Novo drive-in de São Paulo vai exibir filmes nacionais em sessões gratuitas
São Paulo vai ganhar mais um drive-in em agosto. Mas não será mais um espaço a cobrar ingresso caro para o público assistir filmes disponíveis em streaming. O Projeto Paradiso, iniciativa filantrópica do Instituto Olga Rabinovich, fechou parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, a Spcine e o Cine Autorama – e conta com apoio da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) – para oferecer sessões gratuitas exclusivamente de filmes brasileiros. O novo cinema ao ar livre Drive-In Paradiso será instalado no estacionamento da Alesp, no Ibirapuera, e funcionará de 1 a 23 de agosto com uma programação realmente diferenciada, com curadoria da cineasta e cinéfila Marina Person (“Califórnia”). Para marcar o lançamento do projeto, o premiado “Meu Nome É Bagdá”, de Caru Alves de Souza, será exibido na estreia, no dia 1º de agosto. Inédito em circuito comercial, o drama de ficção sobre skatistas paulistas foi premiado no Festival de Berlim, no começo do ano. “Meu Nome É Bagdá” será exibido entre “Café com Canela”, de Glenda Nicácio e Ary Rosa, premiado no 50º Festival de Brasília, e o icônico “Central do Brasil”, de Walter Salles, que integra uma homenagem aos grandes clássicos brasileiros na programação do drive-in. As sessões serão realizadas apenas aos sábados e domingos, às 17h, 20h e 23h. No primeiro domingo de programação, estão previstos o infantil “As Aventuras do Avião Vermelho”, a biografia musical “Elis” e a comédia blockbuster “De Pernas pro Ar 3”. Nos próximos dias, serão realizadas exibições de “Bacurau” – em sessão dupla com filme surpresa escolhido pelo diretor Kleber Mendonça Filho – e “Pacarrete”, de Allan Deberton, grande vencedor do Festival de Gramado do ano passado e também inédito em circuito comercial de cinema. Antes dos longas, ainda haverá a exibição de curtas-metragens produzidos por cineastas das periferias de São Paulo, que integram o projeto Curta em Casa – desenvolvido durante a pandemia pelo Projeto Paradiso em parceria com o Instituto Criar e a Spcine.
Elena de Avalor vai terminar com coroação da primeira rainha latina da Disney
A Disney anunciou o fim do desenho animado “Elena de Avalor” por meio de um vídeo de bastidores, em que intérpretes e produtores se despedem da atração. A série de Elena, a primeira princesa latina da Disney, vai chegar ao fim em 23 de agosto, no canal pago Disney Junior, num episódio especial em que a jovem finalmente se tornará rainha de seu reino. Assim, ela também se tornará a primeira rainha latina do estúdio de animação mais famoso do mundo. Criada por Craig Gerber (criador também da “Princesinha Sofia”), Elena é originalmente dublada pela atriz dominicana Aimee Carrero (série “Young & Hungry”) e, ao longo de três temporadas, salvou seu reino de uma feiticeira chamada Shuriki e demonstrou como é possível governar como benevolência, mesmo sem ter idade para isso. O capítulo final, batizado de “Elena de Avalor: Dia da Coroação”, apresentará a ascensão de Elena ao trono, agora que ela cresceu o suficiente para se tornar rainha. Vários integrantes do elenco estelar de convidados da série ao longo da produção, retornarão para dublar seus personagens no final. Os astros incluem Jaime Camil e Gina Rodriguez (ambos de “Jane the Virgin”), Mario Lopez (“Galera do Barulho”), Rachel Brosnahan e Tony Shalhoub (“The Marvelous Mrs. Maisel”), Whoopi Goldberg (“Ghost – Do Outro Lado da Vida”), Melissa Fumero e Stephanie Beatriz (“Brooklyn Nine-Nine”), Gina Torres (“Suits”), Kether Donohue (“You’re the Worst”), Tyler Posey (“Teen Wolf”) e Nestor Carbonell (“Bates Motel”). Além disso, Mark Hamill (“Star Wars”), Fred Armisen (“Portlandia”), Andy Garcia (“Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo”), Jenny Slate (“Big Mouth”) e Patrick Warburton (“Lemony Snicket: Desventuras em Série”) participarão em novos papéis no final. O encerramento da série não significa que a personagem será abandonada. Ela pode ganhar especiais na plataforma Disney+ (Disney Plus), onde a série também é disponibilizada.
Esquadrão Suicida: Diretor confirma que Coringa seria vilão principal
David Ayer voltou a falar de sua versão do “Esquadrão Suicida” no Twitter, ao confirmou para um seguidor que filmou uma cena do roteiro original que mostraria o Coringa, vivido por Jared Leto, como o principal vilão da história. No Twitter, ele atestou a veracidade de uma página vazada do roteiro, que traz o criminoso confrontando o Esquadrão Suicida. Na cena, o Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), Rick Flag (Joel Kinnaman) e Bumerangue (Jai Courtney) são ameaçados pelo Coringa, que se aliou à vilã Magia (Cara Delevingne) e, para completar, ainda sequestrou Amanda Waller (Viola Davis), roubando o controle dos explosivos conectados aos integrantes do Esquadrão. “Eu filmei e editei tudo isso. É claro, vocês [o público] não puderam ver nada, meu amigo”, escreveu Ayer sobre a página. Após a HBO Max dar sinal verde para a produção da versão de Zack Snyder de “Liga da Justiça”, o diretor tem feito campanha para lançar a sua “versão do diretor” de “Esquadrão Suicida”. Lançado em 2016, “Esquadrão Suicida” fez US$ 746 milhões em bilheteria mundial, mas foi destruído pela crítica, com apenas 27% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Yes I did. Shot and edited. Of course you were not permitted to see it my friend🤦♂️ https://t.co/PGSpz29T2Y — David Ayer (@DavidAyerMovies) July 20, 2020
Gael Garcia Bernal entra no novo terror de M. Night Shyamalan
O astro mexicano Gael Garcia Bernal (“Wasp Network”) entrou no elenco do próximo terror do diretor M. Night Shyamalan (“Vidro”) para a Universal. Ele se juntará a outras estrelas internacionais anteriormente contratadas, como a neozelandesa Thomasin Mackenzie (“Jojo Rabbit”), a luxemburguesa Vicky Krieps (“Trama Fantasma”), a australiana Eliza Scanlen (“Adoráveis Mulheres”), o inglês Aaron Pierre (“Krypton”) e o americano Alex Wolff (“Hereditário”). Shyamalan vai escrever, produzir e dirigir o filme, que ainda não tem título e mantém os detalhes da trama e personagens em sigilo, como é típico nas produções do cineasta. A Universal lançou os três filmes anteriores do cineasta, “Vidro” (2019), “Fragmentado” (2017) e “A Visita” (2015), que representaram um renascimento na carreira do diretor, após um período de fracassos. O novo filme tem previsão de estreia para 23 de julho de 2021.
Vídeo e fotos apresentam intérpretes americanos do remake de Julie e os Fantasmas
A Netflix divulgou um teaser, o pôster e as primeiras fotos do remake americano da série juvenil brasileira “Julie e os Fantasmas”. A prévia mostra os atores escolhidos, após vários testes, revelando uma mudança racial no papel principal. A Julie americana é uma latina negra. A escolhida para o papel principal também é uma estreante. Madison Reyes só tinha figurado num curta-metragem antes de assumir o papel de Julie, interpretado por Mariana Lessa no Brasil. Já os músicos da banda fantasma têm bastante experiência em produções adolescentes. Charlie Gillespie apareceu em “Charmed”, “Degrassi: Next Class” e no filme “Runt” (2020), ao lado de Cameron Boyce. Jeremy Shada trabalha como dublador desde criança – é dele a voz de Finn em “A Hora da Aventura”, por exemplo. E Owen Patrick Joyner estrelou “100 Coisas para Fazer Antes do High School” e “Esquadrão de Cavaleiros”. Os três substituirão os brasileiros Bruno Sigrist, Fabio Rabello e Marcelo Ferrari. Para completar o elenco, Carlos Ponce (“Devious Maids”, “Major Crimes”) foi contratado para o papel de pai de Julie, que nesta versão é viúvo – no Brasil, os pais da jovem foram interpretados por Will Prado e Camila Raffanti. E o menino Sonny Bustamante (visto na série “Law & Order True Crime”) será o irmão mais novo da protagonista – vivido por Vinícius Mazzola por aqui. O diretor e coreógrafo Kenny Ortega, que comandou os fenômenos televisivos “High School Musical” e “Descendentes”, foi o responsável por esta escalação e vai produzir o remake, após assinar contrato para desenvolver projetos exclusivos para a plataforma de streaming. A série original foi desenvolvida pelo estúdio Mixer numa coprodução da rede Band e o canal pago Nickelodeon, e teve ao todo 26 episódios exibidos entre 2011 e 2012. A atração agradou tanto seu público-alvo que até hoje os fãs fazem campanha pela 2ª temporada. Além do Brasil, “Julie e os Fantasmas” chegou em toda a América Latina pelo Nickelodeon e até na Itália pelo canal Super!. Mas a razão de seu reconhecimento nos Estados Unidos se deve a ter vencido em 2013 o Emmy Internacional como Melhor Série Infantil do mundo. A trama gira em torno da Julie do título, uma jovem apaixonada por música que começa a tocar com uma banda formada por três fantasmas, Daniel, Martim e Félix, mortos há 25 anos. Essa premissa será mantida com os atores americanos, mas os nomes dos personagens mudaram. Foram americanizados para Luke, Reggie e Alex. Intitulada em inglês “Julie and the Phantoms”, a versão americana terá roteiros e produção da dupla Dan Cross e David Hoge (criadores de “Os Thundermans” e “Par de Reis”), enquanto os criadores da série original, Hugo Janeba e João Daniel Tikhomiroff, serão creditados como produtores da adaptação. A produção gringa tem estreia marcada para 10 de setembro na Netflix.
Netflix desiste de fazer série turca após censura contra personagem gay
A Netflix desistiu de produzir uma nova série turca depois que autoridades locais pediram a remoção de um personagem gay no roteiro. “If Only” foi anunciada no mês de março e contaria com a produção da empresa local Ay Yapim e da estrela turca Özge Özpirincci (“Kadin”). O governo da Turquia alegou que, por conta da presença de um personagem gay no roteiro da série, a Netflix não conseguiria obter uma licença para as gravações. O serviço de streaming, por sua vez, optou por cancelar a produção em vez de censurar o texto. A homossexualidade deixou de ser criminalizada no país em 1923, mas o governo de Recep Tayyip Erdoğan tem usado leis contra “ofensas à moral pública” para ampliar restrições à comunidade LGBTQIA+ local. De acordo com o site The Hollywood Reporter, outros séries da Netflix que contam com personagens LGBTQIA+ — como “Orange Is The New Black” e “Hollywood” — são transmitidas normalmente na Turquia sem cortes. No entanto, essa não foi a primeira vez que autoridades locais tentam censurar um roteiro da Netflix. Houve também uma reclamação contra um episódio da série americana “Designated Survivor”, sob alegação de que representava um líder político turco como vilão. Na ocasião, a reação da plataforma foi a mesma: tirou o episódio do ar. Isto aconteceu há apenas dois meses. Após esses episódios de censura, a Netflix afirmou que não vai alterar seus planos de continuar a produzir séries e filmes no país. “Estamos orgulhosos do talento incrível com o qual trabalhamos. Atualmente, temos várias atrações originais turcas em produção — e mais por vir — e esperamos compartilhar essas histórias com nossos membros em todo o mundo”, disse a plataforma, por meio de um comunicado.
Amber Heard nega ter sido infiel durante casamento com Johnny Depp
A atriz Amber Heard foi confrontada pela advogada de Johnny Depp, Eleanor Laws, sobre sua suposta infidelidade durante o casamento dos dois, no processo que o ator move contra o jornal britânico The Sun por difamação. Depp está processando a News Group Newspapers, que publica o Sun, devido a uma reportagem de 2018 em que foi chamado de “espancador de esposa”, termo usado pelo tabloide para questionar sua escalação na franquia infantil “Animais Fantásticos e Onde Habitam”. Em seu segundo dia na corte, Heard negou que teve um caso com o bilionário Elon Musk, o ator James Franco ou qualquer outra pessoa enquanto era casada com Johnny Depp. “Não, não que isso importe muito”, ela afirmou na corte, dizendo que só começou a ter contato com Musk, proprietário da empresa de carros elétricos Tesla e do programa espacial Space X, em 2016. O tribunal foi informado que Heard trocou mensagens de texto com Musk em maio de 2016, depois que Depp supostamente se tornou violento e a machucou, ao jogar um telefone seu rosto. A advogada também mostrou imagens de circuito fechado de Heard levando o ator James Franco até uma cobertura em uma noite. Questionada sobre o motivo dos dois apareceram tão próximos, Heard disse: “Ele estava me dizendo ‘meu Deus, o que aconteceu com você?'”. As imagens foram feitas um dia após ela ter sido supostamente machucada no rosto por Depp. Ela alega que o astro de “Piratas do Caribe” a atacou em pelo menos 14 ocasiões, ameaçando até matá-la, e que levou tapas, socos e chutes durante explosões violentas e ciumentas de Depp, provocadas por consumo excessivo de bebidas e drogas. Depp, de 57 anos, nega ter agredido Heard e afirma que as acusações, inclusive testemunhos e fotos do rosto machucado da atriz, são uma farsa. Após ouvir a exposição da advogada sobre possíveis traições da atriz durante seu casamento, o juiz do caso, Andrew Nicol, disse que ele não achou tais evidências sobre ciúmes úteis para chegar à conclusão final. O processo por difamação está sua terceira e, à princípio, última semana de testemunhos no Supremo Tribunal de Londres. Depp e Heard se divorciaram em 2017 após 15 meses de um casamento turbulento. Num acordo para acelerar o divórcio, Heard retirou sua acusação de violência doméstica e Depp lhe deu US$ 7 milhões. A atriz doou todo o valor para diversas associações. Mas, depois disso, Heard se disse sobrevivente de violência doméstica, o que fez o ator decidir processá-la. Esse julgamento não tem relação com o processo contra o jornal britânico e ainda vai acontecer nos EUA. Nele, Depp quer receber US$ 50 milhões de Heard por calúnia e difamação.
Grey’s Anatomy vai abordar pandemia de covid-19 na próxima temporada
A série de médicos “Grey’s Anatomy” terá “a oportunidade e a responsabilidade” de abordar a pandemia da covid-19 na sua próxima temporada, disse a showrunner Krista Vernoff. Em evento virtual promovido pela Academia de Televisão dos EUA, responsável pelo Emmy Awards, ela disse que os roteiristas estão ouvindo histórias de médicos reais para escrever os episódios que abordarão o coronavírus. “Todos os anos temos conversas com médicos, que nos contam suas histórias. Normalmente, são as coisas mais engraçadas ou loucas que eles já viram. Este ano, é mais como uma terapia. Muitos deles estão falando pela primeira vez sobre isso [a pandemia], e começam a chorar e tremer. Eles falam sobre isso como se fosse uma guerra para a qual não foram treinados”, ela contou. Nesta comparação, a equipe do hospital televisivo Grey Sloan Memorial leva uma vantagem em relação a seus colegas de hospitais reais: a presença de Owen (Kevin McKidd), que já serviu como médico em um campo de guerra de verdade, no Iraque. Vernoff disse que, de fato, a experiência do personagem vai fazer a diferença nos próximos episódios. “Ele foi treinado para lidar com isso de uma forma que os outros médicos não foram”. Além de refletir a pandemia, os roteiristas da série enfrentarão outro problema, que é “manter o humor e o romance vivos”, características que diferencia “Grey’s Anatomy” das outras atrações médicas, enquanto contam as histórias traumáticas da luta contra a covid-19. A produção da 17ª temporada ainda não começou, justamente devido à pandemia. A data da volta ao trabalho não foi definida, nem há previsão para a estreia dos novos capítulos.
La Casa de Papel: Começa a produção da Parte 5
A produção da Parte 5 de “La Casa de Papel” já começou. O ator Álvaro Morte confirmou sua volta ao trabalho com um posto em seu Instagram nesta terça (21/7). Ele aparece usando máscara de proteção contra covid-19 na imagem. “Eu estou de volta. O professor está de volta”, escreveu o ator espanhol. Antes dele, Pedro Alonso já tinha mostrado sua preparação para retomar o papel de Berlim. Na semana passada, ele escreveu: “Acabei de cortar o cabelo e experimentar as roupas. Todos usavam máscaras. Por um momento isso pareceu o Pentágono. Ou um [filme de] Spielberg sobre encontros em quem sabe que época. O fato é que em breve eu serei ele novamente. Chama-se Berlim e é puro amor.” Veja abaixo. Lançada em 3 de abril, a Parte 4 da série espanhola é considerada um dos maiores sucesso do ano no catálogo da Netflix, vista por mais de 65 milhões de pessoas, segundo informação da própria plataforma ao mercado. Ver essa foto no Instagram I’m back. The Professor is back. @netflixes @netflix @vancouvermedia_ Uma publicação compartilhada por Álvaro Morte (@alvaromorte) em 21 de Jul, 2020 às 4:09 PDT Ver essa foto no Instagram Me acaban de cortar el pelo, probado ropa. Todos llevaban máscara. Aquello por momentos parecía el Pentágono. O una de Spielberg sobre encuentros en a saber qué fase. El caso es que dentro de poco volveré a ser él. Se llama Berlín y es puro amor. A ratos. 😋🦧🚀🔥 Uma publicação compartilhada por Pedro Alonso (@pedroalonsoochoro) em 13 de Jul, 2020 às 5:57 PDT
Astro de MacGyver revela ter denunciado produtor da série após se tornar suicida
O astro de “MacGyver”, Lucas Till, assumiu ter sido uma das pessoas que encaminhou uma queixa à produtora CBS Television Studios, que culminou na demissão do produtor executivo Peter M. Lenkov no início deste mês. Ele fez a confissão em uma entrevista publicada pela revista Vanity Fair, afirmando que o ambiente tóxico criado pelo ex-produtor no set da série o levou ao “ponto de ruptura” e se sentindo “suicida”. Till diz que foi vítima de bullying, abuso verbal e body shaming por Lenkov, que foi demitido após uma investigação sobre queixas de ambiente tóxico em “MacGyver” e “Hawaii Five-0”. Ele também produzia “Magnum P.I.”. “Eu nunca trabalhei tão duro na minha vida e não me importo com o trabalho duro”, disse Till a Maureen Ryan, da Vanity Fair. “Mas o modo como Peter trata as pessoas é inaceitável. Eu me tornei suicida no primeiro ano no programa, por causa da maneira como ele me fez sentir. Mas a maneira como ele tratou as pessoas ao meu redor… esse foi o meu ponto de ruptura.” A revista relata que Till encaminhou uma denúncia ao departamento de recursos humanos da CBS por escrito. “Havia sempre algo na minha aparência que o desagradava, como quando eu precisei usar um avental de hospital… [Lenkov] disse que minhas pernas eram ‘horríveis pra c******’ e nunca mais iríamos mostrá-las. Sinceramente, também achei um pouco de humor nesse comentário, mas você pode imaginar que esse era o tipo de comentário habitual que ele geralmente fazia. Houve uma vez que ele gritou com um [diretor] ‘Oh, meu Deus do céu! Ajeite a camisa dele, ele parece um menino f*****’… Eu lutei para manter o ‘peso de homem’ que ele exigia no programa, enfrentando estresse, falta de tempo para malhar e uma programação imprevisível para uma nutrição adequada.” Um porta-voz de Lenkov disse à Vanity Fair que as acusações de Till são “100% falsas e inverídicas” e que o ex-showrunner “defendeu” Till “desde o início e não fez nada além de apoiar o ator”. A CBS Television Studios demitiu Lenkov de todas as séries que ele criou e produziu em 7 de julho, encerrando seu acordo geral com o estúdio. “Peter Lenkov não é mais o produtor executivo que supervisiona ‘MacGyver’ e ‘Magnum PI’, e o estúdio encerrou seu relacionamento com ele”, disse na ocasião a produtora, em comunicado para a imprensa. “Nosso estúdio está comprometido em garantir ambientes de produção seguros e respeitosos. No ano passado, atribuímos parceiros de recursos humanos a todas as séries, expandimos o treinamento da equipe e aumentamos as opções de relatórios. Continuaremos a avançar nossas práticas com foco contínuo na construção da confiança com todos os que trabalham em nossos sets. Todas as reclamações são levadas a sério, todas as denúncias são investigadas e, quando há evidências claras de que nossas políticas e ética foram violadas, tomamos uma ação decisiva”. O próprio Lenkov emitiu uma declaração sobre sua demissão. “Agora é a hora de ouvir e eu estou ouvindo. É difícil ouvir que o ambiente de trabalho que comandei não era o ambiente de trabalho que meus colegas mereciam e, por isso, lamento profundamente. Aceito a responsabilidade pelo que estou ouvindo e estou comprometido em realizar o trabalho necessário para melhorar e realmente melhorar”, ele afirmou. Lucas Till não foi o único denunciante. O site The Hollywood Reporter ouviu de suas fontes que Lenkov foi alvo de pelo menos três denúncias. São alegações sobre comportamento manipulador e abusivo durante gravações de “Hawaii Five-0” e “MacGyver”. Segundo essas fontes, Lenkov mantinha um “clube de garotos” com funcionários do sexo masculino que se reuniam regularmente, fumavam charutos e julgavam inadequadamente a aparência de mulheres em “Hawaii Five-0”. Além disso, atendia pedidos especiais de horário de trabalho de atores do sexo masculino, sem oferecer a mesma consideração às atrizes da série. As fontes do THR também alegam que Lenkov costumava humilhar roteiristas – particularmente mulheres e pessoas de cor. Em um incidente, ele supostamente zombou de um fã com deficiência e, depois que uma roteirista se opôs ao seu comportamento, tentou fazer com que fosse demitida. Lenkov foi o mais recente showrunner da CBS Studios a ser demitido, após o estúdio se provar um celeiro de produtores “complicados”. Brad Kern foi demitido de “NCIS: New Orleans” após várias denúncias de assédio e perseguição às mulheres, além de declarações racistas nas gravações. Bob Kushell teve seu contrato rompido após a CBS Studios confirmar que ele usava “linguagem inapropriada” no set da comédia “Fam”. Gretchen Berg e Aaron Harberts saíram de “Star Trek: Discovery”, da plataforma CBS All Access, após alegações de comportamento abusivo. E Vinnie Favale, executivo da própria CBS Studios, foi demitido em 2018, em meio a denúncias de má conduta. A rede CBS, por sua vez, também demitiu o produtor executivo do programa “60 Minutes” (uma das inspirações do “Fantástico”) e ex-chefe de sua divisão de notícias, Jeff Fager, depois que ele enviou uma mensagem de texto ameaçadora a um repórter que estava cobrindo acusações de má conduta sexual contra ele. Também afastou o apresentador Charlie Rose, do programa “CBS This Morning”, ao apurar alegações de assédio sexual. E foi principalmente abalada pela partida, em setembro de 2018, de seu próprio CEO, o poderoso Leslie Moonves, após a revista The New Yorker publicar denúncias de assédio e abuso do executivo.
Ridley Scott e Kevin Macdonald convidam o mundo a contribuir para filme coletivo
Os cineastas Riddley Scott e Kevin Macdonald voltaram a se juntar com o YouTube para criar um novo documentário com a premissa de “A Vida em um Dia” (A Life in a Day). A ideia é repetir a experiência que rendeu o filme de mesmo nome, realizado há dez anos, fazendo um convite aberto a todas as pessoas do planeta para registrarem em vídeo como é um dia comum de suas vidas. As gravações têm data para acontecer. Elas precisam ser feitas durante o próximo sábado. Quem tiver interesse em participar, tem apenas que gravar seu cotidiano em dia 25 de julho e, depois, enviar o vídeo para o site https://lifeinaday.youtube. O prazo de recebimento se encerra em 2 de agosto. “Todos podem participar. Iremos reunir vídeos dos quatro cantos do mundo para criar um longa-metragem filmado por vocês e com estreia no Sundance Film Festival de 2021”, diz o site oficial da produção. A grande diferença em relação ao primeiro “A Vida em um Dia” é que, neste ano, o documentário deve registrar o impacto da pandemia de coronavírus no cotidiano das pessoas. No primeiro documentário, foram recebidos cerca de 80 mil vídeos, que somavam em torno de 4,5 mil horas. Para selecionar os melhores materiais, um time com 30 profissionais vai ajudar na curadoria e três editores trabalharão com Macdonald para montar as cenas num filme coeso, ainda que coletivo. A duração dos vídeos é livre e os participantes podem enviar mais de uma gravação com momentos distintos do dia. O idioma também é livre. Mas as contribuições devem refletir histórias pessoais com autenticidade e realismo – e não de forma performática ou afetada como se costuma fazer nas redes sociais. Confira mais detalhes no vídeo abaixo.
Julia Roberts e Denzel Washington vão estrelar suspense apocalíptico na Netflix
Os atores Julia Roberts e Denzel Washington vão voltar a se juntar num novo suspense, 27 anos depois de “O Dossiê Pelicano” (1993). Intitulado “Leave the World Behind”, o projeto tem roteiro e direção de Sam Esmail, criador de “Mr. Robot”, que trabalhou com Roberts na 1ª temporada da série “Homecoming”, da Amazon. A nova produção também será lançada em streaming, mas na Netflix, que, segundo o site Deadline, venceu uma disputa milionária com a Apple e a MGM pelos direitos de exibição. A trama é baseado num livro homônimo de Rumaan Alam, que será publicado em setembro nos EUA, e segue um casal de férias com os filhos adolescentes, num local remoto de Long Island, nos EUA. Quando os donos da casa que eles alugaram surgem inesperadamente em pânico, dizendo que um repentino apagão tomou conta da cidade, o casal não sabe ao certo em que acreditar. Sem eletricidade e serviço de celular, as duas famílias são levadas a conviver numa situação de tensão. A descrição dos personagens retrata os locatários como e ricos e brancos, e os proprietários como sofisticados e negros. As questões de raça e classe farão parte da trama, na medida em que estranhos estrondos sônicos destroem a paz do campo e a saúde física e mental das famílias passa a se desintegrar. Roberts será a mãe da família que aluga a casa. Washington será o proprietário. O filme ainda não tem previsão de lançamento.
Diretores de Vingadores: Ultimato querem filmar Guerras Secretas da Marvel
Os diretores de “Vingadores: Guerra Infinita” e “Vingadores: Ultimato”, Anthony e Joe Russo, estão em campanha não assumida para comandar um próximo filme dos Vingadores, centrado na saga “Guerras Secretas”. Para quem não sabe, “Guerras Secretas” foi o primeiro megacrossover da Marvel, concebida em 1984 pelo então editor-chefe da empresa, Jim Shooter. A história foi contada numa minissérie de 12 edições e acompanhava uma série de conflitos, após heróis e vilões serem aprisionados por uma entidade superpoderosa (Beyonder) num planeta desconhecido para lutarem numa espécie de mortal kombat, tendo como prêmio a realização de todos os seus desejos. A publicação teve inúmeras repercussões, entre elas a introdução do simbionte que viraria Venom e a substituição do Coisa pela Mulher-Hulk no Quarteto Fantástico. O sucesso foi tanto que, um ano depois, a Marvel lançou “Guerras Secretas II”, seguido de perto por duas edições de Quarteto Fantástico dedicadas a “Guerras Secretas III”. O tema voltou em 2015, com outra “Guerras Secretas”. Para Joe, o mais empolgante foi ver todos os heróis reunidos, ainda mais que leu a história pela primeira vez aos 10 anos de idade. “Foi um dos primeiros quadrinhos importantes a fazer isso. Isso era realmente um evento no seu melhor”, disse o diretor, em entrevista ao BroBible. E eu também gosto da ideia de vilões se unindo a heróis. Anthony e eu gostamos de relacionamentos complicados entre heróis e vilões, nós gostamos de vilões que acreditam que são os heróis de suas próprias histórias, então tudo está embutido nesta noção de ‘Guerras Secretas’. Executar algo na escala de ‘Guerra Infinita’ estava diretamente relacionado à lembrança de ‘Guerras Secretas’, que é ainda maior em escala.” Anthony reforçou os comentários do irmão, acrescentando que eles adorariam encarar o desafio de realizar uma adaptação de “Guerras Secretas”. “Seria o maior filme que você poderia imaginar, e é isso que realmente nos deixa empolgados na história – a ambição disso é ainda maior que a ambição da Saga do Infinito.” Não é a primeira vez que eles citam a vontade de adaptar “Guerras Secretas”. Se a Marvel tiver planos de superar “Vingadores: Ultimato”, este projeto provavelmente fará parte das discussões de produção. Além dos Vingadores, a história inclui os personagens dos X-Men e do Quarteto Fantástico, que a Marvel reincorporou após a aquisição da Fox pela Disney. Veja abaixo a capa das publicações originais dos anos 1980.












