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Anitta aprofunda “fase brasileira” com funk, samba e fé em “Equilibrivm II”
Disco reúne Alceu Valença, Maria Bethânia e Mart'nália em faixas ligadas à espiritualidade e aos ritmos brasileiros
Fé conduz o novo disco
Anitta lançou na noite de quinta (23/7) “Equilibrivm II”, seu 9º álbum de estúdio. O trabalho chegou às plataformas com 17 faixas e amplia a fase iniciada em abril por “Equilibrivm”, voltada aos ritmos brasileiros e à relação da cantora com o candomblé.
Que ritmos aparecem nas faixas?
“Você Já Sabe” abre o repertório com a combinação dos tambores do candomblé e do tamborzão do funk. A produção do trio Los Brasileros estabelece a ligação com “Meia-Noite”, faixa do primeiro volume.
O disco passa pelo samba, reggae, bossa nova, forró, funk e samba de gafieira. Mart’nália participa de “Feitiço”, Alceu Valença canta “Não Me Cutuca” e Mestrinho toca em “Eu Não Sou Santa”. As colaborações também incluem MC Tha, King Saints, Alexandre Carlo e KBRUM.
Como o candomblé orienta o álbum?
Anitta se une ao Grupo Ofá em “Contemplação”, oração dedicada a Oxum com versos em iorubá. O coletivo baiano reúne integrantes da comunidade do Terreiro do Gantois, em Salvador, e trabalha com a divulgação da música ligada ao candomblé.
Maria Bethânia declama um poema dedicado a Ogum em “Ogum Me Rodeia”, gravada também com Letícia Fialho. A canção trata da proteção do orixá associado a São Jorge no sincretismo brasileiro e reconhecido como patrono dos trabalhadores.
A ligação com os povos originários aparece em “Oke”, parceria com o grupo indígena Brô MC’s e a rapper Katú Mirim. A faixa mistura funk 150 BPM e música eletrônica, enquanto a letra cita diferentes povos indígenas. Já “Sal Grosso” mantém o vínculo com os bailes cariocas ao usar um sample de “Treinamento do Bumbum”, do DJ O Mandrake.
Que homenagem liga Anitta a Carmen Miranda?
“Pra Você Gostar de Mim” retoma a marchinha gravada por Carmen Miranda em 1930. No curta que acompanha o álbum, Anitta aparece caracterizada como a cantora e recria o número musical de “Entre a Loura e a Morena” (1943).
A referência nasceu após Anitta receber uma biografia de Carmen durante o período em que enfrentava problemas de saúde no pós-Covid. Em entrevista ao Flow Podcast, ela contou que a leitura mudou sua relação com o trabalho.
“Quando eu comecei a ver a quantidade de trabalho e como ela morreu por conta do trabalho, falei: ‘Caraca, isso é a minha cara’. E comecei a internalizar essa necessidade de mudar”, declarou, citando a inspiração para o título do projeto, que visa o equilíbrio entre suas raízes e vida espiritual.
Por que “Azul” aparece em espanhol?
Desta vez, há apenas uma faixa em espanhol e ainda assim é uma versão de um grande sucesso da MPB: “Azul”, de Djavan. A cantora explicou que se trata de um presente aos fãs que falam o idioma. Segundo Anitta, cada palavra da adaptação foi “amada e aprovada” pelo compositor.
Como o vídeo traduz as músicas?
O filme musical de cerca de 30 minutos estreou no Multishow e está disponível na Globoplay e no canal de Anitta no YouTube. A produção da Ginga Pictures foi conduzida por Felipe Britto e Mel Chapaval. Nídia Aranha assina a direção criativa e trabalhou com Felipe Sassi e Nico Mascarenhas na direção geral.
A narrativa começa com a homenagem a Carmen Miranda, acompanha Anitta numa consulta com uma cartomante e termina com um encontro com Exu. Mart’nália, Grupo Ofá, MC Tha, King Saints, Brô MC’s, Katú Mirim e KBRUM também aparecem nas performances. A Globoplay mantém o curta aberto para não assinantes por sete dias.
Quando começa a turnê?
O vídeo é uma prévia do conceito visual da “Equilibrivm Tour”, que começa em 1º de agosto, em Porto Alegre. Anitta segue para São Paulo em 8 de agosto, Fortaleza em 15 de agosto, Niterói em 22 de agosto e Salvador em 29 de agosto.