
Divulgação/Globo - João Cotta
César Tralli assume apuração das Eleições 2026 no lugar de William Bonner
Jornalista também fará entrevistas com presidenciáveis e mediará debates na cobertura eleitoral da Globo
Tralli vira rosto da cobertura eleitoral
César Tralli assumirá algumas das principais funções de William Bonner na cobertura das Eleições 2026 da Globo. Além de acompanhar a apuração dos votos ao lado de Renata Lo Prete, o jornalista comandará as entrevistas com os candidatos à Presidência junto com Renata Vasconcellos e será responsável pela mediação dos debates presidenciais da emissora.
Como será a apuração das eleições?
Tralli e Renata Lo Prete ficarão à frente da cobertura dos resultados no primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e voltarão à bancada em 25 de outubro para o segundo turno.
A escalação consta do plano comercial da cobertura eleitoral divulgado pela Globo ao mercado publicitário e obtido pelo Notícias da TV. A mudança marca a primeira eleição presidencial sem William Bonner no comando da apuração após sua saída do “Jornal Nacional”.
Candidatos deixam o “Jornal Nacional”
Antes da votação, Tralli dividirá com Renata Vasconcellos as entrevistas com os candidatos à Presidência. Pela primeira vez, as sabatinas não serão exibidas dentro do “Jornal Nacional”, embora continuem coladas ao telejornal na grade.
As conversas estão previstas para 24 a 28 de agosto, a partir das 21h05, logo após o “Jornal Nacional”. A Globo apresenta a mudança comercialmente como um novo formato, com as entrevistas transformadas em atração independente.
Caso haja segundo turno presidencial, Renata Lo Prete assumirá as entrevistas com os dois candidatos finalistas em 8 e 9 de outubro.
Tralli também assume os debates
O jornalista será ainda o mediador do debate de candidatos à Presidente no primeiro turno, previsto para 1º de outubro na Globo, a partir das 21h30.
Um eventual encontro de segundo turno será realizado em 23 de outubro, dois dias antes da votação decisiva. As duas transmissões deverão provocar alterações na programação da emissora por causa do horário e da duração dos confrontos.
Participação ainda é incerta
Apesar do plano comercial, a presença de todos os candidatos ainda depende das campanhas. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que aparecem entre os principais nomes da disputa, já ficaram de fora de uma rodada de entrevistas da GloboNews com o g1.
Segundo Daniela Lima, do UOL, Lula recusou o convite depois de se incomodar com uma apresentação da GloboNews que o associava a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Flávio Bolsonaro não respondeu dentro do prazo estabelecido para aquela série.
A definição das participações na Globo dependerá agora das negociações da emissora com as campanhas.
Estados também terão semana de entrevistas
A cobertura eleitoral não ficará restrita à disputa presidencial. Os candidatos aos governos estaduais terão uma semana de entrevistas nos telejornais locais exibidos no horário do almoço, entre 14 e 18 de setembro.
Onde houver segundo turno, as novas sabatinas ocorrerão em 15 e 16 de outubro, desta vez dentro dos telejornais locais noturnos.
Telejornais terão séries especiais
A Globo também distribuirá a cobertura eleitoral por seus outros telejornais. Em setembro, o “Bom Dia Brasil” exibirá reportagens para explicar ao público o papel dos senadores, num ano em que duas vagas por estado estarão em disputa.
O “Jornal Hoje” vai abordar reformas consideradas necessárias para o país e o impacto das fake news no processo eleitoral. Já o “Jornal da Globo” prepara uma série sobre os eleitores independentes, grupo que não se identifica de forma estável com nenhum dos principais campos políticos e que será responsável por desempatar a disputa, que, segundo as pesquisas atuais, encontra-se bastante equilibrada, com vantagem crescente para Lula.