
Instagram/Amanda Ungaro
Ex-modelo brasileira ameaça expor ligações de Donald e Melania Trump com Jeffrey Epstein
Deportada dos EUA no ano passado, Amanda Ungaro usou as redes sociais para chamar o presidente americano de "pedófilo" e mandar recado direto para a primeira-dama
Ameaças à família presidencial
A ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, de 41 anos, utilizou suas redes sociais para fazer graves ameaças ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e à primeira-dama, Melania Trump. Em postagens no X (antigo Twitter), a brasileira insinuou que o casal possui envolvimento direto com o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein (1953-2019) e prometeu expor o que sabe.
Amanda, que foi casada com o empresário italiano e aliado próximo de Trump, Paolo Zampolli, chamou o atual presidente norte-americano de “pedófilo”. Ela afirmou estar disposta a revelar detalhes obscuros sobre a convivência da família presidencial com Epstein. “Eu vou derrubar seu sistema corrupto, mesmo que seja a última coisa que eu faça na minha vida. Eu vou até o fim, porque eu não tenho medo”, declarou a ex-modelo.
A brasileira também direcionou ataques diretos à primeira-dama, sugerindo que ela tem muito a esconder. “Talvez você [Melania] devesse ter medo de todas as coisas que eu sei, de quem você é e de quem é o seu marido”, escreveu Amanda. Em outra mensagem intimidadora, ela disparou: “Eu não tenho mais nada a perder na vida. Tome cuidado comigo, sua idiota”.
Relação com Trump e deportação
Amanda Ungaro afirma ter passado cerca de duas décadas frequentando o círculo íntimo de Trump e Melania. No entanto, a relação azedou após a brasileira ser presa e deportada pelo ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA) para o Brasil no ano passado. A ex-modelo alega que, apesar dos anos de amizade, o presidente e a primeira-dama não a ajudaram quando ela mais precisou.
A deportação ocorreu após o fim de seu casamento com Paolo Zampolli, em 2023. A brasileira estava com o visto de permanência vencido desde 2019. Reportagens recentes da imprensa americana, como a do The New York Times, apontam que o próprio Zampolli teria usado sua influência política e contatado o alto escalão do ICE para garantir a deportação da ex-mulher durante uma disputa pela custódia do filho do casal. O empresário italiano nega qualquer interferência, e o governo americano afirma que a remoção ocorreu estritamente por questões legais ligadas ao visto e a acusações de fraude.
O fantasma de Jeffrey Epstein
A conexão de Amanda com a rede de Jeffrey Epstein é antiga. A ex-modelo fez carreira internacional e, em 2002, quando tinha apenas 17 anos, viajou em um dos aviões particulares do financista. Em entrevista recente, ela relatou ter presenciado cerca de 30 meninas “bem novinhas” ao lado do criminoso sexual na época — antes de ele ser condenado pela Justiça americana.
Devido às suas fortes declarações contra os Trump, a brasileira chegou a ser convidada a depor em um comitê do Congresso dos EUA que investiga o caso Epstein. No entanto, como não recebeu uma convocação formal (intimação), ela não é obrigada a comparecer para detalhar o que diz saber aos parlamentares.
Até o momento, a Casa Branca não se manifestou oficialmente sobre as ameaças. As postagens de Amanda ocorreram pouco antes de Melania Trump fazer um pronunciamento público negando qualquer laço de amizade ou cumplicidade com Epstein.
O espaço segue aberto para posicionamentos, declarações e atualizações das partes citadas, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.