
Instagram/Eduardo Fauzi Richard Cerquise
Justiça condena responsável por ataque ao Porta dos Fundos
Eduardo Fauzi cumprirá pena de quatro anos e oito meses em regime semiaberto após atentado com coquetéis molotov em 2019
Condenação e cumprimento de pena
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) condenou Eduardo Fauzi Richard Cerquise pelo ataque com coquetéis molotov à sede da produtora Porta dos Fundos, ocorrido em 2019. A pena foi fixada em quatro anos e oito meses de reclusão, com início estabelecido para o regime semiaberto.
O que alegou a juiza?
A juíza Renata Guarino Martins, da 35ª Vara Criminal, negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, mantendo sua prisão preventiva.
A decisão judicial destacou a fuga de Fauzi logo após o crime como um dos motivos centrais para a manutenção do cárcere. O condenado fugiu do Brasil rumo à Rússia após o atentado e foi extraditado para território brasileiro apenas em 2022.
Provas e reconhecimento facial
O conjunto probatório utilizado na sentença incluiu perícias detalhadas de reconhecimento facial e a análise minuciosa de imagens capturadas por câmeras de segurança da região do atentado.
Os registros visuais permitiram à investigação reconstituir toda a rota de fuga utilizada pelo grupo após o arremesso dos artefatos explosivos na véspera de Natal de 2019.
A perícia, anexada ao processo em agosto de 2023, analisou características físicas como a altura dos envolvidos que foram filmados arremessando os objetos contra a fachada do prédio. O incêndio foi contido por um segurança, que impediu que se alastrasse.
Motivação política contra Especial de Natal
A motivação do atentado foi diretamente atribuída ao descontentamento do grupo com o Especial de Natal “A Primeira Tentação de Cristo” (2019), produzido pelo Porta dos Fundos.
A sentença menciona que Fauzi declarou integrar o “Comando da Insurgência Popular Nacionalista da Família Integralista Brasileira”, grupo que divulgou um vídeo usando máscaras, em atitude terrorista, assumindo a autoria do ataque na época.
O episódio gerou grande repercussão nacional e internacional, inflamando debates sobre intolerância religiosa e liberdade de expressão envolvendo o conteúdo humorístico.