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Fernanda Torres declara voto em Lula com referência a Ainda Estou Aqui
Atriz relaciona escolha à defesa da democracia e destaca Alckmin, Tebet e Marina Silva em vídeo nas redes sociais
Fernanda Torres declara voto a dois dias da eleição
Fernanda Torres declarou voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira (23/10), dois dias antes do 2º turno das eleições presidenciais contra Flávio Bolsonaro (PL). A protagonista de “Ainda Estou Aqui” publicou um vídeo no Instagram após receber cobranças por seu silêncio durante a campanha. Na gravação, relacionou a escolha à defesa da democracia e explicou por que considera outras três figuras políticas ao decidir seu voto.
Por que a atriz vinha sendo cobrada?
Nas últimas semanas, internautas questionaram a ausência de manifestações eleitorais de Fernanda, especialmente depois do sucesso de “Ainda Estou Aqui”, filme de Walter Salles sobre a luta de Eunice Paiva para descobrir o paradeiro do marido, Rubens Paiva, assassinado pela ditadura militar. Uma publicação de 10 de outubro expressou surpresa com o silêncio da atriz, justamente por ter protagonizado uma obra sobre a repressão política no Brasil.
A cobrança também atingiu seu colega de elenco Selton Mello. Em 9 de outubro, José de Abreu criticou publicamente a falta de posicionamento de vários artistas e mencionou o ator, que interpretou Rubens Paiva no longa vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional. Abreu esclareceu que não exigia uma declaração de voto em Lula, mas esperava que os colegas se manifestassem sobre o que considera uma ameaça à democracia.
O que Fernanda disse sobre a democracia?
Fernanda iniciou o pronunciamento relembrando a repercussão de “Ainda Estou Aqui” (2024). Segundo ela, a história da família Paiva produziu uma identificação que ultrapassou diferenças partidárias e religiosas. A atriz destacou o consenso de que “viver num país sem democracia é uma coisa ruim para todo mundo”, estabelecendo uma ligação entre a recepção do filme e o debate eleitoral.
Em seguida, dirigiu sua mensagem aos eleitores indecisos, especialmente aqueles que não se sentem representados por nenhum dos candidatos ou perderam a confiança na política. Na avaliação da atriz, esse grupo terá importância na definição do resultado de domingo (25).
Ao finalmente anunciar sua escolha, foi direta: “Eu vou votar no Lula, isso não é surpresa para ninguém”. Mas explicou que sua decisão não considera apenas o presidente, apontando outras três pessoas cujas trajetórias políticas considera importantes.
Por que ela citou Alckmin, Tebet e Marina?
O primeiro nome foi o do vice-presidente Geraldo Alckmin. Fernanda ressaltou que a história brasileira demonstra a importância de avaliar quem ocupa a Vice-Presidência, cargo que pode se tornar decisivo. Também elogiou sua participação nas negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos diante das tarifas impostas aos produtos brasileiros.
A segunda personalidade mencionada foi Simone Tebet. A atriz recordou a atuação da então senadora durante a pandemia de Covid-19, especialmente sua participação nas discussões sobre a condução da crise sanitária, que deixou cerca de 700 mil mortos no Brasil. Fernanda afirmou que mantém uma dívida de gratidão com Tebet por seu trabalho naquele período.
Por último, destacou Marina Silva, citando a redução do desmatamento durante sua gestão no Ministério do Meio Ambiente. Fernanda encerrou o vídeo defendendo que os eleitores considerem não apenas os candidatos à Presidência, mas também as pessoas que integram seus respectivos grupos políticos.