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Instagram/Deolane Bezerra

Etc|21 de maio de 2026

Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem de dinheiro do PCC

Investigação do MP-SP e da Polícia Civil aponta movimentações suspeitas ligadas à facção e bloqueia R$ 27 milhões da advogada

Pipoque pelo Texto ocultar
1 Operação cumpre mandados de prisão
2 Como foi a detenção?
3 Bloqueio milionário
4 Mensagens interceptadas originaram operação
5 Vínculos envolvem depósitos e aluguel de imóvel
6 Bloqueio de valores soma R$ 327 milhões
7 Prisão anterior de Deolane
8 Irmã de Deolane fala em perseguição e narrativa
9 Aberto para posicionamentos

Operação cumpre mandados de prisão

A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21/5) durante uma operação conjunta deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil. Segundo as autoridades, a investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital). A famosa é investigada por suposta participação em operações de ocultação de recursos atribuídas à organização.

Como foi a detenção?

Os agentes da Segurança Pública cumpriram mandados de busca e apreensão na residência da ex-participante de “A Fazenda 14”, localizada em um condomínio de alto padrão em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, além de vasculharem outros endereços ligados à advogada.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, o nome de Deolane chegou a ser incluído na Difusão Vermelha da Interpol devido a uma viagem recente a Roma, na Itália, mas ela retornou ao Brasil na quarta-feira (20). As buscas também tiveram como alvo um contador e um influenciador digital considerado filho de criação da empresária.

Bloqueio milionário

O Poder Judiciário determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em contas bancárias registradas em nome da ex-Fazenda. De acordo com o relatório das autoridades, o montante corresponde a valores cuja origem financeira não foi comprovada, apresentando fortes indícios de atividade de lavagem de capitais. A suspeita de ocultação e dissimulação de patrimônio do PCC foi identificada a partir do rastreamento de débitos e créditos na conta da pessoa física da influenciadora e de sua firma jurídica.

De acordo com a acusação relatada à imprensa, Deolane teria recebido depósitos suspeitos e não declarados formalmente entre os anos de 2018 e 2021. O valor de R$ 1.067.505,00 teria entrado em sua conta física por meio de transações fracionadas em valores inferiores a R$ 10 mil. A técnica, conhecida no mercado financeiro como “smurfing”, é utilizada para burlar os mecanismos automatizados de controle do Banco Central.

Adicionalmente, o inquérito aponta que quase 50 depósitos, totalizando R$ 716 mil, foram transferidos para duas empresas de Deolane por um suposto banco de crédito cujo responsável formal é um morador da Bahia com renda declarada de cerca de um salário mínimo mensal. Ao jornal O Globo, os investigadores afirmaram que a projeção pública e a atividade empresarial formal eram usadas como “camadas de aparente legalidade” para dificultar a identificação da origem ilícita dos recursos.

Mensagens interceptadas originaram operação

A investigação que culminou na Operação Vérnix teve início em 2019, após a Polícia Penal apreender bilhetes e manuscritos com lideranças detidas na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Três inquéritos policiais sucessivos mapearam as ramificações do grupo. O rastreamento levou a uma empresa de transporte de cargas na região, apontada pela Justiça como fachada para o fluxo de caixa da cúpula do crime organizado, movimentando dinheiro em espécie sob ordens do comando.

Na segunda fase da apuração, batizada de Operação Lado a Lado, a extração de dados de telefones celulares revelou conversas de pessoas ligadas ao PCC. Conforme informações do portal Metrópoles, o conteúdo expôs indícios de repasses e vínculos pessoais e comerciais de Deolane com um dos gestores fantasmas da transportadora.

Vínculos envolvem depósitos e aluguel de imóvel

Reportagens do UOL afirmam que parte dos depósitos sob suspeita partiu de Ciro César Lemos, acusado de atuar no esquema de lavagem de dinheiro para o núcleo familiar de Marco Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo do PCC preso desde 1996. Ciro e sua esposa, Elidiane Saldanha Lopes Lemos, foram condenados a penas de 14 e 11 anos de reclusão, respectivamente, por atuarem como “laranjas” na frota de veículos ao lado do presídio paulista.

O histórico do caso resgata ainda o depoimento de Everton de Sousa, o “Gordão”, preso por lavagem em 2021. À época, o acusado confirmou que efetuava o pagamento mensal de R$ 5.000 pelo aluguel de um apartamento de propriedade de Deolane no bairro do Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo. A esposa de Everton declarou em depoimento que a locação do imóvel ocorreu devido à relação de amizade do marido com a influenciadora.

Bloqueio de valores soma R$ 327 milhões

Ao todo, o juiz do caso decretou seis prisões preventivas e o bloqueio global de valores superiores a R$ 327 milhões. A força-tarefa apreendeu quatro imóveis e 17 veículos de luxo, avaliados em mais de R$ 8 milhões. Entre os detidos nesta quinta-feira está Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado pela investigação, segundo o G1, como o operador financeiro que orientava a distribuição do dinheiro da transportadora nas contas indicadas.

Os demais mandados de prisão miram familiares diretos de Marcola, atualmente detido na Penitenciária Federal de Brasília. O irmão do chefe da facção, Alejandro Camacho, que já se encontra preso, é um dos alvos, ao lado de seus filhos. A polícia suspeita que a sobrinha, Paloma Sanches Herbas Camacho, apontada como intermediária internacional, esteja foragida na Espanha, enquanto o irmão dela, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, estaria localizado na Bolívia.

Prisão anterior de Deolane

Esta não é a primeira vez que a influenciadora digital é presa por suspeitas de crimes financeiros. Em setembro de 2024, Deolane Bezerra foi detida preventivamente pela Polícia Civil de Pernambuco durante a Operação Integration, que investigava um esquema bilionário de lavagem de capitais e jogos de azar ilegais na internet. Na ocasião, a mãe da advogada, Solange Bezerra, também foi encarcerada pelas autoridades.

Durante o andamento daquele caso, a empresária chegou a receber o benefício da prisão domiciliar devido a uma cláusula humanitária por ter uma filha menor de idade. No entanto, a medida foi revogada em menos de 24 horas após Deolane descumprir as medidas cautelares impostas pelo Judiciário, que proibiam manifestações públicas e entrevistas. Ela foi encaminhada para a Colônia Penal Feminina de Buíque, no agreste pernambucano, onde permaneceu até um habeas corpus coletivo concedido pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), que colocou todos os investigados daquela operação em liberdade.

Irmã de Deolane fala em perseguição e narrativa

A defesa de Deolane Bezerra ainda não se manifestou. Por meio das plataformas digitais, a irmã da influenciadora, a também advogada Daniele Bezerra, publicou um desabafo contestando os procedimentos da Polícia Civil e do Ministério Público.

Daniele argumentou que as autoridades “tentam transformar suposições em verdades e manchetes em condenações”. A defensora acrescentou que a prisão da empresária carece de sustentação jurídica real e que o andamento do caso é baseado em alegações “cercadas de ilações, narrativas e perseguições” contra a imagem pública de sua família.

Aberto para posicionamentos

A prisão de Deolane Bezerra é parte de uma investigação em andamento sem condenações criminais. O tema está sujeito a constante atualização e o espaço segue em aberto para posicionamentos, declarações e reparos das partes citadas, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.

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