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Músicas de Chico Buarque viram funk e rap em “Chico 2.0”
Projeto reúne nova geração em dez versões de clássicos como “Construção”, “Cálice”, “Geni e o Zepelim” e “Roda Viva”
Chico ganha novas vozes
A obra de Chico Buarque será revisitada por nomes do rap, funk, samba e da nova MPB no álbum “Chico 2.0”. O projeto da Favela Records, Tha House e Universal Music Brasil reúne dez releituras e chega às plataformas na próxima sexta (21/8), com uma segunda parte prevista para outubro.
Como são as gravações?
Uma das formações mais inesperadas junta Dexter, Maurício Pazz e MC Livinho em “Construção”. O funkeiro ainda assume sozinho “Pivete”, criando uma ponte direta entre um dos artistas populares da periferia paulista e o repertório de Chico.
“Cálice” também será dividida por vozes de universos distintos. Xênia França canta a composição ao lado de MC Cabelinho e ainda aparece sozinha em “Olê, Olá”.
A proposta se repete em “O Que Será (À Flor da Terra)”, entregue aos rappers VANDAL e Don L, enquanto as gêmeas Tasha & Tracie ficam responsáveis por “Deus Lhe Pague”.
Quem canta as outras músicas?
Outra combinação reúne Julia Mestre e TZ da Coronel em “João e Maria”. A escolha aproxima uma cantora identificada com a renovação da MPB de um dos principais nomes do trap carioca.
Grag Queen interpreta “Geni e o Zepelim”, uma das canções mais conhecidas de “Ópera do Malandro” e diretamente relacionada ao universo LGBTQIA+. Bela Maria assume “Meu Caro Amigo” e Budah encerra o repertório com uma nova leitura de “Roda Viva”.
Ao todo, o projeto reúne 13 artistas em dez faixas e usa o repertório de Chico como ponto de encontro entre gerações e cenas musicais que normalmente ocupam espaços diferentes no mercado brasileiro.
Além dessa turma, novas gravações chegam em outubro.