
RecordPlus/A Fazenda
Giovanna Gold vira alvo de denúncia por homofobia após advertência na Fazenda
Associação LGBTQIA+ de São Paulo pretende acionar o Ministério Público e pedir diligências policiais no reality da Record
Ofensas podem ter consequências judiciais
Giovanna Gold pode enfrentar uma investigação criminal após seus comentários homofóbicos contra Mayk Leão em “A Fazenda 18”. A Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (21/10) que pretende apresentar uma denúncia ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra a atriz. A iniciativa amplia as consequências da discussão ocorrida no confinamento da Record, que já havia resultado numa advertência oficial de Adriane Galisteu com alerta sobre a possibilidade de expulsão.
O que a associação pretende fazer?
Agripino Magalhães Júnior, presidente da entidade, informou à coluna Fábia Oliveira, do Metrópoles, que pretende protocolar uma representação contra Giovanna. A associação também quer solicitar diligências policiais na sede do reality em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, onde ocorreu o confronto com Mayk.
A entidade fundamenta sua iniciativa na legislação brasileira que criminaliza a homofobia. Em junho de 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu enquadrar práticas homofóbicas e transfóbicas nos crimes previstos na Lei do Racismo. Em 2023, a Corte também reconheceu que ofensas dirigidas a pessoas LGBTQIA+ podem configurar injúria racial. A associação quer que a conduta da participante seja examinada à luz dessas decisões.
Como aconteceu a ofensa?
O episódio começou na tarde de terça-feira (20), quando Mayk chamou Giovanna de “vovozinha” durante uma discussão na piscina. A atriz acusou o influenciador de etarismo e passou a provocá-lo com referências à sua sexualidade. Ao sugerir que ele precisava de uma mulher, afirmou que possuía algo que o rival nunca poderia ter, numa referência à genitália feminina.
Mayk contestou a provocação e disse que nunca desejou ser mulher. “Cuidado com o que você tá falando. Isso é homofobia”, advertiu. Os comentários de Giovanna foram criticados também por seus aliados. Thaíde chamou a atenção da atriz e outros integrantes da Alcateia discutiram a possibilidade de deixá-la jogar sozinha.
A repercussão levou Adriane Galisteu a interromper a edição ao vivo antes da formação da 5ª Roça. A apresentadora comunicou uma advertência formal à participante e afirmou: “A orientação sexual não pode ser usada como objeto de constrangimento e humilhação. Por isso, você está recebendo uma advertência”. Galisteu também avisou que novas atitudes discriminatórias poderiam resultar em expulsão.
Advertência não encerra o caso
A Record tratou o episódio como uma infração às regras do reality e manteve Giovanna no confinamento. A decisão da emissora, entretanto, não impede que o Ministério Público examine as declarações e avalie a existência de uma possível infração penal.
A iniciativa da associação representa uma nova frente para o caso. Se a representação for protocolada, caberá às autoridades analisar os registros audiovisuais e decidir quais providências são cabíveis. Até o anúncio da entidade, não havia confirmação de procedimento criminal instaurado contra Giovanna em razão da discussão.
Aberto para posicionamentos
O espaço segue aberto para posicionamentos, declarações e atualizações das partes citadas, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.