Líder nas pesquisas, Matthew McConaughey não concorrerá a governador do Texas
O ator Matthew McConaughey decidiu não se candidatar ao governado do Texas. Em 1ª lugar numa pesquisa eleitoral divulgada na semana passada, o vencedor do Oscar por “Clube de Compra de Dallas” anunciou em sua conta do Instagram que a eleição é um “caminho que estou optando por não seguir neste momento”. Seu nome foi incluído como político independente numa pesquisa contra os principais concorrentes ao cargo, o atual governador Greg Abbott, do Partido Republicano, e o opositor Beto O”Rourke, do Partido Democrata. E McConaughey venceu os dois com folga – 43% contra 35% na disputa contra Abbott, e 49% contra 27% de O’Rourke. “Como um garoto simples, nascido na pequena cidade de Uvalde, Texas, nunca me ocorreu que um dia seria considerado para a liderança política”, disse o ator em um vídeo de três minutos, em que falou sobre os valores de serviço e responsabilidade, além de problemas na política local e nacional, deixando claro que pensa em concorrer, mas não desta vez. Ele explicou que pode servir ao seu estado natal de maneiras diferentes do que como político. “Vou continuar a trabalhar e investir a generosidade que tenho, apoiando empreendedores, negócios e fundações que acredito estarem criando caminhos para que as pessoas tenham sucesso na vida. Organizações que têm a missão de servir e construir confiança e, ao mesmo tempo, gerar prosperidade. Esse é o sonho americano”, disse McConaughey. Caso disputasse a eleição e fosse eleito, McConaughey não seria o primeiro astro de Hollywood a ocupar um cargo executivo nos Estados Unidos. Clint Eastwood foi eleito prefeito de Carmel, uma cidadezinha de 4 mil habitantes, Arnold Schwarzenegger foi governador da Califórnia e Ronald Reagan, além de também governar a Califórnia, teve dois mandatos como presidente do país. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Matthew McConaughey (@officiallymcconaughey)
Playlist: 10 clipes de música eletrônica pesada e underground
A seleção de clipes indies da semana é um passeio pelo lado mais sombrio da música eletrônica. São batidas pesadas de EBM (electronic body music), com ritmo frenético industrial, minimalismo minimal wave e sintetizadores sinistros da dark wave, acompanhados por referências de filmes de terror dos anos 1980 e iconografia sadomasoquista. A seleção combina lançamentos recentes de novatos e “veteranos” de porões extremamente escuros. De um lado, há a estreia da alemã BorgBorg. Do outro, a volta de HVOB (Her Voice Over Boys), dupla austríaca formada em 2012 por Anna Müller e Paul Wallner. E no meio, o primeiro lançamento “solo” de Ren Toner, integrante da banda francesa de cold wave Divine Shade. Ainda há uma dupla de body music argentina, Balvanera, na ativa desde 2016. Mas é a “banda” da gótica ucraniana Anastasia Romanova (pseudônimo inspirado pela “princesa esquecida” da Rússia), formado durante a quarentena do ano passado, que chama mais atenção por provocar desde a escolha do nome: Sexual Purity. Um detalhe relevante é que a maioria dessas “bandas” são duplas. Quando não são artistas solos, como a americana Luna Blanc, mais conhecida como S Y Z Y G Y X. Como sempre, os vídeos seguem uma sequência de discotecagem contínua. É só dar play e dançar. BorgBorg | Alemanha | HVOB | Áustria | Sexual Purity | Ucrânia | S Y Z Y G Y X | EUA | Balvanera | Argentina | Ren Toner & Shan Moue | França | Ghost Cop | EUA | She Past Away | Turquia | Damascus Knives | EUA | Hante. | França | Sexual Purity | Ucrânia
Marco Pigossi comenta repercussão de seu namoro com italiano: “Existir e resistir”
O ator Marco Pigossi (“Cidade Invisível”) se manifestou nas redes sociais após a repercussão de seu namoro com o ator e dramaturgo italiano Marco Calvani (da série “Borgia”), que já tem meses, mas só foi assumido pelo brasileiro na última quinta-feira (25/11). “Sobre existir e resistir”, ele titulou. “Em relação às últimas notícias, quero agradecer a todas as mensagens de carinho e respeito. Que a discussão se faça cada vez mais presente e mais natural. Que o amor seja cada vez mais forte. Afinal, sabemos que o ódio vem do medo. Medo do diferente e do novo. Que não tenhamos mais medo de existir! Um beijo a todxs”, completou. Na quinta, ao publicar nos Stories uma foto de mãos dadas com Calvani em uma praia da Califórnia, Pigossi brincou: “Chocando um total de zero pessoas”. A mesma foto foi publicada no perfil de Calvani, que deu graças pelo relacionamento. “Obrigado por isso”, escreveu na legenda, celebrando o Dia de Ação de Graças, feriado americano. Vale apontar que a foto não foi o primeiro registro do brasileiro no Instagram do italiano. Anteriormente, Calvani já tinha compartilhado outras fotos de Pigossi, em apoio a projetos do namorado. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Marco Pigossi (@marcopigossi)
“Licorice Pizza” tem melhor estreia de todos os tempos nos EUA
Lançado em circuito limitado nos EUA durante o fim de semana, “Licorice Pizza”, de Paul Thomas Anderson, virou a melhor estreia de todos os tempos no país. A afirmação é dos estúdios MGM e United Artists, responsáveis por sua produção e antigos o suficiente para fazer esse tipo de comparação com conhecimento histórico. Exibido em apenas quatro telas – três em Nova York e uma em Los Angeles – , suas sessões renderam US$ 84 mil para cada cinema. Isto representa a maior bilheteria por sala pelo menos desde o início da pandemia. O detalhe é que a MGM e a UA dizem que esse valor nunca tinha sido atingido mesmo em situações normais. Para justificar o tamanho do feito, os estúdios apontam que, quando as bilheterias são contabilizadas, os números vêm de multiplexes, que possuem várias salas por cinema. No caso de “Licorice Pizza”, o filme estreou em cinemas antigos de rua, que ainda possuem telas gigantes e capacidade de projetar filmes em 70 mm. Cada um desses cinemas tem somente uma sala. Portanto, o desempenho da produção foi muito superior aos recordes que consideram o desempenho por cinema (isto é, complexos com mais de uma sala). Por sinal, o feito histórico de sua arrecadação foi atestada pela comemoração do tradicional cinema Regency Village de Los Angeles, que revelou que “Licorice Pizza” foi o filme que mais vendeu ingressos em sua bilheteria em 25 anos. O montante total de US$ 335 mil da estreia de “Licorice Pizza” também bateu aberturas anteriores dos filmes de Paul Thomas Anderson, como “Vício Inerente” de 2014 (US$ 328 mil em cinco cinemas), “Trama Fantasma” de 2017 (US$ 216 mil em quatro cinemas), “Sangue Negro” de 2007 (US$ 190,7 mil em dois cinemas) e outros. Mas ficou atrás de “O Mestre” de 2012 (US$ 736 mil em cinco cinemas) e “Embriagado de Amor” de 2002 (US$ 367 mil em cinco cinemas), que foram lançados em multiplexes (mais salas por cinema). Vagamente inspirado pelas lembranças de juventude de Gary Goetzman, produtor dos filmes de Tom Hanks, o filme reflete a paixão de um aspirante adolescente a ator por uma mulher mais velha nos anos 1970. O título, em particular, remete à uma velha loja de discos de San Fernando Valley, na Califórnia, que era um grande atrativo para os jovens locais. A crítica se identificou e aplaudiu enfaticamente o longa, que atingiu 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. A produção marca a estreia da cantora Alana Haim (do grupo musical Haim) e de Cooper Hoffman (filho do falecido ator Philip Seymour Hoffman) como atores de cinema. O pai do jovem estrelou cinco filmes de Anderson, que, por sua vez, dirigiu oito clipes das irmãs Haim. Além dos novatos, o elenco inclui os famosos Bradley Cooper (“Nasce uma Estrela”), Sean Penn (“O Gênio e o Louco”), Maya Rudolph (“O Halloween do Hubbie”), Ben Stiller (“A Vida Secreta de Walter Mitty”), John C. Reilly (“Kong: A Ilha da Caveira”) e até o cantor Tom Waits (“Os Mortos Não Morrem”). A má notícia para quem ficou interessado é que “Licorice Pizza” só vai estrear no Brasil em 20 de janeiro. Veja o trailer nacional abaixo.
“Encanto” é maior estreia animada da pandemia nos EUA
A nova animação da Disney, “Encanto”, foi o filme mais visto dos EUA no feriadão do Dia de Ação de Graças. A produção com músicas de Lin-Manuel Miranda (“Em um Bairro de Nova York”) liderou as bilheterias da América do Norte com US$ 40,3 milhões, valor que representa o melhor começo da era pandêmica para um título de animação. Este montante foi atingida graças à estratégia de lançamento antecipado na quarta-feira (24/11), justamente para aproveitar o tradicional feriado americano, que caiu na quinta. Portanto, é um valor de cinco dias. Em relação à arrecadação de sexta à domingo (28/11), “Encanto” somou US$ 27 milhões. Trata-se de um faturamento três vezes maior que o lançamento animado anterior da Disney nos cinemas, “Raya e o Último Dragão”, que abriu com US$ 8,5 milhões em março passado. E US$ 10 milhões acima da maior bilheteria do gênero durante a pandemia – “A Família Addams 2”, com US$ 17 milhões em outubro. A diferença em relação aos lançamentos anteriores é que o novo desenho da Disney foi o primeiro título de animação a receber distribuição exclusiva nos cinemas desde o começo da pandemia, graças ao avanço da vacinação entre as crianças nos EUA. Globalmente, “Encanto” começou com US$ 70 milhões, demonstrando que sua trama latina (os personagens são colombianos) teve apelo mundial. O filme agradou em cheio ao público e à crítica. Seu recepção positiva foi representada pela nota A no CinemaScore, pesquisa feita após a saída dos cinemas nos EUA, e nos 92% de aprovação na média do Rotten Tomatoes – continuando o legado de alta qualidade que caracteriza as produções do mais tradicional estúdio de animação de Hollywood. Apesar de não contar com o mesmo entusiasmo da crítica (62% no Rotten Tomatoes), “Casa Gucci” também registrou recordes de arrecadação para seu gênero. Foram US$ 21,8 milhões no feriadão e US$ 14,2 milhões no fim de semana, ambos recordes para um lançamento dramático focado no público adulto durante a pandemia. Analistas do mercado creditam esse desempenho ao apelo da estrela Lady Gaga entre todas as faixas etárias. O valor, porém, deixou “Casa Gucci” em 3º lugar, atrás de “Ghostbusters – Mais Além”, que faturou US$ 35,3 milhões desde quarta e US$ 24,5 milhões nos últimos três dias. Em dez dias, a continuação de “Os Caça-Fantasmas” produzida pela Sony já soma US$ 87,8 milhões na América do Norte e US$ 115,7 milhões mundiais. Em compensação, o estúdio amargou um grande fracasso com o reboot de “Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City”, que teve uma estreia de US$ 8,8 milhões em cinco dias e US$ 5,3 milhões no fim de semana. O filme de terror abriu em 5º, atrás de “Eternos”, da Marvel. Um verdadeiro fiasco em comparação ao sucesso dos filmes anteriores estrelados por Milla Jovovich. Logo abaixo do Top 10, a MGM/United Artists comemorou com comunicados à imprensa o desempenho de “Licorice Pizza”, de Paul Thomas Anderson, chamando atenção para seus recordes. Lançado em apenas quatro telas – três em Nova York e uma em Los Angeles – , suas sessões exclusivas com projeção de 70 mm atraíram o maior número de pessoas por sala desde o início da pandemia – ou o maior número de todos os tempos, segundo o estúdio – , rendendo US$ 84 mil por cinema. Por sinal, esta arrecadação representou um recorde histórico para um cinema específico: a melhor receita de fim de semana do tradicional Regency Village de Los Angeles em 25 anos. O montante de US$ 335 mil da estreia de “Licorice Pizza” chegou até a bater aberturas anteriores dos filmes de Paul Thomas Anderson, como “Vício Inerente” de 2014 (US$ 328 mil em cinco cinemas), “Trama Fantasma” de 2017 (US$ 216 mil em quatro cinemas) e “Sangue Negro” de 2007 (US$ 190,7 mil em dois cinemas). A crítica foi em peso aplaudir o longa, que atingiu 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. A produção marca a estreia da cantora Alana Haim (do grupo musical Haim) e de Cooper Hoffman (filho do falecido ator Philip Seymour Hoffman) como atores de cinema. O pai do jovem estrelou cinco filmes de Anderson, que, por sua vez, dirigiu oito clipes das irmãs Haim. A má notícia em meio ao feito de “Licorice Pizza” é que ele só vai estrear no Brasil em 20 de janeiro.
Tom Ford detona “Casa Gucci”: “Fiquei profundamente triste”
O estilista Tom Ford, que também já se mostrou um cineasta de bom gosto ao dirigir dois longas premiados, escreveu uma crítica ácida sobre o filme “Casa Gucci” no Air Mail, em que comparou a falta de sutileza da história com os exageros melodramáticos do novelão “Dinastia”, dos anos 1980 – época retratada no longa. Em seu texto, ele observou que “muitas vezes” se pegou rindo, mas não achava que se era isso que a produção tinha em mente. “Às vezes, quando Al Pacino como Aldo Gucci e Jared Leto como seu filho Paolo Gucci estavam na tela, eu tinha a impressão de estar vendo um esquete do ‘Saturday Night Live'”, apontou, citando o programa humorístico mais antigo e famoso da TV americana. Ford também apontou invenções do roteiro, especialmente nas cenas que o envolviam. Ele foi diretor criativo da Gucci na época do assassinato de Maurizio (interpretado por Adam Driver no filme), mas afirmou que nunca teve interações com o herdeiro da grife, que estava afastado da empresa quando ele começou a trabalhar lá. “A parte de Maurizio havia sido comprado da empresa quando assumi o cargo de diretor de criação da Gucci e fiz minha primeira coleção de sucesso”, lembra o estilista. “Ele certamente nunca me brindou depois daquele show como faz no filme”. “Como acontece com a maioria dos filmes baseados em uma história real, os fatos são alterados, os personagens são exagerados, os cronogramas distorcidos – e, no final, quem se importa, contanto que essas alterações rendam um grande filme”, acrescenta, ao mesmo tempo em que questionou se “Casa Gucci” é um grande filme. De positivo, ele destacou o talento dos atores, inclusive Lady Gaga, que em sua opinião entregaram boas atuações, além de toda a técnica do diretor Ridley Scott e sua equipe, perfeitos na recriação de época e dos figurinos. Ele aplaudiu ainda a ironia da escalação de Salma Hayek na produção, “pelo fato de seu marido ser o atual proprietário da Gucci, um fato que se perderá entre o grande público”. Mas lamentou o roteiro, que falhou no desenvolvimento dos personagens. “O resultado, infelizmente, é uma história em que não nos identificamos com ninguém”. Em última análise, Ford lamentou ter decidido assistir ao filme, porque acabou afetado pela experiência. “Fiquei profundamente triste por vários dias depois de assistir a ‘Casa Gucci’, uma reação que acho que só aqueles de nós que conheciam os personagens e a história real vão sentir”, resumiu. “Foi difícil para mim ver a transformação de algo que foi tão sangrento em humor e breguice. Na vida real, nada daquilo foi cafona. Às vezes foi absurdo, mas no final das contas foi trágico”. Tom Ford foi um dos entrevistados de Sara Gay Forden para o livro “A Sensational Story of Murder, Madness, Glamour, and Greed” que inspira o roteiro filme.
Victoria Pedretti larga filme de escritora que deixou inocente preso por 16 anos
A atriz Victoria Pedretti (“Você”, “A Maldição da Mansão Bly”) desistiu de estrelar a adaptação de “Sorte – Um Caso de Estupro” (Lucky), após o homem acusado de violência sexual pela obra ser inocentado na semana passada, depois de passar 16 anos preso. Ele foi identificado casualmente pela escritora Alice Sebold, com quem cruzou na rua, e com base nessa identificação e provas circunstanciais foi condenado à prisão. O filme também perdeu seu financiamento e não deverá mais sair do papel. O livro foi escrito em 1999, lançado no Brasil em 2003, e relata o estupro que Alice Sebold sofreu aos 17 anos, em maio de 1981, quando foi atacada dentro do campus da universidade Syracuse, em que estudava. No texto, ela conta ter visto um homem negro se aproximando dela e narra o ocorrido. O título do livro faz referência a uma frase que o policial que atendeu ao seu chamado lhe disse: “Você tem sorte de ter sido estuprada, e não estuprada e morta”. Autora também do livro que virou “Um Olhar do Paraíso” (2009), de Peter Jackson, focado num caso fictício de estupro e morte de adolescente, Sebold negociou a adaptação de “Sorte” em 2019, mas as filmagens demoram a começar porque um dos produtores executivos, Timothy Muccianate, viu “discrepâncias” entre as descrições da violação na obra e os registros do julgamento na segunda parte do livro, e decidiu contratar um detetive particular para apurar o que realmente aconteceu. O detetive encontrou provas e pediu análises forenses mais modernas do que as da época do julgamento de 40 anos atrás, e suas descobertas fizeram as autoridades determinarem que havia “falhas sérias” na apuração de 1982, que traziam dúvidas sobre se o verdadeiro criminoso tinha sido condenado. Ao analisar novamente o caso, os promotores pediram ao juiz da Suprema Corte Estadual para exonerar Anthony J. Broadwater, o homem condenado pelo estupro de Sebold — que ficou 16 anos na prisão — , pois ele era inocente. Na última segunda-feira (22/11), Broadwater foi formalmente inocentado, teve todas as condenações anuladas – de estupro em primeiro grau e cinco acusações relacionadas – e não será mais classificado como agressor sexual. Broadwater nunca assumiu a culpa pelo estupro de Sebold. No fatídico dia, a futura escritora descreveu as características de seu agressor para a polícia, mas o retrato falado não se parecia com o do homem condenado pelo crime. Mesmo assim, ele foi preso cinco meses depois, porque Sebold passou por ele na rua e contatou a polícia, dizendo ter visto seu agressor. O detalhe é que, na hora de identificar o agressor entre outros homens pretos, Sebold voltou a apontar uma pessoa diferente. Isto deveria encerrar a acusação, mas os promotores originais do caso justificaram o erro dizendo que Broadwater e o homem identificado erroneamente haviam tentado enganar e confundir Sebold propositalmente. A condenação de Broadwater (chamado de Gregory Madison no livro) se baseou nesta identificação problemática e em análises de um fio de cabelo encontrada na cena do crime, uma tecnologia que nunca foi considerada acurada e se tornou obsoleta. “Junte um pouco de ciência fajuta com uma investigação falha e temos a receita perfeita para uma condenação errada”, disse à imprensa o advogado de Broadwater, David Hammond. A moção para anular a condenação foi feita pelo promotor público do condado de Onondaga, William J. Fitzpatrick, que observou que as identificações de testemunhas de estranhos, especialmente aquelas que cruzam as linhas raciais, muitas vezes não são confiáveis. Alice Sebold é branca e o Anthony J. Broadwater é negro. “Sorte – Um Caso de Estupro” é cheio de situações racistas, que seriam justificadas pelo choque causado pelo estupro. Em algumas passagens, a escritora assume ver todos os negros como prováveis estupradores. E tudo indica que foi isso que aconteceu com um homem inocente. O livro vendeu mais de 1 milhão de cópias, deu início à carreira da escritora. Três anos depois, ela publicou “Uma Vida Interrompida” (The Lovely Bones), que vendeu 10 milhões de cópias e virou o filme de Peter Jackson indicado ao Oscar. A adaptação de “Sorte” seria escrita e dirigida por Karen Moncreiff (“13 Reasons Why”), mas após o escândalo, a saída da atriz principal e a perda de financiamento, o trabalho de desenvolvimento resultou em tempo perdido. Só que a trama pode ter desdobramentos, com ações judiciais por perdas e danos dos produtores do filme, que devem ter pago adiantado pelos direitos do livro, e do próprio Anthony Broadwater, ao descobrir que Sebold ganhou dinheiro com sua prisão. Em comunicado divulgado por seus assessores, a escritora afirmou que não iria se pronunciar sobre o caso.
Tom Cruise voa na asa de um avião em filmagem de “Missão Impossível 8”
Tom Cruise foi flagrado por paparazzi voando na asa de um avião biplano durante as filmagens de “Missão Impossível 8” neste sábado (27/11), na Inglaterra. E se isso já não fosse difícil o suficiente, as fotos mostraram que o avião voava de cabeça para baixo. E fez loops no ar! O astro vinha ensaiando a cena desde a semana passada, como revelam outras imagens postadas por fãs no Twitter. Ele se preparou bastante, já que, mesmo aos 59 anos, continua dispensando dublês para fazer suas próprias cenas de ação. Um cinto de segurança foi usado pelo ator para evitar que caísse do avião, enquanto o veículo girava e mergulhava no céu. Mas precisou fazer suas próprias manobras arriscadas, movendo-se ao longo da asa para as câmeras. O avião usado para as acrobacias foi um biplano Boeing B75N1 Stearman de 1941, no qual o piloto se senta na parte de trás. Ele decolou do campo de pouso de Duxford para praticar a manobra selvagem a 2 mil pés de atitude sobre o campo de Cambridgeshire, no condado de Cambridge. Um segundo pequeno avião pode ser visto seguindo logo atrás do avião de acrobacias de Cruise, provavelmente para realizar filmagens. Não houve anúncio oficial sobre o final da produção de “Missão Impossível 7”, mas alguns atores se despediram das filmagens em agosto, sugerindo que a volta de Tom Cruise aos sets indique o começo dos trabalhos de “Missão Impossível 8”. O plano original do diretor Christopher McQuarrie sempre foi dirigir dois filmes simultaneamente, mas a Paramount chegou a sugerir uma pausa entre as duas produções para que Cruise promovesse “Top Gun: Maverick”. Como a estreia da continuação de “Top Gun” foi adiada, a ideia inicial pode ter sido retomada. De todo modo, “Missão: Impossível 7” ainda não está finalizado. Atualmente em pós-produção, o longa tem estreia marcada para maio de 2022. Já “Missão: Impossível 8” está previsto para julho de 2023. Good morning ❣️❣️❣️#TomCruise yesterday November 16, 2021 at #DuxfordAirfield training for #MissionImpossible8 #actor #amazing #handsome #FanPage #MI8 #MissionImpossible #EthanHunt pic.twitter.com/GT2g5AmKqX — ❣️❣️❣️Tom Cruise And More ❣️❣️❣️ (@Manuloba77) November 17, 2021 We can NOT wait to see this Skydive Sequence in the new #MissionImpossible @TomCruise in our #Aero took to the skies in a 1941 Boeing B75N1 Stearman biplane during a flying lesson as he prepared to film Mission Impossible 8. Photos via @dailymail by Bay Media #boneheadcomposites pic.twitter.com/hOzgt1Plll — Bonehead Composites (@BoneheadHelmets) November 25, 2021 NEW#TomCruise hangs on a wing of a upside down plane as he trains for #MissionImpossible8. pic.twitter.com/hIP58Fe2CB — Tom Cruise News (@TCNews62) November 26, 2021 NEW#TomCruise hangs on a wing of a upside down plane as he trains for #MissionImpossible8. pic.twitter.com/TH9Gqeo5i8 — Tom Cruise News (@TCNews62) November 27, 2021
Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso comemoram estreia da filha como atriz
A pequena Títi, filha de oito anos de Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso, faz sua estreia como atriz na sexta-feira (26/11), dia do lançamento do álbum visual “Gracinha”, de Manu Gavassi, na plataforma Disney+. Para celebrar a estreia, Gagliasso publicou a cena da filha na obra e aproveitou para se derreter em elogios, mostrando todo seu orgulho, enquanto Ewbank preparou um Vlog com os bastidores da produção. “Títi é uma Princesa Disney! Olha que linda a minha filha em ‘Gracinha’! Com licença que hoje eu sou o pai mais babão do mundo! Corre lá na Disney pra conferir esse projeto audiovisual poderoso da Manu Gavassi. Já falei pra vocês que minha filha é linda? Pois é! Ela é a mais linda!”, escreveu Gagliasso na legenda, todo emocionado. “Esse dia ficará pra sempre marcado na memória dela. Seu primeiro contato com a arte de interpretar de uma maneira tão especial!”, escreveu Giovanna na legenda de uma das postagens que fez. Os seguidores dos dois artistas também comentaram, com elogios e desejos de sucesso para a pequena estrela. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Bruno Gagliasso (@brunogagliasso) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Giovanna Ewbank (@gioewbank) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Giovanna Ewbank (@gioewbank)
“Mixtape” ganha título nacional e trailer legendado da Netflix
A Netflix divulgou a versão legendada do trailer de “Mixtape”, comédia dramática passada nos anos 1990 que recebeu o título nacional de “A Fita Cassete”, num caso típico em que era melhor ter mantido o nome original. O filme segue uma adolescente tímida e ignorada, que descobre uma mixtape antiga de seus pais falecidos. Ao acidentalmente destruir a fita, ela decide encontrar cada música obscura listada na fita k7. A jornada a leva se aproximar da garota rebelde da escola, que a convence que não basta ouvir as músicas, é preciso viver o que elas pregam. Logo, elas formam uma banda, com maquiagem gliter exagerada e se achando tão grunge quanto os Titãs na época. É uma história adolescente divertida, que tipicamente erra referências como costumam acontecer nos filmes adolescentes sobre outras gerações. Para deixar clara a confusão, a trilha que toca no trailer vai do hair metal de Blues Saraceno ao punk quase indie de Girls at Our Best, o que revela que os pais da garota tinham gosto ecletíssimo ou que os produtores são jovens demais para lembrar que as duas tribos musicais não se suportavam. A atriz Gemma Brooke Allen, que viveu a versão criança de Mary Elizabeth Winstead em “Kate”, tem o papel principal, e o elenco também destaca Julie Bowen (“Modern Family”) como sua vó incrivelmente jovem, Audrey Hsieh (“Here Today”) como sua melhor amiga, a estreante Olga Petsa como a rebelde da escola e Nick Thune (“Love Life”) como um vendedor de loja de discos. A nostalgia de “Mixtape” chega ao streaming em 3 de dezembro.
Marco Ricca será pai de Chitãozinho e Xororó em série biográfica da Globoplay
O ator Marco Ricca (“Chatô: O Rei do Brasil”), atualmente no ar na novela “Um Lugar ao Sol”, vai viver o pai de Chitãozinho e Xororó na série biográfica da Globoplay “As Aventuras de José e Durval”. José e Durval são os nomes reais dos dois cantores. Na produção, Ricca fará par com Andréia Horta (“Elis”), escalada para viver a mãe da dupla sertaneja. Já os cantores serão interpretados pelos irmãos da vida real Rodrigo e Felipe Simas. Eles estrelaram juntos a recente novela “Salve-se Quem Puder”. Coprodução com a O2 Filmes, o projeto tem direção de Hugo Prata (“Coisa Mais Linda”) e ainda não possui previsão de lançamento.
Felipe Camargo vai estrelar nova série da Star+
O ator Felipe Camargo (“Novo Mundo”) será o protagonista de uma nova série da plataforma de streaming Star+. Chamada provisoriamente de “O Santo Maldito”, a atração trará o ator no papel de um professor universitário e crítico ferrenho de religiões. Contudo, após problemas financeiros, ele acaba aceitando a proposta de um pastor cadeirante da periferia, vivido por Augusto Madeira (“A Menina que Matou os Pais”), para fazer cultos. Othon Bastos (“Carcereiros”) e Ana Flávia Cavalcanti (“Sob Pressão”) também estão no elenco. A plataforma aposta no projeto e já confirmou a produção da 2º temporada, enquanto as gravações dos primeiros episódios acontecem em São Paulo, sob direção de Gustavo Bonafé (“O Doutrinador”).
Felipe Velozo será lutador de MMA e prostituta do século 19 em série de terror da HBO
O ator baiano Felipe Velozo, que estrelou a série “Irmãos Freitas” e vive um frei ligado ao movimento comunista no filme “Marighella”, terá papel duplo em “Névoa”, primeira série brasileira de terror da HBO, prevista para o ano que vem. Na produção, ele interpretará um lutador de MMA chamado Coiote e um espírito que o possui, de nome Dalva, que é uma prostituta do século 19. Em entrevista para a coluna de Patricia Kogut, no jornal O Globo, Velozo descreveu o trabalho como “um desafio”. “São dois polos. Tem o extremo da masculinidade e o lado da feminilidade afloradíssima. É interessante um único trabalho mexer com energias tão opostas”, ele comentou. O ator, que ganhou 10kg de massa muscular para interpretar o personagem, também explicou o enredo: “Coiote se junta a um grupo de pessoas para fazer uma trilha até um lugar misterioso. Lá existe uma cidade, Vale do Sereno, com pessoas esquisitas e onde acontecem rituais. O lazer acaba virando terror. Eles revisitam o passado, seus medos…” O elenco também inclui traz Caroline Abras (“O Mecanismo”), Daniel Rocha (“Irmãos Freitas”), Osvaldo Mil (“O Mecanismo”), Michel Bercovitch (“Impuros”), Guta Ruiz (“Toda Forma de Amor”), Jiddu Pinheiro (“Treze Dias Longe do Sol”), Julia Lanina (“Reality Z”), Juliana Lourenção (“Amazônia Oculta”), Marcos de Andrade (“Aruanas”), Roney Villela (“1 Contra Todos”) e James Turpin (“Bacurau”). Criada por Fábio Mendonça (“Destino”) e Antônio Tibau (“Crônicas da Pandemia”), “Névoa” teve suas gravações iniciadas no começo de 2020 em São Paulo, Cotia, Paranapiacaba e outras cidades do interior paulista, mas precisou dar uma pausa nos trabalhos devido à pandemia. A produção foi retomada em agosto e as gravações devem ser concluídas em dezembro. “É uma história linda e potente. Um thriller de suspense, terror e drama. É um gênero pouco explorado no Brasil. Acho que vai fazer muito sucesso”, acrescentou.












