Terror do autor de Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças ganha trailer legendado
A Netflix divulgou três fotos, o pôster e o trailer legendado de “Eu Estou Pensando em Acabar com Tudo”, novo filme de Charlie Kaufman (vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original por “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças”). A prévia lembra as situações surreais das obras do cineasta, mas desta vez é baseada num romance, escrito por Iain Reid – já disponível no Brasil. A trama explora a fragilidade da mente e os limites da solidão ao contar a história da namorada de Jake, que o acompanha em uma viagem para o interior para conhecer seus pais. Durante o trajeto, ela pensa em terminar a relação, mas ao chegar em seu destino começa a achar tudo muito estranho e a perceber que talvez seja tarde demais. O trailer evoca um clima de delírio e terror a partir deste momento. O elenco destaca Jessie Buckley (“Judy: Muito Além do Arco-Íris”) como a namorada, que não tem nome na história, Jesse Plemons (“O Irlandês”) como Jake, e David Thewlis (“Mulher-Maravilha”) e Toni Collette (“Hereditário”) como os pais bizarros de Jake. A estreia está marcada para 4 de setembro em streaming.
Alyssa Milano revela que teve covid-19 e convive com sequelas há quatro meses
Alyssa Milano, apresentadora do programa “Project Runway All Stars” e estrela de séries clássicas como “Who’s the Boss?” e “Charmed”, revelou em seu Instagram ter sido infectada com a covid-19 em abril. Apesar de já ter se recuperado, ela disse que “achou que ia morrer” no momento mais agudo da doença. A atriz contou que fez dois testes em março e ambos deram negativo, e que só soube que tinha pego a doença ao notar os sintomas. Ao lado de uma foto em que aparece com uma máscara de oxigênio, ela escreveu: “Esta era eu em 2 de abril, após duas semanas doente. Eu nunca me senti tão mal assim. Tudo doía. Perdi o olfato. Senti como se um elefante estivesse sentado em cima do meu peito. Não conseguia respirar. Não conseguia comer. Perdi quatro quilos em duas semanas. Estava confusa. Tive febre baixa. E as dores de cabeça eram horríveis. (…) Eu achei que ia morrer. Senti que estava morrendo.” Ela acrescentou que, quatro meses depois, ainda sente sequelas. “Vertigem, anomalias no estômago, menstruação irregular, palpitações cardíacas, fôlego curto, memória de curto prazo prejudicada e um mal-estar geral. Voltei ao hospital recentemente e fiz um novo teste, confirmando que tenho os anticorpos para a covid-19”. Com base em sua experiência, Milano afirma: “Nosso sistema de teste é falho e não sabemos os verdadeiros números” de pessoas infectadas pela doença. Prometendo doar o seu plasma para tentar ajudar outros pacientes, ela apelou aos seguidores para se cuidarem, seguindo recomendações básicas como lavar as mãos, usar máscaras e praticar distanciamento social. Mesmo com as sequelas, ela já se comprometeu com um novo projeto. Ela vai estrelar uma continuação da série que a revelou nos anos 1980, “Who’s the Boss?” (saiba mais). Ver essa foto no Instagram This was me on April 2nd after being sick for 2 weeks. I had never been this kind of sick. Everything hurt. Loss of smell. It felt like an elephant was sitting on my chest. I couldn’t breathe. I couldn’t keep food in me. I lost 9 pounds in 2 weeks. I was confused. Low grade fever. And the headaches were horrible. I basically had every Covid symptom. At the very end of march I took two covid19 tests and both were negative. I also took a covid antibody test (the finger prick test) after I was feeling a bit better. NEGATIVE. After living the last 4 months with lingering symptoms like, vertigo, stomach abnormalities, irregular periods, heart palpitations, shortness of breath, zero short term memory, and general malaise, I went and got an antibody test from a blood draw (not the finger prick) from a lab. I am POSITIVE for covid antibodies. I had Covid19. I just want you to be aware that our testing system is flawed and we don’t know the real numbers. I also want you to know, this illness is not a hoax. I thought I was dying. It felt like I was dying. I will be donating my plasma with hopes that I might save a life. Please take care of yourselves. Please wash your hands and wear a mask and social distance. I don’t want anyone to feel the way I felt. Be well. I love you all (well, maybe not the trolls. Just the kind people.)❤️ Uma publicação compartilhada por Alyssa Milano (@milano_alyssa) em 5 de Ago, 2020 às 12:42 PDT
Liam Neeson diz que fará filmes de ação até “precisar de andador”
Liam Neeson, que completou 68 anos em junho, disse que não pretende parar de fazer filmes de ação tão cedo. Em entrevista à revista Entertainment Weekly, ele contou que “ama fazer esse tipo de coisa” e que continuará fazendo até não ter mais forças ou “precisar de um andador”. “Eles ainda estão me oferecendo estes filmes. Espero que, no final do ano, se pudermos voltar para o trabalho [por causa da pandemia], eu possa começar a fazer outro. Eu me mantenho em boa forma […]. Então sim, eu vou continuar fazendo isso até o dia em que precisar de um andador.” Durante a entrevista, o ator contou como virou um astro de ação da Terceira Idade, ao conseguir seu papel em “Busca Implacável”, em 2008. “Minha querida mulher [Natasha Richardson, que morreu em 2009] e eu estávamos em um festival de cinema, e Luc Besson [produtor de ‘Busca Implacável’] era um dos membros do júri. Eu tinha lido o roteiro do filme e abordei Luc: ‘Olha, tenho certeza que sou o último ator em quem você pensa para este papel, mas eu costumava ser um boxeador, sabia? Eu amo fazer cenas de luta, fiz vários filmes com espadas e este tipo de m*rda. Por favor, pense em mim para este filme’.” O ator disse que, apesar de “ter se divertido como uma criança em uma loja de brinquedos” durante as filmagens, não achou que “Busca Implacável” fosse fazer sucesso. “Eu me lembro de dizer que achava que o filme iria direto para DVD”, refletiu. O filme acabou fazendo um sucesso enorme, rendendo duas sequências e uma série, e a repercussão resultou na transformação de Neeson em astro de ação. Seu próximo lançamento do gênero é “Honest Thief”, dirigido pelo criador da série “Ozark”, Mark Williams, que tem estreia marcada para outubro nos EUA (veja o trailer). Ele também terminou “The Minuteman”, de Robert Lorenz (“Curvas da Vida”) e estava filmando “The Ice Road”, de Jonathan Hensleigh (“O Justiceiro”), quando as produções foram suspensas pela pandemia de covid-19. Todos thrillers de ação.
DC FanDome: Veja o trailer da “Comic Con” exclusiva da DC Comics
A Warner Bros. divulgou o trailer da DC FanDome, primeira grande convenção para fãs do universo derivado dos quadrinhos da DC Comics, que vai acontecer de forma virtual no dia 22 de agosto. Espécie de “Comic Con” da DC, o evento ainda não teve suas atrações reveladas, mas o trailer traz cenas da animação da “Arlequina”, da série “The Flash”, dos filmes “Mulher-Maravilha 1984” e da nova versão da “Liga da Justiça” reeditada pelo diretor Zack Snyder, entre outras atrações, acompanhadas por muitas promessas, como “os maiores nomes da DC” e “revelações exclusivas”. Por causa deste evento, a Warner não participou da versão online da Comic-Con no mês passado, guardando todas as suas novidades para sua própria convenção. Prometendo uma experiência imersiva, a programação da FanDome vai acontecer durante 24 horas consecutivas, com uma expectativa de participações de estrelas, cineastas e dos criadores por trás do conteúdo da DC. Tudo de graça e com acesso liberado a todo o público interessado pelo site DCFanDome.com – que já está acessível para os fãs se cadastrarem. O evento será dividido em seis áreas diferentes no site oficial, com seções batizadas de DC WatchVerse, DC YouVerse, DC KidsVerse, DC InsiderVerse, DC FunVerse e o Hall of Heros, que contará com as principais atrações. A programação estará disponível em dez línguas diferentes, incluindo português, e terá alguns conteúdos produzidos exclusivamente para diferentes regiões. “Não existe fã como o fã da DC”, disse Ann Sarnoff, Presidente e CEO da Warner Bros., no comunicado que anunciou o evento. “Por mais de 85 anos, o mundo se voltou aos heróis e histórias inspiradoras da DC para nos animar e entreter, e este massivo e imersivo evento digital dará a todos novas maneiras de personalizar sua jornada pelo Universo da DC, sem filas, sem ingressos e sem barreiras. Com o DC FanDome, somos capazes de dar aos fãs ao redor do mundo uma maneira única e empolgante de conectar-se com seus personagens preferidos da DC, além dos incríveis talentos que os trazem à vida nas páginas e nas telas”, ela completa.
High Fidelity: Série com Zoë Kravitz é cancelada na 1ª temporada
A plataforma Hulu cancelou “High Fidelity”, série baseada no livro de Nick Hornby e no filme de Stephen Frears, lançados no Brasil como “Alta Fidelidade”. A plataforma não divulga audiência, mas a 1ª temporada rendeu muitas críticas positivas, atingindo 86% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Segundo o site Deadline, a decisão não foi fácil e veio após longas deliberações. Além de ter sido bem recebida pelos críticos, a série era encabeçada por uma grande estrela com muitos seguidores e contava com apoio interno na Hulu, mas isso acabou não sendo suficiente para a renovação. “High Fidelity” foi uma das duas séries baseadas em filmes lançados na Hulu neste ano, depois de terem sido originalmente desenvolvidas para a Disney+ (Disney Plus). A outra é “Love, Victor”. No caso de “High Fidelity”, a produção mudou de plataforma devido ao contexto adulto, com diversas situações sexuais e uma protagonista que se revela bissexual. Estrelada por Zoë Kravitz (a Mulher-Gato do vindouro filme de Batman), a versão da série para a trama de “Alta Fidelidade” trocava não só sexo, mas a raça do protagonista, sem esquecer a cidade da locação, mas mantinha a premissa. Na trama, a atriz vivia uma fã geek de música, que tem uma loja de discos de vinil no Brooklyn, em Nova York, faz bicos de DJ e costuma criar rankings de Top 5 para tudo, desde seus hits favoritos até seus relacionamentos. No filme de 2000, o papel foi desempenhado por John Cusack, que usava músicas como ponto de partida para compartilhar com a câmera seus relacionamentos passados. Esse artifício foi preservado na série. Mesmo com várias mudanças, o que menos se pode questionar é a escalação de Zoë Kravitz, perfeita no papel de enciclopédia ambulante do rock. Não bastasse ela ter uma banda (LolaWolf) na vida real, também é filha do músico Lenny Kravitz. Além disso, sua mãe, a atriz Lisa Bonnet, viveu uma ex-namorada de Cusack no filme de 2000! A adaptação foi feita pelas roteiristas Veronica West e Sarah Kucserka, que trabalharam juntas em “Ugly Betty”, “Brothers and Sisters”, “Hart of Dixie” e “Bull”, e encararam a missão de transformar uma trama geek essencialmente masculina numa série de abordagem feminina. “High Fidelity” foi a terceira série de Zoë Kravitz, que sempre se dedicou mais ao cinema. Ela participou de “Californication” em 2011 e estrelou recentemente as duas temporadas de “Big Little Lies”. O elenco também incluiu David H. Holmes (“Josie & Jack”), Da’Vine Joy Randolph (“Meu Nome É Dolemite”), Jake Lacy (“Girls”), Kingsley Ben-Adir (“Peaky Blinders”), Rainbow Francks (“Stargate: Atlantis”) e Thomas Doherty (“Legacies”).
Ryan Reynolds negocia estrelar filme infantil de monstros do diretor de Paddington
Ryan Reynolds está programando mais um filme infantil em sua carreira. Ele negocia estrelar “Everday Parenting Tips”, a próxima comédia do diretor Paul King, responsável pelos filmes do ursinho Paddington, em desenvolvimento no estúdio Universal. No filme, Reynolds viverá um pai que lida com os desafios cotidianos da criação dos filhos, que se tornam ainda mais difíceis devido à grande revolta de monstros em andamento. O projeto tem produção de Phil Lord e Chris Miller, diretores de “Uma Aventura Lego” e roteiristas de “Homem-Aranha no Aranhaverso”, e é baseado em um conto do prolífico escritor Simon Rich, criador da série “Miracle Workers”. O próprio Rich vai escrever a adaptação. Além de estrelar, Reynolds negocia produzir o filme, por meio de sua produtora Maximum Effort Productions, em conjunto com Lord e Miller.
Ellen Pompeo assume que segue em Grey’s Anatomy por acomodação e dinheiro
A atriz Ellen Pompeo assumiu que está em “Grey’s Anatomy” apenas por acomodação e dinheiro, e não porque tomou uma decisão criativa para sua carreira. Ela abordou com sinceridade o motivo de seguir na atração e interpretar a mesma personagem por mais de 15 anos, enquanto vários de seus colegas preferiram buscar outros desafios. Em entrevista ao podcast “Jemele Hill Is Unbothered”, Pompeo disse que dar uma vida conformável para sua família foi mais importante do que correr atrás de papéis desafiadores e, por isso, tomou a decisão de apenas ganhar dinheiro. “Eu fiz escolhas para continuar na série. Para mim, uma vida em família confortável era mais importante do que a carreira. Eu não tive uma infância particularmente feliz. Então, ter uma vida feliz em casa era realmente algo que eu precisava completar para fechar o buraco no meu coração”, declarou. “Então, tomei a decisão de ganhar dinheiro e não correr atrás de papéis criativos. Não fazia muito sentido para mim sair”, completou. Desde 2005, ela dá vida à médica Meredith Grey, protagonista de “Grey’s Anatomy, que está atualmente indo para sua 17ª temporada. Neste meio tempo, viu colegas abandonarem a série pelo sonho de se tornar estrelas de cinema, como Katherine Heigl e até o veterano Patrick Dempsey, que acabaram voltando à TV após não conseguirem materializar seus desejos – no caso de Dempsey, retomar a carreira da juventude. Mas outra colega, Sandra Oh, acabou consagrada com prêmios e reconhecimento da crítica ao trocar a série médica por “Killing Eve”. Ellen Pompeo disse que nunca sentiu essa necessidade. “Eu nunca gostei de correr atrás de nada. E atuar, para mim, na minha experiência, se trata disso. Você precisa correr atrás de papéis, precisa implorar por papéis, precisa convencer pessoas. E embora eu seja produtora e seja o mesmo tipo de coisa, acho que faço isso de um lugar que nunca sinto tanta sede, porque tenho uma estabilidade financeira”, disse. Além de atuar em “Grey’s Anatomy”, Pompeo renegociou seu contrato e também se tornou produtora da série e de seu spin-off, “Station 19”. “Eu comecei em ‘Grey’ com 33 anos e aí passei a ter filhos após os 40. Se eu tivesse começado a série mais nova, com uns 25, provavelmente poderia ter saído quando atingisse 31 ou 32, quando meu contrato de seis anos terminava”, continuou. Na vida pessoal, a atriz é casada com o produtor musical Chris Ivery desde 2007. Eles são pais de Stella, de 10 anos, Sienna, de 5, e Eli, de 3. “Eu sabia que, ao chegar aos 40 anos, eu não ia querer me arriscar lá fora correndo atrás das coisas, implorando. Prefiro ver isso como a bênção que é. É bastante comum os atores tentarem fugir das coisas… Tudo bem. Entendo. Entendo isso completamente. Mas na minha idade e onde está minha vida, não estou tentando fugir de nada. É quem eu sou. Fiz minhas escolhas e estou bem com isso… ‘Grey’ tem sido um presente pra mim”.
Estudo denuncia controle da China sobre conteúdo do cinema americano
Um relatório divulgado nesta quarta-feira (5/8) pela organização Pen America acusa os maiores estúdios de cinema dos EUA de promoverem autocensura para permitir que seus filmes sejam bem-vindos no milionário mercado chinês. O estudo de 94 páginas do grupo literário e de direitos humanos revelou uma profunda influência do governo chinês em Hollywood, detalhando as várias maneiras em que os estúdios alteram “elenco, enredo, diálogo e cenários” em um “esforço para evitar antagonizar as autoridades chinesas” em seus filmes. A lista de produções que sofreram intervenção pró-chinesa inclui blockbusters como “Homem de Ferro 3”, “Guerra Mundial Z” e até o vindouro “Top Gun: Maverick”. Segundo a associação, essa autocensura vai desde a remoção da bandeira de Taiwan na jaqueta de Tom Cruise em “Top Gun: Maverick” até a exclusão da China como fonte de um vírus zumbi no filme “Guerra Mundial Z”, lançado em 2013. A prática da autocensura também busca evitar tópicos sensíveis, como Tibete, Taiwan, Hong Kong ou Xinjiang, e eliminar personagens pertencentes à comunidade LGBTQIA+. Para entrar no mercado chinês, conteúdo LGBTQIA+ foi removido de “Bohemian Rhapsody”, quase transformando Freddie Mercury num cantor heterossexual. Filmes como “Star Trek: Sem Fronteiras”, “Alien: Covenant” e “A Viagem” também eliminaram cenas LGBTQIA+. Sequências com mortes de chineses foram tiradas de “007: Operação Skyfall” e “Missão: Impossível III”, e um personagem principal teve a etnia alterada de tibetano para celta em “Doutor Estranho”, da Marvel, uma decisão tomada pelo roteirista para evitar o risco de “alienar 1 bilhão de pessoas”, e que assim atingiu 7,5 bilhões de pessoas, para ficar na metáfora numérica. “Apaziguar o governo chinês e seus censores se tornou uma maneira simples de fazer negócios como qualquer outra”, diz o relatório. Pequim possui um dos mais rígidos sistemas de censura do mundo, sediado no departamento de propaganda do Partido Comunista Chinês. O comitê de censura decide se um filme estrangeiro pode ser lançado no mercado local de filmes, que é o segundo e pode se tornar no maior do mundo após a pandemia de covid-19. Para se ter ideia, os sucessos de bilheteria “Vingadores: Ultimato” e “Homem-Aranha: Longe de Casa” geraram mais receita na China do que nos Estados Unidos. “O Partido Comunista Chinês realmente exerce uma enorme influência sobre a lucratividade dos filmes de Hollywood e os executivos do estúdio sabem disso”, diz a Pen America. Isto gera uma submissão ao autoritarismo chinês, que pode render até momentos constrangedores, como a ida do então CEO da Disney, Michael Eisner, até Pequim para pedir desculpas pessoalmente pela produção do filme “Kundun” de Martin Scorsese, lançado em 1997, que trata da vida de Dalai Lama, líder espiritual do Tibete no exílio. Isto mesmo: a Disney lamentou que o filme existisse, após ele ser censurado e proibido de ser lançado na China, porque seu principal interesse na época era construir um parque temático em Xangai. O relatório denuncia que a censura se institucionalizou a ponto de alguns estúdios fazerem “voluntariamente determinadas restrições sem serem solicitados” e outros até convidam censores chineses para os sets. “Se algum projeto for considerado abertamente crítico” ao regime chinês, os estúdios temem que “sejam colocados em uma lista negra”, disse um produtor, que pediu para não ser identificado, à agência AFP. Assim, não permitem sequer que filmagens críticas à China sejam realizadas, eliminando-as do cinema de Hollywood. Em junho passado, o ator Richard Gere, que é budista e defensor da causa tibetana, já tinha comparecido ao Senado dos EUA para denunciar a forma como a China estava controlando o conteúdo de Hollywood. “A combinação da censura chinesa com o desejo dos estúdios de cinema americanos de acessar o mercado chinês leva à autocensura e a negligenciar as questões sociais que os grandes filmes americanos sempre abordaram”, disse ele na ocasião. “Ao obedecer aos ditames chineses, a abordagem de Hollywood cria um padrão para o resto do mundo”, afirma a Pen America, que conclui seu relatório lamentando a forma como esse “novo normal” consolidou-se em países supostamente orgulhosos de sua liberdade de expressão.
Diretora de A Lenda de Candyman vai filmar Capitã Marvel 2
A cineasta Nia DaCosta será a primeira mulher negra a dirigir um filme da Marvel. Ela fechou contrato para dirigir a sequência de “Capitã Marvel”, estrelado por Brie Larson. A notícia foi veiculada pelo site Deadline e confirmada por publicações rivais. Nia DaCosta está atualmente dando retoques finais em seu segundo longa-metragem, o terror “A Lenda de Candyman”, reboot de “O Mistério de Candyman” (1992), que tem previsão de lançamento para outubro nos EUA. Antes disso, ela só tinha feito um longa, o também terror “Little Woods”, em 2018. O roteiro de “Capitã Marvel 2” está a cargo de Megan McDonnell, que trabalhou na série da Marvel “WandaVision”, prevista para o fim do ano na Disney+ (Disney Plus). Não foram revelados detalhes da nova aventura da heroína, mas a história não deve se passar nos anos 1990, como no filme original, e sim nos dias atuais. O primeiro “Capitã Marvel” foi lançado em março de 2019 e faturou US$ 1,1 bilhão em todo o mundo. No filme, Larson interpretou Carol Danvers, uma humana que se envolve na guerra entre duas raças alienígenas, os Kree e os Skrulls, e ao sobreviver a uma explosão ligada a um mecanismo alienígena se vê impregnada por um poder incrível, que a transforma num dos heróis mais poderosos do MCU (Universo Cinematográfico Marvel). A continuação tem estreia marcada para 8 de julho de 2022.
Phineas e Ferb: Candace contra o Universo ganha primeiro trailer
A Disney+ (Disney Plus) divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Phineas e Ferb: Candace contra o Universo”, que será centrado na irmã mais velha dos protagonistas. Sentindo-se ignorada pela mãe e deixada de lado pelos irmãos, Candace acaba abduzida por alienígenas, fazendo Phineas e Ferb embarcarem numa missão de salvamento intergaláctico. “Phineas e Ferb: Candace contra o Universo” é o segundo longa animado derivado da série “Phineas e Ferb”, sucesso do Disney Channel, mas será o primeiro a estrear em streaming, na plataforma Disney+ (Disney Plus). A estreia está marcada para o dia 28 de agosto nos EUA. Já a plataforma Disney+ (Disney Plus) só deve ser lançada em novembro no Brasil.
Vídeo de “feliz aniversário” revela logo oficial de O Esquadrão Suicida
O diretor James Gunn ganhou dois presentes de aniversário nesta quarta (5/8), em que completa 54 anos: um vídeo com “parabéns pra você”, feito pela maioria do elenco da ainda inédita continuação de “Esquadrão Suicida” e postado nas contas da produção nas redes sociais, e o logotipo oficial do filme. O logo foi apresentado no vídeo e, posteriormente, disponibilizado pelo próprio diretor em seu Instagram, em versões traduzidas para vários idiomas, inclusive o português. Já a homenagem do elenco começa com Margot Robbie imitando a voz da Arlequina para desejar happy birthday ao cineasta, e inclui até a brasileira Alice Braga, desejando-lhe feliz aniversário em português! Gunn comentou à postagem, brincando que “a sala ficou empoeirada de repente” – isto é, que o vídeo o fez chorar. “O Esquadrão Suicida”, título oficial do filme de Gunn, tem estreia marcada para o próximo aniversário do diretor: em agosto de 2021. Além de Margot Robbie, o elenco contará com mais três integrantes do filme de 2016: Joel Kinnaman (Rick Flag), Jai Courtney (Capitão Bumerangue) e Viola Davis (Amanda Waller). Entre as novidades destacam-se ainda as participações da citada Alice Braga (“A Rainha do Sul”), Idris Elba (“Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”), John Cena (“Bumblebee”), Peter Capaldi (o “Doctor Who”), David Dastmalchian (“Homem-Formiga”), Storm Reid (“Euphoria”), Nathan Fillian (“Castle”), Flula Borg (“A Escolha Perfeita 2”), Pete Davidson (“Saturday Night Live”), Michael Rooker (também de “Guardiões da Galáxia”), Mayling Ng (a Gamora do game “Marvel Strike Force”), Daniela Melchior (“O Caderno Negro”), Sean Gunn (irmão do diretor e Kraglin nos “Guardiões da Galáxia”), Joaquín Cosio (“007: Quantum of Solace”), Steve Agee (“Superstore”), Jennifer Holland (“Brightburn”), Tinashe Kajese (“Valor”), Juan Diego Botto (“Jogos Infantis”) e Taika Waititi (“Jojo Rabbit”). A maioria aparece no vídeo abaixo. Ver essa foto no Instagram Hey @JamesGunn – here’s a little birthday gift for you! . Chaotically yours, #TheSuicideSquad💥 Uma publicação compartilhada por The Suicide Squad (@thesuicidesquad) em 5 de Ago, 2020 às 10:00 PDT Ver essa foto no Instagram #TheSuicideSquad team just got me these amazing new official title treatments for my birthday today. And the cast and I have so much more to show you guys on Aug 22 at DCFanDome.com. See you there! 💥 #DC #DCFanDome @TheSuicideSquad Uma publicação compartilhada por James Gunn (@jamesgunn) em 5 de Ago, 2020 às 8:59 PDT
Gésio Amadeu (1947 – 2020)
O ator Gésio Amadeu, conhecido papel de Chico em “Chiquititas” e que participou de várias novelas da Globo, morreu nesta quarta (5/8), após passar mais de um mês internado em um hospital em São Paulo com covid-19. Ele teria se infectado com coronavírus ao ir a uma consulta médica em junho passado. Gésio atuou em inúmeras produções para a televisão desde a estreia em “Beto Rockfeller”, na antiga rede Tupi, em 1968. Ao passar para a Globo, começou a ser escalado em papéis de escravo, em novelas como “A Cabana do Pai Tomás” (1969) – estrelada pelo branco Sérgio Cardoso com “blackface” – e “A Moreninha” (1970), antes de partir para tramas mais modernas em “Sol de Verão” (1982), “Renascer” (1993), “A Viagem” (1999), “Paraíso” (2009) e a recente “Velho Chico” (2016). Também fez novelas na Band, na Manchete, na Record e no SBT, além de teatro e cinema. Ele participou tanto da montagem teatral quanto da adaptação cinematográfica de “Eles Não Usam Black-Tie” (1981), dirigida por Leon Hirszman. Outros de seus filmes incluem “Longo Caminho da Morte” (1972), “O Médium” (1983) e “As Vidas de Maria” (2005). Mas os papeis pelo qual é mais lembrado são de programas infantis: o Tio Barnabé em “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, na Globo, e o cozinheiro Chico, em “Chiquititas”, no SBT.
Audrie & Daisy: Jovem protagonista de documentário da Netflix se suicida
A jovem Daisy Coleman, de 23 anos, que inspirou o documentário “Audrie & Daisy” da Netflix, cometeu suicídio na terça (4/8), segundo informou sua mãe, Melinda Coleman, em uma rede social. Daisy contou sua história em “Audrie & Daisy”, descrevendo os ataques que recebeu após denunciar um estupro aos 14 anos, tendo sido xingada de “mentirosa”, “vadia” e “idiota” até ter a casa de sua família incendiada. Além de Daisy, o documentário da Netflix, lançado em 2016, também contou a história de Audrie Pott, de 15 anos. As duas relataram ter sido estupradas por adolescentes que consideravam seus amigos e sofreram retaliações parecidas da comunidade em que viviam após denunciar o crime. Ambas também tiveram o mesmo fim. Fotos de Audrie sofrendo a violência foram compartilhadas na internet, o que contribuiu para que ela se enforcasse oito dias depois. “Minha filha, Catherine Daisy Coleman, se suicidou ontem à noite”, escreveu Melinda. “Ela era minha melhor amiga e uma filha incrível. Acho que ela queria mostrar que eu poderia viver sem ela. Queria poder ter curado sua dor. Ela nunca se recuperou daquilo que aqueles garotos fizeram com ela, e não é justo. Minha garotinha se foi.” Daisy relatou ter sido estuprada em 2012 por Matthew Barnett, um adolescente que vivia em sua cidade, no Missouri, Estados Unidos. Ela disse ter sido drogada e abandonada do lado de fora de sua casa, usando apenas uma camiseta, sob temperatura abaixo de zero grau. Barnett, que pertencia a uma família influente, declarou-se culpado, mas de uma acusação mais branda, alegando que o sexo com Daisy foi consensual. Ele não foi preso e atualmente cursa uma universidade no Missouri. Em vez de gerar apoio à vítima, a denúncia desencadeou uma retaliação desproporcional contra a família de Daisy, que se tornou alvo de bullying — físico e virtual. Ela tentou se suicidar outras vezes, antes de conseguir. “Sinto que as pessoas têm certas opiniões e percepções sobre mim e sobre casos como o meu porque não têm educação”, disse Daisy à revista People em 2017, aos 19 anos, após o lançamento do documentário. “É exatamente por isso que estou tentando explicar às pessoas o que está acontecendo em nossa sociedade.” Veja abaixo o trailer de “Audrie & Daisy”, que denunciou tudo o que aconteceu.











