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Instagram/Gerry Conway

Etc|28 de abril de 2026

Gerry Conway, criador do Justiceiro e ex-editor da Marvel, morre aos 73 anos

Roteirista lendário marcou os quadrinhos ao escrever a morte de Gwen Stacy e também teve carreira na TV


Pipoque pelo Texto ocultar
1 Uma lenda dos quadrinhos
2 Começo da carreira
3 A Morte de Gwen Stacy e o Justiceiro
4 Legado na Marvel e na DC Comics
5 Transição para Hollywood
6 Homenagens de líderes da Marvel

Uma lenda dos quadrinhos

O roteirista Gerry Conway, um dos nomes mais importantes da história dos quadrinhos de super-heróis e ex-editor-chefe da Marvel Comics, morreu aos 73 anos. A notícia foi confirmada na segunda (27/4) pela própria Marvel, por meio de um comunicado divulgado em nome da família do artista. A causa da morte não foi revelada.

Começo da carreira

Conway começou sua trajetória precocemente, publicando as primeiras histórias para a Marvel aos 16 anos. Com apenas 19 anos, ele assumiu a responsabilidade de substituir Stan Lee como roteirista de “The Amazing Spider-Man”, o principal título da editora. A gestão de Conway como editor, focada em tramas mais maduras, ajudou a redefinir a abordagem dos super-heróis e explorou o peso emocional de suas ações na sociedade.

A Morte de Gwen Stacy e o Justiceiro

Durante sua passagem pela HQ do Homem-Aranha, Conway escreveu aquele que é considerado um dos marcos fundamentais dos quadrinhos: “Morte de Gwen Stacy">A Morte de Gwen Stacy”. Na saga publicada em 1973, a namorada de Peter Parker foi morta pelas mãos do Duende Verde, evento que não só forçou o herói a amadurecer, como estabeleceu um novo padrão de consequências no universo das HQs. Aquela história se tornou o gibi mais comentado de todos os tempos e é revisitada até hoje por novas gerações de autores em histórias do multiverso.

Foi também nas páginas de “The Amazing Spider-Man”, em 1974, que Conway cocriou, em parceria com os desenhistas Ross Andru e John Romita Sr., o anti-herói Justiceiro (Frank Castle). Inicialmente pensado como um antagonista do Cabeça de Teia, o vigilante violento — motivado pelo assassinato da família — alcançou aclamação de crítica e consolidou-se como um dos personagens mais famosos da Marvel. Conway morreu sem ver o Justiceiro encontrar o Homem-Aranha no cinema, no filme “Homem-Aranha: Um Novo Dia”, previsto para 30 de julho, que também incluirá um vilão de sua criação, Tarântula.

Legado na Marvel e na DC Comics

Conway foi fundamental para a popularização de diversos outros ícones. Foi ele quem repaginou Carol Danvers como uma heroína cósmica ao criar a Ms. Marvel na década de 1970, abrindo caminho para ela se tornar a Capitã Marvel. Ele também assinou quadrinhos do Quarteto Fantástico, Thor, Hulk, Demolidor e praticamente tudo o que a Marvel publicou no começo dos anos 1970. Não satisfeito, ainda deu início a uma revolução ao introduzir terror nas publicações da editora. O escritor criou o Lobisomem Jack Russell, o Homem-Coisa e o gibi “A Tumba de Drácula”, que originou o personagem Blade.

Ele ainda fez história ao escrever o primeiro grande crossover entre as editoras Marvel e DC, “Superman vs. Homem-Aranha” em 1976. Por sinal, Conway também teve uma carreira de destaque na DC, onde escreveu gibis de Batman, Superman e Mulher-Maravilha e criou personagens relevantes para a editora, incluindo Nuclear (Firestorm), Vixen, Poderosa (Power Girl), Jason Todd (o segundo Robin) e vilões como Crocodilo e Conde Vertigo.

Transição para Hollywood

Com o tempo, Gerry Conway se distanciou dos quadrinhos para investir na carreira de roteirista de televisão e cinema. No cinema, participou da animação cult “Fogo e Gelo” (1983) e do filme “Conan, o Destruidor” (1983), quando o personagem ainda era publicado em quadrinhos da Marvel.

Em seguida, dedicou-se à TV, escrevendo episódios para desenhos clássicos como “Transformers”, “Comandos em Ação” e “Batman: A Série Animada”. Na década de 1990, migrou para os live-actions, com contribuições marcantes em produções policiais e de fantasia, incluindo “Matlock”, “Hércules: A Lendária Jornada” e “Lei & Ordem: Crimes Premeditados”.

Homenagens de líderes da Marvel

Dan Buckley, presidente da Marvel Comics, destacou a contribuição duradoura do autor. “Gerry Conway era um escritor talentoso. Ele era atencioso, profundamente sintonizado com o núcleo emocional e moral da narrativa e um maravilhoso e articulado defensor dos quadrinhos”, afirmou em comunicado oficial.

Kevin Feige, presidente da Marvel Studios, ressaltou o impacto direto do trabalho de Conway nas adaptações audiovisuais do estúdio, de Demolidor a Homem-Aranha. “Gerry Conway trouxe riscos reais à sua escrita, capaz de entrelaçar a sensacional superação heroica com o humano e relacionável. Sua escrita foi extremamente impactante em nossos quadrinhos, mas também inspirou muito do que fizemos na tela, de Lobisomem na Noite a Demolidor, Homem-Aranha e Justiceiro”, homenageou.

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