
Divulgação/Globo
Morre Edson Silva, o Heitor de Laços de Família, aos 95 anos
Veterano interpretou o motorista de Marieta Severo e trabalhou durante décadas no teatro, na televisão e em estúdios de dublagem
Morte foi anunciada pela Dublapédia
O ator e dublador Edson Silva morreu no sábado (10/10), aos 95 anos. Conhecido por interpretar Heitor, o motorista de Alma (Marieta Severo) na novela “Laços de Família” (2000), ele teve a morte anunciada pelo perfil Dublapédia Brasil nas redes sociais. O artista completaria 96 anos em 25 de outubro e a causa da morte não foi divulgada.
Quais foram seus trabalhos nas novelas?
Edson construiu uma carreira de décadas na televisão, principalmente como intérprete de personagens populares e trabalhadores. Tornou-se presença recorrente nas novelas de Manoel Carlos, participando de “História de Amor” (1995), “Por Amor” (1997), “Laços de Família” (2000) e “Mulheres Apaixonadas” (2003). Seu papel mais lembrado foi o de Heitor, motorista particular da rica Alma, personagem de Marieta Severo, que participava dos conflitos familiares da trama protagonizada por Vera Fischer e Carolina Dieckmann.
Sua trajetória na Globo começou ainda em 1969, com “A Última Valsa”, de Glória Magadan, na qual viveu o pintor francês Toulouse-Lautrec. Também integrou produções como “O Astro” (1977), “Água Viva” (1980), “Bebê a Bordo” (1988) e “Rainha da Sucata” (1990), além de passar pelas antigas emissoras Tupi, Rio, Continental e Manchete. Seu último trabalho na televisão foi uma participação como Severino em “Senhora do Destino” (2004). No ano seguinte, afastou-se da carreira após começar a enfrentar problemas de visão.
Carreira também passou pelo teatro e pela dublagem
Nascido em Juiz de Fora, Minas Gerais, em 25 de outubro de 1930, Edson Alves da Silva mudou-se para o Rio de Janeiro no início dos anos 1950 para estudar teatro com Paschoal Carlos Magno. Dedicou quase três décadas aos palcos, atuando e dirigindo espetáculos. Em 1962, participou de uma montagem de “O Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna, ao lado de Joana Fomm e Agildo Ribeiro. Também trabalhou em produções como “Lampião” e “Sinhá Moça”. No cinema, atuou em “Mineirinho Vivo ou Morto” (1967) e “Quem Matou Pacífico?” (1977).
Paralelamente, iniciou uma longa trajetória como dublador, trabalhando nos estúdios Dublasom Guanabara e Herbert Richers. Sua voz apareceu em versões brasileiras de filmes estrangeiros como “Viagem ao Fundo do Mar” (1961), “Os 300 de Esparta” (1962) e “Batman: O Homem Morcego” (1966). Ele permaneceu na Herbert Richers até o início dos anos 1980, quando deixou a atividade para se dedicar aos trabalhos na televisão.
A atriz Alcione Mazzeo lamentou a morte do colega e recordou os momentos compartilhados ao longo da carreira. “É sempre doloroso perder alguém com quem compartilhamos vários momentos, mas saber que finalmente encontrou o descanso merecido traz alívio ao coração”, escreveu nas redes sociais.