsivos e uma capacidade quase científica de insultar subordinados. A fórmula permanece uma espécie de anti-James Bond, onde espionagem significa burocracia, erro humano, arquivos esquecidos e profissionais trabalhando em salas que ninguém gostaria de visitar.

A nova história funde “Joe Country” e “Slough House”, 6º e 7º livros da série de Mick Herron. Diana Taverner, vivida por Kristin Scott Thomas (“O Paciente Inglês”), envolve a equipe numa cadeia de vingança que coloca os agentes em fuga e recupera assuntos deixados para trás em temporadas anteriores. Jack Lowden (“Dunkirk”), Saskia Reeves (“Luther”), Christopher Chung (“Minha Carreira Bilhante”), Rosalind Eleazar (“A História Pessoal de David Copperfield”), Jonathan Pryce (“Dois Papas”) e Hugo Weaving (“Matrix”) continuam no elenco, enquanto Olivia Cooke (“A Casa do Dragão”) retorna como Sid Baker, cuja ausência pairava sobre a trama desde a 1ª temporada.

A combinação de dois romances deixa a temporada mais carregada de fantasmas do passado, sem abandonar o humor corrosivo que impede a espionagem de adquirir glamour. Mas há uma mudança importante nos bastidores: a roteirista Gaby Chiappe (“Sua Melhor História”) assume a adaptação depois da longa passagem de Will Smith pelo comando criativo. As primeiras avaliações mantiveram a sequência rara de unanimidade crítica, com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes.


📺 2 | YOUTH | HBO Max

Sharon Horgan transformou casamento, maternidade e famílias disfuncionais em matéria-prima para “Catastrophe”, “Motherland” e “Bad Sisters”. Agora, a roteirista e atriz chega aos 50 como quem entra numa nova adolescência: divorciada, sexualmente ativa, cercada por pais envelhecendo e um filho que deveria estar deixando de depender dela.

Horgan interpreta Alex, agente literária londrina que tenta reconstruir a vida amorosa enquanto cuida dos pais e lida com o retorno do filho Ruari, vivido por Aran Murphy. Rupert Friend (“Homeland”) aparece como Patrick, um homem mais jovem que entra nessa reorganização afetiva. Sharlene Whyte (“Small Axe”) e Robbie Gee (“Snatch”) integram o núcleo familiar.

O título parte da ideia de que os 50 seriam a juventude da velhice, e Horgan usa a contradição para fazer uma história de amadurecimento quando a sociedade pressupõe que o amadurecimento já terminou. As primeiras críticas destacaram justamente essa recusa em transformar menopausa e envelhecimento feminino em derrota. A crítica se apaixonou, com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes.


📺 3 | MEUS MORTOS TRISTES | Netflix

O cineasta chileno Pablo Larraín (“Spencer”, “Maria Callas”) troca os personagens históricos de seus últimos filmes pelos fantasmas da argentina Mariana Enriquez, uma das principais vozes do horror latino-americano contemporâneo. A minissérie de quatro episódios combina personagens e situações de quatro contos da autora para transformar sobrenatural, violência urbana e memória numa mesma história.

Mercedes Morán (“O Reino”) interpreta Ema, médica recém-aposentada que convive desde jovem com a capacidade de ver os mortos. Sua rotina muda com a chegada da sobrinha Julie, vivida por Dolores Fonzi (“Blondi”), e com o assassinato de três adolescentes no bairro onde mora. Quando as vítimas começam a aparecer diante dela, as manifestações sobrenaturais ligam a violência recente a fantasmas que a comunidade preferia esquecer.

Mariana Enriquez participa da produção ao lado de Larraín, preservando uma ideia recorrente em sua literatura: fantasmas são menos assustadores que aquilo que os produziu. Mortos violentamente, abandonados ou esquecidos, voltam porque existe uma dívida social com eles. A produção teve sua estreia mundial na competição oficial do Festival de San Sebastián, apresentada em versão de longa-metragem antes de chegar dividida em episódios ao streaming.


📺 4 | TERRA DA MÁFIA 2 | Paramount+

Toda boa história de máfia acaba se revelando como uma história de família. Depois de transformar os Harrigan numa mistura de organização criminosa e dinastia disfuncional, a série entra na 2ª temporada com o império rachado por dentro e atacado por fora. A atmosfera chega cada vez mais perto da tragédia jacobina: pais manipulam filhos, casamentos funcionam como alianças estratégicas, lealdades valem até a próxima traição e herança significa tanto patrimônio quanto cadáveres.

Tom Hardy (“Mad Max: Estrada da Fúria”) retorna como Harry Da Souza, o fixer encarregado de consertar problemas que se multiplicam mais rapidamente que sua capacidade de enterrá-los. Pierce Brosnan (“007 Contra GoldenEye”) volta como Conrad Harrigan e Helen Mirren (“A Rainha”) como Maeve, casal cuja autoridade passa a depender de aparentar unidade enquanto a estrutura familiar se fragmenta. Paddy Considine (“A Casa do Dragão”), Joanne Froggatt (“Downton Abbey”), Lara Pulver (“Sherlock”) e Anson Boon (“Pistol”) completam o núcleo principal.

O contraste de interpretação continua sendo uma das armas da produção. Brosnan e Mirren tratam os Harrigan como monarcas criminosos, cheios de teatralidade, enquanto Hardy reduz Harry a movimentos mínimos, frases curtas e uma permanente impressão de que está calculando quem precisará morrer em seguida. O roteirista Ronan Bennett (“Top Boy”) usa a máfia quase como sistema de governo privado. A violência decide disputas, mas o verdadeiro poder está em saber qual membro da família ainda pode ser usado antes de virar inimigo.


📺 5 | A BONECA | Netflix

O romance de Bolesław Prus que serve de base à minissérie é um verdadeiro patrimônio nacional da Polônia. Mas o diretor Paweł Maślona (“Kos”) evita o caminho mais reverente: sua versão em seis episódios mistura drama de época, ironia, grotesco, mistério e melodrama para retirar do século 19 uma história de dinheiro, desejo e mobilidade social. A proposta não é ilustrar um clássico, mas desmontar a idealização romântica que costuma acompanhar a relação entre seus protagonistas.

Tomasz Schuchardt (“O Naufrágio do Heweliusz”) interpreta Stanisław Wokulski, comerciante enriquecido que tenta atravessar a barreira da aristocracia para conquistar Izabela Łęcka, vivida por Sandra Drzymalska (“EO”). A obsessão amorosa se confunde desde o princípio com ascensão social: desejar Izabela significa também desejar o mundo ao qual ela pertence. A adaptação amplia a perspectiva da jovem, presa às regras da própria classe, e acrescenta investigações, conflitos familiares e segredos que expõem interesses escondidos sob a etiqueta da elite de Varsóvia.

O deslocamento mais interessante está em recusar Wokulski como simples herói romântico incompreendido. Amor e capitalismo passam a falar quase a mesma língua, com pessoas, sobrenomes e relações avaliados pelo poder que podem comprar. Maślona assume a liberdade de mexer num texto canônico justamente para recuperar algo que adaptações excessivamente respeitosas costumam perder: a crueldade da sátira social. É uma abordagem particularmente adequada a um romance em que subir na vida não significa realmente ser aceito por quem já nasceu no andar de cima.


📺 6 | AMERICAN HOSTAGE | MGM+

Em 1977, Tony Kiritsis sequestrou seu corretor de hipoteca em Indianápolis, amarrou uma espingarda serrada ao pescoço dele e exigiu falar ao vivo numa estação de rádio. O impasse, que durou 63 horas, transforma uma história real quase esquecida num thriller em que o jornalismo deixa de observar o acontecimento para se tornar parte dele.

Jon Hamm (“Mad Men”) interpreta Fred Heckman, diretor de jornalismo da WIBC que aceita colocar o sequestrador no ar e passa a negociar com ele diante dos ouvintes. Giovanni Ribisi (“Sneaky Pete”) vive Kiritsis, enquanto Kristoffer Polaha (“Condor”) é Dick Hall, o refém. Mireille Enos (“The Killing”) e William Jackson Harper (“The Good Place”) completam o elenco.

A reconstrução encontra sua melhor tensão no dilema jornalístico: desligar o microfone poderia custar uma vida, mantê-lo aberto transforma crime em espetáculo. A produção evita depender apenas da excentricidade do caso e concentra o conflito na relação construída entre repórter e sequestrador.

Criada por Eileen Myers (“Amor Imenso”) e o veterano Shawn Ryan (“The Shield”), a série adapta um podcast dramatizado que já contava com Hamm no papel principal. As primeiras críticas foram imensamente favoráveis, com 90% de aprovação no Rotten Tomatoes.


📺 7 | NEAGLEY – DETETIVE PARTICULAR | Prime Video

Criar um derivado de “Reacher” parece uma contradição: a principal característica do protagonista é justamente não precisar de ninguém. Frances Neagley resolve boa parte desse problema porque nunca funcionou apenas como coadjuvante. Maria Sten (“Monstro do Pântano”) retoma a ex-integrante da 110ª Unidade de Investigações Especiais, agora estabelecida em Chicago como investigadora particular, com métodos tão eficientes quanto os do antigo comandante e uma relação muito menos hostil com computadores, telefones e vida em sociedade.

A morte de um velho amigo, inicialmente tratada como acidente, leva Neagley a desconfiar das circunstâncias e iniciar uma investigação própria. O caso recupera conexões de seu passado militar e coloca em circulação personagens interpretados por Greyston Holt (“Bitten”), Adeline Rudolph (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), Matthew Del Negro (“City on a Hill”) e Damon Herriman (“Justified”). Alan Ritchson também reaparece como Jack Reacher, mas em participação especial, numa decisão importante para não transformar o derivado numa extensão disfarçada da série principal.

A mudança de protagonista altera a própria mecânica da franquia. Reacher percorre cidades como um corpo estranho, sem endereço, telefone ou vínculos permanentes. Neagley tem escritório, clientes, contatos e uma profissão baseada em descobrir informação. O material inicial explora essa oposição em vez de simplesmente trocar o sexo do brutamontes no centro da história. É justamente aí que o projeto encontra razão para existir: ela sabe quebrar ossos quando necessário, mas também consegue trabalhar com gente.


📺 8 | MADE IN KOREA 2 | Disney+

O thriller criminal sul-coreano avança nove anos em relação aos acontecimentos da temporada inaugural e retoma a disputa entre Baek Ki-tae e Jang Geon-young. Ki-tae, interpretado por Hyun Bin (“Pousando no Amor”), alcançou o posto de vice-diretor da Agência Central de Inteligência da Coreia e ampliou sua rede de poder e tráfico de drogas. Geon-young, vivido por Jung Woo-sung (“12.12: O Dia”), retorna depois de quase uma década disposto a acertar contas com o antigo adversário.

A nova fase também incorpora Woo Do-hwan (“Cães de Caça”) como Baek Ki-hyeon, personagem que amplia os conflitos internos em torno da família e da estrutura de poder construída por Ki-tae. O embate mantém a combinação de crime organizado, política e instituições do Estado que definiu a narrativa anterior, agora em outro momento da história recente da Coreia do Sul.

Woo Min-ho (“Infiltrados”) dirige novamente a produção, escrita por Park Eun-kyo (“Mother – A Busca Pela Verdade”). A temporada final tem seis episódios e preserva a abordagem noir aplicada à trama sobre corrupção, ambição política e vingança.


📺 9 | VERMELHO SANGUE 2 | Globoplay

A fantasia brasileira volta a soltar suas criaturas sobrenaturais no cerrado mineiro. Guarambá continua cercada por vampiros, experiências biotecnológicas e uma linhagem de homens e mulheres capazes de se transformar em lobos-guará. O resultado desloca a velha oposição entre vampiro e lobisomem para uma mitologia com participação da fauna brasileira.

Luna, interpretada por Letícia Vieira (“Vale Tudo”), passa a assumir sua natureza de “lobimoça” enquanto descobre que a família guarda mais segredos do que imaginava. Milhem Cortaz (“Os Outros”) vive seu pai e Lucas Leto (“Pantanal”) interpreta Juan, irmão gêmeo que compartilha a transformação. Do outro lado, Flora, personagem de Alanis Guillen (“Três Graças”), agora é vampira após ter sido salva por Celina, vivida por Laura Dutra (“A Herança”). As duas deixam de esconder o relacionamento e passam a enfrentar juntas as consequências da transformação.

Claudia Sardinha e Rosane Svartman, que trabalharam juntas em “Malhação”, mantêm a combinação de romance juvenil, suspense e fantasia sob direção artística de Patricia Pedrosa. A 2ª temporada aproveita melhor o que diferencia a produção num gênero saturado: em vez de reproduzir a Transilvânia no Brasil, constrói sua própria zoologia sobrenatural ao redor do lobo-guará, de pesquisas genéticas e do interior de Minas Gerais. O romance entre Flora e Celina também deixa de funcionar apenas como descoberta amorosa para incorporar uma questão maior da série: aceitar uma identidade capaz de modificar literalmente o corpo.


📺 10 | DANG! | Netflix

O roteirista Andrew Law (“The Good Place”, “Hacks”) transforma relações familiares disfuncionais em sua estreia na animação. A produção acompanha os irmãos Andrew (inspirado e dublado pelo criador) e Eunice, acostumados a uma rotina caótica, até a chegada de Ruthie, a irmã mais velha que sempre representou o modelo de sucesso da família e agora aparece com a própria vida em crise.

Stephanie Hsu (“Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”) dubla Ruthie, enquanto Poppy Liu (“Hacks”) interpreta Eunice. A convivência obriga os três a reconsiderar papéis estabelecidos desde a infância: Ruthie tenta se adaptar ao fracasso de seu casamento e à perda de controle sobre a carreira, enquanto os irmãos mostram que a desordem que ela sempre desprezou também funciona como mecanismo de sobrevivência.

Produzida pela Universal Television e animada pelo estúdio Titmouse, a comédia usa o formato de sitcom familiar dentro da linguagem gráfica da animação adulta. Mike Schur (“The Good Place”) e Alan Yang (“Master of None”) integram a produção executiva, ao lado dos criadores Andrew Law e Matt Murray (também de “The Good Place”).

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