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X/Domingo Espetacular

Etc|23 de junho de 2026

Nego Di é condenado a 14 anos por estelionato e lavagem de dinheiro

Ex-BBB recebeu pena em regime fechado e sua esposa também foi condenada

Pipoque pelo Texto ocultar
1 Condenação em regime fechado
2 Esposa também foi condenada
3 Rifas ilegais renderam outra pena
4 Prejuízo a quase 10 mil pessoas
5 Juiz viu fraude estruturada
6 Lavagem envolveu contas e bens
7 Documento falso em doação às enchentes
8 Quais foram as penas?
9 Outro processo por estelionato
10 Defesa não se manifestou

Condenação em regime fechado

Nego Di foi condenado nesta terça (23/6) a 14 anos e 6 meses de reclusão, em regime fechado, pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro qualificada e uso de documento falso. A sentença foi revelada pela coluna de Fábia Oliveira no Metrópoles.

Esposa também foi condenada

Gabriela Vicente de Sousa, companheira do ex-BBB, também foi considerada culpada por lavagem de dinheiro. A pena fixada para ela foi de 8 anos e 4 meses de reclusão, em regime fechado.

Segundo a sentença, Gabriela teve participação essencial na movimentação de valores ligados ao esquema, ao permitir o uso de contas e estruturas financeiras para ocultar a origem do dinheiro.

Rifas ilegais renderam outra pena

Além da condenação principal, Nego Di recebeu mais 1 ano e 15 dias de prisão simples, em regime inicial semiaberto, pela promoção de loteria ilegal.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o humorista promoveu ao menos 34 rifas eletrônicas sem autorização legal entre novembro de 2022 e maio de 2024. As ações eram divulgadas nas redes sociais e prometiam prêmios em dinheiro e bens mediante a compra de bilhetes.

Prejuízo a quase 10 mil pessoas

Segundo o Ministério Público, o esquema causou prejuízo de R$ 185,3 mil a pelo menos 9.683 pessoas.

A denúncia também aponta que Nego Di promoveu de forma fraudulenta a rifa de um Porsche Macan, avaliado por ele em R$ 500 mil, além de outros valores em dinheiro. A soma prometida chegava a cerca de R$ 650 mil.

Juiz viu fraude estruturada

Na sentença, o juiz afirmou que a prática não foi um ato isolado, mas uma atividade comercial estruturada, com alcance massivo nas redes sociais e movimentação superior a R$ 2,5 milhões.

O magistrado também concluiu que, no caso do Porsche, as provas indicam que Nego Di não tinha intenção de entregar o prêmio anunciado.

Lavagem envolveu contas e bens

A Justiça apontou que Nego Di e Gabriela atuaram para ocultar e dissimular a origem ilícita de mais de R$ 2,4 milhões.

Segundo a denúncia, os valores foram movimentados por meio de contas de terceiros, operações bancárias e aquisição de bens para dar aparência de legalidade ao dinheiro.

O juiz descreveu a movimentação como um esquema de lavagem em múltiplas camadas, com uso de contas pessoais, empresa administrada pelo casal e mistura de valores de origem lícita e ilícita para dificultar o rastreamento.

Documento falso em doação às enchentes

A sentença também tratou do uso de documento falso relacionado às enchentes no Rio Grande do Sul.

Segundo o Ministério Público, Nego Di divulgou nas redes sociais um comprovante de transferência via PIX no valor de R$ 1 milhão para uma campanha solidária às vítimas da tragédia. A operação original, porém, teria sido de apenas R$ 100.

Na decisão, o juiz afirmou que o influenciador alterou o campo relativo ao valor no comprovante e divulgou o documento como se fosse autêntico.

Quais foram as penas?

Pela lavagem de dinheiro, Nego Di recebeu pena de 9 anos, 4 meses e 8 dias de reclusão. Pelo uso de documento falso, a pena foi de 3 anos e 22 dias. Pelo estelionato, recebeu 2 anos e 1 mês.

A contravenção de promoção de loteria ilegal acrescentou 1 ano e 15 dias de prisão simples.

Gabriela Vicente de Sousa foi condenada a 8 anos e 4 meses de reclusão por lavagem de dinheiro.

Outro processo por estelionato

Nego Di estava em liberdade provisória desde novembro de 2024, quando deixou a Penitenciária de Canoas após quatro meses preso.

A prisão anterior estava ligada a outro processo de estelionato, envolvendo a loja virtual “Tadizuera”. Nesse caso, ele e o sócio Anderson Bonetti foram condenados por vender produtos pela internet que não eram entregues aos compradores.

Segundo a CNN, a condenação no caso da “Tadizuera” foi de 11 anos e 8 meses de prisão, e as vítimas tiveram prejuízo estimado em mais de R$ 5 milhões.

Defesa não se manifestou

A defesa de Nego Di e de Gabriela Sousa ainda não se pronunciaram sobre a condenação.

O espaço segue aberto para posicionamentos, declarações e atualizações das partes citadas, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.

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