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Cantor Zau O Pássaro morre em acidente na BR-116 após show na Bahia
O artista de 27 anos estava no banco do carona e voltava de apresentação com ingressos esgotados em Barreiras quando ocorreu a colisão
A morte do cantor
O cantor de pagode Izac Bruno Coni Silva, conhecido como Zau O Pássaro, morreu nesta segunda-feira (4) após o carro em que estava colidir com um caminhão na BR-116, em Feira de Santana, na Bahia. A informação foi confirmada pela Polícia Rodoviária Federal e pela produção do artista de 27 anos.
O que aconteceu?
Segundo a PRF, o acidente ocorreu por volta das 7h20, no km 436 da rodovia, durante o retorno de um show com ingressos esgotados em Barreiras, no oeste do estado. O carro colidiu na traseira de um caminhão que estava parado no acostamento. O veículo de carga transportava televisores e tinha saído do Espírito Santo com destino ao Rio Grande do Norte.
Zau O Pássaro estava no banco do carona e morreu no local. O corpo do artista ficou preso às ferragens e precisou de resgate do Corpo de Bombeiros.
Estado dos demais ocupantes
Outras três pessoas que estavam no carro sofreram lesões graves e foram levadas para o Hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana. Até esta publicação, não havia detalhes sobre o estado de saúde delas.
Nota de luto
A gravadora Som Music, que havia assinado com o cantor em março deste ano, lamentou a tragécia. “Hoje nos despedimos não apenas de um grande artista, mas também de uma pessoa especial que marcou nossa empresa e o coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo. Seu legado seguirá vivo por meio de sua música e das memórias que deixou em nossos corações”, encerrou o comunicado.
Carreira do artista
Natural de Conceição do Almeida, onde será sepultado nesta terça-feira (5), o pagodeiro iniciou a carreira como cover de Igor Kannário, adotando o nome “Zau Kannário” por conta da semelhança física e vocal com o ídolo. O caminho se tornou rota de colisão com a Justiça: em junho de 2025, o ídolo processou o cantor pelo uso indevido da marca registrada “Kannário”, obteve decisão favorável e Zau foi obrigado a mudar o nome em 48 horas, sob pena de multa de R$ 100 mil por dia.
Foi a partir dessa virada que nasceu o nome Zau O Pássaro e começou a carreira autoral, marcada pelo projeto “Tudo Que Bate nos Paredões” (2025) e por parcerias com nomes como Xanddy Harmonia. Em março de 2026, assinou com a Som Music, tendo a carreira em ascensão interrompida de forma trágica pouco mais de um mês depois.