Caçadora da série Birds of Prey entra no crossover gigante do Arrowverso



Outra super-heroína clássica foi adicionada ao crossover “Crise nas Infinitas Terras”. A atriz Ashley Scott voltará a viver Helena Kyle, a Caçadora, 16 anos após o cancelamento da série “Birds of Prey”.

A adaptação dos quadrinhos da DC Comics reunia o grupo original das Aves de Rapina. Além de Ashley Scott como Caçadora, a série incluía Dina Meyer como Barbara Gordon/Oráculo/Batgirl e Rachel Skarsten (atualmente em “Batwoman”) como Canário Negro. Durou só uma temporada, entre 2002 e 2003, e, sabe-se lá porquê, foi exibida na rede SBT com o título de “Mulher-Gato”!

Uma versão da Caçadora chegou a aparecer nas duas primeiras temporadas de “Arrow”, interpretada por Jessica De Gouw, enquanto Mary Elizabeth Winstead viverá o personagem no filme “Aves de Rapina”, previsto para fevereiro.

“Crise nas Infinitas Terras” vai juntar personagens de várias atrações da DC, desde a série “Batman” de 1966 até a animação “Batman do Futuro”, vividos por seus intérpretes originais.

As várias versões dos mesmos personagens vão conviver e colidir graças ao tema de “Crise nas Infinitas Terras”: o colapso do multiverso, que apresentará inúmeras realidades alternativas.

O multiverso foi introduzido na TV durante a 2ª temporada de “The Flash”. A ideia de que existem várias Terras paralelas, cada uma com sua própria versão dos heróis da DC, possibilitou que personagens mortos nas séries do Arroverso, como Canário Negro e Senhor Frio, reaparecessem com novas personalidades. E também serviu para justificar a falta de repercussão dos eventos apocalípticos das tramas de “Supergirl” nas demais atrações – porque a prima de Superman existe em outro universo.

Essas “infinitas Terras” sofrerão agora uma “crise” sem precedentes, inspirada na história mais famosa da DC Comics.



Considerada um marco dos quadrinhos, a “Crise” original de 1985 ficou famosa por matar muitos super-heróis clássicos, como o Flash (a versão de Barry Allen) e a Supergirl (Linda Lee Danvers), o que foi um choque para os leitores da época. O objetivo foi realizar o primeiro reboot dos quadrinhos em todos os tempos, resultado da destruição de todas Terras paralelas, menos uma. Esse evento foi tão traumático que apagou a existência do multiverso, inclusive a memória dele, e reacomodou sobreviventes de outras Terras na linha temporal da Terra 1, por meio de um recomeço completo de todas as histórias e lembranças dos personagens da DC.

Por sinal, a Caçadora foi uma das heroínas afetadas pelo reboot. Originalmente, ela era a filha de Batman e Mulher-Gato de outra Terra, mas após a “Crise” passou a ser filha de um mafioso obcecada em destruir os negócios ilegais da família.

Assim como na publicação impressa, a expectativa é que a resolução da “Crise” traga mudanças profundas no Arrowverso, já que o crossover conduzirá ao final da série “Arrow”, que inaugurou esse universo de adaptações de quadrinhos.

Para chegar nisso, a versão televisiva da “Crise nas Infinitas Terras” pretende demonstrar que todas as séries e filmes já lançados dos heróis da DC existem em seu próprio universo. Assim, o público descobrirá o que aconteceu com o Robin de Burt Ward, após o último episódio da série clássica de “Batman”, em 1968. E o que o Clark Kent de Tom Welling fez após virar Superman no final de “Smallville” em 2011.

Disparado o maior crossover já tentado na história da televisão, “Crise nas Infinitas Terras” será exibido entre dezembro e janeiro ao longo de cinco episódios individuais das séries “Arrow”, “The Flash”, “Supergirl”, “Legends of Tomorrow” e a estreante “Batwoman”. Além disso, embora sua série tenha ficado de fora desta lista, até o herói Raio Negro (Black Lightning) vai participar da produção.

Ainda não há previsão oficial para a estreia de “Crise nas Infinitas Terras” no Brasil, mas muito provavelmente deve acontecer em janeiro no canal pago Warner.


Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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