Festival de Toronto começa com expectativas de Oscar
O Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF, na sigla em inglês) começa nesta quinta (8/9) sua edição de 2022. Como de praxe, o evento coincide parcialmente com o Festival de Veneza, mas neste ano, em vez de repetir os títulos exibidos na Itália, a mostra canadense servirá de palco exclusivo para premières mundiais de filmes cotados para o Oscar. Vários títulos se destacam entre as grandes estreias ausentes de Veneza. Os mais esperados são “The Fabelmans”, ficção inspirada em lembranças da juventude de Steven Spielberg, “Empire of Light”, uma ode ao cinema de Sam Mendes, e “Glass Onion: Um Mistério Entre Facas e Segredos”, continuação de “Entre Facas e Segredos” (2018), dirigido por Rian Johnson. Além disso, Toronto ainda vai receber “Causeway”, estrelado por Jennifer Lawrence, “The Menu”, com Anya Taylor-Joy, “My Policeman”, com Harry Styles, “Weird: The Al Yankovic Story”, com Daniel Radcliffee, “A Mulher Rei”, que traz Viola Davis como guerreira do Reino de Daomé, na África. Mas a programação também traz, claro, os filmes que estão sendo aplaudidos longamente na Itália, como “The Son”, de Florian Zeller, “The Banshees Of Inisherin”, de Martin McDonagh, e “A Baleia”, de Darren Aronofsky. Já o filme que servirá de abertura para a mostra cinematográfica é “The Swimmers”, drama da diretora britânica Sally El Hosaini (“My Brother the Devil”) sobre a história real das irmãs nadadoras Yusra e Sarah Mardini, que fugiram como refugiadas da Síria devastada pela guerra para participar das Olimpíadas do Rio de 2016. Reunindo os principais críticos de cinema da América do Norte, o festival canadense é o maior “test drive” das pretensões de muitos candidatos ao Oscar. Críticas positivas – e prêmios – podem cacifar favoritos. “Green Book” e “Nomadland” venceram as edições de 2018 e 2020 antes de conquistarem o troféu da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. O Festival de Toronto acontece até 18 de setembro. Veja abaixo a lista dos filmes confirmados no evento. Abertura “The Swimmers”, de Sally El Hosaini Apresentações de Gala “Alice, Darling”, de Mary Nighy “Black Ice”, de Hubert Davis “Butcher’s Crossing”, de Gabe Polsky “The Greatest Beer Run Ever”, de Peter Farrelly “The Hummingbird”, de Francesca Archibugi “Hunt”, de Lee Jung-jae “A Jazzman’s Blues”, de Tyler Perry “Kacchey Limbu”, de Shubham Yogi “Moving On”, de Paul Weitz “Paris Memories”, de Alice Winocour “Prisoner’s Daughter”, de Catherine Hardwicke “Raymond & Ray”, de Rodrigo García “Roost”, de Amy Redford “Sidney”, de Reginald Hudlin “The Son”, de Florian Zeller “The Swimmers”, de Sally El Hosaini “What’s Love Got To Do With It?”, de Shekhar Kapur ”A Mulher Rei”, de Gina Prince-Bythewood Apresentações Especiais “Allelujah”, de Sir Richard Eyre “All Quiet on the Western Front”, de Edward Berger “The Banshees Of Inisherin”, de Martin McDonagh “Blueback”, de Robert Connolly “The Blue Caftan”, de Maryam Touzani “Broker”, de Hirokazu Kore-eda “Brother”, de Clement Virgo “Bros”, de Nicholas Stoller ”Catherine Called Birdy”, de Lena Dunham “Causeway”, de Lila Neugebauer “Chevalier”, de Stephen Williams “Corsage”, de Marie Kreutzer “Decision to Leave”, de Park Chan-wook “Devotion”, de JD Dillard “Driving Madeleine”, de Christian Carion “El Suplente”, de Diego Lerman “Empire of Light”, de Sam Mendes “The Eternal Daughter”, de Joanna Hogg ”The Fabelmans”, de Steven Spielberg ”Glass Onion: Um Mistério Entre Facas e Segredos”, de Rian Johnson “Good Night Oppy”, de Ryan White “The Good Nurse”, de Tobias Lindholm “Holy Spider”, de Ali Abbasi “Joyland”, de Saim Sadiq “The King’s Horseman”, de Biyi Bandele “The Lost King”, de Stephen Frears “A Man of Reason”, de Jung Woo-sung “The Menu”, de Mark Mylod “On the Come Up”, de Sanaa Lathan “One Fine Morning”, de Mia Hansen-Løve “Other People’s Children”, de Rebecca Zlotowski “Moonage Daydream”, de Brett Morgen ”My Policeman”, de Michael Grandage “Nanny”, de Nikyatu Jusu “No Bears”, de Jafar Panahi “The Return of Tanya Tucker: Featuring Brandi Carlile”, de Kathlyn Horan “Saint Omer”, de Alice Diop “Sanctuary”, de Zachary Wigon “Stories Not to be Told”, de Cesc Gay “Triangle of Sadness”, de Ruben Östlund “Walk Up”, de Hong Sang-soo “Wendell & Wild”, de Henry Selick “The Whale”, de Darren Aronofsky “Women Talking”, de Sarah Polley “The Wonder”, de Sebastián Lelio
Veja o que chega aos cinemas nesta semana
Sabe aquela história de que os cinemas estão cada vez mais vazios porque não têm lançamentos? Só nesta semana são 11 estreias. Há muitos lançamentos, mas eles estão sendo muito mal distribuídos. A maioria dos cinemas exibem o mesmo punhado de títulos há semanas, sobrecarregando o circuito alternativo, que é obrigado a alterar semanalmente a programação em cartaz pelo excesso de produções recebidas. Esta semana, por exemplo, é dominada por estreias limitadas, fora dos shopping centers. As exceções são o terror “Men – Faces do Medo” e as comédia românticas “Ingresso para o Paraíso”, com Julia Roberts e George Clooney, e “Minha Família Perfeita”, com Rafael Infante e Isabelle Drummond. Veja abaixo tudo o que chega aos cinemas nesta quinta (8/9). | MEN – FACES DO MEDO | A atriz Jessie Buckley, indicada ao Oscar 2022 por “A Filha Perdida”, é perseguida por vários homens diferentes interpretados pelo mesmo ator, Rory Kinnear (“007: Sem Tempo para Morrer”), no terceiro longa dirigido por Alex Garland, cineasta de “Ex Machina” (2014) e “Aniquilação” (2018). No filme, ela sai de férias sozinha após a morte do ex-marido e é atormentada por visões e homens que buscam despertar seu sentimento de culpa. Para sua perplexidade, todos parecem ter o mesmo rosto. Embora seja o primeiro terror dirigido por Garland, ele tem experiência no gênero, tendo conquistado projeção como roteirista de “Extermínio” (2002), filme de zumbis dirigido por Danny Boyle. | INGRESSO PARA O PARAÍSO | A comédia romântica é a quinta parceria da carreira dos atores Julia Roberts e George Clooney e a primeira em que vivem um casal em 18 anos – desde “Doze Homens e Outro Segredo” (2004). Nesse reencontro nas telas, eles são divorciados que se odeiam, mas fazem uma trégua em nome de um objetivo comum: sabotar o casamento da filha, que decidiu se casar impulsivamente em Bali com um rapaz que recém conheceu. Foi o que aconteceu com eles próprios, 25 anos atrás, e a experiência faz com que decidam impedir que o pior se repita. O filme tem roteiro e direção de Ol Parker (“Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo”) e o elenco também inclui Kaitlyn Dever (“Fora de Série”) como a filha, além de Billie Lourd (“American Horror Story”), Lucas Bravo (“Emily em Paris”) e Maxime Bouttier (“Unknown”). | MINHA FAMÍLIA PERFEITA | A comédia farsesca gira em torno de um publicitário com um dilema. Com vergonha da própria família, ele namora a mulher dos seus sonhos, que só aceita virar noiva depois de conhecer os parentes dele. Mas quando ela vai visitá-lo no trabalho, acaba confundindo atores de um comercial de margarina com a família real do namorado, o que lhe dá uma ideia: contratá-los para fingirem ser seus pais. Ele só não podia esperar que a família de propaganda de margarina podia ser pior que seus parentes de verdade. Dirigido por Felipe Joffily (“Muita Calma Nessa Hora”), traz Rafael Infante (“Vai que Cola”) e Isabelle Drummond (“Turma da Mônica: Lições”) como o casal central. | A LUTA DE UMA VIDA | História real de um sobrevivente do Holocausto, o drama do veterano diretor Barry Levinson (“Raiman”) acompanha Harry Haft, que foi poupado das câmeras de gás por divertir nazistas vencendo lutas contra outros judeus. Ao fim da guerra, ele inicia uma carreira como pugilista nos EUA. Assombrado pelas memórias e a culpa por ter sobrevivido, ele se esforça para poder enfrentar a lenda do boxe Rocky Marciano, na esperança de chamar a atenção pública para sua história e reencontrar o seu primeiro e grande amor, de quem se separou na guerra. O elenco destaca Ben Foster (“A Qualquer Custo”) como protagonista, além de Billy Magnussen (“A Noite do Jogo”) e Vicky Krieps (“Trama Fantasma”). | AMIRA | A Amira do título é uma adolescente de 17 anos, que foi concebida com o esperma contrabandeado de seu pai Nawar, preso por ser um herói da causa palestina. Embora seu relacionamento com o pai tenha se restringido a visitas à prisão, ela o admira e sua ausência na vida dela é compensada com amor e carinho daqueles que a cercam. Mas quando outra tentativa de conceber um filho revela a infertilidade de Nawar, o mundo de Amira vira de cabeça para baixo. Quem é ela, senão a filha do herói? Mas e se não for? O drama é o terceiro longa dirigido por Mohamed Diab, cineasta egípcio premiado, que se tornou mais conhecido do grande público como diretor da série “Cavaleiro da Lua”, da Marvel. | O PRÓXIMO PASSO | O diretor francês Cédric Klapisch, de “O Albergue Espanhol” (2005) e suas continuações, filma o drama de uma promissora bailarina clássica, que se machuca em uma apresentação após flagrar a traição do namorado. Apesar dos especialistas dizerem que ela nunca mais conseguirá dançar, a jovem luta para se recuperar, buscando se reinventar como artista, no mundo da dança contemporânea. | TROMBA TREM – O FILME | A animação brasileira, baseada na série homônima do Cartoon Network, acompanha Gajah, um elefante sem memória que, ao ficar célebre, acaba se afastando de seus velhos companheiros de viagem no Tromba Trem. O estrelato dura pouco, pois ele logo se torna o principal suspeito de misteriosos raptos. Desvendar o mistério só será possível com a ajuda dos amigos pré-fama: um grupo de cupins obstinados e Duda, uma empolgada e inocente tamanduá vegetariana. A direção é de Zé Brandão, criador dos personagens e produtor de “O Irmão do Jorel”. | O TERRITÓRIO | O documentário que venceu o Prêmio do Público e um Prêmio Especial do Júri na competição internacional do Festival de Sundance deste ano é uma coprodução brasileira e americana (do cineasta Darren Aronofsky, de “Noé”), dirigida pelo americano Alex Pritz, que retrata a luta do povo Uru-Eu-Wau-Wau contra agricultores e mineradores invasores de sua terra, uma área protegida na floresta amazônica, incentivados pela retórica de Jair Bolsonaro. Elogiadíssimo pela crítica estrangeira, o filme tem 97% de aprovação no site Rotten Tomatoes e está sendo considerado um dos melhores documentários da década. Adquirido pela National Geographic, é forte candidato às premiações de 2023. | 5 CASAS | Vencedor do Cine Ceará, o filme de Bruno Gularte Barreto conta a história de 5 casas em uma cidadezinha no extremo sul do Brasil. Cada uma delas tem seus próprios personagens, que entretanto se cruzam: uma velha professora lutando para manter seu lar e seus 36 gatos, um jovem que sofre agressões por ser gay, uma freira sendo transferida da escola que regeu com punho de ferro por décadas, um velho capataz numa fazenda mal-assombrada e um menino cujos pais morreram quando ainda era criança e que é hoje o diretor que volta para buscar as suas memórias de infância e reencontrar essas pessoas. | AQUILO QUE EU NUNCA PERDI | O documentário celebra a carreira da cantora sul-matogrossense Alzira Espíndola, a Alzira E, que começou a compor com seus irmãos, Geraldo e Tetê Espíndola. Nos anos 1980, emigrou para São Paulo onde construiu uma sólida carreira como instrumentista e compositora com parceiros como Itamar Assumpção e Ney Matogrosso. Ainda ativa aos 65 anos, Alzira E lidera atualmente uma banda de rock. | O GRANDE IRMÃO – O DIA QUE DUROU 21 ANOS 2 | Continuação de “O Dia que Durou 21 anos”, o documentário faz um registro histórico da participação do governo militar do Brasil, junto com a CIA e o Departamento de Estado dos EUA, no golpe militar que derrubou o presidente Salvador Allende no Chile. Com documentação confidencial inédita e vários depoimentos, o filme mostra os bastidores do dia 11 setembro de 1973, que iniciaram os 17 anos da ditadura sangrenta do general Pinochet.
Trailer de “High School” mostra adolescência das cantoras Tegan e Sara
A plataforma americana Freevee (ex-IMDb TV), que pertence à Amazon, divulgou o pôster e um novo trailer de “High School”, série adolescente inspirada pelo livro de memórias das cantoras Tegan e Sara Quin, dos hits “Nineteen”, “Back In Your Head” e “Now I’m All Messed Up”. A prévia acompanha as irmãs gêmeas em uma nova escola de subúrbio do Canadá, tendo que lidar com as pressões, comparações e competição entre si, até descobrirem o que as aproxima: sua paixão por música e, também, por outras garotas. Vale observar que a trilha do vídeo é um cover de “Today”, do Smashing Pumpkins, que Tegan e Sara gravaram especialmente para a série. “High School” é estrelada pelas gêmeas Railey e Seazynn Gilliland, que estreiam nas telas, além de Cobie Smulders (a agente Maria Hill dos filmes da Marvel) e Kyle Bornheimer (“História de um Casamento”) como os pais das jovens. A adaptação foi produzida pela atriz Clea DuVall (“Heroes”), que dirigiu um clipe das artistas canadenses em 2016 – antes de se consagrar como diretora de “Alguém Avisa?” (2020). DuVall também dirige seis dos oito episódios da 1ª temporada, que vai estrear em 14 de outubro nos EUA. Assim como outras séries do Freevee, “High School” deve chegar ao Brasil pela Prime Video, da Amazon.
Pennyworth: Alfred enfrenta a psicodelia no trailer da 3ª temporada
A HBO Max divulgou o pôster e o trailer legendado da 3ª temporada de “Pennyworth”, que avança no tempo para mostrar o futuro mordomo de Batman numa trama psicodélica do final dos anos 1960, enfrentando uma droga capaz de controlar mentes, além de supervilões. “Pennyworth” acompanha a juventude de Alfred Pennyworth (interpretado por Jack Bannon) e mostra como ele se envolveu com Thomas Wayne (Ben Aldridge) e Martha Kane (Emma Paetz), os futuros pais de Batman. Desenvolvida por Bruno Heller, criador de “Gotham”, a série iniciou sua trama na Inglaterra do começo dos anos 1960, mas terá um salto de cinco anos nos novos episódios, que assumem maior influência de 007 – ou melhor, das paródias de 007 da época. Até as invenções de Lucius Fox (Simon Manyonda) ganham maior equivalência aos gadgets de Q. Os novos episódios estreiam em 6 de outubro.
Just Jaeckin, diretor de “Emmanuelle”, morre aos 82 anos
O cineasta francês Just Jaeckin, que dirigiu o clássico erótico “Emmanuelle” (1974), faleceu na terça-feira (6/9) aos 82 anos na França, devido a uma longa doença. “Emmanuelle” foi o primeiro filme de sua carreira. Com filmagens realizadas na Tailândia e em Seychelles, a obra teve um orçamento de US$ 500 mil e arrecadou mais US$ 100 milhões nas bilheterias. Adaptação de um romance pseudobiográfico de 1959, escrito por Emmanuelle Arsan (pseudônimo de Marayat Rollet-Andriane), o filme transformou a modelo holandesa Sylvia Kristel no maior símbolo sexual da década de 1970 pela quantidade de aventuras que protagonizou, tanto com homens quanto com mulheres, durante férias na Tailândia. O repertório era um verdadeiro manual de sexo, começando pelo seleto “mile high club” (sexo em avião). Pouco importava que Kristel não se parecesse em nada com a eurasiana de cabelos longos descrita no livro. Para o bem e para o mal, ela jamais deixou de ser mencionada novamente sem a lembrança de “Emmanuelle”. Feito quando a atriz tinha 22 anos, o filme se tornou um fenômeno cultural. Foi visto por cerca de 650 milhões de pessoas em todo o mundo, apesar de ter sido proibido em diversos países – inclusive no Brasil – em razão de seu forte teor sexual. Mesmo sendo uma produção francesa, “Emmanuelle” chegou a ser banido por seis meses até na própria França. Mas, com a morte do presidente francês Georges Pompidou, um novo secretário de Estado da Cultura, Michel Guy, permitiu que o filme chegasse na íntegra aos cinemas, tornando-se a maior bilheteria francesa de todos os tempos, ficando em cartaz por 13 anos ininterruptos em Paris. O produtor Yves Rousset-Rouard decidiu confiar o projeto a um jovem diretor e escolheu Just Jaeckin, fotógrafo renomado, mas sem experiência como cineasta. A repercussão do filme o marcou como um especialista em filmes do gênero. Ele levou para as telas outros clássicos eróticos, como as adaptações literárias de “A História de O” (1975), com Corinne Cléry, e “O Amante de Lady Chatterley” (1981), de novo com Sylvia Kristel, entre outros filmes. Mas sua carreira foi curta, encerrada exatamente dez anos após “Emmanuelle”, com a adaptação dos quadrinhos eróticos “As Aventuras de Gwendoline no Paraíso” (1984), na época em que o cinema erótico perdeu público para os vídeos de sexo explícito. O fato de ter feito filmes adultos o impediu de se diversificar numa época bem mais intransigente que os dias atuais. Mesmo assim, ele dirigiu um clipe de Elton John, “Who Wears These Shoes?”, em 1984. Nos últimos anos, Just Jaeckin atuava como proprietário, ao lado da esposa, de uma galeria de arte em Paris onde os dois exibiam basicamente suas próprias esculturas e pinturas. Ele manteve a amizade com Kristel ao longo dos anos. E lamentou muito quando ela morreu em 2012, vítima de câncer, aos 60 anos. “Sylvia era uma mulher maravilhosa, muito pura, muito ingênua. Fazia jus a seu sobrenome, ‘Kristel’. Ela foi engolida, como eu, pelo choque que ‘Emmanuelle’ causou. Isso a marcou, foi muito difícil para ela”, ele disse na época. Veja abaixo o trailer não explícito da “Emmanuelle” original.
Elenco de “O Senhor dos Anéis: Os Anéis do Poder” se une contra racismo dos “fãs”
O elenco de “O Senhor dos Anéis: Os Anéis do Poder” divulgou um comunicado para condenar o racismo que seus colegas não brancos estão sofrendo nas redes sociais. “Nós, o elenco de ‘Os Anéis do Poder’, estamos juntos em absoluta solidariedade e contra o racismo implacável, ameaças, assédio e abuso que alguns de nossos colegas negros estão sendo submetidos diariamente. Recusamo-nos a ignorá-lo ou tolerá-lo”, diz um comunicado em conjunto compartilhado nas redes sociais. A declaração do elenco da série Amazon Prime Video continua: “JRR Tolkien criou um mundo que, por definição, é multicultural. Um mundo em que povos livres de diferentes raças e culturas se unem, em comunhão, para derrotar as forças do mal. ‘Anéis de Poder’ reflete isso. Nosso mundo nunca foi todo branco, a fantasia nunca foi toda branca, a Terra-média não é toda branca. O BIPOC [abreviatura em inglês de negros, indígenas e pessoas de cor] pertence à Terra-Média e está aqui para ficar.” “Finalmente, todo o nosso amor e companheirismo vão para os fãs que nos apoiam, especialmente os fãs de cor que estão sendo atacados simplesmente por existirem neste fandom. Vemos vocês, suas bravuras e criatividades sem fim. Seus cosplays, fancams, fanarts e insights tornam esta comunidade um lugar mais rico e nos lembram do nosso propósito. Vocês são válidos, vocês são amados e vocês pertencem aqui. Vocês são parte integrante da família LOTR [abreviatura em inglês de O Senhor dos Anéis] – obrigado por nos apoiar.” A declaração chega logo depois que os intérpretes dos hobbits originais dos filmes de “O Senhor dos Anéis” se uniram em torno de uma mensagem semelhante. Elijah Wood, Billy Boyd, Dominic Monaghan e Sean Astin mostraram seu apoio com fotos em que aparecem com camisetas e boné ilustrados por orelhas de personagens mágicos de JRR Tolkien de todas as cores. As imagens foram postadas nas redes sociais junto de uma legenda curta e significativa: “Vocês são todos bem vindos”. O mais interessante no novo texto é a forma como explica a história para quem não entendeu o que leu ou viu nas telas: “Um mundo em que povos livres de diferentes raças e culturas se unem, em comunhão, para derrotar as forças do mal”. Ou seja, quem é contra a união das diferentes raças e culturas – a base da história original de “O Senhor dos Anéis” – faz parte das forças do mal. E serão derrotados como na trama clássica. Afinal, a série já bateu recorde de audiência em sua estreia na Prime Video, plataforma da Amazon, mesmo contra a vontade dos racistas, que tentam sabotá-la com bombas de críticas negativas nas plataformas abertas à votação do público. We stand in solidarity with our cast. #YouAreAllWelcomeHere pic.twitter.com/HLIQdyqLmr — The Lord of the Rings on Prime (@LOTRonPrime) September 7, 2022
“Pretty Little Liars: Um Novo Pecado” é renovada para 2ª temporada
A HBO Max anunciou a renovação de “Pretty Little Liars: Um Novo Pecado” para sua 2ª temporada. A série agradou a crítica, atingindo 88% de aprovação no Rotten Tomatoes, com um reinvenção considerada até melhor que a “Pretty Little Liars” original, graças à elementos de terror slasher introduzidos pelo criador de “Riverdale”, Roberto Aguirre-Sacasa, e sua parceira de “O Mundo Sombrio de Sabrina”, Lindsay Calhoon Bring. A trama gira em torno de um grupo de garotas adolescentes atormentado por um agressor desconhecido por culpa de segredos de suas mães. Refletindo a tendência dos últimos anos, o elenco é mais diversificado que o da série de 2010, destacando Bailee Madison (da série “A Bruxa do Bem”), Chandler Kinney (Riana Murtaugh na série “Máquina Mortífera”/Lethal Weapon), Maia Reficco (estrela da série infantil argentina “Kally’s Mashup”), Zaria Simone (vista em “Black-ish”) e Malia Pyles (de “Baskets” e “Batwoman”), além de Mallory Bechtel (“Hereditário”) no papel de gêmeas malvadinhas da escola. Com personalidades bastante distintas, as personagens envolvem rapidamente o espectador, especialmente Tabby (Kinney), a cinéfila, que encaixa inúmeras citações a diretores e filmes em suas frases – o que alinha a atração ao estilo referencial de “Pânico” – enquanto as protagonistas tentam descobrir quem é o misterioso A. “Estamos muito orgulhosos da incrível resposta da crítica e dos fãs recebida por ‘Pretty Little Liars: Um Novo Pecado’”, disse Sarah Aubrey, chefe de conteúdo original da HBO Max. “Os espectadores abraçaram nossa nova geração de Liars, além de Roberto e Lindsay, brilhantemente sombrios e cheios de terror, nesta franquia icônica. Junto com [as produtoras] Alloy e Warner Bros. Television, estamos entusiasmados em continuar o legado de ‘Pretty Little Liars’.” Com a renovação, “Um Novo Pecado” se tornou o primeiro derivado da série original a ir além da temporada inaugural. Adaptação de best-seller de Sarah Shepard, “Pretty Little Liars” durou sete temporadas, de 2010 a 2017, período em que ajudou a popularizar o antigo canal ABC Family e servir de ponte para sua transformação no Freeform – além de deslanchar a carreira dos principais membros de seu elenco, especialmente do quarteto formado por Lucy Hale, Troian Bellisario, Ashley Benson e Shay Mitchell, intérpretes das belas mentirosinhas originais. Apesar do sucesso, a produtora da atração, I. Marlene King, não conseguiu o mesmo resultado com o lançamento de dois spin-offs, “Ravenswood” (2013) e “The Perfectionists” (2019), que foram cancelados na 1ª temporada, sem público. Por isso, a HBO Max decidiu buscar outros criadores para comandar o terceiro spin-off. Roberto Aguirre-Sacasa e Lindsay Calhoon Bring comemoram com entusiasmo a renovação. “Estamos muito animados para continuar contando histórias com nosso incrível grupo de pequenas mentirosas – explorando suas amizades, seus romances, seus segredos e seus status de supremas rainhas do grito!”, disseram em comunicado conjunto. “Agradecimentos eternos aos fãs que abraçaram esta nova versão de terror de ‘Pretty Little Liars’ – que continuaremos, é claro – bem como aos nossos parceiros da HBO Max, Warner Bros. Television e Alloy Entertainment. Como Tabby diria, ‘há uma sequência a caminho!’” Só não há previsão de estreia para os novos episódios. Veja abaixo um vídeo com alguns dos momentos assustadores da 1ª temporada, divulgado junto do anúncio da renovação nas redes sociais. Foi aqui que pediram renov🅰️ção de #PLLUmNovoPecado? Pois fiquem calmos, porque nossas meninas vão voltar pra segunda temporada 🖤 https://t.co/El2n3gWGKA — HBO Max Brasil (@HBOMaxBR) September 7, 2022
Criador de “The Boys” se une a Erin Moriarty contra trolls: “Não assistam a série”
Eric Kripke, o criador de “The Boys”, se solidarizou com a atriz Erin Moriarty, intérprete da heroína Starlight na série, após ela desabafar sobre o ódio que vem sofrendo nas redes sociais. O produtor publicou uma mensagem forte contra os trolls que têm assediado Moriarty com mensagens “misóginas”. “Olá trolls! Primeiro, isso [misoginia] é literalmente o oposto da mensagem do programa”, Kripke twittou. “Dois, você está causando dor a pessoas reais com sentimentos reais. Seja amável. Se vocês não podem ser gentis, então vão comer um saco de caralh*s, vão se f*der e não assistan ‘The Boys’, nós não queremos você.” Na última terça (6/9), Moriarty compartilhou no seu Instagram uma postagem que abordava essa questão. Escrito pela usuária @butcherscanary, o post tinha o seguinte título: “#EuEstouComStarlight?: A traição de Erin Moriarty pelos ‘fãs’ de ‘The Boys'”. Em seguida, a usuária apresentou um problema comum entre fãs da cultura geek: a incapacidade de enxergar o subtexto daquele material que eles tanto amam. “Como se pode ver, você pode dedicar uma temporada inteira de uma série para explorar como a toxicidade da masculinidade esmaga e controla as mulheres, e aparentemente a maioria do público ainda não empregará as lições aprendidas – ou pior, não reconhecerá que sequer havia uma mensagem.” Na legenda do post, @butcherscanary também falou que “o tratamento de Erin Moriarty realmente me irritou. É um reflexo de como a misoginia na ‘cultura do fandom’ está sendo normalizada, o que só vai piorar se a negligenciarmos, se não protegermos ela e uns aos outros.” A postagem de @butcherscanary servia para divulgar um artigo que ela escreveu para o site Medium, no qual expôs melhor essa problemática da maneira como o público tem tratado a atriz Erin Moriarty. Segundo a autora, “o assédio é ainda pior devido ao contexto de seu papel como Starlight na série, uma mulher silenciada e sexualizada, tratada como uma tela de celebridade para os outros se projetarem, em vez de um ser humano com seus próprios pensamentos e sentimentos”, diz o artigo. “Mas Annie é fictícia e Erin não. O tormento não termina para ela após os créditos da série, porque não há desligamento.” Além de compartilhar a postagem, Moriarty também inseriu a sua própria opinião na legenda, falando de como ela já se sentiu “silenciada” e “desumanizada” por causa das muitas críticas relacionadas à sua personagem e à sua aparência. “Eu me sinto silenciada. Eu me sinto desumanizada. Eu me sinto paralisada. Eu coloquei sangue, suor e lágrimas nesse papel (repetidas e repetidas vezes)”, disse Moriarty. “Então, com isso eu digo: a) obrigada a @butcherscanary b) isso parte meu coração – eu abri uma veia para esse papel e esse tipo de trollagem é exatamente contra o que essa personagem (Annie) se posicionaria, e c) todos estão passando por suas próprias batalhas; não vamos adicionar ódio a isso. Eu nunca iria intencionalmente (e ESPECIALMENTE) adicionar ódio publicamente à sua batalha.” A postagem da atriz rendeu comentários de alguns dos seus colegas de elenco. Antony Starr, intérprete do vilão Capitão Pátria (Homelander), comentou: “Apoio você e o que você disse aqui 100%. Bem colocado. Seu trabalho na série é e sempre foi estelar e você é linda por dentro e por fora. Continue brilhando.” O protagonista Jack Quaid também postou um comentário. “Amo você Erin. Estamos todos aqui para você. Você é uma força da natureza incrível e talentosa e me considero incrivelmente sortudo por conhecê-la. Continue brilhando. Deixe os trolls conosco. Nós te protegemos”, disse ele. As três primeiras temporadas de “The Boys” estão disponíveis no serviço de streaming Prime Video, da Amazon. A 4ª está atualmente em produção. Hi trolls! One, this is literally the opposite of the show's fucking message. Two, you're causing pain to real people with real feelings. Be kind. If you can't be kind, then eat a bag of dicks, fuck off to the sun & don't watch #TheBoys, we don't want you. #TheBoysTV https://t.co/ZQmRlljyS6 — Eric Kripke (@therealKripke) September 7, 2022
Kate Walsh estará na 19ª temporada de “Grey’s Anatomy”
A atriz Kate Walsh foi confirmada na 19ª temporada de “Grey’s Anatomy”, retomando seu papel como a Dra. Addison Montgomery, que ela interpretou pela primeira vez em 2005. Para quem não lembra, Addison Montgomery é a ex-esposa de Derek Shepherd (Patrick Dempsey) e tem uma história complicada com Meredith Grey (Ellen Pompeo). A personagem foi introduzida no final da 1ª temporada, numa das cenas de cair o queixo mais famosas do programa. Inicialmente definido como recorrente, o papel acabou se expandindo e se tornou fixo até a 3ª temporada, quando a produtora Shonda Rhimes criou um spin-off centrado em Addison, “Private Practice”. Esta série viu a personagem se mudar para Los Angeles para iniciar uma nova história – que durou seis temporadas. Mas mesmo enquanto estava em “Private Practice”, Walsh ainda aparecia na série principal em crossovers e como atriz convidada. Após o cancelamento do spin-off, ela simplesmente sumiu e até o resgate do ano passado não era vista desde a 8ª temporada. Walsh retornou à “Grey’s Anatomay” na última temporada em um arco de vários episódios, em que repercutiu a morte de seu ex-marido Derek junto à sua ex-cunhada Amelia (Caterina Scorsone) e à viúva Meredith, aparando diferenças do passado. Em uma entrevista da época, Walsh revelou ter adorado voltar a viver Addison após o final de “Private Practice”. “Fiquei muito satisfeito e encantada”, disse, deixando a porta aberta para novas participações. “Ninguém sabe o que o futuro reserva”, apontou. Ela terá uma participação ainda maior na 19ª temporada, começando no terceiro episódio. A 19ª temporada de “Grey’s Anatomy” será uma espécie de reboot, com a introdução de vários integrantes novos ao elenco, na forma de novos residentes no hospital da trama. Isto vai acontecer para compensar a redução da participação de Ellen Pompeo, que acertou aparecer em apenas oito episódios nesta temporada para poder estrelar uma minissérie (ainda sem título) na plataforma Hulu. A 19ª temporada de “Grey’s Anatomy” estreia em 6 de outubro no canal americano ABC. No Brasil, a série é exibida no canal Sony. Temporadas anteriores de “Grey’s Anatomy” também podem ser vistas nos serviços de streaming Prime Video, Globoplay e Star+.
Hobbits de “O Senhor dos Anéis” apoiam elfos, anões e pés-peludos de todas as cores
Os intérpretes originais dos hobbits da trilogia “O Senhor dos Anéis” uniram-se numa manifestação de apoio à série “O Senhor dos Anéis: Os Anéis do Poder” baseada na franquia. Elijah Wood, Dominic Monaghan e Billy Boyd posaram juntos com camisetas iguais, ilustradas com estampas de orelhas de várias criaturas mágicas da obra de JRR Tolkien, todas apresentando cores diferentes, enquanto Sean Astin apareceu numa foto individual com um boné com o mesmo desenho. Publicadas nas redes sociais dos atores, as fotos foram acompanhadas por uma legenda curta e significativa: “Vocês são todos bem vindos”. A mensagem é uma reação contra o racismo de um grupo de geeks estridentes, que chegou a lançar uma campanha para sabotar a nota da série nos sites de avaliação aberta ao público. No Metacritic, a nota do público chegou a 1,9 (de 10) contra 71% de aprovação da crítica, enquanto no Rotten Tomatoes a diferença bateu em 37% de aprovação do público contra 84% da crítica. Sem a preocupação de esconder sua motivação, os inconformados com a série deixam claro como suas peles os comentários carregados de menções pesadas à raça de alguns personagens (negros e latinos) e à decisão de dar protagonismo para uma mulher (Galadriel, interpretada por Morfydd Clark). Os comentários chamam Galadriel de “Karen”, apelido criado por homens de perfil “incel” para mulheres “reclamonas”, e reclamam da inclusão de “todas as minorias” na trama, afirmando que não existiam elfos negros e latinos na obra de Tolkien nem nos filmes que adaptaram “O Senhor dos Anéis”. Para estes, a Terra Média da fantasia é baseada na Europa medieval, onde a população era majoritariamente branca, e a série peca por incluir outras raças na história. A Europa também não tinha dragões, elfos ou orcs, mas isso é detalhe no argumento racista. Além de um elfo negro e latino (Ismael Cruz Cordova), há um hobbit/”pé-peludo” negro (Lenny Henry), uma princesa negra (Sophia Nomvete) e uma rainha negra (Cynthia Addai-Robinson), entre outros personagens não brancos na produção bilionária da Amazon. Além da foto, os hobbits originais estão apoiando uma loja online onde os fãs podem comprar suas próprias camisetas com o design de suas camisetas., além de moletons e mais peças de vestuário com o mesmo grafismo, com 50% de todos os rendimentos revertidos para uma instituição de caridade que apoia “pessoas de cor”. “Os Anéis do Poder” estreou logo após “A Casa do Dragão” também sofrer críticas por destacar atores negros, e a atriz Moses Ingram ser alvo de ódio por sua participação na série “Obi-Wan Kenobi”. O que esses ataques demonstram é que o racismo virou um problema grave na comunidade geek, que não pode mais ser ignorado nem tolerado. You Are All Welcome Here @LOTRonPrime @DonMarshall72 #RingsOfPower https://t.co/8txOhlHa2f pic.twitter.com/nWytILT0zG — Elijah Wood (@elijahwood) September 7, 2022 You are all welcome here.#RingsOfPower @LOTRonPrime #MiddleEarth #Samwise @ElijahWood @BillyBoydActor @DomsWildThings @DonMarshall72 https://t.co/w2tdZ4nFwN pic.twitter.com/f4RsBKE9an — Sean Astin (@SeanAstin) September 7, 2022
Animação “Abominável” vira série. Veja o trailer
A Dreamworks Animation divulgou o pôster e o trailer da nova série “Abominable and the Invisible City”, que é uma continuação do filme “Abominável”, animação sobre o Abominável Homem das Neves. A prévia mostra a volta do Yeti aos EUA, após todo o trabalho da garotinha Yi e seus amigos para levá-lo, numa aventura ao redor do mundo, à segurança do Himalaia. A explicação para seu retorno também é a missão que serve de premissa da série: ajudar outras criaturas mágicas a encontrar segurança longe das ameaças da civilização. Os personagens foram criados por Jill Culton, que escreveu a história original de “Monstros S.A.” (2001) e dirigiu “O Bicho Vai Pegar” (2006), e a adaptação está a cargo de Tiffany Lo e Ethel Lung, roteiristas da série de aventuras “Blood & Treasure”. Já o elenco de dubladores mantém as vozes do filme original, com destaque para Chloe Bennet (a Tremor da série “Agents of SHIELD”), que dubla a menina Yi. “Abominable and the Invisible City” será lançado nos EUA nas plataformas Hulu e Peacock no dia 5 de outubro, mas ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Benedict Cumberbatch e Jodie Comer vão estrelar thriller pós-apocalíptico
O ator Benedict Cumberbatch (“Doutor Estranho e o Multiverso da Loucura”) e a atriz Jodie Comer (“O Último Duelo”) vão estrelar e produzir o thriller pós-apocalíptico “The End We Start From”. A produção já começou a ser rodado em Londres e teve a primeira foto liberada. Veja acima. Baseado num livro de Megan Hunter, o filme vai acompanhar uma mulher dá à luz ao seu primeiro filho em meio a uma Londres submersa nas águas de uma enchente. Dias depois, ela é forçada a deixar sua casa em busca de segurança. Então, ela parte com o bebê numa jornada através de um país perigoso. O elenco ainda conta com Mark Strong (“Shazam!”), Katherine Waterston (“Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”), Joel Fry (“Maldição da Floresta”), Gina McKee (“Segurança em Jogo”) e Nina Sosanya (“Screw”). O roteiro da adaptação ficou a cargo de Alice Birch (“Normal People”) e a direção é de Mahalia Belo (“The Long Song”). “The End We Start From” ainda não tem previsão de estreia. Benedict Cumberbatch será visto em breve em “The Wonderful Story of Henry Sugar”, novo filme do cineasta Wes Anderson (“A Crônica Francesa”), sem previsão de estreia, enquanto Jodie Comer tem pela frente o filme de motociclistas “The Bikeriders”, de Jeff Nichols (“Loving: Uma História de Amor”).
Hugh Jackman tem recepção “de Oscar” no Festival de Veneza
O ator Hugh Jackman (“O Rei do Show”) arrancou elogios da crítica na première do seu novo filme, “The Son”, no Festival de Veneza. Os comentários entusiasmados apontam que esse pode ser o “filme de Oscar” do ator. Além dele, Laura Dern (“Jurassic World: Domínio”) também foi muito reverenciada após a sessão do filme, com o elenco e o diretor Florian Zeller aplaudidos de pé por 10 minutos pelo público presente. Visivelmente emocionado, Jackman abraçou o jovem Zen McGrath (“Marcas do Passado”), que interpreta seu filho, em meio à ovação. O filme, que conta uma tragédia familiar angustiante, também gerou suspiros audíveis dos espectadores durante uma determinada cena dramática. O próprio ator parece ter percebido a possibilidade do Oscar quando leu o roteiro, afirmando que foi “uma sensação como um fogo no meu estômago, foi uma compulsão”, disse ele, durante a coletiva de imprensa nessa quarta (7/9). “Um sentimento que você raramente tem como ator: este papel é para você e você deve interpretá-lo”, completou. A trama do filme gira em torno de Peter, um sujeito que vive uma vida agitada com a nova parceira e seu bebê. Mas a rotina dele é abalada pela chegada da ex-esposa com seu filho adolescente, Nicholas. O jovem está perturbado, distante e com raiva, faltando à escola há meses. Enquanto Peter se esforça para ser um pai melhor, procurando ajudar seu filho, o peso da condição de Nicholas coloca a família em um rumo perigoso. Segundo o crítico Clayton Davis, do site Variety, “o que torna seu desempenho ainda mais impressionante é que, para a maior parte de ‘The Son’, Jackman é meticulosamente reservado, internalizando a frustração de um homem que busca uma solução rápida para os problemas de saúde mental profundamente enraizados de seu filho”. Jackman apontou que o seu trabalho no filme foi tão profundo que mudou a maneira como ele encara a própria paternidade. “Por muitos e muitos anos como pai, meu trabalho era parecer forte e confiável, e nunca parecer preocupado, porque não queria sobrecarregar meus filhos”, disse ele. “Mas desde que estrelei este filme eu mudei minha abordagem. Compartilho mais minhas vulnerabilidades com meus filhos de 17 e 22 anos e vejo o alívio deles quando faço isso.” A relação entre pai e filho não é estranha ao diretor Florian Zeller, responsável pelo drama “Meu Pai” (2020), que rendeu o Oscar de Melhor Ator para Anthony Hopkins. “Todos nós compartilhamos o mesmo dilema”, disse Zeller. “É tão difícil tomar a decisão certa como pai. Nessa situação, eles tomam a decisão errada pensando que podem consertar tudo sozinhos. Mas há um momento em que não há problema em aceitar o fato de você ser impotente.” Segundo Jackman, “o filme realmente mostra como as pessoas ficam isoladas, principalmente em torno de problemas de saúde mental. Há uma vergonha, há uma culpa, há um desejo intenso de consertar as coisas. De entender e ter empatia com as pessoas ao seu redor, se colocar no lugar delas e ter honestidade. Espero que o filme inicie diálogos, espero que o filme nos lembre de nunca nos preocuparmos sozinhos.” O elenco ainda conta com Vanessa Kirby (“Pieces of a Woman”) e Anthony Hopkins, que retoma a parceria de “Meu Pai” com o diretor francês. Curiosamente, o personagem de Hopkins foi criado especialmente para ele no filme, pois não existia no roteiro teatral. É que os filmes do pai e do filho formam uma trilogia escrita por Zeller para o teatro. O terceiro título se chama “The Mother”, que ainda não tem adaptação cinematográfica prevista. “Depois de nossa jornada em ‘Meu Pai’, eu não poderia fazer outro filme sem Anthony”, disse o diretor anteriormente, explicando a inclusão de um avô na sua história. Após passar por Veneza, “The Son” terá sua première norte-americana na segunda-feira (12/9) no Festival de Toronto, antes de ser lançado em 11 de novembro nos EUA. Ainda não há previsão de estreia no Brasil. Veja abaixo um trecho da reação do público e a emoção de Jackman na première. #TheSon receives an emotional 10 minute standing ovation at its #VeniceFilmFestival World Premiere. pic.twitter.com/pnae0HVWOr — Sony Pictures Classics (@sonyclassics) September 7, 2022












