
Divulgação/New Line
Morre Chuck Russell, diretor de “O Máskara”, aos 74 anos
Cineasta também comandou "A Hora do Pesadelo 3" e lançou Cameron Diaz e Dwayne Johnson no cinema
Diretor marcou o cinema de gênero
Chuck Russell, diretor de sucessos como “O Máskara”, “A Hora do Pesadelo 3: Os Guerreiros dos Sonhos” e “O Escorpião Rei”, morreu na quarta (22/7), aos 74 anos, em sua casa na região de San Diego, na Califórnia.
Que informação foi divulgada?
A família informou a morte ao TMZ. Segundo o site, o Corpo de Bombeiros local recebeu um chamado para atender um homem inconsciente na residência do cineasta. A causa não foi divulgada.
O advogado de Russell confirmou a informação à revista Variety. O diretor deixa a esposa, Ania Zeyne, e três filhos.
Como começou a carreira?
Nascido em Park Ridge, no estado de Illinois, Russell estudou na Universidade de Illinois e mudou-se para Los Angeles após a graduação. Ele começou no cinema em funções técnicas de produções independentes.
Em 1976, trabalhou como assistente de produção da 2ª unidade de “Cannonball: A Corrida do Século”. No mesmo ano, foi supervisor de produção e 2º assistente de direção de “O Anjo e o Marginal”, no qual também apareceu brevemente como policial.
Russell conheceu o futuro cineasta Frank Darabont (“Um Sonho de Liberdade”) durante a produção do terror “Noite Infernal”, de 1981. Ele era produtor executivo, enquanto Darabont trabalhava como assistente de produção, e a parceria continuou nos roteiros de dois filmes importantes da década.
Que filme levou Russell à direção?
O primeiro roteiro de Russell a chegar ao cinema foi “Morte nos Sonhos”, dirigido por Joseph Ruben e estrelado por Dennis Quaid em 1984. A história acompanhava um jovem capaz de entrar nos sonhos de outras pessoas. A premissa acabou abrindo as portas para sua estreia na direção, numa franquia de terror onde o assassino atacava durante pesadelos.
Russell estreou como diretor em “A Hora do Pesadelo 3: Os Guerreiros dos Sonhos”, de 1987. Além de comandar o longa, ele também coescreveu o roteiro com Darabont e Wes Craven, criador da franquia. O longa revitalizou o monstro Freddy Krueger, superou individualmente as bilheterias dos dois capítulos anteriores e ainda lançou a atriz Patricia Arquette no cinema.
No ano seguinte, Russell voltou a trabalhar com Darabont em “A Bolha Assassina”. Os dois atualizaram o terror de 1958 sobre uma criatura que cresce ao devorar os moradores de uma pequena cidade. O remake ganhou status cult com o passar dos anos.
Como “O Máskara” mudou carreiras?
Russell alcançou seu maior sucesso comercial com “O Máskara”, lançado em 1994. O diretor escolheu Cameron Diaz, até então modelo sem experiência no cinema, para interpretar Tina Carlyle em seu 1º papel como atriz.
O filme também consolidou a ascensão de Jim Carrey, que havia lançado “Ace Ventura: Um Detetive Diferente” alguns meses antes. Inspirada nos quadrinhos da Dark Horse, a trama acompanhava o bancário Stanley Ipkiss após encontrar uma máscara capaz de transformar sua personalidade e seu corpo.
Produzido por US$ 18 milhões, “O Máskara” arrecadou US$ 351,6 milhões no mundo. Os efeitos criados pela Industrial Light & Magic receberam indicação ao Oscar.
Que outros filmes dirigiu?
Após o sucesso de “O Máskara”, o cineasta começou a filmar produções de grandes orçamentos. Ele trabalhou com Arnold Schwarzenegger no thriller de ação “Queima de Arquivo”, de 1996, com Kim Basinger e Christina Ricci no terror “A Filha da Luz” (2000) e em 2002 comandou “O Escorpião Rei”, derivado da franquia “A Múmia” que deu a Dwayne Johnson seu 1º papel como protagonista no cinema. O longa foi também sua última produção relevante.
O cineasta passou 14 anos sem comandar outro longa, embora tenha dirigido um episódio de “Fringe” em 2010. Ele voltou ao cinema com “Eu Sou a Fúria” (2016), estrelado por John Travolta, e depois realizou a aventura indiana “Jungle: Protegendo a Selva” (2019) e o thriller B “Paradise City” (2022), com Travolta e Bruce Willis.
Seu último filme concluído foi uma nova versão do terror “Witchboard”, com Jamie Campbell Bower (o Vecna de “Stranger Things”). A produção teve première no Festival Fantasia em 2024 e chegou aos cinemas dos Estados Unidos em agosto de 2025.
Que projetos ficaram inacabados?
Russell preparava uma nova fase da carreira como cofundador da Neumorphic AI. Em maio, durante o mercado do Festival de Cannes, a empresa anunciou uma parceria com a plataforma de vídeo generativo Higgsfield para produzir os filmes de ficção científica “Hyperia” e “b”.
Os projetos foram apresentados como produções “construídas com IA generativa em toda a cadeia de produção”. A tecnologia seria usada desde a criação dos mundos e criaturas até os efeitos visuais, a montagem e a pós-produção, com atores reais filmados em painéis de LED.
Os projetos apareciam em pré-produção na época de sua morte, sem informações sobre a continuidade.