Disney contrata autor de Chernobyl para escrever novo Piratas do Caribe



A Disney quer relançar a franquia “Piratas do Caribe” nos cinemas. Para isso, contratou Ted Elliott, um dos autores da história original de 2003, e Craig Mazin, criador da premiada minissérie “Chernobyl”, para desenvolver uma nova aventura da franquia.

O estúdio planeja um reboot sem Johnny Depp desde o final de 2018, quando contratou os roteiristas de “Deadpool”, Rhett Reese e Paul Wernick, para escrever um roteiro projetado para “dar um chute” na franquia. Mas Reese e Wernick acabaram saindo do projeto para se concentrar em “Zumbilândia 2”, e a produção estava “a ver navios” desde então.

Embora o assunto não seja abordado abertamente, a reputação de Johnny Depp virou um problema, que teria levado a Disney a repensar a franquia. Acusações de violência doméstica de sua ex-mulher, Amber Heard, briga com o ex-empresário que expôs sua fama de perdulário e beberrão e a agressão a um profissional num set de filmagem acabaram com o perfil de astro de filmes infantis que Depp cultivou. Isso sem contar os problemas criados nos bastidores de “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”, supostamente feito com Depp bêbado e brigando com a esposa.


A contratação de Elliott e Mazin mostra que a Disney quer encontrar uma forma de prosseguir com “Piratas do Caribe” sem o intérprete de Jack Sparrow.

Elliott conhece bem a franquia, tendo escrito não apenas o original de 2003, mas os três filmes seguintes com o então parceiro Terry Rossio. E Mazin é um escritor de comédias de sucesso (franquias “Todo Mundo em Pânico” e “Se Beber, Não Case”) e fantasias meia-bocas (“O Caçador e a Rainha do Gelo”), que se reinventou como roteirista dramático com o sucesso premiado de “Chernobyl”.

A contratação de Mazin, por sinal, deixa claro que Depp não é o único escanteado na franquia. Terry Rossio, co-autor dos personagens originais, não entrou nos planos da Disney após reclamar publicamente da Disney por conta do lançamento de “Aladdin”, que refilmou o roteiro original que ele escreveu para o desenho animado sem lhe dar créditos ou dinheiro algum.



Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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