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Divulgação/Record

Filme|6 de abril de 2026

Suzane von Richthofen em novo documentário da Netflix: “Deus me perdoou”

Condenada pelo assassinato dos pais, ex-detenta relata agressão familiar antes do crime e afirma ter deixado o passado para trás


Pipoque pelo Texto ocultar
1 O retorno aos holofotes
2 Qual era a dinâmica dentro de casa?
3 Acusações de violência física
4 Como a relação piorou?
5 Confissão e liberdade temporária
6 A nova vida em Bragança Paulista

O retorno aos holofotes

Suzane von Richthofen quebrou o silêncio sobre o assassinato de seus pais no documentário inédito “Suzane Vai Falar”, desenvolvido pela Netflix. Condenada a 39 anos de prisão como mandante do crime, a ex-detenta retoma a atenção pública impulsionada pelo sucesso da série “Tremembé”, do Prime Video, para apresentar sua versão sobre seu passado criminal e o atual estágio de sua vida.

Qual era a dinâmica dentro de casa?

O colunista Ullisses Campbell, do jornal O Globo, que também é roteirista de “Tremembé”, teve acesso aos depoimentos e publicou os bastidores em sua coluna True Crime. A entrevistada inicia seus relatos abordando a infância, que descreveu como um período de cobranças acadêmicas extremas e distanciamento emocional de Manfred e Marísia von Richthofen.

“Eu vivia estudando. Era só nota alta. Tirava 9 e 10 em todas as matérias. Não tinha demonstração de amor, nem deles pra gente, nem da gente pra eles”, relatou ela em um dos trechos do filme.

Acusações de violência física

Ao detalhar o perfil do pai, Suzane apontou uma rejeição profunda. “Meu pai era zero afeto. Minha mãe ainda tinha um pouco”, declarou. A condenada também afirmou ter presenciado momentos de agressões físicas e um clima constante de brigas e silêncios dentro da residência.

“Eu vi meu pai enforcando a minha mãe contra a parede. Foi horrível”, contou.

Como a relação piorou?

A ausência de diálogo sobre temas íntimos agravava a situação, segundo a ex-presidiária. “Eu e meu irmão fomos ficando invisíveis dentro de casa. Minha família não era família Doriana. Longe disso. Meus pais construíram um abismo entre nós”, relembrou.

Esse cenário teria se deteriorado de vez com o avanço de seu namoro com Daniel Cravinhos, coautor do assassinato. Suzane revelou que a desaprovação paterna resultou em ataques diretos contra ela. “Ele me deu um tapão na cara tão forte que meu rosto virou pro lado”, detalhou.

Confissão e liberdade temporária

A rotina da família passou a ser dominada por saídas escondidas e mentiras. Quando Manfred e Marísia viajaram para a Europa por 30 dias, ela levou Daniel para morar na casa e experimentou uma liberdade que a motivou a não querer mais voltar às regras anteriores.

Apesar de tentar se afastar da execução material do crime na narrativa do documentário, a paulista admitiu sua responsabilidade no planejamento. “Eu aceitei. Eu os levei pra dentro da minha casa. A culpa é minha. Claro que é minha”, assumiu.

Ela ainda contou que permaneceu no andar de baixo, enquanto os pais eram assassinados. “Eu fiquei no sofá, com a mão no ouvido para não escutar nada”, contou, admitindo que tinha consciência de tudo: “Eu sabia”.

A nova vida em Bragança Paulista

A produção documenta também o processo de transição de Suzane para a liberdade. Após deixar a penitenciária em 2023, ela oficializou união com o médico Felipe Zecchini Muniz. Atualmente, reside no interior paulista com o marido, três enteadas e o primeiro filho, nascido em 2024.

A ex-detenta utilizou a maternidade para fazer uma conexão com sua espiritualidade. “Quando eu olho para o meu filho, eu tenho a certeza de que Deus me perdoou”, disse.

A atual fase inclui a adoção do nome Suzane Louise Magnani Muniz. Ela afirmou que a pessoa atrelada ao histórico criminal deixou de existir. “Aquela Suzane ficou lá no passado. A sensação que eu tenho é que ela morreu junto com os meus pais”, concluiu.

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