
Divulgação/Disney
“O Mandaloriano e Grogu” tem pior estreia de “Star Wars”
Longa registrou a menor abertura da franquia na era Disney, mas também teve a melhor aprovação do público
Estreia abaixo da média
A Força já foi mais forte. “Star Wars: O Mandaloriano e Grogu” (2026) confirmou as projeções do mercado e registrou a menor abertura de bilheteria da franquia nos cinemas desde que a Disney adquiriu a Lucasfilm em 2012. A produção arrecadou US$ 82 milhões em seu primeiro fim de semana nos Estados Unidos, e tem uma projeção de US$ 102 milhões no acumulado de quatro dias até a segunda-feira de feriado do Memorial Day.
Diferença crucial no orçamento
Os números iniciais ficaram ligeiramente atrás do até então maior fracasso comercial da franquia, “Han Solo: Uma História Star Wars” (2018), que faturou US$ 84,4 milhões nos primeiros três dias e US$ 103 milhões nos quatro primeiros dias, a caminho de estagnar em menos de US$ 400 milhões mundiais.
No entanto, a comparação é positiva para “O Mandaloriano e Grogu”. Enquanto o filme de 2018 custou US$ 275 milhões e gerou grande perda para a Disney, o projeto atual foi orçado em cerca de US$ 165 milhões, tornando-se o título menos dispendioso da saga no período Disney. No mercado internacional, a estreia somou US$ 64 milhões, totalizando uma largada global de US$ 145 milhões em três dias e US$ 165 milhões em quatro dias.
Aprovação recorde do público
Outro grande fator positivo da produção dirigida por Jon Favreau foi a recepção dos espectadores. O filme conquistou 89% de aprovação do público no site Rotten Tomatoes, o melhor índice de toda a era Disney na franquia, além de uma nota igualmente alta no Cinemascore: A-.
O resultado foi impulsionado pela forte presença de crianças nas salas, consolidando o lançamento como um favorito das famílias.
Astros famosos no elenco
Na trama, o Mandaloriano, vivido por Pedro Pascal (“Quarteto Fantástico: Primeiros Passos”), recebe da Coronel Ward — personagem interpretada por Sigourney Weaver (“Avatar”) — a missão de resgatar Rotta, o Hutt, que conta com a voz do ator Jeremy Allen White (“O Urso”). O veterano diretor Martin Scorsese (“Assassinos da Lua das Flores”) também faz uma participação especial ao dublar um chef de quatro braços em uma barraca de comida.
Este é o primeiro filme da franquia nos cinemas desde “Star Wars: A Ascensão Skywalker” (2019), que arrecadou US$ 1 bilhão mundialmente. Entretanto, é um derivado de série da Disney+, sem conexão direta com a saga Skywalker principal.
Fenômeno do terror em alta
A 2ª colocação do ranking americano ficou com o terror “Obsessão” (2026). O filme da Focus Features e Blumhouse surpreendeu o mercado ao registrar um aumento inédito de 30% na arrecadação em seu segundo fim de semana, faturando US$ 22,4 milhões. O projeto barato de estreia na direção do youtuber Curry Barker já acumula US$ 58,5 milhões na América do Norte e US$ 74 milhões mundialmente.
Com 95% de aprovação da crítica, o longa segue um romântico desesperado que faz uma barganha faustiana para conquistar o coração de sua paixão e acaba transformando amor em horror.
Cinebiografia de Michael Jackson ruma ao recorde
A cinebiografia “Michael” (2026) manteve o fôlego em sua quinta semana de exibição, garantindo o terceiro lugar com US$ 20 milhões no fim de semana e US$ 25,7 milhões no feriado prolongado. O longa-metragem sobre o Rei do Pop ultrapassou a marca de US$ 319 milhões nos Estados Unidos e atingiu US$ 788 milhões globais, aproximando-se do recorde histórico de “Bohemian Rhapsody” (2018), que detém US$ 911 milhões como a maior bilheteria de uma cinebiografia musical.
Moda e ovelhas falantes
A sequência “O Diabo Veste Prada 2” (2026) segue no Top 5, somando US$ 12,6 milhões no fim de semana e US$ 16,5 milhões no feriado. Após quatro semanas em cartaz, o longa acumula expressivos US$ 197 milhões no mercado doméstico e US$ 604 milhões em todo o mundo.
Logo atrás, a comédia de mistério “As Ovelhas Detetives” (2026), estrelada por Hugh Jackman (“Deadpool & Wolverine”) ao lado de ovelhas criadas por computação gráfica, garantiu o 5º lugar com US$ 8,9 milhões (queda de apenas 6% em relação à semana anterior) e US$ 12,3 milhões no feriado, alcançando US$ 46,9 milhões na América do Norte.
Estreias fora do Top 5
Dois lançamentos da semana não conseguiram figurar entre os cinco mais assistidos. O suspense de terror “Passageiro do Mal” (2026) estreou na 6ª posição com US$ 8,7 milhões no fim de semana e US$ 10,5 milhões acumulados até segunda-feira. O longa somou US$ 4,8 milhões no exterior, abrindo com US$ 13,5 milhões globais. Destruído pela crítica, com 42% no Rotten Tomatoes e nota B- no CinemaScore, o filme do norueguês André Øvredal (“Drácula – A Última Viagem do Demeter”) custou US$ 15 milhões.
Já a comédia de crime “I Love Boosters” (2026), escrita e dirigida por Boots Riley (“Sou de Virgem”), amargou o 8º lugar em sua largada, arrecadando US$ 3,8 milhões no fim de semana, com uma projeção de até US$ 4,7 milhões no feriado. Apesar de ter 92% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, o público deu nota B no CinemaScore. A produção possui orçamento de US$ 20 milhões.