
Instagram/Deolane Bezerra
Deolane Bezerra divulga carta da prisão: “Não soltem a minha mão”
A influenciadora afirmou que está presa injustamente e negou ligação com crime organizado e lavagem de dinheiro
Carta da prisão
Deolane Bezerra divulgou nesta terça-feira (26/5) uma carta escrita na prisão. A advogada e influenciadora de 38 anos foi detida na semana passada em uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil sob suspeita de atuar na lavagem de dinheiro para o PCC.
No texto, compartilhado pela irmã Dayanne Bezerra, ela afirma que sofre perseguição. “Bom dia, Brasil, de novo! Mais uma vez, a mãe está enjaulada por uma perseguição e por ser formadora de opinião. Isso já dura mais de cinco anos, afinal até pela morte do Kevin eu fui acusada”, escreveu.
O que ela disse?
Deolane afirmou que nunca fez parte do crime organizado e contestou o valor atribuído ao caso. “Sobre esse processo, gostaria de expressar minha indignação, já que nunca fiz parte do crime organizado. Reitero minha inocência e deixo claro que estou presa pela quantia de R$ 24.500 (valor de honorário que recebi na época como advogada)”, disse.
Segundo ela, o dinheiro foi depositado em conta em espécie, e não por transportadora mencionada no inquérito. “Não sou eu que estou afirmando isso, essa informação está no próprio inquérito. Peço para ser ouvida, assim como foi pedido no momento da prisão”, afirmou.
Negou as acusações
A influenciadora disse ainda que vem sendo citada em reportagens desde 2022 sem ter sido ouvida. “Além do mais, desde o ano de 2022 venho sendo citada em reportagens midiáticas com tons ameaçadores e em momento algum fui chamada para prestar esclarecimentos sobre esse caso. Minha vida é pública, meu endereço é público. Nunca fui ouvida em mais de 4 anos, mas fui acordada com um fuzil apontado para o meu rosto na minha casa e presa sem ter a oportunidade de esclarecer os fatos”, escreveu.
Ela também negou ter 37 empresas em seu nome. “Uma mentira que pode ser facilmente comprovada em uma simples pesquisa na junta comercial, uma mentira que se tornou verdade de tantas vezes que foi repetida”, afirmou.
Deolane ainda declarou: “Fui advogada atuante em centenas de processos e nunca sequer estive presente na Penitenciária de Presidente Venceslau. Já disse muitos ‘nãos’ para manter meus princípios e minha ética”.
Desabafo final
No fim da carta, ela insistiu na própria inocência. “Não sou e nunca fui bandida! Sou mãe, sou empresária, sou advogada. Uma nordestina que venceu na vida pelo próprio suor. Que segue de cabeça erguida acreditando na justiça. Conto com as orações e o apoio de quem sempre esteve comigo. Mais uma vez, vocês não irão se arrepender”, escreveu.
“Um beijo a todos! Fé, já estou por aí esperando a próxima injustiça a ser combatida. Vocês não soltem a minha mão, não viu?”, finalizou.