É oficial: Keanu Reeves vai estrelar Matrix 4



O ator Keanu Reeves vai voltar a viver o icônico personagem Neo de “Matrix” num quarto filme da franquia.

Após muitos boatos sobre a produção, a Warner oficializou a produção, que contará também com participação da atriz Carrie-Anne Moss, novamente no papel de Trinity, e será escrita, dirigida e produzida por Lana Wachowski. A cineasta criou “Matrix” com a irmã Lilly, na época em que elas eram chamadas de “irmãos” Wachwosky, mas a participação da outra metade criativa da franquia não foi mencionada no comunicado.

“Não poderíamos estar mais empolgados em voltar a entrar na Matrix com Lana”, disse o presidente da Warner Bros., Toby Emmerich. “Lana é uma verdadeira visionária – uma cineasta criativa singular e original – e estamos entusiasmados por ela estar escrevendo, dirigindo e produzindo este novo capítulo no universo ‘Matrix’”, completou

“Muitas das idéias que Lilly [Wachowski] e eu exploramos há 20 anos sobre nossa realidade são ainda mais relevantes agora”, disse Lana Wachowski no mesmo comunicado. “Estou muito feliz por ter esses personagens em minha vida e grata por outra chance para trabalhar com meus amigos brilhantes”.



A informação de que a equipe original estava se juntando para um resgate da franquia foi vazada em maio pelo diretor Chad Stahelski (da trilogia “John Wick”), que trabalhou como coordenador de dublês nos três “Matrix”. “Estou muito feliz que as Wachowski estejam fazendo outro ‘Matrix’, expandindo aquilo que sempre amamos”, comentou o diretor, durante entrevista para divulgar “John Wick 3 – Parabellum”. Na época, a declaração causou um reboliço e foi prontamente negada pelas Wachowski. Mas era verdade.

A trama do filme original se passa em um futuro no qual uma Inteligência Artificial tomou conta do mundo. A maioria das pessoas, no entanto, vive sem saber disso, habitando uma “simulação” virtual do planeta antes do apocalipse. Porém, alguns conseguem se libertar e o hacker Neo (Reeves) é escolhido para se “desplugar” deste universo virtual e ajudar os rebeldes na luta contra os computadores e robôs que escravizaram a humanidade.

O filme de 1999 foi revolucionário por suas metáforas, que combinavam metafísica e sci-fi, mas também por suas cenas de ação, que introduziram o wire fu (o kung fu voador) e o feito “time bullet” (câmera lenta do ponto de vista de uma bala) no cinema ocidental. Fez tanto sucesso que ganhou duas continuações, que entretanto não tiveram a mesma repercussão, chegando a decepcionar os fãs da franquia.

A Warner não revelou o cronograma de produção e uma previsão de estreia para a nova sequência.



Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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