
Divulgação/Harpo Productions
Harry e Meghan voltam a morar no Reino Unido após seis anos
Casal levará Archie e Lilibet para estudar no país, mas não retomará funções oficiais na família real
Volta após seis anos
O príncipe Harry e Meghan Markle vão voltar a morar no Reino Unido ainda em agosto, seis anos depois de abandonarem as funções oficiais na família real e se mudarem para os Estados Unidos. Os duques de Sussex levarão os filhos, o príncipe Archie, de 7 anos, e a princesa Lilibet, de 5, para uma temporada prolongada no país.
Por que Harry e Meghan deixaram o país?
O casal rompeu com a rotina da realeza em março de 2020, dois anos depois do casamento no Castelo de Windsor. Harry e Meghan afirmaram na época que buscavam independência financeira e queriam escapar da intensa pressão dos tabloides britânicos.
A saída, porém, acabou ampliando o conflito com a família real. Em 2021, durante entrevista a Oprah Winfrey, Meghan afirmou que um integrante não identificado da família havia demonstrado preocupação com a cor da pele que Archie teria antes de nascer. O príncipe William respondeu posteriormente que a família real “não é racista”.
As críticas ganharam novo impulso com a série documental “Harry & Meghan”, lançada pela Netflix em 2022, e com “O Que Sobra”, livro de memórias publicado por Harry em 2023. O príncipe relatou conflitos com o pai, o rei Charles III, e principalmente com William, a quem acusou de agredi-lo fisicamente durante uma discussão sobre Meghan.
Filhos vão estudar no Reino Unido
A mudança acontecerá ainda neste mês, segundo uma fonte próxima ao casal ouvida pela imprensa britânica e por agências internacionais. Archie e Lilibet já foram matriculados em escolas no Reino Unido e começam as aulas em setembro.
Harry e Meghan devem morar numa residência particular fora de Londres. Eles não ocuparão nenhum imóvel da família real e continuarão sem exercer funções oficiais, mantendo o acordo estabelecido com a rainha Elizabeth II quando deixaram suas atividades em 2020.
A volta também não representa um abandono definitivo dos Estados Unidos. O casal manterá a mansão em Montecito, na Califórnia, comprada em 2020 por cerca de US$ 14,7 milhões, e uma propriedade em Portugal. Meghan continuará administrando seus negócios, enquanto Harry poderá dedicar mais tempo às organizações beneficentes que mantém no Reino Unido.
Charles soube da mudança no domingo
O rei Charles III foi informado dos planos no domingo (16/8), segundo a imprensa britânica. O monarca teria recebido bem a perspectiva de ter o filho mais novo e os netos novamente por perto, embora o Palácio de Buckingham não tenha comentado oficialmente a mudança.
A aproximação começou antes. Harry e Charles se encontraram em setembro de 2025 pela primeira vez em 20 meses. Em julho deste ano, Meghan e os filhos acompanharam Harry ao Reino Unido, e Archie e Lilibet encontraram o avô pela primeira vez desde as comemorações do Jubileu de Platina de Elizabeth II, em 2022.
Charles segue em tratamento contra um tipo de câncer não revelado, diagnosticado em 2024. Harry já havia manifestado publicamente o desejo de se reconciliar com a família e voltar a passar mais tempo com o pai.
Segurança ainda levanta dúvidas
A mudança também chama atenção por contrariar um dos principais obstáculos apontados anteriormente por Harry para levar a mulher e os filhos ao país. Depois que deixou de ser membro ativo da família real, ele perdeu o direito automático à proteção policial financiada pelo governo britânico.
Harry travou uma longa disputa judicial para recuperar esse nível de segurança e chegou a afirmar que não imaginava levar a família de volta ao Reino Unido sem garantias de proteção. Atualmente, a segurança é avaliada caso a caso durante suas visitas, e ele também utiliza uma equipe particular.
Os novos arranjos para a permanência prolongada da família não foram divulgados. O governo britânico afirma que não comenta detalhes de segurança individual.
Relação com William segue rompida
A melhora na relação com Charles não se estendeu, até agora, ao príncipe William. Segundo a Reuters, Harry permanece praticamente sem contato com o irmão mais velho, herdeiro do trono.
A volta dos Sussex, portanto, não representa uma reconciliação institucional com a monarquia. Harry e Meghan continuarão como integrantes da família real sem funções oficiais e não terão o modelo intermediário que pretendiam adotar em 2020, exercendo algumas atividades em nome da Coroa enquanto mantinham negócios particulares.
O porta-voz de Harry e o Palácio de Buckingham não comentaram os planos de mudança.