Divulgação/Paramount+

Confira 10 séries que estreiam em streaming

O maior investimento da Paramount+ e a minissérie internacional mais elogiada da Apple TV+ vão disputar a preferência do público com um fenômeno da Netflix. Mas o Top 10 dos lançamentos da semana tem opções para outros gostos.

Para as crianças, o destaque é a série infantil clássica brasileira “Cocoricó”, que finalmente estreia em streaming. E há um desenho que fará a alegria de muitos adultos, que finalmente poderão ver quatro volumes – até então inéditos no país – do cultuado anime “Ghost in the Shell: Arise”.

Confira abaixo as 10 melhores séries que chegam ao streaming, seus principais detalhes e os respectivos trailers.

 

HALO | PARAMOUNT+

Maior aposta da Paramount+, a série baseada no popular game do XBox capricha nos efeitos visuais, cenas de ação, escala épica e narrativa complexa, repleta de conflitos e personagens. Em desenvolvimento há quase uma década, a série acompanha a luta da humanidade contra uma aliança alienígena, mas deixa claro de imediato que a história não é tão simples, pois em meio a esse embate há rebeldes e inocentes na mira dos dois inimigos.

A trama toma grandes liberdades em relação ao jogo lançado em 2001, sendo a menor delas o fato de o supersoldado Master Chief, estrela do game, tirar seu capacete. O personagem nunca revelou o rosto nos jogos, mas na série mostra logo as feições do ator Pablo Schreiber (“American Gods”). Ele lidera uma elite de combatentes que toma a frente da guerra interplanetária, mas o contato com uma tecnologia alienígena faz com que comece a questionar suas ordens e programação mental.

A adaptação é assinada por Kyle Killen (criador de “Mind Games”) e Steven Kane (criador de “The Last Ship”), que foram demitidos sem alarde durante a produção, deixando o comando nas mãos de Otto Bathurst, cineasta de “Robin Hood: A Origem”, responsável pela direção de alguns episódios. Mas o nome mais imponente dos bastidores é o de Steven Spielberg, produtor da série via sua empresa Amblin, que tirou a adaptação do papel após várias idas e vindas.

 

PACHINKO | APPLE TV+

O melodrama épico conta uma história que atravessa décadas, acompanhando integrantes da mesma família coreana. Com imagens belíssimas, que reforçam a ambição e a amplitude da trama, a produção falada em três idiomas dá vida ao aclamado romance homônimo de Min Jin Lee, que tem como pano de fundo o amor proibido da protagonista Sunja, que viaja entre a Coréia, o Japão e os EUA, em épocas de guerra e de paz, e enfrenta perda, triunfo e acerto de contas.

Criada, escrita e produzida por Soo Hugh (criadora da série de terror “The Whispers”), a série destaca as atrizes Minha Kim, Yu-na Jeon e Youn Yuh Jung (vendedora do Oscar pelo filme “Minari: Em Busca da Felicidade”) que interpretam a personagem principal em três fases distintas da história

Com oito capítulos, “Pachinko” disponibiliza os três primeiros nesta sexta (25/3) e seguirá com exibição de inéditos todas as sextas-feiras.

 

BRIDGERTON | NETFLIX

A adaptação do segundo volume da saga literária de Julia Quinn é basicamente uma reprise com sexos trocados do primeiro ano da produção. Mas com uma desvantagem: sem o clima escandaloso. Depois de adaptar “O Duque e Eu”, com foco em Daphne Bridgerton (Phoebe Dynevor), a filha mais velha da família Bridgerton, e seu namoro e casamento com o Duque de Hastings (Regé-Jean Page), a nova temporada traz às telas “O Visconde que Me Amava”, em que o solteiro mais cobiçado da temporada de bailes é Anthony Bridgerton (Jonathan Bailey). E quem rouba seu coração é uma recém-chegada a Londres: a inteligente e charmosa Kate Sharma, que não tolera idiotas – incluindo o pretendente de sua irmã, que é justamente Anthony.

Com a escalação de Simone Ashley (“Sex Education”) para o papel de Kate e Charithra Chandran (“Alex Rider”) como sua irmã Edwina, a série continua sua reformulação do universo literário. Nas obras de Julia Quinn, tanto o Duque de Hastings quanto a família de Kate são brancos – a nova heroína romântica é até retratada como loira na capa nacional do segundo volume. Desta vez, porém, a mudança vai além do tom de pele e cor do cabelo. A família da personagem teve até o sobrenome alterado para refletir sua mudança racial na série – deixando de ser Sheffield, como no texto original.

Quem imaginava protestos dos fãs dos livros tem se surpreendido com os elogios ao elenco multirracial, que acabou virando uma marca da série. Na verdade, trata-se de uma característica das produções da Shondaland, empresa de Shonda Rhimes (criadora de “Grey’s Anatomy” e “Scandal”), que deve ser mantida em todas as temporadas de “Bridgerton”. O problema é que o frescor da novidade já se foi na primeira continuação.

 

DOUGH: O GANHA-PÃO | GLOBOPLAY

O suspense criminal sueco gira em torno de duas mulheres de extremos opostos da sociedade: a empresária Malou (Helena af Sandeberg, de “Alana”), obcecada por status social, que se deu mal com seu último empreendimento, e Liana (Bianca Kronlöf, de “Meu Pequeno Macaco”), uma mãe solteira endividada, abandonada pelo namorado que foi preso num grande roubo.

Todos estão convencidos de que Liana escondeu o dinheiro roubado, mas a fortuna é encontrada por acidente por Malou, escondida num bosque. Para lavar o dinheiro, ela decide abrir uma padaria, o que faz o destino das duas mulheres se cruzarem de uma maneira que elas nunca poderiam imaginar.

A série é uma criação do cineasta georgiano Levan Akin (do premiado drama “E Então Nós Dançamos”), que também dirigiu dois episódios.

 

NÃO FOI MINHA CULPA: MÉXICO | STAR+

A produção é uma antologia centrada em casos de feminicídio do México, num projeto que também inspira produções similares na Colômbia e no Brasil. A produção nacional já foi totalmente gravada em São Paulo, com produção da Cinefilm, e se passa durante o carnaval, acompanhando dez personagens diferentes. Mas a mexicana chegou antes ao streaming.

Os 10 episódios reúnem atores conhecidos do México, como Paulina Gaitan (“O Presidente”), Damián Alcázar (“Alcapulco”), Raúl Méndez (“Sense8”), Vicky Araico (“A Bandida”), Nuria Vega (“Señorita 89”) e Mabel Cadena (“A Deusa do Asfalto”).

 

A ILHA DA FANTASIA | GLOBOPLAY

O reboot repete a estrutura da série clássica dos anos 1970, trazendo a cada capítulo diferentes hóspedes à ilha do título em busca da realização de seus sonhos e desejos, despedindo-se do resort de luxo totalmente transformados pela experiência.

As praias estonteantes e até o pequeno hidroavião retrô que marcava o começo de todos os capítulos da série clássica também continuam presentes. Mas os personagens fixos sofreram grandes mudanças. Para começar, não há um novo Tattoo. E quem veste os ternos brancos do anfitrião agora é uma mulher, Elena Roarke, parente do Sr. Roarke original (Ricardo Montalban). Na nova versão concebida pelas produtoras-roteiristas Liz Craft e Sarah Fain (ambas de “The 100”), o papel principal é vivido por Roselyn Sanchez (“Devious Maids”).

Após a exibição dos dois primeiros episódios na TV aberta, todos os capítulos da 1ª temporada chegaram na Globoplay

 

UNIVERSOS PARALELOS | DISNEY+

A série francesa acompanha quatro melhores amigos que, numa noitada de festa, são enviados para diferentes dimensões e iniciam uma busca complexa por respostas para entender o que aconteceu e como podem retornar às suas antigas vidas, apesar do tempo ter passado de forma diferente para cada um e dos novos poderes que começam a manifestar.

Comparada a “Dark”, mas com abordagem juvenil, a atração foi escrita e produzida por Quoc Dang Tran, autor da assustadora série de terror “Marianne”, na Netflix.

 

COCORICÓ | DISNEY+

A série de fantoches criada em 1996 pela TV Cultura finalmente chega ao streaming, pronta para conquistar uma nova geração de fãs, graças a continuidade de seu apelo entre as crianças, comprovado pelas inúmeras reprises em cada vez mais canais.

A trama gira em torno de Júlio, um menino simples de 8 anos de idade que nasceu na cidade grande e decide passar as férias escolares na fazenda de seus avós. Na fazenda Cocoricó, ele descobre que, longe da cidade, os animais não só falam como cantam, dançam e aprontam muitas confusões. Divertindo-se com a animação, Julio decide ficar por lá para sempre, acompanhando as músicas dos bichos com sua gaita de boca.

 

GHOST IN THE SHELL: ARISE | HBO MAX

A HBO Max disponibilizou quatro volumes da “série” inspirada pelo cultuado manga de Masamune Shirow, sobre a equipe da ciborgue Motoko Kusanagi, que combate terrorismo cibernético no futuro. Concebidos de forma individual, cada um dos volumes (ou Limites) conta uma história completa, com a primeira, subtitulada “Dor Fantasma”, servindo como reboot da franquia cyberpunk, que chegou às telas em 1995 com um famoso longa animado dirigido por Mamoru Oshii.

Lançada em homevideo (e não na TV) entre 2013 e 2014, a coleção “Ghost in the Shell: Arise” apresenta novos designs de personagens e é dirigida por Kazuchika Kise, que trabalhou na animação do longa original e em vários animes importantes, como “Seu Nome” (2016) e “O Tempo com Você” (2019).

 

DE RAINHA DO VEGANISMO A FORAGIDA | NETFLIX

Quem devorou a história de “O Golpista do Tinder” vai adorar os quatro episódios dessa nova produção de “true crime”, que conta como a proprietária do restaurante vegano mais famoso de Nova York casou com um golpista e virou presidiária.

No auge da fama, Sarma Melngailis, uma das mais aclamadas profissionais de culinária, apaixonou-se pelo misterioso Anthony Strangis, um homem que conheceu através da internet, que se apresentou como agente secreto, milionário e cheio de segredos, que prometeu pagar todas suas dívidas e, através de poderes mágicos, transformá-la e seu cãozinho favorito em imortais. Eles se casaram em 2012 e ele tirou todo o dinheiro que ela possuía, arrastando-a também a um grande esquema de corrupção, que resultou no roubo de milhares de dólares da equipe de seu restaurante.

Sarma e Anthony foram acusados de furto, fraude fiscal criminal, violação do trabalho, entre outros crimes. Após um acordo com os promotores, ela ficou quatro meses presa, divorciando-se em 2018.

A série conta com depoimentos dos ex-funcionários, amigos e da própria Sarma Melngailis, que aborda pela primeira vez para as câmeras os detalhes de sua queda na desgraça. O produtor Chris Smith é o mesmo do fenômeno documental “A Máfia dos Tigres”.