
Divulgação/Prime Video
Marina Ruy Barbosa reage a documentário de Suzane von Richthofen: “Cruzes”
Atriz, que interpretou a mandante do assassinato dos pais na série "Tremembé", demonstrou choque com a nova produção da Netflix
Reação da estrela de “Tremembé”
A atriz Marina Ruy Barbosa manifestou repúdio ao anúncio do documentário da Netflix sobre Suzane von Richthofen. A artista, que interpretou a criminosa na série “Tremembé”, compartilhou uma publicação sobre a nova obra em suas redes sociais e resumiu sua opinião com uma única palavra: “Cruzes”.
O que aborda o novo documentário?
A informação sobre o longa-metragem foi divulgada pelo jornalista Ullisses Campbell no jornal O Globo. Especialista em true crime e autor do livro que inspirou “Tremembé”, ele explicou que o projeto visa apresentar a versão da própria mandante sobre o assassinato de seus pais, Manfred e Marísia von Richthofen, que chocou o país em 2002.
Ainda sem data oficial de estreia, a obra percorre a infância da entrevistada, os detalhes da tragédia e sua vida após a condenação. A narrativa focará nas contradições e nos momentos de tensão da história.
Como era a dinâmica familiar na versão dela?
A condenada relata que cresceu em um ambiente marcado por frieza emocional, ausência de diálogo e distanciamento afetivo. Em seu relato, a casa vivia sob um clima de silêncio e cobranças constantes, onde ela e o irmão se tornaram “invisíveis” aos poucos. Esse contexto é apontado por ela como o estopim para o rompimento definitivo com os pais. O relacionamento com Daniel Cravinhos é colocado como a peça central desse processo, preenchendo o espaço emocional que a jovem alegava não existir dentro de casa.
Entre os momentos destacados no filme, ela relembra uma viagem de 30 dias dos pais à Europa, período em que morou com o namorado na residência da família. A experiência, descrita como uma liberdade extrema com excessos, teria sido decisiva para a ruptura familiar e o agravamento das brigas que levaram à tragédia.
Qual é a justificativa para a execução?
O assassinato ocorrido em 31 de outubro de 2002 é descrito pela ex-presidiária como o resultado de uma escalada de tensões domésticas. Ela argumenta que a ideia do duplo homicídio não surgiu de forma direta, mas foi arquitetada gradualmente no meio de ressentimentos e conflitos.
Apesar de admitir a responsabilidade, a paulista tenta se afastar da violência física da execução. Ela afirma que não participou diretamente dos ataques cometidos por Daniel e Cristian Cravinhos, embora reconheça ter liberado a entrada da dupla na residência com conhecimento prévio do que aconteceria. “A culpa é minha”, declara em um dos trechos.
A tentativa de reconstruir a imagem
Além de revisitar os fatos de 2002, o documentário mostra a rotina atual da ex-detenta, que cumpre pena no regime aberto. As cenas a retratam ao lado do marido, o médico Felipe Zecchini Muniz, e do filho pequeno, em um esforço para demonstrar a reconstrução de sua trajetória.
Durante as gravações, Suzane afirma ser “outra pessoa” e busca separar a mandante do crime da figura que se tornou após os anos de prisão. A maternidade e a religião são apresentadas como os elementos centrais de sua transformação.
Trechos da entrevista já circulam em grupos restritos e alimentam forte repercussão nas redes sociais antes mesmo do lançamento oficial. A proposta de dar voz à criminosa reacendeu as discussões sobre ética e lucro sobre crimes cometidos.
Cruzes https://t.co/7G1nIMFbXU
— Marina Ruy Barbosa (@mariruybarbosa) April 6, 2026