Diretor diz que “Vermelho, Branco e Sangue Azul” não é “um filme gay”

Apesar de envolver o romance entre entre dois homens, o diretor do filme “Vermelho, Branco e Sangue Azul”, que estreou na plataforma de streaming Amazon Prime Video na sexta-feira (11/8), diz que […]

Divulgação/Amazon Prime Video

Apesar de envolver o romance entre entre dois homens, o diretor do filme “Vermelho, Branco e Sangue Azul”, que estreou na plataforma de streaming Amazon Prime Video na sexta-feira (11/8), diz que o romance não é “um filme gay”. A adaptação do livro de Casey McQuinston conta a história de Alex, filho da presidente dos Estados Unidos, e o Príncipe Henry do Reino Unido, que se envolvem em uma confusão internacional. A trama, que inicialmente apresenta uma amizade forjada entre os dois, evolui para uma paixão mútua.

 
Diretor explica diferença

Em entrevista ao site americano Pink News, Matthew López explicou porque essa trama de cinema não deve ser rotulado como um “filme gay”. Ele explicou: “Eu às vezes me arrepio quando as pessoas dizem: ‘ah, são dois homens gays’. Na verdade, não, é um homem gay e um homem bissexual”. O diretor enfatizou que a obra não pode ser considerada um “filme gay” por ter um protagonista bissexual.

López, que também é o criador da peça da Broadway “A Herança”, destacou a importância da visibilidade bissexual na obra. Ele ressaltou que a jornada de Alex como personagem bissexual foi mantida no filme, algo que ele considerou inovador no livro. “Eles se amam e eles são um casal do mesmo sexo, sim. [Mas] tanto no livro, quanto no filme, o B de LGBTQ não é uma letra muda. Isso é muito importante para mim, porque é muito importante para [o escritor] Casey [McQuinston].

“Eu realmente gosto disso no livro e mantivemos no filme. Existe espaço feito para o Alex como um personagem bissexual”, ressaltou López.

 

A comédia romântica traz Taylor Zakhar Perez (“A Barraca do Beijo 3”) como Alex Claremont-Diaz, filho da presidente dos Estados Unidos, e Nicholas Galitzine (“Cinderela”) na pele do príncipe britânico Henry. Os dois têm muito em comum: beleza estonteante, carisma inegável, popularidade internacional e um total desdém um pelo outro. Separados por um oceano, a rivalidade entre os dois nunca foi um problema, até que um desastroso – e muito público – confronto em um evento real se torna alimento para tabloides, potencialmente colocando em risco as relações entre os Estados Unidos e a Grã-Bretanha no pior momento possível.

Para controlar os danos, suas famílias poderosas e respectivos manipuladores profissionais forçam os dois rivais a uma “trégua” encenada. Mas o que a princípio começa como uma amizade falsa e instagramável se transforma em algo mais significativo do que Alex ou Henry poderiam imaginar. Logo Alex se vê envolvido em um romance secreto com um Henry surpreendentemente desajeitado, o que pode complicar a campanha de reeleição de sua mãe e implodir de vez as relações entre as duas nações.

 

A adaptação é assinada pelo dramaturgo Matthew López (“The Inheritance”), vencedor do Tony, que escreveu e vai dirigir a adaptação, em sua estreia em longas-metragens. A produção é de Greg Berlanti (o criador do “Arrowverso” e diretor de “Com Amor, Simon”) com sua sócia Sarah Schechter, da Berlanti/Schechter Films.

Já o elenco coadjuvante destaca Uma Thurman (“Kill Bill”) como presidente dos EUA, além de Clifton Collins Jr. (“Westworld”), Sarah Shahi (“Adão Negro”), Rachel Hilson (“Com Amor, Victor”), Stephen Fry (“Sandman”), Ellie Bamber (“Willow”) e Thomas Flynn (“Bridgerton”).

Veja o trailer abaixo.