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Cinemas – e tudo mais – voltam a fechar em São Paulo

O aumento de casos e mortes por covid-19 nos últimos dias levou o governador João Dória a anunciar nesta quarta (3/3) o retorno de todo o estado de São Paulo para a fase vermelha, a mais restritiva, da quarentena. Com isso, os serviços não essenciais voltam a fechar, incluindo as salas de cinema.

A medida começa à 0h de sexta e tem previsão de duração de duas semanas. O lockdown pode ser encurtado ou ampliado dependendo da evolução do contágio de coronavírus e seu impacto na ocupação de leitos de UTI.

A decisão foi tomada após a conclusão de que o sistema de saúde estadual, o melhor do Brasil, entrará em colapso caso não houvesse ação para fortalecer o isolamento social.

A cidade de São Paulo já tem uma fila de 230 pessoas esperando por uma vaga na UTI de hospitais públicos municipais e estaduais para o tratamento de Covid-19.

Em número gerais, as mortes pela doença chegaram a 60.381 em toda o estado, com mais de 2 milhões de casos de infecção confirmados.

Desde o dia 26 de fevereiro, a capital paulista estava na fase laranja do plano de contingência do governo. Nela, restaurantes, cinemas, teatros, parques e shoppings podiam funcionar com algumas restrições e ficar abertos entre 6h e 20h, com capacidade limitada a 40% do total.

Mas essas restrições não foram o suficiente para conter a contaminação, especialmente com a falta de fiscalização sobre a movimentação noturna da cidade.

A volta à mais restritiva do Plano SP, a fase vermelha, não permite a abertura de restaurantes, bares, shoppings, museus, casas de shows, teatros e cinemas. Apenas atividades essenciais, como alimentação, educação e saúde, poderão funcionar.

No fim de semana passado, os cinemas brasileiros ensaiaram retomar uma aparência de normalidade com a volta dos lançamentos de blockbusters, mas agora, após o fechamento de São Paulo, outros estados devem adotar o lockdown para conter a propagação do coronavírus.