
Divulgação/Disney
“Toy Story 5” bate recorde e tem maior estreia de 2026
Animação da Pixar arrecadou US$ 312 milhões no mundo e conquistou a maior abertura de toda a franquia
Maior estreia do ano
As crianças ainda gostam de seus velhos brinquedos. A estreia de “Toy Story 5” bateu recordes de bilheteria em sua estreia, marcando o auge da popularidade de Woody, Buzz Lightyear e Jessie desde sua primeira aparição nos cinemas em 1995.
Quais recordes foram batidos?
A produção da Disney/Pixar arrecadou US$ 160 milhões em 4.425 salas da América do Norte. O resultado colocou a animação como a maior abertura doméstica de 2026 nos Estados Unidos, acima dos US$ 131,7 milhões de “Super Mario Galaxy – O Filme”.
O novo longa também registrou a maior estreia da franquia “Toy Story”, superando os US$ 120 milhões de “Toy Story 4”, lançado em 2019, e ainda representa a 2ª maior abertura de uma animação na história do mercado norte-americano, atrás apenas de “Os Incríveis 2”, que estreou com US$ 182,7 milhões no país em 2018.
Bilheteria global impressiona
Fora da América do Norte, “Toy Story 5” somou US$ 152 milhões. Com isso, a estreia global chegou a US$ 312 milhões, que também é a maior abertura mundial do ano.
Crítica e público ajudam
O filme deve continuar forte entre as famílias, impulsionado por avaliações positivas. “Toy Story 5” tem 94% de aprovação no Rotten Tomatoes e recebeu nota “A” do público pesquisado pelo CinemaScore na saída das sessões.
Dirigido pelo veterano da Pixar Andrew Stanton, o 5º capítulo acompanha Woody, dublado por Tom Hanks, Buzz Lightyear, com voz de Tim Allen, Jessie, interpretada por Joan Cusack, e os demais brinquedos tentando recuperar a atenção de Bonnie, cada vez mais fascinada por Lilypad, um tablet infantil. A produção ainda ganhou reforço musical de Taylor Swift, que compôs “I Knew It, I Knew You” para sua trilha sonora.
Sequências animadas em alta
A estreia confirma a força recente das continuações animadas da Disney nas bilheterias. “Divertida Mente 2”, em 2024, encerrou sua carreira com US$ 1,6 bilhão no mundo, enquanto “Zootopia 2”, em 2025, chegou a US$ 1,8 bilhão.
Se seguir uma trajetória parecida, “Toy Story 5” pode superar “Toy Story 4”, que arrecadou US$ 1,07 bilhão, e se tornar a maior bilheteria da franquia.
Spielberg cai para 2º lugar
Em um distante 2º lugar, “Dia D”, aventura de ficção científica de Steven Spielberg, arrecadou US$ 17 milhões em 3.824 salas. A queda foi de 62% em relação à estreia.
A retração não é catastrófica, mas indica dificuldade para ampliar o público além do núcleo de homens mais velhos, mais ligados à filmografia histórica do diretor. Enquanto isso, espectadores mais jovens têm buscado filmes de terror feitos por cineastas da Geração Z, como “Obsessão”, de Curry Barker, e “Backrooms: Um Não Lugar”, de Kane Parsons.
Após duas semanas, “Dia D” soma US$ 78 milhões nos Estados Unidos e US$ 82 milhões no mercado internacional, chegando a US$ 160 milhões no mundo. Como custou US$ 115 milhões, o filme precisaria de cerca de US$ 300 milhões globais para dar lucro antes do streaming, já que os exibidores ficam com parte da arrecadação.
“Obsessão” segue forte
Mesmo em seu 6º fim de semana, “Obsessão” ficou perto de “Dia D” no ranking e arrecadou US$ 14,2 milhões em 3.053 salas. A queda foi de apenas 25%, outro recuo pequeno para o fenômeno de baixo orçamento da Focus Features.
O terror já soma US$ 215 milhões nos Estados Unidos e US$ 333 milhões no mundo. Produzido por um orçamento estimado entre US$ 750 mil e US$ 1 milhão, o filme se tornou um dos maiores acertos comerciais do ano.
“Backrooms” mantém fôlego
“Backrooms: Um Não Lugar” ficou em 4º lugar, com US$ 7,3 milhões em 2.851 salas em sua 4ª semana. A queda foi de 35%.
Outro sucesso inesperado do terror, o filme já acumula US$ 175 milhões na América do Norte e US$ 300 milhões no mundo. A produção se tornou, com folga, a maior bilheteria da história da A24, superando o recorde anterior de “Marty Supreme”, que havia arrecadado US$ 191 milhões.
O resultado é ainda mais expressivo porque “Backrooms” custou apenas US$ 10 milhões. Assim como “Obsessão”, o filme foi dirigido por um cineasta estreante e muito jovem. Kane Parsons completou 21 anos de idade neste fim de semana e, como Curry Barker de 26 anos, chegou ao cinema após curtas bem-sucedidos no YouTube.
“Todo Mundo em Pânico 6” fecha o top 5
“Todo Mundo em Pânico 6” completou o top 5 com US$ 6,7 milhões em 2.725 cinemas.
A sátira de terror da Paramount chegou a US$ 97,4 milhões nos Estados Unidos e US$ 201,9 milhões no mundo. Produzido pela Miramax por US$ 30 milhões, o sexto filme da franquia já opera com boa margem de lucro e deve ganhar uma nova sequência.
Quais foram as outras estreias?
Além de “Toy Story 5”, outras duas estreias chegaram ao top 10, mesmo com lançamentos menores. “Leviticus”, destaque de festivais lançado pela Neon, abriu em 8º lugar, com US$ 2,74 milhões em 1.076 salas, uma posição à frente de “A Morte de Robin Hood”, produção da A24 estrelada por Hugh Jackman, que fez US$ 2,65 milhões em 1.782 salas.
“Leviticus” ainda não recebeu nota do CinemaScore, mas alcançou 93% de aprovação no Rotten Tomatoes. A recepção crítica sugere que o terror sobrenatural pode sustentar interesse ao longo das próximas semanas. Escrito e dirigido por outro jovem estreante, Adrian Chiarella, o filme de baixo orçamento acompanha dois adolescentes que se conhecem durante uma terapia de conversão.
Robin Hood tem rejeição do público
“A Morte de Robin Hood”, uma revisão adulta e violenta da lenda popular, teve recepção mais difícil. O filme recebeu nota “C+” no CinemaScore e ficou com 69% no Rotten Tomatoes, sinais ruins para permanência em cartaz.
Dirigido por Michael Sarnoski, de “Um Lugar Silencioso: Dia Um”, o longa foi adquirido pela A24 por cerca de US$ 4 milhões para distribuição doméstica.
Mestres apanham do universo
Em outras posições do ranking, “Mestres do Universo” e “O Mandaloriano e Grogu” tiveram quedas relativamente controladas, de 37% e 15%, respectivamente. Ainda assim, os resultados não mudam o quadro comercial dos dois filmes.
Em 6º lugar, “Mestres do Universo” arrecadou US$ 5,6 milhões em 2.517 salas no seu 3º fim de semana. A adaptação da linha de brinquedos da Mattel soma US$ 56 milhões na América do Norte e US$ 101,9 milhões no mundo, contra um orçamento de US$ 200 milhões. O filme da Amazon MGM é, até o momento, o maior desastre financeiro de Hollywood em 2026.
“Star Wars” sem a mesma força
“O Mandaloriano e Grogu”, derivado da série popular da Disney+, caiu para o 7º lugar em sua 5ª semana, com US$ 3,9 milhões.
A produção do universo “Star Wars” chegou a US$ 172 milhões nos Estados Unidos e mais de US$ 320 milhões no mundo. O orçamento da Disney foi de US$ 165 milhões.