CW renova 12 séries, incluindo Walker, Batwoman, Riverdale, Legacy e The Flash
A rede CW manteve a tradição de anunciar uma série de renovações antecipadas para sua próxima temporada. Ao todo, o canal americano renovou 12 séries, incluindo a recém-lançada “Walker”, que garantiu sua 2ª temporada após dois episódios de grande audiência. As outras séries renovadas são “All American”, “Charmed”, “Dynasty”, “In the Dark”, “Legacy”, “Riverdale”, “Roswell, New Mexico”, “Batwoman”, “Legends of Tomorrow” e “The Flash”. A maioria dessas séries é exibida no Brasil pelos canais pago Warner e HBO. Cinco delas (“Dynasty”, “The Flash”, “In the Dark”, “Legends of Tomorrow” e “Roswell”) ainda não estrearam neste ano. As 12 atrações renovadas se juntam à “Stargirl”, que teve sua volta confirmada anteriormente. Isso deixa apenas os programas estreantes “Superman & Lois”, “Kung Fu” e “The Republic of Sarah” à espera de uma definição. Mas vale observar que a rede encomendou dois episódios adicionais de “Superman & Lois”, apostando no sucesso da série. Apesar das renovações, 2021 marcará a despedida de duas atrações do canal, as séries de super-heróis “Raio Negro” (Black Lightning) e “Supergirl”. Isto significa que a rede terá espaço para pelo menos duas novas séries novas. Nesta temporada, a CW adicionou quatro novos programas (“Kung Fu”, “Republic of Sarah”, “Walker” e “Superman & Lois”) após encerrar três (“Arrow”, “The 100” e “Supernatural”) e cancelar uma série (“Katy Keene”) no ano passado. “Embora estejamos apenas há algumas semanas na nova temporada, queríamos ter uma vantagem estratégica com essas renovações antecipadas, o que permite que nossas equipes de produção já comecem a traçar arcos de história e contratar pessoal e, ao mesmo tempo, continuar a fornecer um cronograma forte e estável para a próxima temporada”, disse o presidente da CW, Mark Pedowitz, em comunicado. “À medida que a temporada 2020-2021 da CW ganha alta velocidade, ficamos mais entusiasmados criativamente com a direção de nossos primeiros programas novos, ‘Walker’ e ‘Superman & Lois’, por isso também pedimos episódios adicionais para completar suas primeiras temporadas, e estamos particularmente satisfeitos com o enorme sucesso do lançamento de ‘Walker’, que virou nossa estreia mais assistida em cinco anos”, completou o executivo.
Críticos dos EUA lamentam Globo de Ouro tão branco: “constrangimento completo”
Enquanto grande parte da imprensa trata o Globo de Ouro como um prêmio sério, quem trabalha mais próximo de Hollywood tem uma visão mais cínica a respeito do evento, que teria sido criado pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês) como forma de garantir sua relevância na indústria do entretenimento. Nunca faltaram críticas ao fato de que são cerca de 80 jornalistas estrangeiros brancos, idosos e pouco representativos que escolhem os indicados e os vencedores. Mas alguns críticos americanos subiram o tom nesta nesta quarta (3/2) após o anúncio dos indicados ao Globo de Ouro deste ano. “Um constrangimento completo e absoluto”. Foi assim que Scott Feinberg, o respeitado crítico de cinema da revista The Hollywood Reporter, definiu a seleção apresentada pela HFPA. “Em um ano em que nenhuma estrela vai realmente comparecer ao evento pessoalmente, até se poderia pensar que a Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood deixaria de lado seus piores impulsos e escolheria seus indicados mais pelos méritos do que o costume, não menos. Mas a indústria acordou bem cedo com uma indicação de Melhor Atriz de Musical ou Comédia para Kate Hudson por ‘Music’ e depois de Melhor Filme Musical ou Comédia para esse filme, estreia da estrela pop Sia na direção, que um crítico descreveu como ‘dificilmente um fiasco menos desconcertante’ do que ‘Cats’ (e que tem abismais 29% no Rotten Tomatoes) e só é conhecido, se tanto, por escalar uma atriz não autista como personagem autista. Achei que tínhamos deixado para trás os maus velhos tempos do Globo de Ouro dando indicações de melhor filme para ‘O Turista’ e ‘Burlesque’, mas, infelizmente, aqui estamos nós de novo…” Feinberg ainda lembra que “isso não é tudo”. “‘Era uma Vez um Sonho’, que tem ainda pior pontuação, de 26% no Rotten Tomatoes, foi reconhecido na forma de uma indicação de Melhor Atriz Coadjuvante por Glenn Close. Close é uma atriz maravilhosa, mas suspeito que nem mesmo ela diria que merece uma indicação por este filme, que se tornou uma piada corrente, sobre a esnobada de, digamos, Yuh-Jung Youn, a vovó de ‘Minari’ que rouba a cena e que é a Meryl Streep da Coreia do Sul”. O texto é destruidor, cita ainda as indicações a James Corden, “um homem hetero se comportando como um personagem gay em um filme sobre homofobia” em “A Festa de Formatura”, e Jared Leto em “Os Pequenos Vestígios”, uma produção “comercial com apenas 48% no Rotten Tomatoes”, “escolhido em vez de Kingsley Ben-Adir (por ‘Uma Noite em Miami’) e o falecido Chadwick Boseman (por ‘Destacamento Blood’)”. Mas onde ele chuta o balde é no momento em que ressalta “a exclusão total de qualquer um dos quatro filmes fortes centrados na experiência negra americana na disputa de Melhor Filme de Drama”. O Globo de Ouro não valorizou “Destacamento Blood”, “Judas e o Messias Negro”, “A Voz Suprema do Blues” e “Uma Noite em Miami”, quatro filmes fortes com tema e elenco negros, assim como “Minari – Em Busca da Felicidade”, sobre uma família asiática, preferindo destacar dramas que refletem a vida de homens e mulheres brancos. “Destacamento Blood” não teve uma indicação sequer, enquanto os demais entraram em outras seções. Vale apontar que Scott Feinberg é crítico de cinema e não comentou os problemas da lista televisiva da premiação, que ignorou completamente a série mais elogiada do ano, “I May Destroy You”, escrita, dirigida e estrelada por uma mulher negra, Michaela Coel. Foi a revista Vogue quem questionou mais claramente a HFPA sobre essa ausência. “A esnobada do Globo de Ouro em ‘I May Destroy You’ levanta a questão: quais histórias são consideradas universais?”, quis saber a publicação de moda já no título do artigo assinado por Emma Specter. James Poniewozik, no jornal New York Times, foi além: chamou a ausência da série de “crime”. “A série limitada merecidamente aclamada de Michaela Coel sobre um estupro e suas consequências foi um dos feitos narrativos mais impressionantes não apenas do ano, mas talvez da última década. Mas não para o Globo de Ouro, aparentemente.” Em compensação, não faltou “Emily in Paris”, que o crítico do NYT lamentou não ter sido “um erro de digitação”. A série que “recebeu críticas severas em ambos os lados do Atlântico” foi lembrada, assim como a horrível “Ratched” (“estrelas, estrelas e mais estrelas… vai ver que foi por isso”), enquanto a aclamada “I May Destroy You” não. O mesmo vale para “The Boys” e outras tantas séries muito melhores que a relação oficial de indicados. O site Indiewire ainda notou que, embora tenha listado “Lovecraft Country” entre as melhores séries de drama, a HFPA não reconheceu nenhum de seus atores na competição. Elogiadíssima, Zendaya também não foi lembrada pelo filme “Malcolm & Marie”. Assim como, já citado, “Destacamento Blood” de Spike Lee, boicotado em todas as categorias, de direção à interpretação – os organizadores ainda tiveram a audácia de convidar os filhos de Spike Lee para serem “embaixadores” da premiação. Dino-Day Ramos, do site Deadline, ecoou esses sentimentos ao comentar: “É ótimo que haja três cineastas – duas delas mulheres de cor – que foram indicadas na categoria de direção. Eu celebro isso… No entanto, com a quantidade de conteúdo de pessoas de cor e outras comunidades sub-representadas que saiu no ano passado, é difícil acreditar que a HFPA tenha negligenciado e ignorado tantas performances e projetos excelentes. Porque, com base nessas nomeações, a HFPA está nos dizendo que um programa como ‘Emily In Paris’ é melhor que ‘I May Destroy You’. Algo não se encaixa aí”. Diante da polêmica, o jornal Los Angeles Times lembrou que no ano passado a HFPA viu surgir de forma tímida um movimento de denúncia a seu suposto racismo, #GlobesSoWhite, por desprezar programas aclamados como “Olhos que Condenam” e “Watchmen”. E a situação pode se repetir de forma mais intensa após os atuais indicados. “Ignorar ‘I May Destroy You’ pode ser registrado como particularmente chocante neste ano, após a onda recente de promessas de Hollywood para elevar as vozes negras e combater o racismo sistêmico na indústria do entretenimento”, concluiu Tracy Brown, editora da versão digital do LAT.
Ator francês Richard Berry é acusado de incesto pela filha
O veterano ator francês Richard Berry, conhecido por sucessos como “Consentimento Mútuo” (1994), “Dupla Confusão” (2003), “22 Balas” (2010) e a série animada “Corto Maltese”, foi acusado por sua filha Coline de incesto. O Ministério Público de Paris anunciou nesta quarta (3/2) a abertura de uma investigação preliminar, após Coline Berry registrar uma queixa de “estupro, agressão sexual e corrupção de menores” contra o pai. Em uma publicação do Instagram, a denunciante de 44 anos contou como seu pai a “beijou com a língua” e a fez participar “de jogos sexuais em um contexto evidente de violência machista” durante a adolescência. Richard Berry reagiu à notícia com uma nota em que desmente “com firmeza e sem ambiguidade essas acusações imundas”. “Nunca tive relações inadequadas ou incestuosas com Coline, nem com nenhum de meus filhos”, afirmou o ator em um longo texto publicado em seu Stories do Instagram. Ele se defende dizendo que as “alegações (de sua filha) eram falsas” e “mudaram com o tempo”. Coline Berry também usou o Stories para rebater, explicando que “o que mudou foi a atitude do meu pai: no início ele se mostrou violento, e depois me pediu que virasse a página, que não o fizesse parecer um pedófilo”. Nascida em 1976, Coline Berry teria, segundo ela conta, “reconstruído sua história” após a publicação em janeiro do livro de Camille Kouchner, “La Familia Grande”, no qual revela os abusos sexuais que seu irmão gêmeo sofreu nas mãos do conhecido cientista político francês Olivier Duhamel. A publicação dessas acusações causaram uma grande comoção na França e provocaram uma chuva de depoimentos com a hashtag #MeTooInceste, que lembra o movimento #MeToo de 2017.
Dira Paes vai participar de Sob Pressão
A atriz Dira Paes (“Divino Amor”) vai participar da próxima temporada de “Sob Pressão”. Na trama, ela interpretará uma mãe que tem seu filho atingido por uma bala perdida no meio da pandemia. Lucas Paraizo e sua equipe já entregaram os roteiros da 4ª temporada, que também vão abordar o incêndio no Hospital Badim, na Tijuca, ocorrido em 2019, e o caso do morador de rua que esfaqueou três pessoas na Lagoa, no mesmo ano. As gravações temporada vão começar neste mês, após o sucesso dos dois episódios especiais, “Sob Pressão: Plantão Covid”, que retrataram o auge da crise do coronavírus, mostrando a nova rotina dramática de Carolina (Marjorie Estiano), Evandro (Julio Andrade) e outros médicos num hospital de campanha no Rio de Janeiro. Para gravar os dois episódios em agosto, o elenco de “Sob Pressão” foi o primeiro a voltar a trabalhar nos estúdios da Globo, em plena pandemia. Para isso, protocolos de segurança contra a covid foram seguidos rigorosamente. As novas gravações devem seguir os mesmos critérios. Além disso, Drica Moraes, que gravou remotamente os episódios especiais sobre a covid no ano passado, voltará aos estúdios com o resto do elenco para os novos capítulos. A atriz já teve problemas de saúde no passado e, por isso, a direção optou por poupá-la naquela ocasião. Ela vive a infectologista Vera na trama. Para completar, David Junior, que estreou na série como o neurocirurgião Mauro em “Plantão Covid”, seguirá no elenco. A estreia ainda não foi marcada, mas a Globo já confirmou a produção da 5ª temporada.
Dado Villa-Lobos fará trilha do filme sobre a Fluminense FM
O músico Dado Villa-Lobos, guitarrista da Legião Urbana, está fazendo a trilha sonora do filme “Aumenta que é Rock’n’Roll”, sobre a história da rádio Fluminense FM nos anos 1980. Conhecida como “a Maldita”, a rádio foi fundada em 1982 e se tornou a primeira FM especializada em rock no Brasil – um ano antes da gaúcha Ipanema FM e três anos antes da paulista 89 FM. A emissora chegou a se tornar a segunda rádio mais ouvida no Brasil e tocava em sua programação até fitas demo de bandas novas, entre elas a Legião Urbana – bem antes de suas primeiras gravações oficiais. O filme é baseada no livro autobiográfico de Luis Antonio Mello, fundador da “Maldita”, que deixou a rádio depois do primeiro Rock in Rio, em 1985. Acompanhando o apogeu e a queda da geração mais popular do rock brasileiro, a Fluminense durou apenas até 1990. Segundo a coluna de Ancelmo Gois no jornal O Globo, a produção também mostrará um show da Legião Urbana. “Aumenta que é Rock’n’Roll”, cujo título lembra uma música da época, gravada por Celso Blues Boy (“Aumenta que Isso Aí é Rock’n’Roll”), tem direção de Tomás Portella (“Operações Especiais”, “Desculpe o Transtorno”) e destaca em seu elenco Johnny Massaro (“O Filme da Minha Vida”), Marina Provenzano (“Bom Dia, Verônica”), Adriano Garib (também de “Bom Dia, Verônica”), George Sauma (“Sai de Baixo: O Filme”), João Vitor Silva (“Impuros”) e Flora Diegues (“O Grande Circo Místico”). Por sinal, este foi o último trabalho de Flora, filha do diretor Cacá Diegues e da produtora Renata Magalhães, que faleceu em 2019, vítima de um câncer.
Sucesso da Netflix esgota livros de Arséne Lupin no Brasil
O sucesso de “Lupin”, da Netflix, fez esgotar no Brasil as obras com o personagem Arséne Lupin, que inspira a série estrelada por Omar Sy (“Intocáveis”). Por conta disso, a Zahar (que virou divisão da Companhia das Letras) fará uma nova impressão do livro “Ladrão de Casaca”, que reúne as primeiras histórias do escritor francês Maurice Leblanc sobre o criminoso charmoso, que ele criou em 1907. Os novos livros estarão disponíveis a partir do dia 19. Apenas em janeiro, “Ladrão de Casaca” já teve mais exemplares vendidos do que em todo o ano de 2020.
Personagens de Quanto Mais Idiota Melhor retornam em comercial com Cardi B
Mike Myers e Dana Carvey ressuscitaram seus personagens de “Wayne’s World”, o esquete do humorístico “Saturday Night Live” que virou o filme “Quanto Mais Idiota Melhor” em 1993 (e sua continuação de 1994), para um comercial do Uber Eats que será exibido durante o intervalo do Super Bowl no próximo domingo (7/1). Disponibilizado antecipadamente no YouTube, o vídeo mostra que a dupla continua a mesma, apresentando seu programa sem orçamento, gravado num porão para um canal de acesso público sem audiência. Mesmo assim, eles ainda atraem participações de celebridades. Ninguém menos que a rapper Cardi B é a convidada da dupla no comercial, que é dedicado a destacar a importância de pedir comida em restaurantes locais. “Como um programa de TV de acesso local, queremos que todos apoiem os restaurantes locais”, diz Myers, com a peruca de Wayne Campbell, acompanhado por Carvey como Garth Algar, ambos trajados de forma “excelente” para os anos 1990. Vale destacar que a página oficial do Uber Easts no YouTube também postou uma versão estendida do comercial, com quase duas horas e meia de duração de “cenas de créditos”, que pode ser conferida abaixo.
Eddie Murphy volta a ser Um Príncipe em Nova York em novo trailer
A Amazon divulgou um novo pôster e o segundo trailer de “Um Príncipe em Nova York 2” (Coming 2 America), sequência da comédia estrelada por Eddie Murphy em 1988. A prévia apresenta os diversos personagens da trama. A maioria é inédita, embora alguns retornem do primeiro longa. Vale lembrar que “Um Príncipe em Nova York” foi o primeiro filme em que Murphy interpretou múltiplos personagens simultaneamente. A prática, que também rendeu comédias como “O Professor Aloprado 2: A Familia Klump” (2000) e “Norbit, uma Comédia de Peso” (2008), é retomada em dose dupla no novo longa, com ajuda do ator Arsenio Hall (também com múltiplos papéis). Para quem não lembra, o personagem Akeem, príncipe do reino fictício de Zamunda, decidiu ir a Nova York para encontrar possíveis esposas nos anos 1980. Agora, prestes a virar o rei, descobre que tem um filho que nunca conheceu nos EUA. Honrando o desejo de seu pai (James Earl Jones) para que prepare seu filho como o príncipe herdeiro, Akeem resolve voltar a Nova York em busca do filho desconhecido. Ele contará novamente com a ajuda de seu fiel parceiro Semmi (Arsenio Hall), mas o elenco está cheio de novidades, como Jermaine Fowler (“Crashing”), Leslie Jones (“Caça-Fantasmas”), Shari Headley (“Goosebumps 2”), Tracy Morgan (“The Last O.G.”), Wesley Snipes (“Os Mercenários 3”), KiKi Layne (“Se a Rua Beale Falasse”), Nomzamo Mbatha (“All About Love”) e o rapper Rick Ross como ele mesmo. O roteiro foi escrito por Kenya Barris (criador da série “Black-ish”) e a direção é de Craig Brewer em seu segundo filme seguido com Eddie Murphy, após o sucesso de “Meu Nome é Dolemite” na Netflix no ano passado. O filme será lançado pela Amazon Prime Video em 5 de março, com alguns países recebendo também uma estreia cinematográfica do estúdio original, Paramount Pictures. Veja abaixo o trailer em versões dublada em português e no original sem legendas.
Globo de Ouro revela indicações com supremacia da Netflix
A Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA) anunciou na manhã desta quarta-feira (3/2) os indicados na 78ª edição do Globo de Ouro, premiação dedicada ao cinema e à TV. O evento faz parte do calendário inicial da temporada de premiações, que culmina no Oscar, e este ano vai acontecer em 28 de fevereiro, em duas cerimônias simultâneas realizadas em Nova York e Los Angeles. A lista destacou com larga vantagem as produções da Netflix, com 42 indicações. Mas se a dianteira sobre a rival histórica HBO era esperada nas categorias televisivas, a grande surpresa ficou por conta da supremacia da plataforma na disputa cinematográfica, onde suas produções concorrem a 22 prêmios (mais que nas categorias de TV). Os dois filmes com mais indicações foram produções da Netflix: “Mank”, que disputa seis troféus, e “Os 7 de Chicago”, nomeado a cinco prêmios. Eles são seguidos pelos dramas “Meu Pai”, “Nomadland” (vencedor dos festivais de Veneza e Toronto) e o thriller “Bela Vingança”, nomeados quatro vezes. Já a comédia mais lembrada foi “Borat: Fita de Cinema Seguinte”, que disputa três prêmios. Por sinal, Sacha Baron Cohen, intérprete de Borat, foi indicado duas vezes como ator, pela comédia e também pelo drama “Os 7 de Chicago”. Além de Cohen, as atrizes Anya Taylor-Joy e Olivia Colman também disputam dois troféus de atuação. Depois de historicamente excluídas da categoria de direção, as mulheres cineastas foram maioria neste ano. Emerald Fennell (“Bela Vingança”), Regina King (“Uma Noite em Miami”) e Chloé Zhao (“Nomadland”) vão disputar o Globo de Ouro com David Fincher (“Mank”) e Aaron Sorkin (“Os 7 de Chicago”). Em compensação, os filmes sobre a experiência negra (e asiática) foram barrados da competição. Justamente no ano em que filmes do gênero, como “Destacamento Blood”, “Uma Noite em Miami”, “Judas e o Messias Negro”, “A Voz Suprema do Blues”, “Estados Unidos Vs Billie Holiday” e “Minari – Em Busca da Felicidade” (vencedor do Festival de Sundance, que disputa apenas o prêmio de Melhor Filme de Língua Estrangeira) foram considerados as principais novidades. A lista também ignora aquela que é considerada a melhor série do ano pela imprensa, “I May Destroy You”, criada e estrelada pela artista negra Michael Coel, enquanto produções destruídas pela crítica, como “Emily in Paris” e “Ratched”, mereceram indicações. Entre as séries, “The Crown” foi a mais celebrada, com seis indicações, seguida por “Schitt’s creek” (5), “Ozark” e “The Undoing” (ambas com 4), “The Great” e a terrível “Ratched” (3). Também ficaram de fora “Bridgerton”, que popularizou o galã negro Regé-Jean Page, e a aclamada performance de Zendaya em “Malcolm & Marie”. Veja a lista completa abaixo. CINEMA Melhor Filme – Drama “Meu Pai” “Mank” “Nomadland” “Bela Vingança” “Os 7 de Chicago” Melhor Filme – Comédia ou Musical “Borat: Fita de Cinema Seguinte” “Hamilton” “Palm Springs” “Music” “A Festa de Formatura” Melhor Direção Emerald Fennel (“Bela Vingança”) David Fincher (“Mank”) Chloé Zhao (“Nomadland”) Regina King (“Uma Noite em Miami”) Aaron Sorkin (“Os 7 de Chicago”) Melhor Ator – Drama Riz Ahmed (“Sound of Metal”) Chadwick Boseman (“A Voz Suprema do Blues”) Anthony Hopkins (“Meu Pai”) Gary Oldman (“Mank”) Tahar Rahim (“The Mauritanian”) Melhor Atriz – Drama Viola Davis (“A Voz Suprema do Blues”) Andra Day (“Estados Unidos Vs Billie Holiday”) Vanessa Kirby (“Pieces of a Woman”) Frances McDormand (“Nomadland”) Carey Mulligan (“Bela Vingança”) Melhor Ator – Comédia ou Musical Sacha Baron Cohen (“Borat: Fita de Cinema Seguinte”) James Corden (“A Festa de Formatura”) Lin-Manuel Miranda (“Hamilton”) Dev Patel (“A História Pessoal de David Copperfield”) Andy Samberg (“Palm Springs”) Melhor Atriz – Comédia ou Musical Maria Bakalova (“Borat: Fita de Cinema Seguinte”) Kate Hudson (“Music”) Michelle Pfeiffer (“French Exit”) Rosamund Pike (“I Care A Lot”) Anya Taylor-Joy (“Emma”) Melhor Ator Coadjuvante Sacha Baron Cohen (“Os 7 de Chicago”) Daniel Kaluuya (“Judas e o Messias Negra”) Jared Leto (“Os Pequenos Vestígios”) Bill Murray (“On the Rocks”) Leslie Odom, Jr. (“Uma Noite em Miami”) Melhor Atriz Coadjuvante Glenn Close (“Era uma Vez um Sonho”) Olivia Colman (“Meu Pai”) Jodie Foster (“The Mauritanian”) Amanda Seyfried (“Mank”) Helena Zengel (“Relatos do Mundo”) Melhor Roteiro Emerald Fennell (“Bela Vingança”) Jack Fincher (“Mank”) Aaron Sorkin (“Os 7 de Chicago”) Christopher Hampton, Florian Zeller (“Meu Pai”) Chloé Zhao (“Nomadland”) Melhor Trilha Original Alexandre Desplat (“O Céu da Meia-Noite”) Ludwig Göransson (“Tenet”) James Newton Howard (“Relatos do Mundo”) Trent Reznor, Atticus Ross (“Mank”) Trent Reznor, Atticus Ross, Jon Batiste (“Soul”) Melhor Canção Original “Fight for You” (de “Judas e o Messias Negro”) – H.E.R., Dernst Emile II, Tiara Thomas “Hear My Voice” (de “Os 7 de Chicago”) – Daniel Pemberton, Celeste “Io Si (Seen)” (de “Rosa e Momo”) – Diane Warren, Laura Pausini, Niccolò Agliardi “Speak Now” (de “Uma Noite em Miami”) – Leslie Odom Jr, Sam Ashworth “Tigress & Tweed” (de “Estados Unidos Vs Billie Holiday” – Andra Day, Raphael Saadiq Melhor Animação “Os Croods 2: Uma Nova Era” “Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica” “A Caminho da Lua” “Soul” “Wolfwalkers” Melhor Filme de Língua Estrangeira “Another Round” (Dinamarca) “La Llorona” (Guatemala) “Rosa e Momo” (Itália) “Minari – Em Busca da Felicidade” (EUA) “Nós Duas” (França) TELEVISÃO Melhor Série – Drama “The Crown” “Lovecraft Country” “The Mandalorian” “Ozark” “Ratched” Melhor Série – Comédia ou Musical “Emily in Paris” “The Flight Attendant” “Schitt’s Creek” “The Great” “Ted Lasso” Melhor Minissérie ou Telefilme “Normal People” “O Gambito da Rainha” “Small Axe” “The Undoing” “Nada Ortodoxa” Melhor Ator – Drama Jason Bateman (“Ozark”) Josh O’Connor (“The Crown”) Bob Odenkirk (“Better Call Saul”) Al Pacino (“Hunters”) Matthew Rhys (“Perry Mason”) Melhor Atriz – Drama Olivia Colman (“The Crown”) Jodie Comer (“Killing Eve”) Emma Corrin (“The Crown”) Laura Linney (“Ozark”) Sarah Paulson (“Ratched”) Melhor Ator – Comédia Don Cheadle (“Black Monday”) Nicholas Hoult (“The Great”) Eugene Levy (“Schitt’s Creek”) Jason Sudeikis (“Ted Lasso”) Ramy Youssef (“Ramy”) Melhor Atriz – Comédia Lily Collins (“Emily in Paris”) Kaley Cuoco (“The Flight Attendant”) Elle Fanning (“The Great”) Jane Levy (“Zoey e a Sua Fantástica Playlist”) Catherine O’Hara (“Schitt’s Creek”) Melhor Ator – Minissérie ou Telefilme Bryan Cranston (“Your Honor”) Jeff Daniels (“The Comey Rule”) Hugh Grant (“The Undoing”) Ethan Hawke (“The Good Lord Bird”) Mark Ruffalo (“I Know This Much Is True”) Melhor Atriz – Minissérie ou Telefilme Cate Blanchett (“Mrs. America”) Shira Haas (“Nada Ortodoxa”) Nicole Kidman (“The Undoing”) Anya Taylor-Joy (“O Gambito da Rainha”) Daisy Edgar-Jones (“Normal People”) Melhor Ator Coadjuvante – Minissérie ou Telefilme John Boyega (“Small Axe”) Brendan Gleeson (“The Comey Rule”) Dan Levy (“Schitt’s Creek”) Jim Parsons (“Hollywood”) Donald Sutherland (“The Undoing”) Melhor Atriz Coadjuvante – Minissérie ou Telefilme Gillian Anderson (“The Crown”) Helena Bonham Carter (“The Crown”) Julia Garner (“Ozark”) Annie Murphy (“Schitt’s Creek”) Cynthia Nixon (“Ratched”)
Estilista acusa Marilyn Manson de agressão armada durante ensaio
Mais uma acusação veio à tona contra Marilyn Manson. A estilista e cineasta Love Bailey, diretora do vindouro musical “Slather”, acusou o cantor de apontar uma arma para a sua cabeça e lhe ameaçar com agressividade homofóbica. Bailey, que é transexual, publicou seu desabafo após Evan Rachel Wood (da série “Westworld”), ex-namorada do polêmico cantor, dar início a uma corrente de acusações contra abusos cometidos por Manson. A própria atriz republicou os posts de Bailey em seu Stories do Instagram. “Não sou fã da cultura do cancelamento, mas quando alguém como Marilyn Manson aponta uma arma para sua cabeça, é hora de falar”, desabafou Bailey sobre o assunto, num primeiro post na segunda (1/2). “É 2021 e temos que tirar o poder dessas pessoas horríveis, para que não façam mal a ninguém”. relatou a artista, que afirmou que vai procurar as autoridades para registrar um boletim de ocorrência, mas que por enquanto pretende manter a identidade da atriz envolvida na história em segredo. “Sinto que é uma questão urgente falar diretamente para a câmera e dar meu depoimento do que aconteceu na noite em que conheci Marilyn Manson”, continuou a diretora num vídeo publicado em suas redes sociais, relembrando que era uma estilista de 20 anos quando recebeu o convite para participar de um ensaio para a revista LoveCat — hoje rebatizada como Galore. Ela deveria trabalhar com uma atriz no ensaio e quando chegou lá viu que o estúdio de gravação do artista estava cheio de pôsteres com mulheres nuas e havia na sala de estar um punhado de desenhos sombrios no chão, que, segundo ela, pareciam tentar abrir “algum portal demoníaco”. Quando foi chamada ao quarto onde Manson e a atriz estavam, identificou gaiolas em que ele deveria prender suas “vítimas”. Segundo a estilista, eles haviam acabado de fazer sexo e a tal atriz parecia estar dopada, cambaleante. Ela chegou a machucar o tornozelo, enquanto Manson caía na gargalhada. Foi quando tentou alcançar a atriz para ajudá-la, que recebeu uma arma na cara. “Uma grande Glock, uma Glock de metal, não uma arma de brinquedo. Ele colocou isso direto na minha testa e disse: ‘Eu não gosto de bichas’. Então ele riu, em um tom agressivo”, contou Bailey. “Me lembro de ter ficado chocada naquele momento”, continuou, visivelmente emocionada. “Há anos tenho sido silenciada para não dizer nada por causa da indústria, por causa da indústria da moda, por causa desses fotógrafos que vão colocar você na lista negra por mencionar o nome deles”, prosseguiu. Em seu vídeo no Instagram, Love ainda acrescentou o depoimento de duas outras pessoas que a acompanharam no dia em que foi ameaçada. Sua assistente na ocasião confirmou a história, dizendo ter visto as “artes demoníacas” na sala de estar, além de lembrar que ter sido barrada, porque Manson não permitia assistentes no local. Uma amiga de Bailey, por sua vez, contou que a estilista ligou para ela depois do incidente e recordou que ela estava “em choque” e sem acreditar no que tinha acabado de acontecer. Love Bailey não revelou o nome da atriz que estava com Manson na ocasião, mas Evan Rachel Wood também postou denúncias de uma artista conhecida como Gabriella, da fotógrafa Ashley Walters, da modelo Sarah McNeilly e da modelo Ashley Lindsay Morgan. Todas elas afirmaram que foram vítimas de agressão sexual e abuso físico e emocional nas mãos de Manson. Pouco tempo depois, Manson se manifestou nas redes sociais para negar os relatos, que seriam “distorções”. “Obviamente, minha vida e minha arte são há anos imãs para controvérsia, mas essas recentes declarações a meu respeito são distorções horríveis da realidade. Meus relacionamentos íntimos sempre foram completamente consensuais, com pessoas que pensavam como eu. Independente de como – e porque – outros estão escolhendo deturpar o passado agora, essa é a verdade”, afirmou o cantor. Após a onda de acusações, Manson foi dispensado de sua gravadora, teve suas participações nas séries “American Gods” e “Creepshow” cortadas, e acabou acabou ficando sem empresariamento artístico, com o rompimento de seu contrato pela agência de talentos CAA, uma das maiores de Hollywood. Para completar, a senadora Susan Rubio, da Califórnia, escreveu uma carta para o Promotor-Geral dos EUA (Monty Wilkinson) e o diretor do FBI (Christopher Wray), pedindo a abertura de um inquérito oficial contra o artista. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Love Bailey (@loveisbailey) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Love Bailey (@loveisbailey)
Festival de Sundance consagra filme comprado pela Apple por US$ 25 milhões
O Festival de Cinema de Sundance de 2021 consagrou o longa “Coda”, da diretora Siân Heder, com quatro troféus na noite desta terça (2/2) nos EUA, incluindo o reconhecimento principal, o Grande Prêmio do Júri, além do Prêmio do Público. Desta forma, “Coda” foi considerado o Melhor Filme do evento em dose dupla. O drama aborda uma jovem (Emilia Jones, de “Locke & Key”) de família surda, que se vê dividida entre perseguir sua paixão pela música e ser a conexão entre seus pais e o mundo sonoro. Junto dos dois troféus de Melhor Filme, a produção também venceu o prêmio de Melhor Elenco e Melhor Direção, na seção dedicada a longas independentes dos EUA. Segundo longa de Siân Heder, que estreou em Sundance em 2016 com “Tallulah”, “Coda” seria um remake do filme francês “A Família Bélier” (2014) e já tinha chamado atenção ao ser adquirido pela Apple por um preço considerado bastante elevado pelos padrões do evento: US$ 25 milhões. O investimento compensou, pois a Apple TV+ agora tem exclusividade sobre o vencedor do festival – e que já é candidato a indicações no Oscar 2022. No ano passado, o vencedor de Sundance foi “Minari”, de Lee Isaac Chung, que também teve uma vitória dupla, conquistando o Grande Prêmio do Júri e o Prêmio do Público. O festival reduzido, que começou na quinta-feira (28/1) e se encerrou nesta terça, também teve uma cerimônia de premiação rápida, com apenas uma hora de duração, apresentada pelo comediante Patton Oswalt. Outros destaques da premiação foram “Summer of Soul”, documentário sobre um festival de música do Harlem de 1969, dirigido por Ahmir “Questlove” Thompson, baterista da banda The Roots, que venceu sua categoria, além do drama “Hive”, da diretora Blerta Basholli, de Kosovo, como Melhor Filme Internacional, e “Flee”, do dinamarquês Jonas Poher Rasmussen, como Melhor Documentário Internacional.
Série da Amazon terá Morgan Freeman, Anne Hathaway, Anthony Mackie, Helen Mirren e mais estrelas
A Amazon juntou um time de estrelas para lançar sua nova série de antologia “Solos”. Desenvolvida pelo criador de “Hunters”, David Weil, a série contará com Uzo Aduba (“Orange Is the New Black”), Nicole Beharie (“Sleepy Hollow”), Morgan Freeman (“Truque de Mestre”), Anne Hathaway (“Os Miseráveis”), Anthony Mackie (“Vingadores: Ultimato”), Helen Mirren (“A Rainha”), Dan Stevens (“Legion”) e Constance Wu (“As Golpistas”) em seu elenco. O tema principal do seriado serão as conexões humanas. Os sete episódios da produção mostrarão diferentes pessoas que vivem em períodos de tempo distintos, mas que compartilham histórias de isolamento similares e também de como as situações humanos podem juntar a todos. A diretora Sam Taylor-Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”) irá dirigir dois dos episódios, mas ainda não previsão de estreia.
Globo de Ouro será dividido em duas cerimônias em Los Angeles e Nova York
Os primeiros detalhes da edição do Globo de Ouro deste ano começaram a surgir, a poucas horas da revelação oficial dos indicados. E as novidades apontam um formato completamente diferente, em que a premiação será dividida pela primeira vez em dois palcos em cidades diferentes. A cerimônia apresentada por Tina Fey e Amy Poehler será transmitida ao vivo pela NBC em 28 de fevereiro de Nova York e Los Angeles. Fey ira apresentar a cerimônia de Nova York, ao vivo do The Rainbow Room em Manhattan, enquanto Poehler apresentará o evento da casa habitual da premiação, o Beverly Hilton, em Los Angeles. Detalhes adicionais ainda não são conhecidos, mas a divisão permite que mais indicados e apresentadores de Nova York participem do evento ao vivo, pois a pandemia atualmente impacta quaisquer planos de viagem. Nenhum convidado para apresentar o evento foi anunciado ainda, além das duas anfitriãs. As atrizes Sarah Jessica Parker e Taraji P. Henson revelação os indicados aos prêmios na manhã de quarta-feira (3/2).












