
Globoplay/BBB
Roupas de Ana Paula Renault no BBB 26 viram febre e alavancam marcas brasileiras
Jornalista abriu mão de grandes marcas para vestir produções de pequenas grifes criadas por mulheres, fazendo peças esgotarem
Ícone fashion
Ana Paula Renault está ditando moda no BBB 26. Além de repercutir pelas estratégias de jogo, a mineira transformou suas roupas diárias do confinamento em uma verdadeira febre nas redes sociais. Com um estilo focado no conforto, modelagens amplas e tecidos naturais, as peças vestidas pela sister viraram rapidamente objetos de desejo do público.
O impulso para negócios femininos
Diferente do padrão de outras edições, em que participantes costumam ostentar roupas de magazines ou grandes marcas, a veterana montou sua mala priorizando fortemente o mercado de pequenas empreendedoras. A maior parte de seu guarda-roupa no reality foi feito junto a produtoras brasileiras de pequeno porte, encabeçadas por mulheres. A exposição ininterrupta em horário nobre fez essas lojas ganharem visibilidade nacional, registrando uma explosão de acessos e vendas em suas plataformas.
As escolhas da influenciadora focaram no conceito de slow fashion — vertente da moda que valoriza a produção consciente, sustentável e de alta durabilidade. Apoiar negócios liderados por mulheres também rendeu elogios do público na internet.
Tudo esgotado
A marca santista RS Hype, criada pela empresária Kamilla Santana, é a responsável por grande parte dos looks de linho e algodão usados pela confinada. Segundo a criadora, a sister já era cliente da loja e planejou as roupas do reality em conjunto com a equipe ainda em novembro do ano passado.
Uma das peças que se tornou assinatura de Ana Paula na edição é uma camisa em cambraia de linho rosê, bordada com um peixe listrado, vendida por R$ 598 no e-commerce da marca. Todo o catálogo fornecido para a jornalista foi desenvolvido por uma confecção formada exclusivamente por mulheres. A empresa confirmou o aumento expressivo no alcance digital e nas vendas desde o início do programa, impulsionado pelo protagonismo da sister no jogo.
O macacão que virou assunto
Outra marca que sentiu o impacto positivo do reality show foi a paulistana Fitlegs. Durante o confinamento, a competidora chamou a atenção dos telespectadores ao vestir um macacão colorido com estampa vibrante. A roupa fez tanto sucesso que chegou a ser comparada a criações da grife de luxo Yves Saint Laurent nas redes sociais. O modelo, batizado de Macacão Twist Shiny Secret Garden Sky, é comercializado por R$ 445 e rapidamente virou alvo de buscas pelo público.
Fenômeno cultural
Já usada duas vez, uma camiseta com a estampa “Cria de Iemanjá” virou fenômeno cultural. A peça pertence à marca brasileira AGAYU, famosa por seu design autoral e peças inspiradas em fortes referências culturais. Comercializada no e-commerce da loja por R$ 129, a blusa gerou uma onda de elogios nas redes sociais pelo seu conceito de moda identitária, virando mais um sucesso absoluto de engajamento do guarda-roupa da apresentadora.
Acessórios também viram alvo dos fãs
O “efeito Ana Paula Renault” não se restringe apenas às peças de roupa. Os acessórios escolhidos pela jornalista também estão desaparecendo das prateleiras. No dia 17 de fevereiro, enquanto aproveitava a piscina da casa, a sister completou o visual com um boné branco de aba curva que logo chamou a atenção nas redes sociais.
A peça, batizada de Boné Desarmar Cores, é produzida pela marca nacional Galeria asaYE e conta com bordados feitos à mão em malha e feltro. Vendido originalmente por R$ 80, o acessório teve seu estoque completamente esgotado na loja oficial poucas horas após a aparição da apresentadora no reality show, reafirmando seu status de fenômeno de vendas na edição.
Impulso dos fãs
O sucesso é tão grande que os fãs criaram uma página no Instagram só para destacar os looks, batizada de O Closet da Ana Paula Renault, que funciona como uma ponte direta entre o público interessado e as marcas. A página identifica rapidamente a origem dos vestidos, macacões e até os tratamentos capilares exibidos por ela no confinamento — como as ampolas da Kérastase —, gerando tráfego imediato para os perfis das lojas e acelerando o esgotamento dos itens.