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Eduardo Bolsonaro: “Tiro também é cultura”

O deputado federal Eduardo Bolsonaro usou as redes sociais neste domingo (1/10) para afirmar que “tiro também é cultura”, ao comentar uma aula de tiro no Bope, em que frequentou acompanhado pelo secretário especial de Cultura do Ministério do Turismo, Mário Frias, e do secretário nacional de Incentivo e Fomento à Cultura, André Porciúncula.

O parlamentar e o pai, Jair Bolsonaro, são defensores da flexibilização de leis sobre porte e posse de armas, e, no mesmo dia da postagem, a revista Veja revelou que Carlos Bolsonaro, o filho Zero Dois do presidente, teve papel fundamental para barrar uma portaria do Exército que tornava mais rigorosas as regras para rastreamento e controle de armas.

A frase “tiro também é cultura” também tem contexto histórico, voltando a evocar uma relação da Cultura do governo Bolsonaro com o nazismo. Vale lembrar que Roberto Alvim foi demitido do cargo de secretário especial da Cultura após copiar trechos de um discurso do maior pensador nazista, Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha do governo de Adolf Hitler.

Muita gente costuma associar a célebre frase “Quando ouço falar de Cultura saco logo o revólver” a Goebbels. Mas na verdade, a frase histórica correta é “Sempre que me vêm falar de Cultura… retiro a patilha de segurança da minha [pistola] Browning”. O texto consta da peça de teatro “Schlageter”, escrita por Hanns Johst. O nazista é outro, mas ainda é nazista.

Em tempos de governo Bolsonaro, nunca é demais lembrar que Cultura também é Cultura.