
Divulgação/NBC
Anne Schedeen, a mãe de “ALF”, morre aos 77 anos
Atriz ficou conhecida como Kate Tanner, a mãe da família que acolhia o alienígena na sitcom dos anos 1980
Intérprete de Kate Tanner
Anne Schedeen, conhecida por interpretar Kate Tanner na sitcom “ALF, o ETeimoso”, morreu aos 77 anos. A informação foi divulgada pela família da atriz em uma publicação em sua página oficial no Facebook. A causa da morte não foi revelada.
O que disse a família?
“É com o coração mais pesado que compartilhamos que Annie partiu em paz”, diz a mensagem. O texto também descreve Schedeen por seu humor afiado, energia criativa, amor pela família, paixão por brechós, cães pequenos e boas histórias.
Nascida Luanne Ruth Schedeen em 8 de janeiro de 1949, a atriz cresceu em uma fazenda nos arredores de Portland, no Oregon. Antes de emplacar como atriz, trabalhou vendendo roupas, modelando e fazendo comerciais.
Como começou a carreira?
Schedeen estreou nas séries em 1974 num episódio da 1ª temporada de “O Homem de Seis Milhões de Dólares”, e em seguida conquistou papéis recorrentes nos dramas médicos “Emergency!” e “Marcus Welby”, neste interpretando a filha do personagem-título.
“Foi uma longa espera. Eu vendi roupas, desfilei roupas, fui modelo de sapatos”, contou em entrevista antiga ao The Washington Post. “Atuei em teatro de verão e fiz um comercial. Então assinei com um grande agente. Em um mês, tinha um contrato com a Universal. Achei que viria para Hollywood, teria aulas de esgrima, dirigiria um pequeno Thunderbird e ficaria à beira da piscina. Em vez disso, fui a filha em ‘Marcus Welby’.”
Sucesso com “ALF”
A fama veio com “ALF”, exibida pela NBC entre 1986 e 1990. Na série, Schedeen vivia Kate Tanner, a mãe pragmática da família que escondia em casa um extraterrestre que caiu em sua garagem.
A sitcom virou sucesso de audiência, mas tinha uma produção difícil por depender de bonecos operados manualmente. Depois de mudanças de horário, a atração perdeu público e foi cancelada após quatro temporadas, mas seguiu sua trajetória com diversas atrações derivadas, incluindo duas séries de animação e o telefilme “Projeto ALF” (1996), que mostrava o que aconteceu após o ET ser capturado pelo governo.
Rodagem difícil
Schedeen contou à People que trabalhar em “ALF” era “um pesadelo técnico — extremamente lento, quente e tedioso”. Segundo ela, uma cena com o personagem principal podia levar horas para ser filmada.
“Um programa de 30 minutos levava de 20 a 25 horas para ser gravado. Alguns atores do elenco tinham personalidades difíceis. A coisa toda era uma grande família disfuncional”, disse.
Últimos trabalhos
Depois de “ALF”, a carreira de Schedeen ficou mais discreta. Ela apareceu no filme de suspense “Prisioneiro do Passado” (1996), estrelado por Alec Baldwin, e teve participação recorrente na série jurídica “A Juíza” (Judging Amy), seu último trabalho exibido em 2001.