Divulgação/Paris Filmes

Ministro da Justiça pede “providências” contra “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola”

O Ministro da Justiça Anderson Torres disse pediu “providências” após tomar conhecimento de “detalhes asquerosos” do filme “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola”, produção de 2017 escrita e estrelada por Danilo Gentili que foi “descoberta” na Netflix no fim de semana e virou alvo de campanha de perfis bolsonaristas por associação à pedofilia. Além de Gentili, o ator Fabio Porchat também foi alvejado por sua participação na cena mais polêmica do filme.

“Assim que tomei conhecimento de detalhes asquerosos do filme ‘Como se Tornar o Pior Aluno da Escola’ atualmente em exibição na Netflix, determinei imediatamente que os vários setores do Ministério da Justiça adotem as providências cabíveis para o caso!”, escreveu.

Além de Torres, o secretário especial da Cultura Mário Frias disse estar “fazendo o mesmo” em seu setor. “Isso não pode continuar”, acrescentou.

O longa traz os jovens atores Bruno Munhoz e Daniel Pimentel como os estudantes Bernardo e Pedro, que se veem divididos entre as obrigações escolares, a necessidade de tirar boas notas e ter bom comportamento, e a falta de propósito em cumprir todas as normas de uma escola que adota medidas cada vez mais politicamente corretas graças ao diretor Ademar (Carlos Villagrán). Após momentos de frustração, Pedro encontra no banheiro do colégio um diário contaminado com dicas para instaurar o caos na escola sem ser notado.

O alvo das críticas é uma cena de cunho sexual que envolve Porchat e os dois menores da trama.

Apesar disso, “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola” não foi classificado pelo Ministério da Justiça como uma produção problemática. Ao contrário, teve sua exibição desaconselhada apenas para menores de 14 anos, com trailer impróprio para menores de 12 anos.

Na noite de domingo (13/3), Gentili disse sentir “orgulho” de ter conseguido “desagradar” em um mesmo nível de intensidade tanto os petistas quanto os bolsonaristas, e falou em “falso moralismo”.

“O maior orgulho que tenho na minha carreira é que consegui desagradar com a mesma intensidade tanto petista quanto bolsonarista. Os chiliques, o falso moralismo e o patrulhamento vieram fortes contra mim dos dois lados. Nenhum comediante desagradou tanto quanto eu. Sigo rindo”, escreveu.