
Trailer de “Filhos de Sangue e Osso” mostra guerra pela magia
Thuso Mbedu lidera elenco grandioso que reúne Amandla Stenberg, Damson Idris, Viola Davis, Idris Elba e Regina King
Trailer apresenta o reino de Orïsha
A Paramount Pictures divulgou o primeiro trailer de “Filhos de Sangue e Osso”, adaptação do romance de fantasia escrito por Tomi Adeyemi. O filme acompanha uma jovem que enfrenta o reino responsável por retirar violentamente a magia de seu povo.
Qual é a história?
Ambientada no mundo de fantasia épica de Orïsha, a história acompanha a jovem Zélie, que embarca em uma jornada para recuperar a magia reprimida pelo reino. Ela e seu irmão unem forças com a filha e o filho do rei para combater o governo brutal dele.
Ao som de “Energy (feat. Beam)”, de Beyoncé, o trailer antecipa cenas de ação — com batalhas envolvendo armas e poderes mágicos — e o conflito entre aqueles que dominam a magia e aqueles que desejam um mundo livre dela.
O que motiva as lutas?
O vídeo começa com Jumoke, interpretada por Lashana Lynch (“Capitã Marvel”), ajoelhada diante da filha ainda criança no deserto. “Orïsha já foi uma terra onde a magia fluía por nosso povo”, ela explica, antes de avisar à menina: “Você nasceu com um dom maior do que imagina”. A cena mostra Jumoke produzindo fogo com as mãos, antes que o tom da lembrança mude.
“Aqueles que temiam nosso poder o tiraram de nós”, prossegue. Soldados invadem a aldeia e arrancam Jumoke dos braços da filha, transformando a repressão aos usuários de magia em uma perda pessoal para Zélie.
Por que Zélie pode recuperar a magia?
Anos depois, Zélie reaparece interpretada pela sul-africana Thuso Mbedu (“A Mulher Rei”) e treinando sob a orientação de Mama Agba, vivida por Viola Davis (também de “A Mulher Rei”). A mentora prepara a jovem há muito tempo para que ela possa “trazer a magia de volta”.
Zélie pertence ao povo maji, formado por pessoas ligadas aos deuses e capazes de desenvolver diferentes poderes. A protagonista descobre que sua habilidade permite invocar os espíritos dos mortos, mas precisa aprender a controlá-la.
A possibilidade de restaurar os poderes surge quando a princesa Amari, vivida por Amandla Stenberg (The Acolyte”), rouba um pergaminho sagrado do palácio. O objeto consegue despertar a magia reprimida nos descendentes dos maji.
Amari foge depois que seu pai, o rei Saran (Chiwetel Ejiofor, de “Backrooms”), mata Binta, uma criada e amiga da princesa cujos poderes foram ativados pelo pergaminho. Durante a fuga, ela encontra Zélie e Tzain, irmão da protagonista interpretado por Tosin Cole (“Doctor Who”).
Os três passam a proteger o pergaminho e procuram os elementos necessários para realizar um ritual capaz de restabelecer a ligação entre os maji e os deuses.
Os filhos do rei entram na rebelião?
Amari se volta contra o pai após testemunhar a morte de Binta, mas seu irmão, o príncipe Inan, começa a história do lado oposto. O trailer mostra o rei pressionando Inan a agir sem piedade para provar que merece o trono.
Interpretado por Damson Idris (“F1”), o príncipe recebe a missão de capturar os fugitivos e destruir o pergaminho. A perseguição muda quando o próprio príncipe começa a manifestar poderes mágicos.
Dividido entre a lealdade ao pai e aquilo que descobre sobre a perseguição aos maji, Inan se aproxima de Zélie. Sua passagem para o lado da rebelião acontece durante a jornada.
Quem completa o elenco?
O elenco grandioso ainda incluiu Regina King (“Watchmen”) como a rainha Nehanda, Cynthia Erivo (“Wicked”) como a almirante Kaea, responsável por executar as ordens da monarquia, e Idris Elba (“Mestres do Universo”) como Lekan, sacerdote que conhece o ritual necessário para devolver a magia a Orïsha. A cantora nigeriana Ayra Starr, conhecida pelo sucesso “Rush”, também está na produção, em papel ainda não revelado.
Quem comanda a fantasia?
A cineasta Gina Prince-Bythewood assina a direção e coescreveu o roteiro com a autora do livro, marcando seu reencontro com Thuso Mbedu, Viola Davis e Lashana Lynch, que integraram o elenco de seu filme “A Mulher Rei” (2022).
As filmagens aconteceram na África do Sul e nas Ilhas Canárias. A cineasta priorizou paisagens reais, inclusive em regiões de difícil acesso, para reduzir a dependência de cenários criados por computação gráfica.
Hannah Beachler, vencedora do Oscar por “Pantera Negra”, ficou responsável pelo desenho de produção. A prévia apresenta aldeias sobre a água, arenas, desertos e territórios ocupados pelos diferentes povos do reino.
Que livro deu origem ao filme?
Publicado em 2018, “Filhos de Sangue e Osso” permaneceu por 50 semanas na lista de mais vendidos do jornal The New York Times. O romance de Tomi Adeyemi utiliza elementos da cultura iorubá na construção da religião e do sistema mágico de Orïsha.
A obra abriu a trilogia “O Legado de Orïsha”, completada por “Filhos de Virtude e Vingança” e “Filhos de Aflição e Anarquia”. Os três livros foram lançados no Brasil pela editora Rocco.
Qual foi a polêmica da adaptação?
Apesar de aparecer nos créditos como roteirista e produtora executiva, Adeyemi anunciou em julho que não participaria da campanha de lançamento da adaptação. A escritora afirmou que a experiência envolvendo o filme foi dolorosa, mas não detalhou publicamente o conflito.
Adeyemi também declarou que ainda não tinha visto a produção e que não pretendia assisti-la. A autora pediu aos leitores que separassem o filme dos livros e continuassem apoiando o elenco e os profissionais envolvidos na adaptação.
“Filhos de Sangue e Osso” tem estreia prevista para 14 de janeiro de 2027 nos cinemas brasileiros, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.










